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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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30/09/2025|

Uma audiência pública na Câmara Municipal de Natal discutiu a desapropriação por hasta pública de imóveis na Ribeira. Proposta pelo vereador Fúlvio Saulo, a iniciativa teve como objetivo fomentar o debate com a sociedade sobre o uso desse mecanismo na revitalização do Centro Histórico, com foco no bairro. O encontro reuniu representantes do poder público municipal, vereadores e membros da Associação de Moradores da Ribeira. A desapropriação por hasta pública é uma medida de interesse coletivo, que visa dar nova função social a imóveis abandonados. A audiência também buscou promover a discussão sobre a inclusão do procedimento no Plano Diretor de Natal. A proposta permite dar um destino aos prédios ociosos, fazendo com que eles gerem vida, movimento e desenvolvimento na cidade.

TERRA ESTRANGEIRA: Shakespeare durante a chuva

30/09/2025|

Londres – Inglaterra, 11 de Janeiro de 2018.   Hoje pela manhã subimos a The Shard Tower, um complexo enorme de 79 andares que fica bem perto da London Bridge, do lado sul do Tâmisa. O objetivo era ter uma visão mais ampla da cidade e aquela construção gigante, que aparece em meio a um complexo de prédios futuristas de vidro e metal que se espalham pela margem do rio como se tivessem sido encaixados no meio da cidade por alguma intervenção alienígena ou por um desses algoritmos digitais que aparecem nos episódios de Black Mirror, nos pareceu ser o melhor lugar para ver, de cima, a capital do antigo império britânico. O problema é que, quando a gente chegou lá em cima, a única imagem que a gente conseguia ver, ao tentar procurar qualquer coisa que se parecesse com um horizonte, era o famoso fog londrino. Um fenômeno particularmente interessante, especialmente para um potiguar acostumado às águas tropicais que caem sobre a Taba de Poty no tempo do São João. Aquela névoa me soava como uma espécie de neblina de pingos leves, tão leves, que acabava por cobrir a cidade como se um sudário de fumaça úmida, tivesse desabado sobre...

Jornalista lança o livro “Literatura & Gestão”

30/09/2025|

Nesta terça-feira (30), no 1° andar da Biblioteca Câmara Cascudo, situada na Rua Potengi, 535, em Petrópolis, a partir das 18h30, o jornalista e funcionário dos Correios Marco Antonio lançará seu livro Literatura & Gestão, por meio do qual defende a hipótese de que o texto literário pode ser um valioso instrumento didático-pedagógico para quem labuta no ambiente corporativo. Executivo dos Correios há quase três décadas, em que gerenciou as áreas de negócios, logística, comunicação corporativa e planejamento, Marco Antonio faz, em Literatura & Gestão, a análise de 14 textos clássicos da literatura, entre romances, contos, música e poemas, fazendo analogias entre os seus enredos e alguns dos seus personagens com o universo das organizações. Ele faz também abstrações de gênero literário, como o romance policial, e movimento artístico, como a Semana de Arte Moderna de 1922, cotejando com o dia a dia do mundo corporativo. A literatura, segundo Marco Antonio, “pode ser um notável recurso didático-pedagógico para estudantes de administração, gestores, aspirantes a gestores e empreendedores; uma lufada de ar puro e fresco nos estudos organizacionais, embora seja possível compreender que a inter-relação entre esses dois campos do conhecimento humano tem suas limitações, já que se tratam de domínios...

roadies

29/09/2025|

No meu livro Dias Cinzentos, Noites Douradas, lançado em 2021 pela editora Unilivreira, que descreve a cena cultural de Natal no final dos anos sessenta até meados dos anos setenta, eu falo um pouco sobre a função exercida pelos conhecidos “arrumadores”, ou seja, os empregados dos conjuntos musicais da época. Cada conjunto musical contava com um ou mais empregados que tinham a função de montar e desmontar os equipamentos e organizar a disposição dos instrumentos durante os ensaios e nos palcos dos clubes por ocasião das festas. Os arrumadores – eram chamados assim – com algumas exceções, sempre estavam trocando de conjunto em busca de uma melhor remuneração e entre eles havia os que se destacavam: uns pela competência, outros por serem engraçados e alguns até mesmo porque tinham seu quinhão de fama e se tornaram figuras populares, como Porróca (Os Bambinos),  Kutruko (Os Infernais), Guéri-Guéri (Os Vândalos) Osmar e Miguel (Impacto Cinco), Luís Galo (The Jetsons), Mala Véia (Os Brasas), Capota (arrumador de Os Zíngaros, que ficou famoso quando colocou um teclado novo para lavar e causou um enorme prejuízo a Tiãozinho, dono do conjunto) e Mundoca, que passou por vários conjuntos. O conjunto Apaches tinha dois arrumadores: Enxiridão...

Um recital de música clássica com alma popular nesta terça

29/09/2025|

Nesta terça-feira, às 20h, será apresentado o recital “Todo (o) Mundo enCantares”, pelo quarteto de câmara potiguar “Um Quarto de Caju”, no Auditório Oriano de Almeida (mais conhecido como Mini-auditório) da Escola de Música da UFRN. O recital leva o nome de “Todo (o) Mundo enCantares” porque “todo mundo” se refere a união de pessoas, mas se considerar a letra “o” em parênteses, o sentido muda para “o mundo inteiro”, que revela que as músicas são oriundas, não só de Natal, mas do Brasil e outros lugares do mundo. Já a palavra “enCantares” é um misto de “em Cantares”, pois haverão músicas com voz e os instrumentos também são compreendidos, desta forma, como vozes, de acordo com seus respectivos timbres e, ao mesmo tempo, faz alusão à palavra “encanto”, devido a beleza do repertório clássico que será apresentado. A proposta “Recital Todo (o) Mundo enCantares” consiste na divulgação da Música de Câmara, por meio de apresentação, em forma de concerto/recital, com o diferencial da formação instrumental do grupo, que inclui o pandeiro, que é mais comumente associado à música popular brasileira, e que deixará o repertório ainda mais atrativo para o público. A inclusão do pandeiro permite um toque inovador...

Lelé Alves

29/09/2025|

Poucas mulheres no Brasil trilham caminhos tão duradouros na New Age, gênero que respira silêncio, escuta e contemplação. A potiguar Lelé Alves é uma dessas raras artistas. Sua música nasceu do encontro entre o som instrumental, elementos do rock progressivo, o sopro leve do jazz e a quietude cultivada na meditação. É nesse espírito que a artista apresenta seu novo álbum nesta quinta-feira (2/10), data que celebra o Dia Internacional da Não-Violência e o nascimento de Mahatma Gandhi. O lançamento chega às plataformas digitais e ao canal Mudernage, no YouTube, que também trará a audiodescrição da capa, realizada pela Valoz Engenharia, para que a imagem possa ser sentida além do olhar. Gravado no estúdio Ícone-Mudernage em Ponta Negra (Natal-RN), o álbum percorre dez composições autorais, revelando paisagens sonoras que convidam à pausa e ao recolhimento. A capa, assinada pelo jornalista e fotógrafo Flávio Rezende, é como uma janela para esse universo. O projeto reúne ainda a sutileza das percussões de Edimar Rocha, o diálogo do contrabaixo de Paolo Araújo e a coordenação da própria Lelé Alves. CAMINHO DO AUTOCONHECIMENTO Além do som de sua guitarra, Lelé explorou timbres de flautas, oboés e sons eletrônicos gerados em sintetizador acoplado à guitarra,...

29/09/2025|

Os fãs da música eletrônica têm encontro marcado no dia 8 de novembro no gramado do Arena das Dunas: o Festival Vintage Culture. Reconhecido mundialmente por suas performances hipnotizantes e presença de palco magnética, Vintage Culture é dos maiores nomes da música eletrônica global. Com 9 horas ininterruptas de música, o festival contará com megaestrutura, cenografia especial e efeitos visuais de alto impacto. Uma verdadeira imersão sonora e sensorial. O evento conta com quatro setores disponíveis ao público: frontstage, colado no palco e em sintonia direta com o DJ; camarotes, oferecendo conforto e visão privilegiada em área elevada; backstage, para quem busca uma experiência premium em espaço exclusivo, também elevado, com visão especial do palco; e lounges, com ambientes privativos para grupos, unindo sofisticação, comodidade e descontração. Das 22h às 7h. Mais informações: @vintageculturern Vendas: duoticket.com.br

Livraria Manimbu

29/09/2025|

Abrir uma livraria no Brasil de hoje é um gesto de resistência. Em meio a tantas dificuldades, quando os índices de leitura insistem em desanimar, iniciativas que apostam no livro e na palavra ganham ainda mais valor. Foi com esse espírito que o poeta, escritor, artista plástico e editor Aluísio Azevedo Jr. inaugurou, em parceria com a professora e gestora Nadja Costa, a Livraria Manimbu Arte e Cultura, em Natal (Av. Marechal Floriano Peixoto, 544 – Petrópolis – Natal/RN). Aluísio não é novato nessa empreitada. Quem circulou pela Avenida Salgado Filho na última década, certamente se lembra da antiga livraria que ele manteve por anos, tornando-se ponto de encontro para leitores e escritores. Foi um espaço que marcou época na cena literária local, sobretudo com as famosas “Quintas Literárias”. Desde então, seu nome se consolidou, ao lado de alguns outros, como um verdadeiro Dom Quixote das letras potiguares, sempre erguendo a bandeira da literatura produzida no Rio Grande do Norte. A Manimbu surge como um espaço plural: além de estantes repletas de livros, oferece exposições artísticas e um miniauditório, voltado a debates, saraus e lançamentos. No confortável espaço cultural funciona ainda o Barros Café, de Dom Barros, que reúne música...

Walter Nazário lança videoarte combinando projeção mapeada e iluminação sincronizada à performance

26/09/2025|

Já está disponibilizado no youtube um novo videoarte idealizado pelo produtor musical Walter Nazário. Combinando sonoplastia, projeção mapeada, iluminação sincronizada aos sons e performance, Voyager 3 é mais um trabalho exploratório do artista, que nos últimos anos além dos discos de música, passou a produzir vídeos experimentais em busca de novas formas de expressão.  Assista Agora   Foto: Larinha Dantas / Cartaz: Marília Lins Voyager 3 é uma obra ficcional, inspirada livremente na história das missões espaciais Voyager 1 e 2, da NASA, que desde 1977 viajam no espaço levando uma compilação de gravações sonoras e imagens fotográficas sobre a vida no planeta Terra. A missão foi preparada por Carl Sagan com um objetivo curioso: apresentar o nosso planeta, de modo simples e direto, para uma possível civilização extraterrestre, saudando outras formas de vida. Menos otimista que as missões da NASA, a Voyager 3 de Walter Nazário viaja rumo a um futuro incerto, repleta de imagens e sons do presente, relatando uma história onde a própria existência do planeta e da espécie humana são colocadas em cheque.  Foto: Larinha Dantas Foi a partir da pandemia que Walter passou a explorar outras possibilidades para o seu trabalho artístico, primeiro com a live-session des-memória, lançada em...

carlota nogueira

26/09/2025|

Resolvi, então, testar as trends que pipocam nas redes sociais. Aqueles filtros milagrosos que prometem revelar sua versão mais glamourosa, futurista ou poderosa. E em quase todas, a minha imagem sequer lembrava quem eu sou. O algoritmo decide que eu preciso de mais ângulo, menos barriga, mais nariz fino e, claro, menos espaço. O pior é quando eu peço uma mulher real, com as minhas características. Aí aparece uma figura gorda, sim, mas desleixada, mal cuidada, sem brilho. Como se existir em um corpo maior fosse sinônimo de abandono, preguiça, derrota. E não é. Nem de longe. Não tem nada a ver comigo. Foi então que me bateu a pergunta: se eu me deixasse levar pelas imagens idealizadas que a máquina cospe, em vez de olhar para o espelho com respeito e admiração, o que sobraria de mim? O quanto isso não seria danoso para minha autoestima e para a de qualquer pessoa que já cresce ouvindo que só existe uma forma de ser aceitável? No Brasil, estima-se que 5,8% da população sofra de depressão ou seja, cerca de 11,5 milhões de brasileiros enfrentam esse transtorno mental. Além disso, pesquisas com adolescentes brasileiros revelam que 30,2% dos jovens relatam insatisfação com a imagem...

26/09/2025|

O tema das mudanças climáticas tem mobilizado professores e alunos de escolas públicas no Museu Nísia Floresta. Com exibições de filmes, rodas de conversa, contações de histórias e distribuição de mudas de plantas, o Museu Nísia Floresta reuniu algumas dezenas de alunos durante o evento Primavera dos Museus. A Primavera dos Museus é um projeto em rede, coordenado pelo IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus, e que reúne em todo país, milhares de nstituições museais. Em Nísia, Primavera é também uma ação preparatória à realização do Festival Literário de Nísia Floresta – IV edição. O Festival é uma realização do Museu Nísia Floresta, do CECOP e o Pontão de Cultura e Comunicação. A iniciativa é patrocinada pelo Neoenergia Cosern e Instituto Neoenergia, e Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo. E contou ainda com a parceria da Floresta Nacional/Instituto Chico Mendes por meio da doação de mudas de plantas.

26/09/2025|

Hoje (26) tem show histórico com As Potyguaras. O grupo musical feminino que celebra a cultura nordestina, especialmente o forró, com música de raiz e xote de meninas, se apresenta às 19h, na Casa da Anna, em Ponta Negra. Fundado em 2000, o grupo é liderado pela sanfoneira e professora do instrumento, Suzete Sales e inclui outras integrantes: Yasmin Brito (voz e triângulo), Cacau Brito (zabumbeira) e Jany Martínez (voz e agogô). O grupo já lançou vários álbuns em sua carreira musical. “Em Canto Potiguar” é um dos mais conhecidos e fez shows em diversas cidades, como São Paulo e Recife. A Casa da Anna fica na Av. Praia de Genipabu, 2152/sala 3 (via lateral ao Praia Shopping). Acesso livre! 

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