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sincericídio

A dor que não se nomeia faz morada

É curioso como a gente vai aprendendo desde criança a dizer “com licença”, “obrigada” e “desculpa”, mas ninguém ensina como falar “estou magoada com você” sem soar como um escândalo.

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esso alencar

Esso Alencar e outros cantautores potiguares

O termo cantautor é pouco utilizado e muito pouco conhecido. Geralmente refere-se a artistas populares que compõem e interpretam suas próprias canções, cujas letras tratam de temas populares, sociais ou políticos, podendo

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waldick-soriano

Waldick não era cachorro

Se fosse vivo, Waldick Soriano teria completado 82 anos no dia 13 de maio passado. A atriz Patrícia Pilar afirmou, quando o cantor era vivo, que sempre gostou das músicas

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andré da rabeca

Viralatismo

Certa vez ouvi o saudoso “André da Rabeca” (1942-2010) dizer sobre Natal, entre uma música e outra: “É um lugar de merda para viver, mas um bom lugar para ganhar

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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Teatro, poesia, corpo e palavra: oficina quer despertar o verbo que habita em cada um

11/07/2025|

Nos dias 26 e 27 de julho, o Espaço A3 recebe a Oficina Verbo Encarnado, uma experiência imersiva voltada à teatralização da poesia, à escuta do corpo e à potência da palavra viva. Com 8 horas de carga horária total (4 horas por dia), a ação propõe unir jogos teatrais, leitura dramática e expressão poética como caminhos para explorar a palavra em sua forma mais encarnada. Idealizada e conduzida por Gessyka Santos e Lanuk Nagibson, a oficina nasce a partir do projeto Sarau Dentro da Noite, reconhecido por promover encontros poéticos e artísticos com apelo afetivo e performativo. A proposta convida os participantes a mergulhar no corpo, na voz e na poesia, fazendo do verbo, presença. A atividade é dividida em dois módulos: Módulo 1 – Corpo (26 de julho) Exercícios de aquecimento vocal e corporal, jogos teatrais e leitura poética criando um ambiente de escuta sensível e entrega expressiva. A ideia é trabalhar o corpo como veículo do verbo: respirar, sentir, declamar e se afetar. Módulo 2 – Verbo (27 de julho) Neste segundo momento, cada participante irá transformar um poema (autoral ou de outro poeta) em um vídeo-poema, explorando ritmo, entonação, imaginação cênica e performance. O resultado será...

waldick-soriano

11/07/2025|

Se fosse vivo, Waldick Soriano teria completado 82 anos no dia 13 de maio passado. A atriz Patrícia Pilar afirmou, quando o cantor era vivo, que sempre gostou das músicas do “Frank Sinatra” brasileiro, dizendo que suas canções tinham “um que” especial que sempre a impressionaram e deslumbraram. Ela o admirava tanto que em 2006 resolveu fazer um filme sobre a vida do artista. Waldick Soriano compôs verdadeiras pérolas da música romântica brasileira, mas sempre foi discriminado pela elite preconceituosa e por pessoas que, alegando ter “bom gosto musical”, detestavam seu trabalho, embora o artista fosse amado por milhões de brasileiros. O cantor baiano, de origem pobre, sempre foi estigmatizado e sofreu a mesma discriminação da qual também foram vítimas artistas populares como Paulo Sérgio, Odair José, Agnaldo Timóteo, Lindomar Castilho, Nelson Ned, os potiguares Carlos Alexandre e Carlos André (Oséas Lopes) e inúmeros outros. Compondo e cantando um tipo de música cujo tema central era a história de amores frustrados, utilizando-se de visuais aberrantes e inusitados – considerados de mau gosto – os artistas que, como Wakdick Soriano cantavam músicas consideradas cafonas, faziam parte da geração brega, que teve seu apogeu em meados dos anos 70, em plena ditadura...

andré da rabeca

11/07/2025|

Certa vez ouvi o saudoso “André da Rabeca” (1942-2010) dizer sobre Natal, entre uma música e outra: “É um lugar de merda para viver, mas um bom lugar para ganhar a vida”. Várias fontes atribuem ao célebre maestro, compositor e cantor Tom Jobim (1927-1994), que tinha moradias nos EUA e no Brasil, a seguinte frase (com diferentes versões): “Viver nos Estados Unidos [ou: viver em Nova York; viver no exterior] é bom, mas é uma merda; viver no Brasil [ou: viver no Rio] é uma merda, mas é bom [outra versão: é uma maravilha]”. Ruy Castro, em ‘Ela é Carioca’ e em ‘Mau Humor’, cita a frase de Tom como “A diferença entre Nova York e o Rio é que lá é bom, mas é uma merda. Aqui é uma merda, mas é tão bom [versão de Hugo Gonçalves em ‘Postais dos Trópicos’: é muito bom]”. Extrapolada da citação original existe a frase “A Europa é boa, mas é uma merda; o Brasil é uma merda mas é bom”. Essas frases talvez tenham alguma relação com estes versos de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), em ‘Explicação’: Para mim, de todas as burrices a maior é suspirar pela Europa./ A Europa...

Rejane Souza

10/07/2025|

A professora nisiaflorestense e escritora Rejane Souza, após escritos em prosa e verso publicados em 17 antologias (do RN e do eixo Sul-Sudeste ao exterior), adentra o universo infantojuvenil com o livro “A lenda da cobra encantada”. Segundo a autora, não se trata apenas de publicar uma obra nessa categoria, mas a realização de um desejo acalentado há quase 12 anos (tempo que o conto foi criado), tendo em vista que a matéria foi inspirada em uma das lendas que o pai dela, Valdivino, conhecido por “Sinhô”, contava para ela na primeira infância. “Meu pai era um narrador/contador muito especial de histórias de trancoso, das lendas  e mitos do lugar. Hoje, tenho a compreensão de que esse talento nato oriundo da sabedoria popular de meu genitor foi marcante para eu desenvolver o gosto pela cultura e a literatura”. E nesse caminho, a escritora nutre a expectativa de que a publicação desse livro, além de resgatar a rica cultura de Nísia Floresta, possa despertar a natureza encantatória das crianças e adolescentes visando a se aproximar do livro físico e se alimentar da magia que as lendas despertam nas pessoas de todas as idades. A ilustração é da também nísiaflorestense Samira Sallyane....

4ª Edição do Natal Cachaça Festival vem aí

10/07/2025|

A capital potiguar será palco, mais uma vez, de uma das experiências culturais e gastronômicas mais aguardadas do ano: o Natal Cachaça Festival. Em sua 4ª edição, o evento ocorre no dia 16 de agosto (sábado), a partir das 16h, no icônico Complexo Cultural da Rampa, reunindo apreciadores da boa música, da cultura e, claro, da mais tradicional bebida brasileira: a cachaça. O festival promete uma tarde para contemplar o pôr-do-sol no Rio Potengi e uma noite repleta de atrações musicais, além de degustações exclusivas de diversos rótulos premiados de cachaças, vindos de diferentes partes do Brasil. Uma verdadeira compreensão no universo da cachaça, unindo produtores, entusiastas e o público em um ambiente de celebração e descobertas sensoriais. Os participantes, ao chegarem ao evento, recebem um copo de degustação personalizado que dá acesso livre às degustações dos diversos rótulos de cachaças disponíveis durante toda a programação. Além das degustações, o evento contará com dois palcos para shows musicais de Brega e Forró, stands gastronômicos, espaços instagramáveis e muito mais, valorizando os produtores locais e fortalecendo o turismo cultural e gastronômico do Rio Grande do Norte. A 4ª edição do Natal Cachaça Festival é uma realização da Ponta Entretenimento e promete...

Filme produzido no RN e com elenco “global” estreia nos cinemas

10/07/2025|

O violento e desregrado Pedro Chão ( Felipe Camargo ) aparece ferido e sem memória em uma comunidade ribeirinha. Os moradores locais o acusam de roubo e tentam, em vão, que ele recupere a memória – e devolva o dinheiro. Em um julgamento popular, vem à tona uma trama que envolve violência doméstica, de gênero, tráfico de pessoas e desvio de palavra pública. Condenado ao isolamento, ele busca um novo sentido para sua vida. Esta é a premissa de “Filhos do Mangue” , quinta longa de Eliane Caffé , que chega aos cinemas do Brasil a partir do dia 17 de julho de 2025. O filme teve sua estreia nacional no Festival de Cinema de Gramado, onde conquistou os prêmios de melhor direção e atriz coadjuvante ( Genilda Maria ). Também levou melhor direção no Festin (Portugal) e melhor atriz coadjuvante ( Titina Medeiros ) e direção de arte ( Rodrigo Frota ) na Tela Cariri (CE). “Filhos do Mangue” ainda esteve na programação do Festival do Rio e da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Antes, o filme participa da programação do Festival Goiamum Audiovisual no dia 12, às 14h, em Natal, Rio Grande do Norte, estado onde o longa foi produzido. As praças de exibição podem ser conferidas no Instagram @bretzfilmes . Com...

Nordeste Lab 2025

10/07/2025|

O projeto “Segunda-feira já é ano novo”, produzido, roteirizado e dirigido por Gabriel Soares é selecionado para última etapa do Laboratório Universitário do Nordeste Lab 2025, seguindo agora para a apresentação presencial do trabalho no evento que acontece em Salvador, dos dias 5 a 8 de agosto. Dentre os 87 projetos inscritos de 13 estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ele foi o único do Rio Grande do Norte a ser um dos 10 selecionados na primeira fase do laboratório, contando com consultorias de desenvolvimento executivo e criativo, além de assistirem masterclasses com diferentes profissionais do audiovisual nacional. Para a seleção da segunda fase, os projetos deveriam preparar um pitching, uma apresentação de sete minutos vendendo o seu projeto, para assim, dentre os dez, serem selecionados cinco para a próxima fase. A apresentação ocorreu no último final de semana (05 de julho) de maneira remota, e dentro da reunião, pela qualidade dos materiais, a produção do evento decidiu selecionar seis projetos. Para a felicidade potiguar, o projeto representante do RN foi um dos selecionados e agora terá a oportunidade de vender seu produto no evento presencial que acontecerá em Salvador-BA. “Segunda-feira já é ano novo” é um projeto de...

maria clara psoa

09/07/2025|

Na próxima sexta-feira, 11 de julho, às 17h, a autora potiguar Maria Clara Psoa lança seu mais novo livro, “Vozes do Cordel: história, versos e transformações”, na Estação do Cordel, localizada na Praça Padre João Maria, em Natal. O evento promete reunir amantes da literatura brasileira, da cultura nordestina e da poesia rimada, em um encontro marcado por afeto, arte e memória. Radicada há 17 anos em São Paulo, Maria Clara retorna à sua terra natal para celebrar esse importante marco em sua trajetória como escritora e pesquisadora da cultura. O livro é fruto de uma profunda investigação sobre o universo do cordel, trazendo reflexões sobre sua história, seus personagens e os processos de transformação que o gênero vem atravessando, especialmente a partir da presença e protagonismo feminino. A obra une rigor histórico com sensibilidade poética, costurando versos autorais, entrevistas com cordelistas atuantes no solo potiguar, como Nando Poeta e Tonha Mota e análises que dialogam com a força viva do cordel nas ruas, feiras e palcos do Nordeste e de todo o Brasil. “Este livro é um convite à escuta das muitas vozes que fazem do cordel um patrimônio cultural em constante movimento”, afirma a autora. Para completar a...

Serra de São Bento divulga programação completa da 14ª edição do Festival de Inverno

09/07/2025|

A encantadora cidade da Serra de São Bento , um dos destinos turísticos mais procurados do Agreste Potiguar, acaba de anunciar a programação completa da 14ª edição do seu tradicional Festival de Inverno . O evento acontece nos dias 1º, 2 e 3 de agosto de 2025 , e promete aquecer as noites frias da serra com muita música, cultura e diversão. Entre os destaques está o cantor João Gomes , apresentado no piseiro, que sobe ao palco no sábado (02), ao lado de outros grandes nomes da música nordestina. A programação traz ainda atrações consagradas como Flávio José , Waldonys , Samyra Show , além de talentos locais e regionais que completam a festa. O festival é uma das principais celebrações do calendário turístico do Rio Grande do Norte, reunindo milhares de visitantes todos os anos para curtir o clima serrano, gastronomia, artesanato e uma programação cultural oferecida. Confira a programação completa: Sexta-feira (01/08) Sábado (02/08) Domingo (03/08) Com entrada gratuita, o Festival de Inverno da Serra de São Bento é uma excelente pedida para quem busca boa música, clima ameno e paisagens deslumbrantes. A cidade se prepara para receber os visitantes com toda a hospitalidade característica do povo potiguar. O Festival de Inverno da Serra de São Bento é realizado desde 2006, e hoje...

rob love

09/07/2025|

A cantora e compositora pernambucana RoB Love será uma das atrações do 8º Festival Internacional de Reggae da Praia de Pipa, no Taipa Brasil. Dona de uma trajetória que brinda o Reggae e suas vertentes, a artista vem apresentando uma sequência de singles que se desdobrarão em seu novo álbum de estúdio, ainda no segundo semestre. Mas antes, celebra o gênero musical acompanhado de uma banda completa, no palco do Festival Internacional de Reggae da Praia de Pipa, nesta quinta-feira, 10 de julho . Nesta edição, o evento prepara um line-up próprio feminino. Confira mais informações aqui . Em seu show, RoB Love apresenta um repertório que passou por diferentes fases de sua carreira, incluindo os recentes singles “No More” e “Jah Will Show The Way”, que antecipam seu próximo álbum, previsto para este ano. As canções, marcadas por mensagens de autoconhecimento, entrega e positividade, refletem sua conexão profunda com a espiritualidade presente na música reggae desde suas origens. Fortemente influenciado por nomes como Bob Marley, além da sonoridade clássica dos anos 70 e 80, RoB Love combina referências tradicionais com elementos contemporâneos, criando um som que transita entre oroots, o dub, a psicodelia e o soul. No palco, toda essa fusão ganha vida com uma performance...

Édipo REC

08/07/2025|

Natal tem um encontro marcado com o reino de Tebas com o espetáculo Édipo REC , montagem do Grupo Magiluth , do Recife (PE), que comemora 20 anos de trajetória e já apresentou sua mais recente obra autoral em todo o Brasil. As sessões serão nos dias 1º e 2 de agosto, às 20h, no Teatro Alberto Maranhão, e os ingressos custam entre R$ 40 e R$ 80, à venda no site e app Outgo e nas lojas Sem Etiqueta. Inspirado na tragédia grega, Édipo REC já passou por várias cidades do país conduzindo uma investigação sobre modos contemporâneos de narrar, observar e manipular imagens. Câmeras ao vivo, projeções e vídeo mapeamento são usadas em tempo real para criar um palco que mistura presença física e mediação digital. Com dramaturgia de Giordano Castro e direção de Luiz Fernando Marques (Lubi), a peça combina elementos da performance e do teatro documental. A iluminação é de Jathyles Miranda e as estatuetas são assinadas por Chris Garrido. O elenco conta com Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sérgio Cabral, Pedro Wagner e Nash Laila — que estreia nos palcos do grupo após participações no audiovisual como ‘Tatuagem’ e ‘Chão de Estrelas’. “ Édipo REC reforça a conexão entre mitologia e...

ilustríssimo jornalismo

08/07/2025|

Limites do humor é o tema da conversa com os chargistas Brum, Ivan Cabral e Solino, com participação do pesquisador Amaro Jr. e da escritora Josimey Costa. Será no Espaço Cultural Manimbu (Av. Floriano Peixoto, 544, Petrópolis), a partir das 18h30. Acesso livre. Na oportunidade, Josimey Costa também fará sessão de autógrafos de seu mais recente livro “Ilustríssimo Jornalismo: a notícia em desenho satírico e o Cartão Amarelo”. A obra reúne entrevistas com Henfil, Everaldo, Cláudio, Ivan Amaral, Túlio Ratto, Brum, e Igor/El Jueves.

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