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geração das cocadas

A geração das Cocadas

Por Falves Silva Amanhã virão os Pássaros negros.Les chemim du la Liberté(Jean-Paul Sartre) A Década de 60 deixou toda uma geração em estado de alerta. Aqueles acontecimentos marcaram, como ferro

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Banda Café celebra 20 anos em Natal

São 20 anos de música sem pausa. De barzinhos e restaurantes a grandes casamentos e festas em geral, a Banda Café construiu uma trajetória sólida e afetiva na cena potiguar. Para celebrar essas duas

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show das comunidades

Inclusão cultural

Até alguns anos atrás a cultura era tida como exclusividade da elite. Era considerada como a produção do belo, a expressão dos desejos, a linguagem dos sentidos, ”uma arma que

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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Suportar existir: aos espectadores do genocídio televisionado

07/07/2025|

Há algumas semanas o embaixador da Palestina, Riyad Mansour, perdeu o controle e chorou quando pedia pelo fim do genocídio (Conselho de Segurança das Nações Unidas, maio/2025). Pouco mais de um ano antes, o mesmo embaixador segurou o choro, que quase escapa, num semelhante apelo (Corte Internacional da Justiça, fevereiro/2024). Nos dois casos, Mansour perdeu o controle quando falava das crianças palestinas, assassinadas em grandezas de milhares. Nesse ambiente frio da diplomacia, onde cabem negociatas e conversas com números e resoluções, as crianças ainda resistem a ser transformadas em grandezas objetivas; a dor transborda, “o coração não suporta”, nas palavras do embaixador. Se em 2024 ele conseguiu conter o choro, um ano depois já não foi possível sustentá-lo no peito. Fiquei imaginando se vamos chegar num momento em que as pessoas vão começar a chorar e gritar no meio da rua. Apenas pessoas atravessando seus dias, que repentinamente se veem impedidas de distrair-se do estado de desespero que a humanidade enfrenta. Uma grande sinfonia de choros, ecoando berros de pavor e luto pelo espaço público. Eu vinha me sentindo assim, incapaz de abstrair a tragédia diária, a impotência diante da destruição maliciosa de que somos reféns (e engrenagem). Fiquei pensando...

oceano vivo

07/07/2025|

O mês de férias no Midway Mall tem uma atração imperdível:os visitantes irão vivenciar uma experiência única e iniciada na capital potiguar, com o espetáculo “Oceano Vivo”, que estreou no último sábado, 5 de julho, na Praça Central do Shopping. Trata-se de uma exposição imersiva que une a magia de telas e luzes para encantar com os mistérios e as criaturas do fundo do mar, numa forma nunca vista no Rio Grande do Norte. É arte para os olhos e para todos os sentidos que aporta no centro de compras para sensibilizar e emocionar públicos de todas as idades. A experiência envolvente proporcionada pela instalação artística mergulha os espectadores em um universo marinho de beleza e criatividade. Em “Oceano Vivo”, o mar, objetivo de encanto, mistérios e desejos, se torna uma imensa tela, com cores, ondas, texturas e seres que o habitam. Na experiência imersiva, o visitante poderá mergulhar numa viagem subaquática, um verdadeiro balé de algas, peixes, baleias, tubarões, águas-vivas e milhares de outros seres que formam a biodiversidade marinha ainda não explorada pela humanidade. O Midway Mall recebe uma superestrutura, sucesso de público em Maceió, Recife, Fortaleza, São Luís e João Pessoa, que promete ao visitante uma sensação única...

geração das cocadas

07/07/2025|

Por Falves Silva Amanhã virão os Pássaros negros.Les chemim du la Liberté(Jean-Paul Sartre) A Década de 60 deixou toda uma geração em estado de alerta. Aqueles acontecimentos marcaram, como ferro em brasa, o comportamento de todos os jovens, que, como eu, estavam ávidos por informações a respeito da vida e do mundo que nos cercava. O chamado conflito de gerações estava nos corações e mentes da juventude em todo o mundo. Com o fim da era denominada juventude transviada, tão bem exemplificada no filme Nicholas Ray, com esse título, e ouvindo os últimos acordes da Jovem Guarda. Com uma nova indumentária proposta por Mary Quant, a mulher se libertaria de um tabu secular, podendo mostrar suas pernas para o mundo, com o uso da minissaia. A teoria da globalização já estava em moda. Seu idealizador, Marshall McLuham, era o guru da intelectualidade mais rebelde, bem como a filosofia de Hebert Marcuse. A revolução chinesa, liderada por Mao Tse Tung, era assunto em revistas e jornais de todos os recantos do planeta. O grito de rebeldia dos Beatles e Rolling Stones ecoava em nossos tímpanos como o som de uma metralhadora – RÁ-TÁ-TÁ-TÁ; o Cinema Novo brasileiro incorporaria uma nova estética...

Monólogos Diários

07/07/2025|

A história do herdeiro de uma fábrica de sapatos que queria ser escritor. A partir deste personagem e do seu contexto ficcional se desenrola o espetáculo Monólogos Diários, encenado pelo Grupo Interferências de Teatro. As seções ocorrem nos dias 12, 13, 18 e 19 de julho, no TECESol – Território de Educação, Cultura e Economia Solidária. A encenação e dramaturgia é de Thayanne Percilla em colaboração com o dramaturgo areiabranquense Jefferson Souza, que junto com os atores Rubinho Rodrigues e Jason Gabriel constroem um drama cômico não-linear onde satirizam as relações contemporâneas, traçando críticas de cunho social que esbarram na realidade dos espectadores. O espetáculo Monólogos Diários é o 14º projeto artístico do Grupo Interferências de Teatro, um coletivo jovem que investe na criação experimental de obras teatrais autorais. Partindo de uma pesquisa criativa que envolve a transcriação da obra literária “MAURÍCIO – uma autobiografia de Maurício Urbano”, de Thayanne Percilla, o espetáculo esteve por 06 anos em processo de construção, estreando em uma curta temporada em outubro de 2024 no TECESol, passando em novembro de 2024 pelo Teatro Alberto Maranhão na programação do Festival A Cena Jovem do Teatro Potiguar e pelo Complexo Cultural da UERN na programação da...

Devolvam meu São João

04/07/2025|

O mossoroense Marcus Lucenna, que mora no Rio de Janeiro há mais de quarenta anos, é um ferrenho defensor da cultura nordestina. Poeta, cantor, compositor e cordelista, é conhecido como “O Cantador dos Quatro Cantos” por causa das suas andanças Brasil afora. É ocupante da cadeira número 7 da ABLC (Academia Brasileira de Literatura de Cordel) e conheceu de perto dezenas de grandes nomes da música nordestina, entre os quais Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Elino Julião e Luiz Gonzaga, este último, sua grande inspiração para ingressar no universo da música nordestina de raiz. Marcus Lucenna é autor de vários livros, sendo o mais recente “As aventuras de Marcus Lucenna na Corte do Rei Luiz” No rádio, Marcus Lucenna dirigiu e apresentou os primeiros programas de forró em horário nobre; no Rio de Janeiro, na Imprensa FM e Tropical FM.  Também esteve à frente dos programas  “Nação Nordeste”, na Rádio Viva Rio e  “Marcus Lucenna – a Voz do Povo”, na Rádio Carioca AM. Sempre que era convidado para participar de programas de TV, o mossoroense defendia a cultura nordestina, especialmente na área da música. Quando participou do programa Sem Censura da TV Brasil em 2017, o talentoso mossoroense falou sobre...

Ragganorte

04/07/2025|

A banda potiguar Ragganorte lançou nesta quinta-feira (4), ao meio-dia, o videoclipe da música “Brisa” , disponível no canal oficial da banda no YouTube. Com uma estética contemplativa e envolvente, o clipe mergulhador no universo das memórias, da saudade e da cura que vem com o tempo — e com o mar. Dirigido por Mykaell Bandeira, com roteiro assinado junto a Danilo Queiroz, o videoclipe apresenta a jornada emocional de um personagem que, após um período de sobrecarga, busca refúgio em um lugar de silêncio e conexão: a praia. Nesse cenário, ele revisita momentos com alguém importante que já não está mais presente. Sem nunca deixar claro se trata de uma perda ou de um rompimento, o clipe convida o público a refletir sobre as despedidas inevitáveis da vida e os afetos que continuam reverberando. Musicalmente, “Brisa” sintetiza a proposta de Ragganorte: referências de música latina, caribenha e nordestina com toques modernos de pop e reggae. A faixa conta com composição de Marcos Silva, Bruno Costa e Pablo Gadelha, e reúne instrumentistas como Victor Marley (baixo), Allex Franklin (bateria), Gabriel Dias (teclado), Bruno Costa (guitarra) e a participação especial de Severo Ricardo na sanfona e atuação. O videoclipe tem direção de fotografia de Wigna...

Ocasos Familiares

04/07/2025|

A rotina como denúncia, a repetição como metáfora e o silêncio como linguagem. É nesse território poético e político que se inscreve “Ocasos Familiares”, espetáculo criado pelos grupos sílabAs cdança e Jurema Coletivo de Dança, que estreia neste sábado (5), no Conselho Comunitário de Ponta Negra, em Natal. As sessões acontecem às 14h e às 19h, com entrada solidária: 1kg de alimento não perecível. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Sympla. Inspirado na canção “Cotidiano”, de Chico Buarque, o espetáculo parte de uma cena aparentemente simples e repetitiva: uma mulher prepara o café da manhã para dois homens. O gesto se repete dia após dia, como um mecanismo automatizado. Mas, no palco, o que parece banal se torna potente: emerge como símbolo de opressão, invisibilidade e exaustão que marcam a vida de inúmeras mulheres. Com concepção e direção de Mauricio Motta — que também atua ao lado de Mônica Belotto e Jack Leidson — a montagem foi criada em Caicó (RN), em 2024, e propõe uma reflexão urgente sobre os papéis de gênero, as estruturas conservadoras das relações familiares e a persistência da misoginia mesmo em tempos de conquistas sociais. “A proposta é provocar o público a refletir sobre...

Grande Ponto

03/07/2025|

Não poderíamos chegar ao coração da cidade sem antes traçarmos um perfil da História da cidade do Natal. Também não poderíamos situar o Grande Ponto sem falarmos da Ribeira e da própria Cidade Alta, onde ele está inserido. Revelar todas as estórias, acontecências, tipos, fatos, mistérios do Grande Ponto, seria um trabalho impossível. Cascudo conta-nos a exata História: um ponto comercial, o Café Grande Ponto, do português Custódio de Almeida, situado hoje onde está erguido o edifício Amaro Mesquita, no cruzamento da avenida Rio Branco com a rua João Pessoa. É a origem do nome do logradouro. Conta-nos Cascudo, que Amaro Mesquita era um caixeirinho que ali mesmo varria calçadas e dizia de si para si: “Nesse lugar vai ser o meu sobrado” ou “eu farei aqui o meu sobrado”. De balconista, Amaro tornou-se próspero comerciante e construiu o seu sobrado no lugar onde era o Café: é o Edifício Amaro Mesquita. Manoel Procópio de Moura Jr. nos informa que, em 1845, o presidente da Província, Casimiro de Morais Sarmento, determinou a ampliação da atual rua João Pessoa, derrubando a mata existente até a rua Princesa Isabel. E nos diz ainda Procópio: “após esta derrubada, a atual Princesa Isabel passou...

Ricardo Lagreca

03/07/2025|

“Apesar de ser o meu primeiro livro de poesias,sempre que escrevia artigos científicos ou atétextos administrativos, procurava demonstrar sentimentos,que se traduzidos, seriam poesias. Passei a escrevernos últimos anos. O tempo me fez esta permissão.” Intitulado “Poesias e Crônicas Poéticas Guardadas Dentro de Mim”, o primeiro livro desse gênero literário do médico Ricardo Lagreca será lançado no dia 10 de julho, das 18h às 21h, na Galeria Fernando Chiriboga, que fica no 2º piso do Natal Shopping. O autor se utilizou da linguagem poética para expressar os diversos amores que observa e vivencia no cotidiano. Amor pela mulher amada, amor à fauna, à flora e ao corriqueiro da vida. “Compomos os poemas e as crônicas poéticas, deixando que verdadeiramente se perceba as intimidades do brilho do amor como que indo ao longo do caminho de tudo”, disse Lagreca na introdução do livro. A obra é composta por poemas e crônicas. Ao longo das páginas, o leitor é convidado a saborear as palavras carregadas de emoções, que expressam a sensibilidade e o lirismo de Ricardo Lagreca. É um convite para adentrar ao coração do médico cardiologista, conhecido também por sua humanidade e doação à profissão. O livro tem como prefaciador o presidente...

Música, letras e atrevimento

02/07/2025|

Num país em que quase todo homem é técnico de futebol e toda loja de vinil tem clube do bolinha, vou me atrever a falar de um tema que, em muitos sentidos, ainda joga no campo do masculino: música. Como não sou especialista, escolho um ângulo diferente, que talvez interesse a quem de música e busca saber sempre um pouco mais. É o meu caso. Confesso que também não resisto a uma provocação e esta veio do músico Moisés de Lima que, aliás, tem ótimos textos sobre o assunto. Qual é a natureza da música? Não estou me referindo aos sons, nem sequer ao silêncio ou ao tempo, que é o regente do ritmo. A mesma pergunta poderia ser feita sobre a poesia: qual é a sua essência? Se a música tem melodia e pode ter palavras, a poesia tem palavras, mas pode sugerir musicalidade. Como a palavra inspirada surge para nós? Como pode a letra de uma música brotar em nossas almas? E a melodia, de onde vem essa manifestação que junta matemática e sonho? Estou falando de música boa, claro. Oliver Sacks, médico neurologista, gosta de contar histórias. Com “Tempo de despertar”, inspirou um filme; com “Alucinações musicais”,...

gabi pessanha

02/07/2025|

Em 2025, atletas brasileiros como Erich Munis e Gabrieli Pessanha dominaram o cenário mundial do jiu-jitsu, conquistando títulos no Brasileiro, Mundial, Pan e Europeu. O Brasil reafirma sua hegemonia no BJJ com 20 campeões de elite, combinando técnica, força e estratégia em torneios nacionais e internacionais de alto nível. O Brasil não é apenas o centro do jiu-jitsu brasileiro (BJJ), mas também o centro de sua evolução competitiva. Em 2025, os atletas brasileiros demonstrarão mais uma vez sua supremacia nos campeonatos mundiais, especialmente no prestigiado Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu (Brasileiro), organizado pela IBJJF. A Gambling.com, líder em serviços de marketing digital para o setor de jogos online, realizou uma análise que permitiu um ranking dos 20 campeões brasileiros mais proeminentes do ano, seus títulos, estilos e o impacto que estão tendo no cenário global do BJJ. O cenário do BJJ em 2025 O Campeonato Brasileiro 2025 reuniu mais de 7.300 competidores em São Paulo, consolidando-se como um dos eventos mais importantes do calendário mundial 1. A competição foi acirrada, mas os atletas brasileiros dominaram a maioria das divisões, tanto no masculino quanto no feminino, com atuações memoráveis, finalizações espetaculares e rivalidades intensas. Ranking: Top 20 campeões brasileiros de jiu-jitsu em...

5ª Edição do Festival de Samba Ribeira Boêmia anuncia nova atração

02/07/2025|

Com a assinatura e organização do renomado Projeto Cultural Ribeira Boêmia, reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte, a 5ª edição do Festival de Samba Ribeira Boêmia já tem data! O Festival chega, mais uma vez, a Gramado da Arena das Dunas, no dia 15 de novembro , com o padrão de excelência já reconhecido pelo público. O Festival promete proporcionar aos amantes da música uma experiência cultural única, reunindo um elenco de estrelas que representam o melhor do samba brasileiro, combinando tradição e contemporaneidade. A primeira atração apresentada dispensa apresentações, Paulinho da Viola, um dos maiores nomes do samba brasileiro, trazendo suas tendências e poesia; e agora o Festival anuncia uma nova atração de peso: Xande de Pilares – a voz que embala gerações com sambas marcantes como “Tá Escrito”, “Gratidão” e “Deixa Acontecer”. Serão mais de 10 horas ininterruptas de pura magia musical, em dois ambientes, pensados especialmente no conforto dos amantes do samba: ÁREA PISTA: Para quem quer estar no centro da festa, sinta a energia do samba de pertinho e viva intensamente cada batida. Aqui você fica mais próximo dos artistas, sente o calor da multidão e se entrega completamente ao ritmo. ÁREA LOUNGE: Para quem busca uma...

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