Últimas

O. Henry

O conto de Natal, de O. Henry

William Sidney Porter, filho de um médico do interior, nasceu em 1862, na Carolina do Norte, e morreu em 1910, em Nova York. Muito jovem, William foi trabalhar na drogaria

Leia mais

Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

Leia mais

Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

Leia mais

Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

Leia mais

Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

Leia mais

Mês de maio terá 260 vagas para cursos gratuitos do Sesc RN

Redação

O Sesc RN oferecerá 260 vagas para as turmas dos cursos gratuitos de valorização social no mês de maio. Serão abertas 13 turmas, com temáticas voltadas ao período junino. Inscrições até esta sexta (17), nas Centrais de Relacionamento do Sesc ou pelo site sescrn.com.br. Os cursos ocorrerão nas unidades Sesc Cidade Alta, Zona Norte, Macaíba, Caicó, Mossoró, Nova Cruz e São Paulo do Potengi. As vagas disponíveis serão distribuídas nos cursos gratuitos de aromatizadores e sachês, amigurumi, decoração com balões, bolsas e acessórios com fuxico, bombons e trufas, customização de roupa junina, enfeites de cabeça para o São João, artigos religiosos com bijuterias, comidas típicas juninas, docinhos para festas, bordado, pães artesanais e salgados. Todas as turmas têm 20 horas e duram uma semana, a partir de 11, 18 e 25 de maio. O resultado das inscrições será divulgado no dia 24 de abril. Todos os cursos são regidos pelo edital de Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG), por isso o público-alvo são pessoas matriculadas ou egressas da Educação Básica e que possuem renda familiar per capita de até 2 salários-mínimos. Além disso, o projeto dá preferência a trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes. 

Leia mais

Natal reverbera a obra de Sérgio Sampaio na 11ª Semana do Sampaio

Redação

Natal celebra a 11ª Semana do Sampaio, festival de artes integradas que reverencia e reverbera a obra do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio. Idealizado e realizado por Yrahn Barreto e Jamilly Mendonça, o evento reúne música, poesia, artes visuais e formação em uma programação diversa que reafirma a força musical e a influência de Sérgio Sampaio na capital potiguar. Sérgio Sampaio esteve em Natal em duas ocasiões e deixou um legado de fãs e admiradores. Se estivesse entre nós, completaria 79 anos em 2026. A Semana do Sampaio, já consolidada no calendário cultural da cidade, promove encontros e diálogos que aproximam o público da obra do artista e de sua influência na música brasileira. Nesta edição, em 13 de abril, já foi realizada a Aula Show “Yrahn Barreto canta Sérgio Sampaio” para os alunos do IFRN Canguaretama, em duas sessões – manhã e tarde. A atividade foi conduzida por Yrahn Barreto, mestre em Música pela UFRN, cantor, compositor, instrumentista e professor de música e idealizador do projeto. Durante a apresentação, o artista interpretou músicas de Sérgio Sampaio e conduziu o público por um percurso histórico e artístico, contextualizando a obra do compositor no cenário sociopolítico brasileiro. A programação segue com destaque para a Exposição “Lugar de Quadro é na Exposição”, que acontece de 15 a 21 de abril de 2026 na Galeria de Artes do Bardallos, no centro histórico de Natal. Com curadoria de Jamilly Mendonça, a mostra reúne obras dos artistas visuais Carlos Sérgio Borges e Cadu Araújo, convidando o público a refletir e a vivenciar a exposição em diálogo com a obra musical de Sérgio Sampaio. A abertura contará com o tradicional Encontro de Sampaiófilos, reunindo nomes como Dr. Alex Galeno, Dr. Cadu Araújo, Me. Yrahn Barreto e convidados especiais em uma mesa de reflexão e celebração da obra do compositor. O encerramento da Semana do Sampaio acontece no dia 21 de abril, 19h, com o Sarau Poético “Lugar de Poesia é na Calçada”. A noite se encerra no Bardallos com o show “Yrahn Barreto canta Sérgio Sampaio”, em que o cantor e compositor potiguar apresenta um repertório especial com destaque para as músicas do álbum “Cruel”, que completa 20 anos de lançamento e é o tema desta edição da Semana do Sampaio. Serviço: 11ª edição da Semana do Sampaio – Cruel 20 anos / Festival de artes integradas 15/04 | Abertura da Exposição Lugar de Poesia...

Leia mais

Escritora potiguar Iara Maria Carvalho reflete sobre violência contra mulher em seu quarto livro

Redação

Em um mundo que discute cada vez mais os avanços dos direitos das mulheres, ao passo em que taxas de violência e ocorrências contra o universo feminino seguem em disparada, a escritora e poeta potiguar Iara Maria Carvalho joga nas estantes da literatura norte-rio-grandense mais um presente em sua trajetória de duas décadas na poesia. Sua nova produção, intitulada “Na Boca do Forno”, trata da mulher em contextos de dominação masculina ao mesmo tempo em que também celebra a possibilidade dessa mulher ser ela mesma. Os lançamentos ocorrerão em duas oportunidades: no dia 10 de abril, em Currais Novos, e no dia 16, em Natal. Com 50 poemas autorais, “Na Boca do Forno” é o quarto livro de poemas da poetisa, que já foi vencedora do Concurso de Poesia Zila Mamede e 3° lugar no Prêmio Nacional de Poesia Helena Kolody, além de menções honrosas em outras premiações, como o Prêmio Luís Carlos Guimarães e o Prêmio Nacional de Contos Newton Sampaio. Segundo Iara Carvalho, sua mais nova produção é um misto de reflexões acerca de temas urgentes na sociedade, como a condição da mulher em um contexto de aumento da violência e de taxas alarmantes de feminicídio, enquanto se tenta, ainda numa velocidade insuficiente, criar e agregar políticas públicas e discussões sobre essas temáticas. Nesse sentido, Iara Carvalho descortina as pequenas violências cotidianas as quais a mulher vem sendo sistematicamente submetida ao longo dos séculos, mas sem idealizá-la numa condição de superioridade moral, passividade de vítima ou superação heroica. Ainda segundo Iara Carvalho, seu quarto livro também se revela inovador no tocante à linguagem apresentada, tanto para o leitor, quanto para ela própria. “Esse novo livro é inovador em vários aspectos para mim enquanto escritora. Ele se diferencia das minhas outras obras principalmente no caráter nitidamente engajado, uma vez que trato do tema da violência estrutural contra as mulheres de modo singular e sistemático. Minha abordagem poética revela a atitude de uma mulher inconformada com as opressões sociais que tentam obrigá-la a reagir às violências operadas pelo patriarcado, com docilidade e subserviência”, comenta Iara Carvalho. Além disso, “Na Boca do Forno” chega num momento delicado da sociedade brasileira e mundial, em que casos de misoginia e temas correlatos têm ganhado novos contornos com casos de intensa violência contra mulheres de todos os predicados, sem distinção. “Através de uma linguagem inventiva e contemporânea, entendo que meu novo livro não se...

Leia mais

Governo do RN instala Memorial Titina Medeiros na Casa de Cultura Popular de Acari

Redação

Exposição permanente concebida por João Marcelino, que acompanhou a carreira da atriz desde os anos 90, será inaugurada nesta sexta-feira (17).  O Rio Grande do Norte ganha um novo espaço dedicado à memória de uma de suas artistas mais marcantes. O Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos será inaugurado em Acari (RN) nesta sexta-feira (17), a partir das 19h, e reúne objetos, figurinos, fotografias, vestígios, e todo o imaginário de uma trajetória que atravessou o teatro, a televisão, o cinema e a vida com intensidade rara. O Memorial ocupa uma sala exclusiva na Casa de Cultura Popular Palácio Titina Medeiros, localizada na Rua da Matriz, 210.  O Memorial Titina Medeiros é uma iniciativa que surge como resposta imediata do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Fundação José Augusto (FJA), à preservação da memória da atriz potiguar, que partiu precocemente em 11 de janeiro de 2026, deixando um legado imensurável. “Consideramos coerente reunir todo esse legado material no prédio da escola onde ela estudou, que tem um palco onde ela moldou seus primeiros passos na arte. Além disso, Titina estava presente no dia em que a governadora Fátima Bezerra anunciou que aquele local tão especial para sua trajetória seria o templo da cultura em Acari, cidade que representa seu berço de vida e de morte”, destaca o diretor da Fundação José Augusto, Gilson Matias.  A partir desse gesto, inicia-se um movimento contínuo de construção de memória, como quem assenta a primeira pedra de um espaço que seguirá sendo erguido no tempo. Instalado na Casa de Cultura Popular, agora denominada Palácio Titina Medeiros, a exposição leva assinatura de João Marcelino, experiente e talentoso cenógrafo e diretor teatral, recentemente reconhecido pela Funarte como mestre das artes cênicas do Brasil. O Memorial traduz a trajetória de Izabel Cristina, como Marcelino sempre chamou a atriz, que caminhou com ele a partir do espetáculo O Príncipe do Barro Branco, no início de sua trajetória profissional, em 1992.  A nova denominação da Casa de Cultura Popular e a instalação do Memorial no Palácio Titina Medeiros são resultados da sensibilidade da governadora Fátima Bezerra, que assinou o decreto no dia do sepultamento da atriz (12/01), mudando o nome da Casa para Palácio Titina Medeiros. Na inauguração, em outubro de 2025, o equipamento levava o nome do político Tomaz de Araújo, patrono do prédio que agora integra a rede...

Leia mais
  • All Posts
  • Agenda
  • Artes Cênicas
  • Artes Visuais
  • Audiovisual
  • Blog do Sérgio Vilar
  • Carnaval
  • Cerveja / Gastronomia
  • Cultura Pop
  • Curtinhas
  • Dança
  • Destaque-capa
  • Destaques
  • Editais e Oportunidades
  • Entrevistas
  • Folclore e Cultura Popular
  • Literatura
  • Memória do RN
  • Música
  • Notícias
  • Opinião, Artigos e Crônicas
  • Personagens do RN
  • Poesia
  • Revista Preá
  • Turismo
praça padre joao maria

08/07/2021|

“…chego mesmo a distinguir duas épocas para a cidade: antes e depois da guerra.” Paulo Viveiros (História da Aviação no Rio Grande do Norte). Os bairros eram apenas três naqueles tempos: Ribeira, Cidade Alta e Alecrim. Não se podia chamar de bairro as chácaras que ficavam onde hoje é Tirol e Petrópolis, embora a área já estivesse, urbanisticamente, traçada, com a denominação de Cidade Nova. Além da Ribeira, as Rocas, pequeno reduto de pescadores, começava a dar sinais de vida. Quando chovia muito se isolava da cidade, quase ilha. Nesses bairros ruas cresciam lentamente em desordem, e vacas pastavam a grama verdinha do leito. Calçamento só na Tavares de Lyra, Dr. Barata, e poucas outras da Cidade Alta, assim mesmo de pedras irregulares sobre as quais pinotavam os fords de bigode. Mas, em 1929, o prefeito Omar O’Grady confiava ao engenheiro Giacomo Palumbo a elaboração de um plano de urbanização da cidade. Afora as ruas mencionadas, destacavam-se a Avenida Rio Branco, Praça Augusto Severo, Praça André de Albuquerque, Rua Santo Antônio. E outras que ainda eram chamadas pelos nomes antigos: Rua do Fogo, Rua da Palha. Os padrões arquitetônicos estavam sob influência art nouveau, a última moda. Raros prédios com...

Fórum debaterá diversidade de matrizes religiosas que formam o Seridó

07/07/2021|

Apesar de ter a Diocese de Caicó como uma das promotoras do 1º Fórum de Turismo Religioso do Seridó, ao lado da ADESE e do curso de Turismo da FELCS-UFRN, o evento não será exclusivo para o debate sobre a tradição católica. Um dos destaques será para a discussão sobre a importância do hibridismo religioso no Seridó. A mesa redonda do dia 28 de julho terá como tema: “Expressões e práticas religiosas no Seridó Potiguar: hibridismo, representações, contradições e singularidades”, com a participação dos expositores: padre Gleiber Dantas (Diocese de Caicó), professor Lourival Andrade Júnior (UFRN) e professor Marcos Silva (Universidade Federal de Sergipe). O mediador do debate será o professor da UFRN, Hélder Macedo, que considera urgente e pertinente mostrar a diversidade religiosa que formou e forma o Seridó. “É fato que cada vez mais a gente se convence que os seres humanos são diversos, têm opiniões diferentes. Ideias como homogeneidade, pureza e autenticidade são muito questionáveis. No Seridó, o catolicismo é a matriz religiosa que venceu, a partir do desfecho da Guerra dos Bárbaros (1683-1725), evento que resultou no enraizamento de uma colonização de matriz ocidental e cristã-católica. Ou seja, após os eventos dessa guerra, o catolicismo tornou-se...

muirakytan k. de macêdo

07/07/2021|

por Adriano de Sousa Quem leu ‘A Penúltima Versão do Seridó’ e ‘Rústicos Cabedais’, dois livros indispensáveis à compreensão do Seridó e de sua projeção sobre o Rio Grande do Norte, sabe que a firma do professor-doutor Muirakytan Kennedy de Macêdo sempre se dedicou simultaneamente aos negócios da história e da poesia. Sem ceder à tentação excludente a que se rendem, por mecanismo de defesa ou celebração de vaidade, tantos acadêmicos inclinados à poligrafia. Para eles, é questão de honra o desdobramento da personalidade autoral, com o requinte da heteronímia ou a mera distinção estilística, demarcando o que é do acadêmico e o que é do literato. No caso dos historiadores em geral, separar é trair a gênese da disciplina, que nas calendas era um gênero literário, com direito a musa própria. No caso específico de Muirakytan, a separação seria inadmissível também pelas características de sua escrita científica, em que as cintilações literárias convivem em harmonia com o substrato analítico. O resultado são livros acadêmicos escritos em língua de gente – e gente talentosa, que estetiza o texto para ampliar sua substância expressiva, não para adjetivá-lo. Quem não conheceu a poesia esparsa na obra do historiador pode degustá-la inteira na...

muirakytan

07/07/2021|

Faz 14 anos da morte de Oswaldo Lamartine, o “dotô’ do sertão. Mas a partida do historiador-doutor Muirakytan Kennedy de Macêdo abre nova lacuna na história e nos estudos da história do interior potiguar, no caso de Muirakytan, a identidade especial e cultural do Seridó. Vem de uma linhagem nobre de estudiosos ou cronistas do Seridó, iniciado lá atrás por Manoel Dantas, seguido por Olavo de Medeiros Filho, o Moacy Cirne. Mas Muirakytan surgiu como um mergulho nas funduras abissais daquele chão, com a bagagem de historiador e o talento na pena para decifrar de forma analítica e documental, o quebra-cabeça dos recortes seridoenses. Desnecessário falar da honradez, da simplicidade e da simpatia desse caicoense, vítima de câncer nesta terça invernal. Para isso não faltam amigos, admiradores e a dor da viúva, a poeta Ana de Santana. Em maio procurei Muirakytan para orientações na composição de um tema de projeto para inscrever em edital, relacionado às origens do povo seridoense. Foi quando me contou da enfermidade, da tristeza em não poder ajudar mais e me repassou o contato do professor Helder Macedo, que me deu uma aula. Então, Muirakytan carrega esse “chão dos simples”, para roubar título do livro de...

dank

07/07/2021|

Salve, salve, lupulista! Na coluna de hoje vamos falar de um tema que, apesar de não haver consenso, não há briga por ele. Na verdade, só há a verdadeira paz de Jah! Vamos falar de um aroma e de um sabor muito peculiar, algo que é bem difícil de falar sobre, algo quase que indescritível: vamos falar sobre o DANK! O Dank é uma propriedade organoléptica encontrada nos lúpulos que vem chamando bastante atenção de uns tempos para cá, principalmente com a sua associação com a prima proibida dos lúpulos, ela mesma, a ganja. Nela, o perfil aromático do dank é bem mais expressivo e intenso, o que não quer dizer que não seja possível alcançá-lo também nas cervejas e tentar descrever essa impressão sensorial ímpar. Suas características sensoriais são únicas, bem diferenciadas dos demais elementos encontrados em cervejas semelhantes, as quais acabam recaindo na fórmula cansada das “frutas cítricas” em combinação com “resinoso e pinho”. A abordagem que o dank é capaz de oferecer expande os horizontes e as mentes dos cervejeiros, em todos os sentidos mais transcendentes que essa frase possa alcançar, dado o seu teor semântico “canábico”, por assim dizer. Dada a breve introdução, vamos tentar desvendar...

Laboratório de poesia promove oficinas online gratuitas

07/07/2021|

O laboratório de poesia é uma realização da Remar Produções e acontecerá nos meses de julho e agosto através da plataforma virtual do meet. O projeto contempla três oficinas com artistas de renome nacional e internacional. Cada oficina terá 4 encontros com 3h de duração. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do formulário online https://bityli.com/l29T6 A primeira ação formativa do laboratório será dedicada à escrita e será conduzida pela poeta Michelle Ferret (RN). A oficina “Fogo, ar, terra, água e memória” acontecerá entre os dias 20 e 23 de julho, de 18h30 as 21h30. A oficina tem como proposta estimular através dos elementos da natureza as sensações para o despertar da escrita. O segundo momento do laboratório será dedicado à leitura. A oficina “Como Mastigar Palavras” com Bia Miranda e Mari Willians (SP), acontecerá entre os dias 26 e 30 de julho, de 9h às 12h. Essa atividade propõe um primeiro contato com a oralidade da poesia e com a sensibilidade que pode ser explorada pelo corpo e pela voz de cada interprete. E para finalizar o laboratório tem a oficina “Corpos para fazer” com a artista visual Génova Alvarado (VNZ), nos dias 3, 5, 10 e...

Rosália Figueirêdo

06/07/2021|

A escritora e jornalista Rosália Figueirêdo lança seu mais recente livro “O gato candidato ou a cidade do vento” e parte do dinheiro arrecadado com a venda dos livros será revertido em doação para o Projeto GatEcos Socioambiental, que cuida de animais abandonados e em situação de risco em Natal. A pré-venda do livro já está aberta e o lançamento acontecerá no sábado (11)  através de um live no instagram @rosaliafigueiredo. O livro apresenta uma fábula, que tem como personagem principal o gato Cirilo, que junto com os outros animais, formam um grande grupo em defesa da natureza e é enfatizado durante toda a história a preservação da natureza e da vida. Além disso, o livro apresenta de forma lúcida questões em torno da cidadania e como é importante cuidar do meio ambiente. Para a autora, é importante incentivar as crianças desde cedo que é necessário cuidar para ter, cuidar para preservar o meio ambiente e explica que esse tipo de leitura colabora para o desenvolvimento do pequeno leitor. “A leitura é importante em todas as fases da vida, mas é a base da construção do pensamento crítico, então o livro traz um tema que faz as crianças pensarem sobre...

rua presidente passos

06/07/2021|

A Lei nº 335, de 10 de setembro de 1855, criou o Hospital de Caridade. No ano seguinte, houve uma grande epidemia de cólera-morbus, que chegou a vitimar duzentas e quinze vidas, somente em Natal, que à época contava com uma população de 5.000 habitantes. O então presidente da província, Antônio Bernardo de Passos, enfrentou com decisão a violenta epidemia, oferecendo condições de atendimento a todos os casos surgidos. Em 1856, ele inaugurou o Hospital de Caridade, na antiga rua da Salgadeira. Foi o primeiro hospital de Natal. Até aquela data, os doentes de toda a província eram atendidos, dentro do possível, na insuficiente Enfermaria Militar. Esta não tinha condições de um atendimento satisfatório, em relação ao grande número de casos, faltando-lhe leitos, medicamento, alimentos e até enfermeiros. O hospital foi construído em tempo recorde, desenvolvendo-se a maior atividade possível, a fim de concluir as obras com a maior brevidade. Nelas foram empregados todos os pedreiros e quase todos os carpinteiros de Natal. Se não ocorresse a falta de tijoleira para o piso e algumas esquadrias, o hospital teria sido concluído em menos de dez semanas. As dependências do hospital foram construídas nos anos de seca, especialmente em 1855. Criou...

ispia só

06/07/2021|

Mossoró, segunda maior cidade em número de população do Rio Grande do Norte, é um centro cultural emergente, incluída dentro dos planos de expansão do turismo regional, com grandes eventos, principalmente na época junina. É forte em diversas artes, como no teatro, na música e na dança. E de uns tempos pra cá, vem aumentando a produção em outros dois polos artísticos: o fotográfico e audiovisual. As duas cenas seguem num processo de multiplicação e pra confirmar que existem pessoas fortalecendo a cultura local, foi lançada a revista digital mossoroense “Ispia Só”, com matérias, entrevistas e muita dica bacana de produtos fotográficos e audiovisuais genuinamente desenvolvidos por gente nordestina. Em suas páginas, histórias interessantes e curiosas sobre como vários dos personagens iniciaram nos ramos da fotografia e do audiovisual, dos seus anseios, conquistas, identidades e do que esperam para o futuro da cultura de Mossoró e região. A publicação, produzida de forma remota, está acessível através de um link publicado em uma plataforma de leitura online e na rede social Instagram do jornalista e idealizador Alexandre Fonseca, no @_lexfonseca. Para acessar basta CLICAR AQUI. “Tivemos algumas dificuldades no processo de produção. Com a pandemia, não promovemos encontros presenciais e a...

fotolivro

06/07/2021|

O fotolivro “Cidade Abaixo – Memórias de um esquecimento” do artista e fotógrafo Everson de Andrade está em fase de pré-lançamento e já pode ser adquirido através das redes sociais do fotógrafo. O livro está custando R$ 50,00 e ao fazer a compra neste momento também leva um exemplar da revista de fotografia potiguar Maniva. Memórias de um esquecimento transita pelos bairros históricos da Cidade Alta e Ribeira propondo questionar sobre o cuidado e a proteção reservada a estes espaços e principalmente de como a gestão pública atua nesse sentido. Este projeto teve início na transição de 2018 para 2019 quando após intervenção com grafite nas paredes do Beco da Lama a prefeitura do Natal se apresentava como ação de revitalização do circuito histórico. “Esse discurso passou a incomodar ao passo que caminhando por outros pontos desses bairros é visível a falta de ações efetivas para sua preservação”, destaca Everson de Andrade. “Com prédios que contam nossa história literalmente caindo aos pedaços, lixos pelas ruas, deficiência de acesso a esses espaços e má qualidade de transportes coletivo, falta de assistência para as famílias moradoras de forma que elas preservem essas construções. Uma série de problemas e questões gritantes para poder...

robô da nasa

06/07/2021|

Robô da Nasa, como vão as coisas? Te mandaram uma garrafa de Absolut? Falta esse toque soviético ao vácuo. Hoje beberei por nós dois. Toca o foda-se pra Huston, vai ser beatnik em Marte, focar no espiritual. Você tem pendor contemplativo, agora é abraçar o budismo kitsch. Vai ser gauche na morte, se envolver com basalto de má fama, ver novos nadas. O sol de Marte vai curar seu jeitão hesseano. O existencialismo é subproduto da hipovitaminose? Você tinha que ir pra Salamanca ver o mar andaluz, uma cigana insensível no colo determinada a pisar no seu coração sob pérgolas luso-brasileiras neocoloniais, entre calêndulas e jasmins-de-madagascar e laranjeiras da Índia. Penso em você nessas tardes de vento quente – não é vento, é estagnação móvel. Você é o ponto mais sozinho do universo, te vejo catando pedrinhas nos promontórios da mesmice. Aquele coral ligetiano do silêncio abissal entre os orbes na parade prafrentex do infindo pélago vazio do real. Te gestaram pra orfandade, irmão, pros platôs de cinzas e pros pampas do tédio, a substância mesma do cosmos. Quando aqui nada restar senão um vhs do Brasileirinhas eternizado em âmbar, atestando no tribunal do transiente os grandes feitos e peitos...

veríssimo-de-melo

05/07/2021|

Um dos maiores folcloristas do estado do Rio Grande do Norte e do Brasil, Veríssimo Pinheiro de Melo completaria 100 anos no próximo dia 9 de julho. Em reconhecimento à sua obra e trabalho para o Museu Câmara Cascudo (MCC) e para a sociedade potiguar, o MCC promove, nesta quinta (8), às 19h30, a live “Deixa Vivi Viver”: homenagem aos 100 anos de Veríssimo de Melo (1921-2021). O evento será transmitido pelos canais da instituição no Youtube e Facebook. Veríssimo de Melo Nascido em Natal, “Vivi”, assim apelidado carinhosamente pelos amigos, era formado em Direito, mas também atuou como jornalista, escritor e professor no Museu Câmara Cascudo, onde foi um dos fundadores do então Instituto de Antropologia, lecionou Antropologia Cultural e chegou a assumir o cargo de Diretor Geral entre os anos de 1983 a 1987. O escritor publicou o primeiro livro aos 27 anos, intitulado “Adivinhas”, no ano de 1948. Daí em diante não parou mais. Foram diversos ensaios, artigos, trabalhos em congressos e outros livros, como: “Parlendas” (1949) e “Acalantos” (1949). Além disso, Veríssimo é conhecido por diversos títulos voltados para o folclore, como “Rondas infantis brasileiras” (1953) e “Folclore infantil” (1965). Veríssimo de Melo faleceu em 1996....

Veja mais

End of Content.

Blog do Sérgio Vilar

Das infâncias de Carito e Paul McCartney

Com certeza o Macca soube do lançamento de Carito, “O tênis da foto da capa e outras histórias”, agendado para esta quinta no Seburubu, repleto de reminiscências de sua infância, e resolveu lançar um novo disco, mesmo aos 83 aninhos,

Continuar Lendo

Podcast Papo Galado

Mais lidas da semana

Sergio Vilar
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.