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Evocação a alguns amigos pets

Em um dos seus exponenciais livros, Civilização e Cultura, Câmara Cascudo, no capítulo dedicado à Domesticação de animais, afirma: “O cão foi o primeiro animal que ingressou no convívio humano.

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Mossoró ganhará Pinacoteca e Memorial

O Conselho de Administração da Ufersa (CONSAD) aprovou por unanimidade a criação da Pinacoteca e Memorial ESAM UFERSA – PIM. A decisão foi tomada durante a 5ª Reunião Extraordinária, na

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Yrahn Barreto convida Zeca Baleiro no Natal em Natal 2022

14/12/2022|

A prefeitura de Natal traz para a sua programação do Natal em Natal 2022 o show inédito: “Yrahn Barreto convida Zeca Baleiro”, fruto da parceria musical entre o potiguar, cantor, compositor e multi-instrumentista Yrahn Barreto e o maranhense, cantor, compositor e multi-instumentista, ícone da música popular brasileira, Zeca Baleiro. Yrahn contabiliza mais de 10 composições com Zeca Baleiro. “Eu e Zeca gravamos um feat dessa safra de músicas que compomos juntos. A música está gravada no meu mais recente álbum, Som no Isolamento”, conta Yrahn. O show promete canções de Yrahn Barreto e os grandes sucessos de Zeca Baleiro como: Babylon e Telegrama, uma música surpresa de Sérgio Sampaio, cantor e compositor que Zeca e Yrahn são fãs declarados, além de suas parcerias já gravadas e conhecidas pelo público potiguar: “Mares Meus” e “Se eu fizer uma canção”. O show Yrahn Barreto convida Zeca Baleiro tem o patrocínio da prefeitura de Natal e será realizado no polo de Mirassol, no palco da árvore de Mirassol, dia 22 de dezembro de 2022. Yrahn Barreto Yrahn Barreto é cantor, compositor e multi-instrumentista potiguar. Destaque do Prêmio Hangar de Música 2021, Yrahn levou para casa dois prêmios, um de Compositor do Ano e...

Um rápido panorama cervejeiro nos EUA

14/12/2022|

Recentemente tive o prazer de voltar aos Estados Unidos depois de algum tempo que não visitava a terra do tio Sam. Junto com algumas outras memórias, gostaria de compartilhar um pouco de algumas impressões cervejeiras que tive nessa breve jornada. Claro que essa coluna não se trata de um registro de viagens, nem um blog voltado para isso, de toda maneira, o texto de hoje tentará com algum esmero trazer brevemente esse panorama experimentado acerca das cervejas artesanais nos EUA. Cumpre-se fazer a breve ressalva que a viagem foi apenas à Flórida, nas cidades de Miami, Fort Lauderdale e Orlando. De maneira que se tem um espaço de amostragem muito reduzido para se falar em “panorama americano”, por se tratar de poucas cidades e de apenas um Estado, dentre os 50 existentes. De toda maneira, o crivo ocular deste que vos escreve tentará captar algumas nuances singulares para mostrar como é o panorama mencionado. Adiante! Não se bebe em qualquer lugar (Open Container Act) Em termos de aplicação e de rigidez nas leis, ninguém ganha dos Estados Unidos. Diferentemente do Brasil, onde a União legisla sobre a maioria dos temas, nos EUA, há uma variabilidade muito maior de ditames legais,...

Livro resgata vida intelectual natalense entre 1889 e 1930

13/12/2022|

Foi lançado, no último dia 9 de dezembro, em Natal, o livro Em cada esquina um poeta, em cada rua um jornal: a vida intelectual natalense (1889-1930), da professora e pesquisadora Maiara Juliana Gonçalves. Obra interessantíssima para quem deseja conhecer mais sobre a movimentada vida intelectual na província, sobretudo no começo do século XX. Na obra, fruto da sua dissertação de mestrado (UFRN), sob a orientação do professor doutor Raimundo Arrais, Maiara nos traz um panorama do final do século XIX início do século XX, quando Natal era uma cidade um tanto acanhada e subdesenvolvida, quase um povoado, sua área urbana restringia-se praticamente ao quadrilátero formado pelas atuais ruas Apodi, Ulisses Caldas, D. Pedro I, a Avenida Rio Branco e o rio Potengi. Sem movimento comercial, sem indústria, sem recursos, éramos praticamente dependentes da capital pernambucana, onde realizávamos todas as nossas transações e para onde as famílias abastadas, mandavam os nossos jovens que se destinavam à carreira jurídica. E eram eles, que ao retornar, faziam-se de porta-vozes das novidades literárias do Brasil afora. No livro História da Cidade do Natal, Câmara Cascudo refere-se à situação da capital nessa época, com a seguinte frase: “A cidade do Natal, fundada no século...

Patrícia Leal

13/12/2022|

Nesta sexta-feira (16) tem lançamento do álbum de Música Autoral Brasileira “Continua…”, de Patrícia Leal, acompanhada pelos instrumentistas Eduardo Taufic, Ezequias Lira Ramon Gabriel, Eli Cavalcante, Fábio Presgrave e Anderson Pessoa. O material estará disponível em todas as plataformas digitais. Abaixo, a própria autora comenta mais a respeito. Por Patrícia Leal Para quem acompanha meu trabalho há mais tempo sabe que a música sempre teve lugar de destaque em minha trajetória. Em todos os meus espetáculos de Dança Contemporânea, sempre criei composições musicais, algumas em subtextos para outros instrumentistas criarem a trilha, outras que cantava em cena, em diálogo com músicos talentosos como Euclídes Marques, Cláudio Soares, Divanir Gatamorta, Adriano Dias, Marcelo Martinez Vieira. Mais recentemente, comecei a me arriscar mais no canto, a partir de um espetáculo piano e voz, “Ponto Móvel” (FIC 2015/2016) com Eduardo Taufic e, pouco tempo depois, no show “Menina dos olhos” (2018/2019), já com uma formação maior entre violão, percussão e piano, com Ezequias Lira, Ramon Gabriel e Eli Cavalcante. A partir desses trabalhos e da amizade com estes novos artistas, investi em minhas composições musicais e, dessas criações, nascidas em corpo e perfume, resolvi gravar um CD autoral: “Continua…” Durante a quarentena, senti...

Manoel de Brito, 87 anos, fala sobre a seca no interior do RN.
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13/12/2022|

“Tempos Marcantes” é o título de um grande livro e de um livrão, lançado pelo Dr. Manoel de Medeiros Brito, no dia 02 de agosto de 2022. Com 604 páginas, todas preenchidas com escrita escorreita, simples e elegante, que proporciona leitura sempre aprazível, do começo ao fim. Em crônica publicada poucos dias após o lançamento, o padre João Medeiros Filho, amigo do autor desde a infância, assim se expressa: “No primoroso trabalho, nosso preclaro amigo transita da autobiografia, perpassando pela crônica e análise política, assim como pelo registro histórico dos principais fatos e acontecimentos das últimas nove décadas, especialmente no RN”. No prefácio, o jornalista Cassiano Arruda Câmara diz ser testemunha e cúmplice da pressão exercida por um grupo de amigos de Manoel de Medeiros Brito para ele apressar o término e o lançamento do livro com as suas memórias. Mas o autor, devido a várias revisões, obrigou-se a postergar em quatro anos o lançamento de Tempos Marcantes, quando, durante cerca de cinco horas, com a presença e a música da Banda Euterpe Jardinense, autografou mais de 400 exemplares. Na capa do livro Tempos Marcantes avulta a foto de um casarão bem conservado, telhado em duas águas, com uma lateral...

O “Gringo” lança Almanaque da Redonda 2022 nesta quinta na Cervejaria Mall

12/12/2022|

O sucesso do futebol potiguar na temporada 2022 é o tema do quinto livro do jornalista e radialista Dionísio Outeda, o “Gringo”. Os acessos de ABC e América e o título de Campeão Brasileiro do Alvirrubro estão em destaque no Almanaque da Redonda 2022, que será lançado nesta quinta-feira (15), a partir das 18h, no Vila Colonial (avenida Afonso Pena, Tirol). A publicação tem 80 páginas em papel especial e apresenta as campanhas das equipes na temporada, com números, estatísticas, perfis dos jogadores, artigos e reportagens, além de poster duplo de cada time. “Trata-se de uma edição especial para o torcedor colecionar e ter como recordação de um ano incrível, quando o futebol potiguar dominou duas das séries do futebol brasileiro”, comenta o jornalista esportivo, que integra a equipe da 96FM. O Almanaque 2022 apresenta também outro ineditismo, desta vez na forma editorial. Cada equipe tem metade da publicação, com capas independentes e posteres. “A brincadeira é justamente essa. O torcedor não vai ver a publicação nem as matérias do adversário. Cada um tem seu espaço definido. Ficou bem diferente”, explica Dionísio Outeda. O Almanaque é uma fonte de pesquisa e de memória do futebol potiguar. Em 2014 o jornalista...

O canto de Daíra

12/12/2022|

Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve Sons, palavras, são navalhas Belchior Uma das coisas mais bonitas que vi nos últimos tempos foi o show de Daíra em homenagem a Belchior. Talvez o termo “bonitas” não consiga descrever a grandeza do momento nem tampouco abarcar a experiência que vivenciei essa noite no Belch Bar, que aliás tem honrado seu nome e trazido grandes artistas para homenagear o autor de “Coração selvagem”, “Divina comédia humana”, “Como nossos pais” e tantos outros sucessos que continuam atuais e cada vez mais necessários para refletirmos e, quem sabe, entendermos um pouco do mundo em que vivemos, embora a vida seja muito pior, como diria o próprio artista em um dos seus clássicos, “Apenas um rapaz latino-americano”. Ariane Cavalcanti, a proprietária do espaço, tem organizado anualmente o Tributo a Belchior e trouxe ninguém menos que Vannick Belchior, filha do artista, em 2021, e Silvero Pereira em 2022. O show de Silvero aconteceu no estacionamento do Restaurante Effó devido a questões técnicas. Nessa mesma noite, a cantora Laryssa Costa também realizou um show maravilhoso, com canções de Belchior e outros clássicos da MPB. Tive...

Nomadeia

12/12/2022|

Um longo “on the road” que durou 11 anos, entre a viagem e o tempo de maturação e escrita. O resultado dessa travessia pessoal é “Nomadeia: jornada de 994 dias pela América do Sul e Caribe”, que marca o retorno do escritor e cientista social natalense Wagner Uarpêik à literatura. A obra de 366 páginas sai por uma parceria entre a editora Espreita e OffSet Gráfica e tem lançamento marcado para o dia 17 de dezembro, das 16h às 20h, na Casa Séfora (av. Afonso Pena, 1204, Tirol). A ocasião será celebrada com drinks, literatura e discotecagem recheada de músicas latinas que remetem à viagem. Wagner Uarpêik viajou durante dois anos e oito meses entre Brasil, América do Sul e o sul do Caribe, de agosto de 2008 a março de 2011. Entre Amazônia, Andes, Caribe e Pampas, o mochileiro testemunhou de perto uma vertiginosa peregrinação entre culturas e paixões, indígenas e metropolitanos, bicos e caronas, festas e desertos, ilhas e montanhas, convulsões políticas e o sentido da vida. Mais do que um livro de viagem, “Nomadeia” é, tal como o nome sugere, uma epopeia poética, cultural e espiritual. Na bagagem, também revela a curiosidade do jovem viajante pela descoberta,...

As Copas do Mundo que perdi

12/12/2022|

A fúria do torcedor acidental, aquele que aparece a cada quatro anos para torcer por um time que ele conhece tão pouco de um esporte de que ele aprendeu a gostar porque adora vencer, é compreensível e passageira. Tem a intensidade de um Casemiro, mas a velocidade de Vini Jr. Vejo e gosto de futebol há muito tempo, o que me permite dizer que foram muito mais copas perdidas do que vencidas, por isso conheço bem esse sentimento que tomou o país na tarde desta última sexta-feira. E o que posso dizer é: calma, isso passa. A primeira Copa que perdi foi em 1986, aos cinco anos de idade e da qual não me recordo de praticamente nada. Minha mãe conta que, ao fim de Brasil x França, também pelas quartas-de-finais perdidas nos pênaltis, caí em um choro profundo e inconsolável diante da imensa tristeza que se abateu sobre nossa casa. Precisei ser levado ao hospital devido à febre alta e náuseas depois daquela derrota. Em 1990, doeu muito ver Maradona e Caniggia desmontarem a certeza pueril do menino que jurava que seríamos campeões, mesmo com um time tão mediano como o de Lazaroni. Vencemos a Copa seguinte, a que...

Coletivo CIDA pauta a invisibilização e violências contra corpos não hegemônicos

08/12/2022|

Como são estigmatizadas, desumanizadas e violentadas as pessoas com transtornos mentais, pretas, LGBTQIAPN+, com deficiência, indígenas e que vivem e/ou convivem com o HIV/AIDS? Essas são algumas das provocações pautadas pelo Coletivo CIDA em seu novo espetáculo REINO DOS BICHOS E DOS ANIMAIS, ESSE É O MEU NOME. As apresentações acontecem nos dias 8 e 9 de dezembro na Casa da Ribeira, às 20h, com entrada gratuita. Fundado por Arthur Moura, René Loui e Rozeane Oliveira, artistas e produtores, o CIDA se destaca no cenário cultural norte-rio-grandense por sua produção experimental e inclusiva. Contemplado pela primeira edição do Prêmio Sesc de Artes Cênicas,  REINO DOS BICHOS E DOS ANIMAIS, ESSE É O MEU NOME, faz parte de uma criação cênica sequenciada assinada pelo coreógrafo René Loui, que conta com interlocução dramatúrgica de Jussara Belchior. O elenco desta primeira versão é formado por nomes que são referências para as artes cênicas norte-rio-grandense: Ana Cláudia Viana, Jânia Santos, Marconi Araujo, Omim D’Funfun, Pablo Vieira, René Loui e Rozeane Oliveira. “Em CORPOS TURVOS desenvolvemos a dramaturgia de forma remota devido à pandemia de covid-19. Nesse novo capítulo foi possível fazer a interlocução de forma presencial com todo o grupo e entender mais sobre as vivências...

Escola de Música da UFRN promove festival “Dezembro do Piano”

08/12/2022|

Com uma programação de alta qualidade para o público, alunos, professores e convidados, a Escola de Música da UFRN promove até o dia 14 de dezembro, o festival “Dezembro do Piano”. As ações do festival envolvem concertos e masterclasses que se dividem nos espaços da EMUFRN (salas e auditórios) e na Atitude Cooperação (Instituição localizada na Zona Oeste de Natal). Na programação, convidados como os pianistas Diego Caetano (Sam Houston State University, EUA), Cristian Budu, Luciana Noda (UFPB), Kellen Pinho (UFC) e o compositor Fábio Neves. Também participam da programação a jovem pianista Isadora Rezende, aluna da EMUFRN; a Filarmônica UFRN e o maestro André Muniz. Confira programação completa: Programação dos Concertos Sexta-feira, 09/12, às 20h: Luciana Noda – Recital de piano e toy piano Sábado, 10/12, às 20h: Diego Caetano e Filarmônica UFRN – Concerto no. 3 de Sergei Prokofiev e estreia mundial do “Allegro Scherzando” de Fábio Neves Domingo, 11/12, às 19h: Isadora Rezende – Recital “Láquesis” Terça, 13/12, às 20h: Cristian Budu e Filarmônica UFRN – Concerto de Robert Schumann e Pavane Op. 50 de Gabriel Fauré. Masterclasses (abertas ao público) Quinta-feira, 08/12, 13h às 16h – Diego Caetano, Mini-Auditório da EMUFRN Sábado, 10/12, 9h às 12h – Luciana Noda, Mini-Auditório da...

II Festival Curta Parelhas começa nesta sexta

08/12/2022|

O município de Parelhas (RN), localizado a 277 km da capital potiguar, sediará neste fim de semana a 2ª edição do Festival Curta Parelhas. A programação entre sexta (9) e sábado (10) conta com exibições gratuitas de filmes, roda de conversa e mostra competitiva e expositivas. Já no primeiro dia do evento, a partir das 19h, a céu aberto, na rua Antônio Luiz dos Santos, o público participará de sessões de cinema e da entrega dos certificados de conclusão do curso de “Produção Audiovisual”, promovido no mês de novembro pelo Festival. A oficina foi ofertada aos estudantes da Rede Pública de Ensino e entusiastas do audiovisual e visa fomentar o segmento. Um dos momentos mais esperados da noite da sexta é a mostra competitiva potiguar. Com 10 trabalhos na disputa que serão apresentados em dois temas: “Cultura Popular, Raízes Ancestrais e Personagens Inspiradores” e “Pluralidade de Temas, Diversidade de Linguagem, Estímulos e Emoção”. No sábado (10), a programação segue a partir das 10h, com a Mostra Infantil no Auditório do Central Shopping (2° piso – Rua Antônio L. dos Santos, Centro). Serão exibidos sete filmes voltados para as crianças. Na parte da tarde, a partir das 16h, o II Curta...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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