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agosto

Do mês de agosto

Agosto parece um mês inebriado. Talvez por abrigar a força dos ventos alísios. E dos ventos chega a maresia, que umedece sensações e perfuma ainda mais os coqueiros-caciques de Navarro

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Algumas palavras sobre meu novo livro

Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.  Rachel de Queiroz “Eu não nasci rodeada de livros e, sim, rodeada de palavras”, disse certa vez a

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ovo da serpente

O ovo da serpente

Uma semana depois da eleição para presidente, a sensação de que um retorno à normalidade era iminente caminha mais claramente para sua consolidação. Ainda que tenhamos vivido coisas inéditas para

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Celebrando a música brasileira

Andreia Braz

Depois do silêncio, o que mais se aproxima de exprimir o inexprimível é a música. Aldous Huxley A primeira vez que assisti a um concerto da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte foi em 2018. Uma experiência única. Arrebatadora. Uma noite memorável. Aquela foi também a primeira vez que tive a alegria de assistir uma orquestra ao vivo. Lembro com alegria e emoção o arrebatamento que aquele momento me causou. Fiquei extasiada e a primeira coisa que fiz ao deixar o teatro foi registrar aquela experiência. Talvez uma forma de eternizá-la. Talvez uma maneira de partilhar a alegria, o encantamento e o privilégio que é estar diante de uma orquestra. O resultado foi uma crônica publicada no blog Papo Cultura, do meu amigo Sérgio Vilar, que, além de um trabalho primoroso como jornalista cultural, acolhe tantos escritores/artistas potiguares e dá visibilidade a nossa produção artística. A crônica intitulada “Uma noite na Espanha” está entre os textos que compõem meu primeiro livro, “Lições de otimismo e outras crônicas”, publicado em 2022 pela CJA. Obra que aliás carece de uma segunda edição urgente. Os leitores já estão me cobrando isso há algum tempo. Prometo fazê-lo em breve. Voltemos à experiência de assistir a um concerto da OSRN. Recentemente, tive o privilégio de ver a orquestra pela segunda vez. Outro momento inesquecível. Sob a regência do maestro Linus Lerner, a Orquestra Sinfônica do RN iniciou a temporada de 2026 com um concerto alusivo aos seus cinquenta anos de existência e convidou ninguém menos que Roberta Sá para esse momento histórico da música brasileira. A Orquestra Sinfônica do RN é um dos principais grupos artísticos do estado e essa nova temporada reafirma o compromisso de promover concertos que dialogam com diferentes públicos e linguagens musicais, integrando tradição e contemporaneidade, celebrando a história da orquestra e apontando novos caminhos artísticos, de acordo com Sérgio Vilar. O evento lotou o Teatro Riachuelo e emocionou o público com clássicos da música brasileira interpretados pela artista potiguar que já fez parcerias com Chico Buarque, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Ney Matogrosso. Roberta Sá nasceu em Natal, mas vive no Rio de Janeiro desde os nove anos. Artista versátil e uma das intérpretes mais prestigiadas da MPB, tem um repertório que reúne clássicos do samba, bossa nova, MPB, além de composições inéditas de compositores de diversas gerações. Aliás, ela está comemorando vinte anos de carreira e foi a...

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Pinacoteca do Estado realiza a mostra ‘Em Jogo: Arte, Natureza e Memória’ com obras do acervo

Redação

Organizada a partir do olhar sensível da equipe do espaço cultural, a mostra conduz o público a um diálogo sobre futebol, meio ambiente e memória coletiva.  A paixão nacional vista e retratada pela ótica de artistas contemporâneos, essa é a proposta da exposição “Em Jogo: Arte, Natureza e Memória”, construída a partir de obras do próprio acervo, que conduz o público a um diálogo sobre futebol, meio ambiente e memória coletiva. Em cartaz na Pinacoteca do Estado, que ocupa os salões do Palácio Potengi, no centro histórico da capital potiguar, a mostra aborda a estética do esporte mais amado do Brasil e de outros símbolos nacionais, da fauna e da flora brasileiras.  Com curadoria de Ranubia Gomes, em parceria com Ozany Gomes (texto conceitual e montagem) e Lana Macêdo (montagem), colaboradoras da Pinacoteca, a exposição propõe um percurso dividido em três eixos que se entrelaçam e dialogam entre si, conduzindo o público por diferentes camadas de interpretação. O primeiro eixo aborda o universo do futebol, inspirado pelo contexto da Copa do Mundo.  Mais do que o evento esportivo, as obras evocam o encontro entre povos, a emoção coletiva e a potência simbólica do futebol como linguagem universal. Em seguida, o percurso se volta para a natureza, destacando elementos da fauna e da flora, reforçando a importância da preservação ambiental. As obras convidam à reflexão sobre o futuro e o papel de cada indivíduo na construção de um mundo mais sustentável.  O terceiro eixo se completa na experiência do público, que é convidado a estabelecer suas próprias conexões entre arte, memória e responsabilidade, tornando-se parte ativa da exposição. De modo que, mais do que contemplativa, a mostra propõe um chamado à consciência coletiva, sugerindo que, assim como em um jogo, todos estamos em campo e somos responsáveis pelas escolhas que moldam o futuro.  A exposição é composta por 46 obras e inclui artistas como Aldemir Martins, Arruda Sales, Boucinhas, Calazans Neto, Careca, Dora Parentes, Elke Mendes Cunha, Escravo da Arte, Etelanio, Fé Córdula, Francisco Iran, Irmã Socorro, Ivanise do Vale, Izabel Ayres, J. Clementino, Léo Sodré, Lourdinete, Marek, Maria Amélia, Richard Mann, Rolim, Tânia Monte, Vicente Vitoriano e Yaya Medeiros.  SERVIÇO:  Em Jogo: Arte, Natureza e Memória |Acervo da Pinacoteca.  Visitação: até 02 de maio de 2026, de terça a sexta, das 8h às 17h; e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h. Entrada franca.  Local: Palácio Potengi – Pinacoteca do...

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Filme O Agente Secreto será tema de debate nesta sexta na Livraria Nobel

Redação

A Livraria Nobel (Praia Shopping) discutirá aspectos e as várias camadas do filme O Agente Secreto, indicado ao Osca, nesta sexta-feira (10), às 15h. O filme contou com artistas potiguares no elenco e um deles estará presente. A mesa de debate contará com o ator Kaiony Venâncio, mediado por Andreia Braz e Ceiça Fraga. O evento será aberto ao público.

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Festival Encontros reúne mais de 150 artistas no palco do Teatro Alberto Maranhão

Redação

A 4ª edição do Festival Encontros acontece nesta sexta (10), às 19h30, no Teatro Alberto Maranhão. Uma conexão que integra dança e música, com participação de diferentes escolas da cidade. Promovido pela Evidance Academia de Dança, o festival inclui apresentações do elenco da casa e de 10 escolas convidadas. O espetáculo contempla diferentes linguagens, como dança de salão, danças urbanas, dança contemporânea, danças étnicas e orientais, além de ópera. A programação segue no sábado, dia 11 de abril, com workshops a partir das 16h, na sede da Evidance Academia de Dança. As aulas incluem “Cadência e Musicalidade na Bachata”, com Adriano Santos; “Forró no Corpo”, com Swysnã Dourado; e “Consciência do Movimento”, com Flávia Ivanna. Serviço: Festival Encontros – 4ª edição📍 10 de abril | 19h30📌 Teatro Alberto Maranhão 🎟️ Ingressos: R$ 45 (1º lote – meia social mediante doação 1kg de alimento) Workshops📍 11 de abril | a partir das 16h📌 Evidance Academia de Dança 💰 1 workshop: R$ 45💰 Combo (3 workshops): R$ 120 Informações:@evidancenatal

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Sonho Manifesto é uma leitura que não passa, ela atravessa

Isabel Carvalho

Sidarta Ribeiro, neurocientista e um dos fundadores do Instituto do Cérebro da UFRN, faz a gente pensar sobre a importância, e a urgência, de sonhar imagens de transformação. Como se sonhar não fosse só algo espontâneo, mas também um gesto de escolha, de responsabilidade com o que queremos para o futuro. A leitura deixa a sensação de que estamos, aos poucos, desaprendendo a sonhar coletivamente. Talvez seja justamente isso que precise ser recuperado: a capacidade de imaginar outros cenários, com mais cuidado, mais vínculo e mais sentido. Porque o sonho, aqui, não aparece como fuga, mas como uma forma de produzir realidade. Antes de qualquer mudança existir, ela precisa ser imaginada. Nesse caminho, seu pensamento se aproxima muito de Ailton Krenak. Aquela ideia de que não existe saída possível sem reconexão com a Terra, com o outro e com formas de saber que foram silenciadas ao longo do tempo. Não como retorno ao passado, mas como abertura para outras maneiras de existir. Uma reconexão com uma “ciência” com c minúsculo, mais sensível, situada e plural, que não se coloca acima de outros saberes, mas dialoga com eles. Algo que lembra o que a filósofa e historiadora belga Isabelle Stengers propõe ao pensar uma ciência, ou outra ciência, capaz de escutar e aprender com conhecimentos ancestrais, em vez de simplesmente validá-los a partir de seus próprios critérios. É uma leitura que desloca, tira do automático e faz perceber que o futuro não precisa estar amarrado à ideia de um progresso pensado e executado sem considerar suas consequências. Que a gente possa reconstituir a nossa capacidade de imaginar algo diferente, reaprender a sonhar coletivamente, imaginar novos futuros possíveis, se reconectar com saberes ancestrais e cuidar da vida em todas as suas formas.

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Primeira entrega da Comenda Paulo Souto consagra e exalta a força da música potiguar

Redação

Uma noite histórica, marcada pela emoção e pelo reconhecimento, celebrou a grandeza da música de Natal e do Rio Grande do Norte. Assim foi a primeira entrega da Comenda Paulo Souto, realizada na noite desta terça-feira (7), no plenário da Câmara Municipal de Natal, reunindo artistas, produtores e representantes de uma cena musical pulsante, diversa e profundamente enraizada na identidade potiguar. Proposta pela vereadora Brisa Bracchi (PT), a Comenda Paulo Souto nasce com o propósito de homenagear a cena da música independente, reconhecendo trajetórias que constroem, com criatividade e resistência, um dos mais ricos panoramas culturais do país. A honraria leva o nome de um dos músicos mais emblemáticos da cena contemporânea potiguar. Notabilizado por sua atuação em bandas como General Junkie e DuSouto, Tio Paulinho, como era carinhosamente conhecido, faleceu em junho de 2023 e foi o grande homenageado da noite, com a presença de familiares e companheiros de caminhada artística. “Esperamos que a memória de Tio Paulinho, uma referência fundamental da nossa música, siga nos impulsionando a romper fronteiras e afirmar a força da nossa cultura. Com essa comenda, queremos não apenas honrar sua história, mas também iluminar e valorizar os nomes que mantêm viva e inovadora a cena musical da nossa cidade”, afirmou Brisa Bracchi durante a sessão solene. Além de Paulo Souto e da banda DuSouto, foram agraciados com a comenda nomes que representam a diversidade e a inventividade da música potiguar: MC Priguissa, as bandas Alphorria, Perfume de Gardênia, Orquestra Greiosa, Skarimbó, Rosa de Pedra, Cafonaite, Camarones Orquestra Guitarrística, Luísa e os Alquimistas, Mobydick e Circuito Musical, além do duo Talma e Gadelha — artistas que, em diferentes linguagens e sonoridades, reafirmam a vitalidade da produção independente local. Integrante da DuSouto e sobrinho de Paulo, Gabriel Souto destacou o significado da homenagem: “A comenda celebra a memória do meu tio, que sempre foi um grande incentivador da cultura, mas também reconhece toda uma cena que resiste e se reinventa todos os dias. É um momento de muita emoção e orgulho para a nossa família e para a música do nosso estado”, declarou.

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BIBLIOBUNKER: Nostra Philosophia Christiana: São Paulo, Santo Agostinho – das origens do pensamento cristão à Patrística Latina

Pablo Capistrano

Nostra Philosophia Christiana: São Paulo, Santo Agostinho – das origens do pensamento cristão à Patrística Latina. Autor: Antonio Patativa de Sales Editora: Arribaçã Ano: 2024 Páginas: 273 Quando o filósofo alemão Friedrich Nietzsche formulou sua crítica ao cristianismo, identificou de modo bastante exato a influência do pensamento de Platão na metafísica cristã. A noção de que o cristianismo é um “platonismo para as massas” ajuda bastante a entender muitos dos conceitos que estão embutidos no imaginário cristão e que extraem sua vitalidade da filosofia platônica (com uma pitada de Aristóteles no tempero que São Tomás adicionou ao molho teológico medieval). O próprio Harold Bloom (crítico literário norte americano de origem judaica) em seu livro “Jesus e Yahweh: nomes divinos”, seguiu a risca a intuição nietzscheana para aprofundar as marcas da diferença entre o “deus do antigo testamento” e o Jesus dos evangelhos canônicos e das epístolas paulinas. Se o primeiro é, tal qual Zeus, Thor e Baal, uma potência natural, vinculado à guerra, à tempestade, aos vulcões e ao relâmpago; o segundo é, antes de mais nada, um princípio cosmogônico platônico. Se você se interessa por esses temas, que misturam filosofia, teologia e exegese literária de textos antigos, em uma análise técnica rigorosa, mas ainda sim, escrita de um modo claro e compreensível (o que infelizmente não parece ser a regra na tribo dos filósofos) uma boa dica é o livro de Antonio Patativa de Sales sobre a gênese primordial do que chamamos de “filosofia cristã”. Desenvolvido em quatro capítulos (alguns inclusive já publicados em forma de artigo acadêmico), o texto do filósofo paraibano reconstrói o percurso que leva Santo Agostinho a “corrigir” a filosofia grega, usando como elemento norteador as epístolas paulinas. A desleitura agostiniana de Platão (para usar um conceito blooniano) é um passo fundamental na consolidação de uma filosofia cristã e se fundamenta, na leitura de Sales, a partir da união que Agostinho proporciona do neoplatonismo com a teologia extraída dos textos atribuídos a Paulo. Neste sentido, este livro, publicado em Cajazeiras, no sertão paraibano, retoma, com rigor exegético e análise historiográfica criteriosa, a gênese de uma “filosofia cristã”, retrocedendo sua leitura até Melito, Bispo de Sardes, lá por volta do ano de 172 d.C (que inclusive é citado por Eusébio de Cesareia em sua História Eclesiástica); até chegar na obra do bispo de Hipona. A ideia de que o platonismo já seria um “cristianismo antes de...

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Confira a programação completa de abril no Teatro Sesc Sandoval Wanderley

Redação

O Sesc RN divulgou a programação cultural do mês de abril do Teatro Sesc Sandoval Wanderley, em Natal. A agenda reúne atividades gratuitas e formativas, com destaque para ações em homenagem ao Dia Internacional da Dança. Ao longo do mês, o público poderá participar de oficinas, apresentações musicais, contação de histórias e espetáculos. Entre os destaques da programação está o show “Ribeira canta Jorge Aragão e Arlindo Cruz”, com a Roda de Samba Ribeira Boêmia e participação de Berthone Oliveira, no dia 11 de abril, às 17h. A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla e tradução simultânea em Libras. No dia 15 de abril, a programação contempla o público infantil com a narração de histórias “Cordéis e Canções para Pequeninos Corações”, com a artista Mari Bigio (PE), em duas sessões, às 9h e às 15h, também com acesso mediante doação de alimento e ingressos via Sympla. As ações formativas incluem a oficina LabMais “Animação Aplicada a Jogos Digitais”, realizada ao longo do mês, além de oficinas de violão voltadas para crianças e adolescentes, com inscrições gratuitas e vagas limitadas. Encerrando a programação, no dia 29 de abril, o teatro recebe atividades especiais em alusão ao Dia Internacional da Dança, com a oficina “Pistas para o Retorno” e o espetáculo “Retorno do Ma”, do Núcleo de Colaboração e Criação Artística (NUCA/RN). A apresentação será aberta ao público mediante doação de 1 kg de alimento. Localizado no bairro do Alecrim, o Teatro Sesc Sandoval Wanderley integra a rede de espaços culturais do Sesc no Brasil, que promove uma programação diversa em diferentes linguagens artísticas. Desde sua reabertura, o equipamento já realizou dezenas de ações culturais, beneficiando milhares de pessoas. Mais informações sobre a programação podem ser obtidas no site www.sescrn.com.br. Cultura no Sesc No Rio Grande do Norte, o Sesc investiu R$ 11,3 milhões em cultura ao longo de 2025, beneficiando mais de 739 mil pessoas com atividades realizadas em diferentes regiões do estado. A instituição também mantém bibliotecas, projetos formativos e iniciativas de incentivo à produção artística, contribuindo para fortalecer a economia criativa e ampliar o acesso da população à arte e ao conhecimento. Serviço: O que: Programação de abril do Teatro Sesc Sandoval Wanderley contará com shows musicais, oficinas e artes cênicas Programação:  Oficina LabMais “Animação Aplicada a Jogos Digitais” – com mediação de Yze (RN) Ribeira canta Jorge Aragão e Arlindo Cruz – com Roda de Samba Ribeira Boêmia convidando Berthone Oliveira Narração de Histórias:...

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PREÁ CARNAÚBA DOS DANTAS: Historiador critica “apagamento” de grupos sociais da história do Seridó

03/02/2022|

Nesta entrevista à Preá, o professor, historiador e doutor em História pela UFPE, Helder Macedo, repassa sua trajetória, presta homenagem aos professores e historiadores que o influenciaram e afirma que o seu trabalho é uma tentativa de compreensão de processos que culminaram com o “apagamento” de determinados grupos sociais da história do Seridó. Considerado um dos mais importantes historiadores potiguares em atividade, é autor de livros como “Ritmos, sons, gostos e tons do patrimônio imaterial em Carnaúba dos Dantas” (2005), “Populações indígenas no sertão do Rio Grande do Norte: história e mestiçagens” (2011), “Sertões do Seridó: estudos de história colonial” (2012) e “Outras famílias do Seridó: genealogias mestiças nos sertões do Rio Grande do Norte (séculos XVIII-XIX)”, de 2020, entre outras, além de dezenas de artigos, ensaios e participações em coletâneas. Do que é feita a sua história? Minha história tem relação com os lugares onde minhas raízes estão fincadas. Sou de Carnaúba dos Dantas – embora tenha nascido em Currais Novos –, o mais velho de 5 irmãos, filhos de Arnor de Raquel de Chico Macedo e de Helenice de Auriscinha de Gambão. Minhas vivências, na infância, foram, em sua maioria, urbanas, mas, feriados, dias festivos e férias, em...

rodrigo faour história da música popular brasileira

03/02/2022|

O livro “História da música popular brasileira: Sem preconceitos Vol. 1” reconstitui a trajetória dos mais variados gêneros, incluindo artistas relegados a segundo plano ou esquecidos. O primeiro volume vai até os anos 1970 e traz encarte de 64 páginas incluindo muitas imagens raras de nossos maiores artistas da música, neste que é o mais ousado empreendimento do autor das biografias de Ângela Maria e Dolores Duran. A noite de autógrafos com a presença do autor Rodrigo Faour será no próximo dia 11, a partir das 19h, no espaço cultural Bardallos Comida e Arte, point da Cidade Alta (Rua Gonçalves Lêdo, 678). A noite será recheada ainda por apresentações luxuosas de Liz Rosa e Rodolfo Amaral. Acesso gratuito com as devidas precauções de uso de máscara e distanciamento no local. O livro possui 574 páginas e será vendido a R$ 84,90. Muitos pesquisadores e historiadores de renome já se propuseram a escrever a história da música brasileira. Criaram obras de referência que contribuíram para traçar um amplo panorama, mas o esquecimento ou a diminuição da importância de alguns nomes ou de algum gênero sempre intrigou o pesquisador Rodrigo Faour. Gente que fez grande sucesso, que legou obras de grande qualidade...

radio teatro

02/02/2022|

A primeira semana de fevereiro de 2022 marcará o retorno das atrações do projeto Poti-Cultural, uma iniciativa do Sesc RN. A programação contará com o espetáculo web radiofônico “A Ratoeira”, nos dias 3 e 4 de fevereiro, e a oficina “Peteka de Palha”, no dia 8. Ambas as iniciativas estão entre as 30 selecionadas no último edital do Poti-Cultural do Sesc, na linha Pluralidade das Artes. A peça “A Ratoeira: Um Espetáculo Web Radiofônico”, assinada pelo assuense Carlos Eduardo Silva Xavier, relembra o auge do rádio teatro, com uma releitura da peça “A Ratoeira” de Agatha Christie. Dividida em dois episódios, estará disponível nos canais do Sesc RN, no Spotify e Youtube, a partir das 20h, com classificação 10 anos. Já a oficina “Peteka de Palha” acontece no dia 8, também pelo canal do Youtube, às 20 horas, com duração de 37 minutos e classificação Livre. Trata-se de do trabalho de Wendel da Silva Rodrigues, também conhecido pelo nome artístico Potyguar Guajiru Silva, que entre outras coisas explica a origem da peteca, que vem do Tupi. O trabalho foi selecionado na categoria Ações Formativas. Poti-Cultural do Sesc Programação? 3 e 4 de fevereiro – A Ratoeira: Um Espetáculo Web Radiofônico...

Pórtico

02/02/2022|

É complexo delimitar identidades, vocações e crenças de um povo. Carnaúba dos Dantas é muito mais que a “Terra da Música” – título conquistado por lei estadual decretada em 10 de junho de 2021. Sim, a herança musical do maestro Tonheca Dantas impregna cada quarteirão. E junto às crenças religiosas rogadas a São José e Nossa Senhora das Vitórias parecem moldar a figura do carnaubense. Os retoques finais dessa peça são revestidos de nuances distintas: cores das tantas serras que cercam sua geografia, o avermelhado da pele dos índios tapuias, a tradição pecuarista responsável pelo ajuntamento de colonizadores no século 19, ou da aura singular e mais abrangente que une a alma comum da nação Seridó. Figuras proeminentes e artistas de toda sorte também contam muito desse caleidoscópio cultural e histórico – registros revestidos de orgulho e com sabor de chouriço. É gente que não morre, como Donatilla Dantas, fundadora da biblioteca da cidade e uma das grandes inteligências da história carnaubense; José de Azevêdo Dantas e sua obra arqueológica e memorialística; Dadi e seus mamulengos; Felinto Lúcio, outro gênio musical, discípulo de Tonheca; ou Dom José Adelino Dantas, carnaubense de coração e uma espécie de papa do Seridó de...

cervejas pretas

02/02/2022|

Um salve para todos os leitores cervejeiros! No texto de hoje vamos falar de um tema que povoa o imaginário cervejeiro nacional, de uma forma um tanto quanto caricata, trataremos das famigeradas “cervejas pretas” (por vezes, denominadas igualmente de “cervejas escuras”)! Certamente que o termo empregado não é o mais acertado do ponto de vista conceitual, e, por isso mesmo, vamos esclarecer isso mais adiante. Ademais, vamos falar das mais populares, quando se fala de cerveja preta no Brasil: a Malzbier e a Caracu; e tecer algumas considerações prosaicas sobre ambas! Muito difícil você conversar com uma pessoa mais experiente, de mais idade, e ela não associar, de forma automática e quase que instantânea, a cor da cerveja (caso escura), com uma dessas duas espécimes nacionais, dada a grande popularidade delas. Tanto a Caracu, quanto a Malzbier, por mais que sejam diferentes entre si, e nem pertencentes à mesma categoria de cervejas, são associadas em uníssono à cor que carregam. São os ícones das “cervejas pretas”. As quais estão sempre relacionadas a algumas fábulas cervejeiras que remetem ao seu consumo. Por causa dessa popularidade, no texto de hoje, vamos explicar melhor porque o termo “cerveja preta” não é o mais...

Leila Bezerra

01/02/2022|

A atriz, poetisa e brincante potiguar Leila Bezerra, 28 anos, lança neste domingo (06) sua primeira publicação literária, o livro de poesias “Teu Lunário” pela Editora Mariana Hardi. O livro, escrito entre os anos 2014 e 2016, quando Leila tinha os seus 20 e 23 anos é inspirado em um amor. Ele é o seu segundo livro escrito e o primeiro a ser publicado pela autora. Segundo Leila, “Teu Lunário” é “a alma do amor e o âmago do fogo. É o amor em cada fase lunar, anoitecido. É o amor embriagado de delírio, devaneio, romantismo, desejo, consumação, comunhão e conexão”. O lançamento do livro ocorrerá no Embarco Cultural, um espaço amplo e ao ar livre localizado na Vila de Ponta Negra, em Natal.  A entrada será permitida mediante apresentação do comprovante vacinal e do uso de máscara de proteção. A programação, que se inicia às 17h30, inclui apresentação musical com a multiartista alagoana Vitória Rodrigues e de dança com o bailarino potiguar Alexandre Américo. Além do livro, que custa R$ 30, estarão à venda a arte da capa em reprodução tamanho A3 (R$ 30) e marca página com três opções de ilustrações disponíveis (R$ 2). As artes foram desenvolvidas...

Fernando de Noronha: dicas e custos para passar 4 dias na ilha

01/02/2022|

Lembro do arrebatamento da versão cinematográfica do livro Fernão Capelo Gaivota, lançado em 1970 por Richard Bach. Tinha uns 16 anos quando assisti e a lembrança voltou recentemente ao visitar Fernando de Noronha. São inúmeras gaivotas residentes na ilha que, como a fábula setentista, se divertem em acrobacias e voos em consonância com a natureza e a liberdade. Noronha transmite essa sensação. Um recanto vulcânico de apenas 26 km2 cercado de águas cristalinas e mirantes de paisagens deslumbrantes. Um deleite diário para três mil moradores. Embora para muitos ocorra o que chamam de “neurônia”, um saturamento pelo excesso de tranquilidade cercada de mar por todos os lados e provoque curtas temporadas desses nativos junto ao caos das metrópoles. Sorte do turista uns poucos dias de completo desfrute. E pelos cinco dias passados na ilha (quatro noites), opino serem suficientes para uma ótima curtição. Nesse texto tentarei descrever essa estadia com dicas de passeios e valores praticados em Noronha. Importante um dado: este humilde editor tem 43 anos e um preparo físico razoável. As tantas ladeiras, o sol escaldante e as atividades consomem bastante. Então, levem isso em consideração. E também o mapa abaixo para situar cada local citado no texto....

01/02/2022|

A noite em mim A noite me consome; A noite me redime. Quantas noites acordei sem olhares; Acordei sem nortes, sem ordens, sem distinções!? Quantas noites me mantive assim… Longe das coisas que me maldiziam, Longe das minhas multidões… Longe dos meus algozes – misturando – no eu estralhaçado – Meus nadas que se diluíam… Minha vida que se balançava Na corda bamba de meu fim! Custa-me crer que serei um dia, apenas, Extensa linha no chão, apagada – Espelho e nada! (Mário Gerson)

fernando lima

31/01/2022|

O poeta Fernando Lima Zayran (Fernandão) prepara o lançamento do seu primeiro livro, Canção de Maracajaú – poesia e prosa, que vai acontecer no dia 5 de fevereiro, a partir das 11h, no Bar do Zé Reeira – Espaço Cultural Ruy Pereira, na Cidade Alta. Durante o evento, o autor fará uma leitura dos seus poemas e uma sessão musical com seus parceiros. Fernando Lima é quase uma lenda do “underground” potiguar, e está na estrada desde os anos 60.  Foi um dos fundadores da lendária banda Alcateia Maldita e tem história com o movimento cigano. Fernandão e Walter Varela (ou Walter Won Berbe) tentaram fundar uma comunidade hippie em Maracajaú, em décadas distantes. O local era praticamente deserto. Segundo o livro Escaladas da Contracultura, de Artemílson Lima, alguns jovens de classe média chegaram a alugar casas ou comprarem terrenos que à época eram bem baratos devido à carta de aforamento que o governo oferecia. Essa iniciativa visava incentivar a ocupação e o desenvolvimento do turismo naquela área (RAMALHO 2001).

rousi flor caeté

31/01/2022|

Uma música que nasceu de uma profunda conexão com a Terra, tomada de consciência e reconhecimento da artista Rousi Flor de Caeté enquanto natureza. A mensagem resgata a força do feminino na relação com a natureza a partir do reconhecimento de quem é e de onde vem. Percussão, violão e voz dialogam numa troca que evoca o som dentro e fora, numa relação entre música e rito. Um verdadeiro convite a sentir os elementos sonoros que se misturam com a atmosfera das matas.

saul oliveira

31/01/2022|

Prepare o seu coração, pras coisas que eu vou contar Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar Geraldo Vandré As festas de aniversário ganharam um significado especial diante do contexto que estamos vivendo. Depois de quase dois anos de pandemia, aos poucos, algumas pessoas estão voltando a comemorar essa data com amigos e/ou familiares. Para aqueles que levam a sério as recomendações dos órgãos de saúde, as comemorações ainda são tímidas, com grupos restritos e todos os cuidados necessários para evitar contaminação. Durante esse período, participei de duas comemorações muito especiais, ambas no mês de outubro de 2021. Uma delas foi o aniversário de 60 anos de Elbena Nóbrega, mãe da minha amiga Monalisa Medeiros. Uma tarde muito animada com direito a churrasco, cerveja gelada e música ao vivo. Adorei os forró das antigas. Esse aniversário foi tão especial que coincide com meu primeiro dia de namoro com Lula (resultado de um reencontro casual, após a festa de Elbena, dois anos depois de nos conhecermos; essa história foi contada na crônica “A magia da paixão”). O outro aniversário foi o de Jefferson Dantas, amigo do curso de...

cineland

31/01/2022|

Após mais de trinta anos, o município de Caicó voltará a contar com uma sala de cinema. A partir do próximo dia 3 de fevereiro, às 15h30, os caicoenses e moradores de cidades circunvizinhas poderão assistir aos principais filmes em cartaz no CINELAND, que irá funcionar no 3ª piso do Ciola Shopping, no centro da cidade. O empreendimento já era algo bastante solicitado pela população local. O cinema mais próximo de Caicó está localizado no município de Patos (PB) e era bem comum para muitos caicoenses percorrer essa distância, de cerca de 100 quilômetros, para não perder as grandes estreias dos filmes. A relação entre Caicó e o audiovisual vem desde meados da década de 50. De lá para cá, o município já teve várias salas de cinema, como o Cine Pax, Cine Alvorada, Cine Rio Branco e o Cine São Francisco. Mas, aos poucos, os cinemas de rua foram fechando as suas portas.  O município também foi palco de produção do filme “Boi de Prata”, de Carlos Augusto Ribeiro Jr, que também foi a primeira obra ficcional do renomado diretor de fotografia, Walter Carvalho. Desde 2018, em Caicó, acontece o Curta Caicó, festival de cinema que realiza exibição de...

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Blog do Sérgio Vilar

Das infâncias de Carito e Paul McCartney

Com certeza o Macca soube do lançamento de Carito, “O tênis da foto da capa e outras histórias”, agendado para esta quinta no Seburubu, repleto de reminiscências de sua infância, e resolveu lançar um novo disco, mesmo aos 83 aninhos,

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Sergio Vilar
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