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jane e herondy

Hipocrisia cultural

Na semana passada eu escrevi aqui sobre inclusão cultural. Hoje eu vou propor aqui duas situações diferentes. Na primeira situação vou falar sobre a música Não Se Vá, gravada pela

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astros sem lastros

“Astros” sem lastros

A cidade de Natal e o Rio Grande do Norte são ricos em talentos. Na música, por exemplo, temos inúmeros exemplos de artistas qualificados. Na minha opinião, em Natal falta

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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19/08/2025|

A Academia de Trovas do Rio Grande do Norte empossará cinco novos membros no próximo dia 22. São eles: Sebastião Palhares (Cadeira 3, patrono Antônio Damasceno Bezerra), Hailton Mangabeira (Cadeira Cadeira 4, patrono Manoel Virgílio Ferreira Jatobá), Hélio Gomes (Cadeira 6, patrono Sebastião Fernandes de Oliveira), Luzinete Dantas (Cadeira 9, patrono Joaquim Homem de Siqueira), Edson Paiva (Cadeira 18, patrono Juvenal Antunes). A solenidade será no salão de eventos do edifício Les Amis, às 19h. Na ocasião terá lançamento do livro “4 pés com 7 sons em 1080 trovas”, de autoria do professor Garcia.

Fundação José Augusto celebra o mês do folclore com exposições, atividades educativas e cortejo

19/08/2025|

Nesta semana, até o dia 23 (sábado), a Fundação José Augusto (FJA) promove o evento “A Gosto do Folclore”, reunindo exposições, apresentações artísticas, cortejo cultural e atividades educativas em diferentes municípios do Rio Grande do Norte. A programação marca os 18 anos do Registro do Patrimônio Vivo do RN (RPV), iniciativa que reconhece e valoriza mestres e grupos tradicionais que preservam a identidade cultural potiguar. O cortejo de grupos folclóricos e estudantes será realizado nesta quinta-feira (21), na Cidade da Criança, em Natal (RN), às 14h30.  Entre os destaques, estão as exposições “Folguedos e Tradição”, com acervo da Pinacoteca do Estado, e “Registro do Patrimônio Vivo do RN”, no Teatro Candinha Bezerra, em Santa Cruz, onde também se apresenta a dupla de violeiros Felipe Pereira e Erasmo Ferreira, com o espetáculo Rimas Potiguares. A programação inclui ainda a mostra “História dos Festejos Juninos”, exibida em quatro escolas estaduais de Natal. Na Cidade da Criança, no bairro do Tirol, o cortejo artístico reunirá grupos como Folia de Rua, Pastoril do Bom Pastor, Boi Calemba Pintadinho e os violeiros potiguares. Encerrando as comemorações, no sábado (23), o Centro de Turismo de Barra de Cunhaú, em Canguaretama, recebe apresentações de grupos reconhecidos pelo...

Os centros vazios também gritam

19/08/2025|

Saí em uma sexta feira à noite em meio a uma viagem de curadoria e a cidade estava em silêncio, mas não era o silêncio da paz. Era o silêncio do abandono, o som seco de portas fechadas que um dia foram palcos de encontros, gargalhadas, desejos. Estou na Rua Mamede Simões, aqui em Recife, berço de tantas revoluções culturais, e tudo o que vejo é uma ausência barulhenta. Boi Neon: fechado. Bar Central: evaporado. O vazio das calçadas ecoa mais alto do que qualquer paredão de som. O que ficou são réplicas: festas genéricas, pagodes branqueados, sertanejo gourmetizado. A cidade virou vitrine sem alma, palco sem memória. Ainda resistem alguns focos, o Bar do Treze, a Bestafera, corpos pulsando contra a desertificação. Mas é como se o centro histórico estivesse sendo comido por dentro. E depois regurgitado em forma de “revitalizações” que não revitalizam ninguém. O que era cultura vira produto. O que era identidade vira tendência. O que era coletivo vira palco para selfie. E essa não é só uma crônica sobre Recife. É também sobre a Ribeira, em Natal. Um bairro inteiro que vive em suspensão entre a ruína e o renascimento. Ali, no meio da precariedade,...

Comissão vai analisar pedido de cassação contra Brisa Bracchi

19/08/2025|

O plenário da Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta terça-feira (19), por 23 votos a 3, o recebimento de uma denúncia contra a vereadora Brisa Bracchi (PT). O pedido, apresentado pelo vereador Matheus Faustino (União), solicita a abertura de processo de cassação do mandato da parlamentar. Faustino acusa Brisa de utilizar recursos públicos, provenientes de emenda impositiva, para financiar o evento denominado “Rolê Vermelho”, que, segundo ele, teria caráter político-partidário e de promoção pessoal. Brisa e o próprio denunciante ficaram impedidos de votar, enquanto o vereador Eribaldo Medeiros (Rede) esteve ausente no momento da votação. Em defesa, a vereadora afirmou ser vítima de perseguição política e destacou que a verba foi destinada ao pagamento de cachês de artistas locais. “Nós destinamos recursos para três artistas que já se apresentaram em diversos eventos da cidade. Em solidariedade diante das acusações, eles estão pedindo a anulação do processo de pagamento”, declarou. Faustino rebateu as críticas e negou motivação ideológica. “Não se trata de perseguição. Estamos exigindo o cumprimento da legislação e do regimento interno da Casa. Se não houver punição pelo mau uso do dinheiro público, vamos normalizar essa prática. Vale ressaltar que eventos culturais podem, sim, receber recursos públicos, mas não...

19/08/2025|

A 4ª edição do Natal Cachaça Festival foi autuado pela Semurb neste último sábado. Os fiscais constataram que o evento estava sem a devida autorização ambiental. O curioso é que foi promovido no Complexo Cultural da Rampa. Prefeitura autuando o Estado, por mais que o evento seja privado. O Festival trouxe, além da variedade de cachaças e gastronomia, shows musicais com José Orlando, Messias Paraguai e outros.

blackout

19/08/2025|

Neste sábado (23), o bairro de Mãe Luiza será palco de uma celebração especial de arte, poesia e memória com o projeto Caminhos Di-Versos: uma homenagem a Blackout. O evento acontece na Escola de Música de Mãe Luiza (EMML), em duas sessões gratuitas, às 16h e 19h. A programação tem como destaque a Banda Filarmônica de Mãe Luiza, formada por jovens do bairro, e será dividida em dois momentos. O primeiro, Homenagem a Blackout, traz o declamador Daniel Valente interpretando o poeta em primeira pessoa, com trechos de sua obra acompanhados pela Filarmônica. O segundo será o Sarau Comunitário, com os poetas Samy Janser, Kinho, Wilson Palá e Maria de Lourdes apresentando textos autorais que celebram a força literária da comunidade. Além das apresentações, o projeto espalhará 19 lambes pelo bairro de Mãe Luiza, trazendo fragmentos de poesias e imagens dos poetas participantes do evento, entre eles Blackout, criando um percurso poético-visual que conecta arte e território. O encontro marca ainda o lançamento de dois livros: Instinto, terceira publicação de Samy Janser, poeta e proponente do Projeto, e Fatos e Ficções, de Maria de Lourdes, poeta e moradora de Mãe Luiza que, aos 97 anos, lança sua primeira obra. Durante o evento haverá...

18/08/2025|

Para quem ainda não conseguiu enviar seu material, essa é a oportunidade! As inscrições para a 12ª Mostra de Cinema de Gostoso foram prorrogadas até o dia 24 de agosto (domingo). São gratuitas e devem ser realizadas pelo site do festival –  www.mostradecinemadegostoso.com.br São permitidos filmes de todos os gêneros (obras ficcionais, não ficcionais e animações, exceto videoclipes) desde que tenham sido produzidos no Brasil e finalizados a partir do segundo semestre de 2024.

Telas da Via Sacra de um dos maiores artistas plásticos do RN será restaurada

18/08/2025|

Em 1975/76, o pintor Leopoldo Nelson, um dos maiores artistas plásticos do RN, criou uma série de quadros a óleo, quinze ao todo, figurando a Via Sacra. Obras expressionistas, de grande tamanho, belíssimas. Adquiridas pelo Governo Cortez Pereira, foram emprestadas à Arquidiocese, que não as expôs, talvez por rejeitar certas ousadias da arte moderna. Resultado: as telas ficaram mal guardadas, deteriorando-se. Após algum tempo, removidas para a Pinacoteca do Estado, continuaram a sofrer maus tratos, de modo que se acham em deplorável estado de conservação. Felizmente, serão restauradas por iniciativa de um grupo de admiradores do artista, à frente o colecionador e curador Manoel Onofre Neto, e da própria pinacoteca, com apoio da deputada Divaneide Basílio, que destinou, para tanto, emenda parlamentar à Fundação José Augusto, repassada para a Sociedade dos Amigos da Pinacoteca Potiguar, cujo Presidente é o médico e artista plástico laperi Araújo.

Clotilde Tavares_Foto por Caio Nascimento

18/08/2025|

De agosto a dezembro, sempre na última quarta-feira do mês, a Sede Cultural DoSol recebe a escritora, dramaturga, atriz e professora Clotilde Tavares para uma série de encontros únicos. Em cada conversa, Clotilde abordará temas que permeiam a vida e o fazer artístico: processos de criação, técnicas de escrita e composição, presença de palco e reflexões sobre o lugar do artista no mundo. Um convite ao pensamento, à escuta e à troca. E ainda tem entrada gratuita, Bora? Quarta, 27 de agosto, às 19h, na Sede Cultural DoSol A série “Na Sede com Clotilde Tavares” começa com o tema “Poesia e Composição: rudimentos sobre técnicas e conceitos“. Um encontro voltado a artistas, curiosos e amantes da palavra, para refletir sobre os fundamentos da criação poética e composicional. A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas. Para participar, preencha o rápido formulário no link e aguarde a confirmação de sua inscrição por e-mail. INSCREVA-SE: https://forms.gle/55VFsHUvNnWeKpPz6 *A Sede Cultural DoSol é um projeto do DoSol, fomentado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas com realização da Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal. SERVIÇO: O quê? Oficina em formato expositivo com 2 horas de duração sobre o tema “ Poesia e Composição: rudimentos sobre...

18/08/2025|

A Academia Jovem Concertante (AJC) fará concertos gratuitos em Mossoró, no dia 21, às 19h, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado; e em Natal, no dia 22, às 18h, no Auditório Onofre Lopes da Escola de Música da UFRN. Idealizada pela renomada pianista mineira Simone Leitão, a AJC tem mais de uma década de trajetória e é considerada um dos mais importantes projetos de qualificação de jovens músicos na área da música sinfônica no Brasil ao democratizar o acesso à quarta arte e estimular o surgimento de novos talentos. A iniciativa é realizada por meio da Lei Rouanet, do Governo Federal, e conta com o patrocínio da BRAVA Energia para espetáculos em Natal, Mossoró e Rio de Janeiro. 

Rádio no sangue

16/08/2025|

No ano de 1972 trabalhei como disc-jóquei na rádio Nordeste AM de Natal quando não existia FM. Na época o Rádio natalense já tinha alguns radialistas famosos: Carlos Alberto, da rádio Cabugi, que graças à popularidade conquistada como disc-jóquei se elegeu ininterruptamente vereador, deputado estadual, deputado federal e senador, e Jota Belmont, que ingressou no rádio em 1964 na Rádio Trairy e em 1967 foi para a Rádio Cabugi, onde permaneceu até 1974.  Em 1975 mudou-se para Mossoró, onde trabalhou nas Rádios Difusora, Libertadora e Tapuyo, chegando a se tornar deputado estadual. Outro nome que marcou época no Rádio natalense foi Gerson Luiz. Começando como disc-jóquei na rádio Trairy na segunda metade dos anos sessenta, Gerson se firmou como um dos maiores nomes da radiofonia potiguar, chegando a ser líder absoluto de audiência na Rádio Cabugi nos anos setenta durante as manhãs de segunda a sexta-feira. Além desses comunicadores, Natal conheceu outros nomes que fizeram história, cada um com um estilo próprio, entre os quais podem ser citados Ajosenildo Alves, Assis de Paula, Edson de Oliveira, Getúlio Medeiros, Alnice Marques, Wellington Carvalho, Betânio Bezerra, Coroné Bolachinha, (que marcou época com a Tarde Sertaneja) e José Eudo (“A voz sorriso do Rádio”),...

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