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Infância, adolescência e ferrugem

Antes do sucesso absoluto da minissérie britânica Adolescência (2025), o cineasta baiano Aly Muritiba chegou aos cinemas com Ferrugem (2018). Em ambas histórias um garoto adolescente se vê responsável pela

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O Choro do Caçuá

O chorinho surgiu no Rio de Janeiro na segunda metade do século dezenove, sendo, portanto, um gênero musical autenticamente brasileiro. No início do século vinte, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazaré

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O sopro e a forma

Por Francc Neto Este texto nasceu de uma inquietação antiga: não o sentido da vida, mas a própria natureza do que chamamos “vida”. Interrogamos o seu significado, buscamos o seu

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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uni rn futuro de natal

20/10/2025|

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) realiza, entre os dias 23 e 25 de outubro, a 25ª edição do Congresso de Iniciação Científica (Conic). Com o tema UNI-RN: 25 anos de ações inovadoras para o desenvolvimento de Natal, o evento convida estudantes, professores, pesquisadores e a comunidade acadêmica a refletirem sobre o papel da ciência e da inovação na construção da cidade do futuro. A proposta do Conic 2025 é instigar uma discussão sobre os caminhos que Natal deve seguir nas próximas décadas. Questões como mobilidade urbana, segurança, turismo, saúde, educação e sustentabilidade estarão no centro dos debates e das apresentações científicas. A ideia é que as pesquisas apresentadas contribuam não apenas para o avanço acadêmico, mas também para o desenvolvimento social e urbano da capital potiguar. Reconhecido como o maior evento científico do UNI-RN, o Conic consolida-se como um espaço de produção e difusão do conhecimento voltado para os desafios locais e regionais. Desde o ano 2000, o congresso já reuniu milhares de participantes, estimulando a formação de profissionais críticos, criativos e comprometidos com a transformação da realidade. A abertura oficial acontece no dia 23 de outubro, às 9h, com palestra inaugural, seguida de uma programação...

Alumbramentos

20/10/2025|

A Mostra de Audiovisual do XV Encontro Regional Nordeste de História Oral ocorre nesta quarta (22), a partir das 14h, no Auditório do Centro de Educação. O documentário “Alumbramentos” sobre o folclorista potiguar Deífilo Gurgel abre a Mostra como filme convidado, em um dia muito especial, pois 22 de outubro também é a data de nascimento de Deífilo Gurgel, que se estivesse vivo completaria 99 anos em 2025. Com o objetivo de preservar e difundir a memória das tradições do Rio Grande do Norte, dando visibilidade à vida e obra de Deífilo Gurgel e a grupos folclóricos do RN, o documentário biográfico, com 20 minutos de duração, conta fatos da cronologia do folclorista Deífilo Gurgel. O curta é dirigido pela jornalista e produtora audiovisual Érica Lima em parceria com a cineasta Fernanda Gurgel, e com direção de fotografia do documentarista Alexandre Santos. Alumbramentos é um convite ao espectador deslumbrar-se com a riqueza da nossa cultura popular. Deífilo agrega em torno de si inúmeras histórias afluentes dos artistas, familiares e amigos. A equipe refez alguns passos do folclorista, visitou os grupos Boi Calemba Pintadinho e Pastoril Dona Joaquina, o Grupo Chegança, e a Nau Catarineta de Canguaretama, além do grupo Congos...

paulo tito xeque mate

20/10/2025|

Gosto de assistir o Xeque-Mate da TV Universitária.  Apresentado ao vivo, o programa traz entrevistas interessantes sobre uma variada gama de assuntos, com entrevistados que tenham algum tipo de relevância na cena cultural potiguar. Uma das entrevistas mais recentes foi com Jomardo Jomas, produtor cultural, criador do MADA – Música Alimento da Alma, – um dos mais importantes festivais de música do Brasil, que nasceu aqui em Natal. O MADA 2025 começou na sexta-feira e terminou ontem na Arena das Dunas.  O Xeque-Mate é apresentado por Raniere Souza e conta com a participação de estudantes de Comunicação da UFRN.  Pelo Xeque Mate já passaram dezenas de artistas e produtores culturais. A lista é enorme, mas posso citar pelo menos três entrevistados em segmentos diferentes e em datas diferentes: Diana Fontes, coreógrafa e produtora cultural, Banda Grafith e Paulo Tito. Diana Fontes, professora de dança, atua como curadora em dança (participou da décima primeira Mostra Brasileira de Dança, realizada em 2014); ela é a idealizadora do espetáculo Um Presente de Natal, que teve sua primeira edição em 1997 e é realizado anualmente na cidade durante o período natalino. Além disso, também foi vencedora do prêmio Brasil Musical, com o espetáculo Bye...

17/10/2025|

Com objetivo de promover a arte contemporânea em Natal, o projeto Órbita Sessions promove entre os dias 4 e 6 de novembro, o  “Órbita – oficinas de desenho e sessões de observação” na Pinacoteca do Estado, no bairro da Cidade Alta. O evento vai reunir artistas e produtores culturais do Rio Grande do Norte, promovendo gratuitamente  oficinas de desenho e sessões de observação, uma arte milenar que proporciona uma integração entre as artes visuais e performativas. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas no instagram @orbita_sessions

Câmara homenageia professores com Comenda Educador Anísio Teixeira

17/10/2025|

Em alusão ao Dia do Professor, a Câmara Municipal de Natal realizou, nesta quarta-feira (16), sessão solene de entrega da Comenda Educador Anísio Teixeira, de proposição da Mesa Diretora. A solenidade homenageou 25 profissionais da educação, entre professores, gestores e coordenadores, pela dedicação e compromisso com o ensino público na capital potiguar. Ao saudar os homenageados, o presidente da Câmara, vereador Eriko Jácome (PP), reconheceu a relevância do papel do professor na sociedade. “O professor está em todo lugar, porque sem ele ninguém chega a uma profissão. É a eles que a gente hoje se curva, parabeniza e reconhece como pilares da sociedade”, declarou. A secretária adjunta de Educação de Natal, Nairy Capistrano, explicou que a rede municipal de ensino é composta por 147 unidades, entre 74 centros municipais de educação infantil e 73 escolas, atendendo cerca de 60 mil estudantes, da educação infantil ao ensino fundamental, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para ela, a entrega da comenda “é importante porque reconhece o trabalho do profissional da educação e incentiva para que cada vez mais ele desenvolva práticas inovadoras e exitosas em sala de aula”. A professora Viviane Oliveira, homenageada por sua atuação na Educação de Jovens...

17/10/2025|

Durante o mês de outubro, o Festival URBANOCINE (RN) realiza uma série de atividades em Cuba, incluindo oficinas de vídeo-cartas, musicalidades afro-latinas e fotografia documental nas cidades de San Antonio de los Baños e Havana. As ações acontecem em parceria com a histórica Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV), referência mundial na formação audiovisual latino-americana. Criado em 2013, o URBANOCINE atua por meio de exibições públicas, projeções em espaços não convencionais e oficinas formativas que estimulam o debate sobre questões sociais, identitárias e territoriais a partir do cinema. Com uma trajetória marcada pela descentralização e pela inclusão, o projeto busca democratizar o acesso à produção e à fruição audiovisual, especialmente em comunidades afastadas dos grandes centros urbanos.

Cineclube Natal abre exposição de seu Acervo Audiovisual no Mercado de Petrópolis

16/10/2025|

O Cineclube Natal realiza, no próximo sábado (18), a abertura de sua mais extensa exposição: seu Acervo Audiovisual, fruto do mapeamento e catalogação de mídias e documentos coletados e recebidos em seus 20 anos. A entidade existe desde maio de 2005 e, a partir de agora, conta com uma espécie de museu dedicado ao cinema, com objetos que vão de fitas, DVDs e Blu-rays a catálogos de festivais de cinema do Rio Grande do Norte. A reabertura acontece a partir das 9h, no box 51 do Mercado de Petrópolis. “Antes de um museu, somos colecionadores. Colecionadores que compartilham o prazer de ver, tocar e lembrar. Cada mídia guarda não só um filme, mas a história de quem acreditou na importância de preservar. Há um afeto profundo nesse gesto — o de não conseguir se desvincular daquilo que se ama”, explica Hugo Braga, presidente do Cineclube Natal e membro da equipe do projeto, aprovado pela Lei Paulo Gustavo Estadual em 2024.  Da ideia inicial de organizar os materiais que o Cineclube foi juntando ao longo dos anos surgiu a possibilidade de selecionar, descartar o que não funcionava mais e fazer, do que estivesse em bom estado de conservação, um Acervo Audiovisual....

weimar

16/10/2025|

A Cultura de Weimar Autor: Peter Gay Tradução de Laura Lúcia da Costa Braga Editora: Paz e Terra Ano: 1978 Páginas: 213 Há cem anos a Alemanha vivia um dos períodos mais fascinantes e complexos da sua história. Espremida entre duas grandes guerras, a época da chamada República de Weimar ainda nos desafia com uma das mais inquietantes assincronias históricas da era moderna. A curta experiência democrática que nasceu após o colapso do segundo império alemão, colocou lado a lado exuberantes tendências vanguardistas no campo comportamental, artístico e cultural, junto a uma desconcertante pulsão política reacionária. Esse movimento dialético, onde pólos opostos de uma mesma experiência social se chocam e se alternam, ainda tem muito a ensinar sobre a nossa época. Nestes anos, em que experiências neofascistas e neonazistas saem da fossa séptica da história e ganham impulso na cena pública de países onde, até pouco tempo, a tal da “democracia liberal” parecia reinar absoluta. Por isso, entender a República de Weimar, sua gênese, suas contradições e as razões do seu fracasso, é uma tarefa urgente. Então, para se compreender um período tão paradoxal e contraditório como aquele, que antecipou e também gestou as bases do horror do regime de...

Iury Matias e Rousi Flor de Caeté se apresentam na Mostra de Cantautores, nesta sexta

16/10/2025|

O Teatro Alberto Maranhão (TAM) recebe, nesta sexta-feira (17), às 19h30, a edição de outubro da Mostra de Cantautores da Música Potiguar. Na ocasião, Iury Matias e Rousi Flor de Caeté realizam um encontro geracional e de ritmos que passeiam pelo samba, pelas sonoridades afro-indígenas e experimentações poéticas. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada e ingresso solidário), disponíveis nas lojas Discol, Sem Etiqueta e também online pela plataforma Outgo. Promovida pela Rede Potiguar de Música (RPM) e pela Fundação José Augusto (FJA), a Mostra tem como objetivo valorizar a canção autoral produzida no Rio Grande do Norte, ao promover um intercâmbio entre artistas de diferentes gerações, origens e estilos. Os shows ocorrem mensalmente e já receberam nomes como Trio Toró, Jô Bay, Ismael Dumang, NUNIS e Júlio Lima.  ”Estamos protagonizando uma experiência até aqui exitosa, com um elenco de artistas incríveis e público excelente, formado principalmente por estudantes. Temos a perspectiva de consolidar a Mostra como uma alternativa à programação de eventos da cidade e pleitear sua inclusão ao calendário cultural de Natal, oferecendo uma ótima opção de interação entre a comunidade e a arte produzida localmente”, destaca o atual coordenador da Mostra e também integrante...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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Sergio Vilar
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