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Remédios, passagens e habeas corpus

No Brasil a cultura nunca recebeu a atenção devida por parte do poder público. E o artista popular, cujo trabalho muitas vezes não é tido como de importância cultural, ainda

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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Revista do IHGRN apresenta documentos inéditos de Oswaldo Lamartine

22/10/2025|

A nova edição da Revista do IHGRN, número 103, traz ao público um conjunto inédito de textos e desenhos do escritor Oswaldo Lamartine de Faria, em documento elaborado para a escritora Rachel de Queiroz, e destaca um lado pouco conhecido de sua vasta produção intelectual: os desenhos. Gustavo Sobral, editor da revista, escreve sobre a obra e a colaboração de Oswaldo Lamartine com Rachel de Queiroz; a pesquisadora Angela Almeida apresenta um estudo original sobre os desenhos; e a historiadora Mara Macedo estuda a relação de Oswaldo Lamartine com o cordel. Você também pode acompanhar na edição, o resultado da viagem da Comitiva IHGRN, a partir dos diários de viagem escritos por André Felipe Pignataro que, na ocasião do lançamento, fará palestra sobre o tema.  A comitiva formada por Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro e Gustavo Sobral refez a viagem do presidente da Província, Pedro Leão Veloso realizada em 1861. Mais de um século depois, em 2023, foi a hora e a vez dessa nova comitiva. A revista ainda apresenta textos de Rogério Bivar sobre o cavalo; Kamisson Azevedo e Thiago Freire sobre as ruínas do litoral potiguar; Ormuz Barbalho Simonetti sobre a jangada; e Octávio Santiago sobre o...

22/10/2025|

O clima de celebração e boa música toma conta do Natal Shopping neste sábado (25), a partir das 19h, com mais uma edição do Samba no Alpendre. A atração da vez é o grupo Ribeira Boêmia, que promete embalar o público com um repertório repleto de clássicos e sucessos contemporâneos do gênero, em uma noite marcada por ritmo, descontração e energia contagiante. O evento começa às 19h, no Alpendre, área ao ar livre do shopping, com entrada gratuita. Com uma trajetória que valoriza as raízes do samba e reúne grandes nomes da cena potiguar, o Ribeira Boêmia é sinônimo de alegria. No show deste sábado, o grupo apresenta uma seleção musical que vai de Cartola e Paulinho da Viola a hits que dominam as rodas de samba pelo Brasil, em uma experiência que promete colocar todo mundo para cantar junto. O acesso é livre.

Entre sombras e luzes: o duplo rosto de Hollywood

22/10/2025|

A história de Hollywood é marcada por contradições profundas. Enquanto o cinema americano construiu mitos universais sobre liberdade, coragem e justiça, também eternizou estereótipos racistas, marginalizando artistas negros, latinos, indígenas e asiáticos por mais de meio século. Desde os tempos do cinema mudo até a era das redes sociais, a indústria oscila entre preconceito institucional e gestos de resistência que ajudaram a abrir brechas de mudança. Nos anos 1930 e 1940, atores consagrados como John Wayne e Walt Disney representavam o espírito do nacionalismo branco norte-americano. Wayne, símbolo do cowboy heróico, expressou abertamente opiniões racistas e supremacistas, defendendo a segregação racial e atacando o movimento pelos direitos civis. Outros nomes, como Ward Bond e Walter Brennan, compartilhavam posições semelhantes, reforçando um imaginário onde o homem branco era o protagonista civilizatório, e os povos não brancos, a ameaça. Nesse mesmo período, o racismo institucional de Hollywood se revelava até mesmo nas vitórias históricas. Em 1939, Hattie McDaniel, por sua interpretação da criada Mammy em E o Vento Levou, tornou-se a primeira pessoa negra a ganhar um Oscar, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Mas, ironicamente, Hattie não pôde sentar-se junto ao elenco no salão principal da cerimônia — foi colocada em...

Eloisa Paranhos

22/10/2025|

A escritora e empresária do ramo hoteleiro Eloisa Paranhos lança no próximo dia 1 de novembro, no Festival Literário da Pipa, o livro “Meninas de Campos”, obra contemplada através da Lei Paulo Gustavo e inspirada em fatos verídicos e carregados de sensibilidade social. Serão dois lançamentos com noite de autógrafos: no Athenas Restaurante e Creperia (18h) e na Cooperativa Cultural a partir das 20h. O FLIPIPA vai de 30 de outubro a 1 de novembro, na Praça do Pescador e Espaços Culturais parceiros. Natural de Belo Horizonte, Eloisa Paranhos atuou durante 19 anos no interior do Rio Grande do Norte auxiliando e encorajando mulheres a ingressar no mercado de trabalho, crescer profissionalmente e romper o ciclo da violência. Foi presidente do Conselho da Mulher em Campos do Jordão, onde contribuiu para o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres. Em 2024, foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo, incentivo que possibilitou a escrita de Meninas de Campos. Eloísa divide seu tempo entre a escrita, a gestão de seu empreendimento, o trabalho voluntário e a vida em família. “Inspirado em fatos reais, Meninas de Campos dá voz a histórias que não podem mais ser esquecidas”, comenta a escritora. Lançamento “Meninas de Campos”De...

paulo de tarso correia de melo

22/10/2025|

Abaixo segue entrevista que fiz com o já saudoso poeta, publicada na edição de março de 2024 da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras. O poeta e escritor Paulo de Tarso Correia de Melo comemorou recentemente 80 anos de vida.  Em homenagem a tão especial data, publicamos, a seguir, entrevista que, com ele fizemos, em 2013, para o livro Impressões Digitais – Escritores Potiguares Contemporâneos, vol. 1, de nossa autoria. 1 – Paulo de Tarso Correia de Melo é atualmente um dos nomes mais conhecidos e conceituados entre os poetas potiguares. Como brotou em você o desejo de ser poeta?  Grato pelo “conhecido” e “conceituado”. Para ele a fórmula cascudiana: “é mentira, mas é gostoso”. Não sei como me brotou o desejo de ser poeta. Sempre desconfiei que tinha alguma coisa para dizer daqui do meu cantinho estreito e obscuro. 2 – Onde você nasceu?  Nos relate um pouco da sua infância, suas primeiras leituras literárias, os livros que te marcaram?  Sou natalense da gema. Xaria. Nasci na Rua São Tomé, na Cidade Alta, por trás do casarão de Câmara Cascudo e defronte a casa do poeta Augusto Severo Neto. Apesar de Mário Quintana, um dos meus mais honrosos “conhecidos...

Nietzsche também morreu

22/10/2025|

O filósofo e escritor Guto Castro lança ‘Nietzsche também morreu’, uma obra que mergulha na crise contemporânea de sentido e propõe uma leitura radical do esgotamento das narrativas humanas. O livro chega ao público como um manifesto contra o excesso de crenças modernas — na ciência, na razão, na técnica e até na própria ideia de humanidade. A obra terá lançamento oficial no próximo dia 31 de outubro, no Barões do Café do Midway Mall, a partir das 18h O título, que provoca e instiga, inverte a célebre frase de Nietzsche — “Deus está morto” — para apontar uma nova morte simbólica: a do próprio homem moderno. Segundo Castro, o século XXI testemunha não apenas o declínio das antigas religiões, mas também o colapso da fé no progresso, na racionalidade e na promessa de que o homem seria o centro do universo. Em tom ensaístico e poético, o autor propõe o que chama de “humildade metafísica” — uma atitude de escuta diante do Mistério, depois que todas as verdades humanas ruíram. Longe do niilismo, o livro sugere uma travessia: depois do fim das certezas, talvez reste um espaço para reencontrar o sagrado, não como dogma, mas como presença. Com estilo...

Clowns de Shakespeare realiza apresentação gratuita na Zona Norte de Natal

21/10/2025|

Após circular por cidades das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, o grupo de teatro potiguar Clowns de Shakespeare retorna a Natal para uma apresentação gratuita do espetáculo “Ubu: O Que é Bom Tem Que Continuar!”. A sessão acontece no dia 25 de outubro, às 17h30, na Comunidade da África, no bairro da Redinha, Zona Norte da capital. Haverá tradução para Língua Brasileira de Sinais e Audiodescrição.  Fundado em 1993, o Clowns de Shakespeare integra a Rede Pavio e é um dos grupos teatrais mais reconhecidos de Natal. Ao longo de sua trajetória, foi premiado com o Shell de Teatro e o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), além de realizar turnês por todo o Brasil e em diversos países da América Latina e da Europa. “É uma felicidade estar voltando a apresentar em Natal. Faz tempo que a gente não se apresenta na cidade em um formato mais aberto para a comunidade. Então é sempre bom voltar, especialmente à Zona Norte, onde será apenas a segunda apresentação do Ubu em toda a história do espetáculo. Dessa vez, ainda teremos a alegria de estrear na Comunidade da África e fazer essa parceria com o Carcará, o que nos...

jorge-fernandes

21/10/2025|

Em 2025 celebra-se o aniversário de 30 anos da obra Modernismo anos 20 no Rio Grande do Norte (EDUFRN, 1995), do escritor, membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Humberto Hermenegildo de Araújo. O livro, fruto de uma dissertação de mestrado na Unicamp, defendida em 1991, traz um balanço pioneiro sobre o modernismo, nos anos 1920, focando principalmente na obra poética de Jorge Fernandes.  Por falar em comemoração, esse ano também se festeja 98 anos do Livro de Poemas de Jorge Fernandes, obra modernista pioneira no Rio Grande do Norte. Publicada em 1927, trazia exclusivamente versos livres, sem rima e sem métrica, dentro das novas propostas, o que foi quase que um grito revolucionário em nossa Província Literária, dominada até então pelos poetas românticos e parnasianos. Jorge Fernandes engajou-se no Movimento Modernista, a nível nacional, por meio da colaboração em revistas como Terra Roxa e Revista de Antropofagia. Ao prefaciar o Livro de Poemas, Câmara Cascudo, grande incentivador e amigo de Jorge, afirmou: “As maiores simpatias do poeta vão para Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Raul Bopp”, todos modernistas. Jorge Fernandes conheceu pessoalmente Manuel Bandeira e Mário de Andrade. Com este último manteve correspondência, da qual se salvou apenas uma...

Deusa do Forró

21/10/2025|

O palco do Teatro Riachuelo será tomado por emoção, ritmo e memória no próximo 24 de outubro, com o show da Deusa Nordestina do Forró – 40 Anos de Sucesso, uma grande celebração da trajetória da cantora, ícone da música nordestina e uma das vozes mais autênticas do forró tradicional, com sanfona, zabumba e triângulo em destaque, letras que falam do cotidiano, do amor, da terra e da luta do povo nordestino. Com mais de quatro décadas dedicadas à valorização da cultura popular e à preservação do forró raiz, Deusa sobe ao palco acompanhada de sua banda para um espetáculo que promete aquecer os corações e os pés dos amantes do forró. O show traz grandes sucessos, clássicos do repertório nordestino e homenagens a mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Jorge de Altinho, Flávio Leandro, Elino Julião e tantos outros, dando continuidade ao legado do trabalho de Marinês, com arranjos vibrantes e a força de sua presença cênica inconfundível. Mais que um show, o evento é um encontro com a cultura do Nordeste, reforçando a importância de manter viva a tradição do forró pé de serra. Deusa, em seus 40 anos sucesso é, também, um convite ao público para celebrar não só a...

20/10/2025|

A Uern, por meio da Faculdade de Letras e Artes (Fala), realiza nos dias 23 e 27 de outubro a primeira edição do Shakespeare Film Festival: Seven Times Hamlet (Sete Vezes Hamlet). O evento apresenta uma mostra de sete filmes de curta-metragem produzidos por alunos do sétimo período da graduação em Língua e Literatura Inglesa, sob orientação, produção e direção do professor Mariano Tavares. A mostra é resultado das atividades desenvolvidas na disciplina Drama I, ministrada pelo docente, e representa o encerramento dos estudos sobre o teatro shakespeariano e a tragédia Hamlet. Os curtas exploram diferentes leituras dos solilóquios do protagonista, evidenciando a criatividade e o domínio da língua inglesa dos estudantes. As sessões acontecem dia 23 de outubro, às 7h30, no Auditório da Fala (Sede II), e dia 27 de outubro, às 19h, no Auditório da Faef, ambos no Campus Central da Uern, em Mossoró. O acesso é gratuito, porém limitado à capacidade dos auditórios.

Confira a programação completa do Burburinho Festival de Artes 2025

20/10/2025|

No dia 1º de novembro, o Aeroclube de Natal volta a pulsar com a chegada do Burburinho Festival de Artes, que realiza sua 9ª edição reafirmando o compromisso de ser um espaço vivo de convivência, bem-estar e apreciação artística. Das 15h às 23h, o público é convidado a ocupar o gramado, estender a canga, circular entre as atividades e se deixar impactar pela arte em suas mais diversas formas, música, teatro, dança, literatura e vivências que coexistem de maneira harmônica e integrada. Idealizado e produzido pela Pinote Produções, o Burburinho se consolidou, ao longo de quase uma década, como um dos mais afetivos e consistentes festivais de artes integradas do Rio Grande do Norte. Sua proposta é clara: oferecer ao público um ambiente acolhedor, democrático e intergeracional, onde cada detalhe, do palco à feirinha, da praça de alimentação às oficinas, compõe uma experiência que mistura estética, encontro e comunidade. Desde a primeira edição, em 2017, o festival carrega uma assinatura singular: não existe protagonismo de uma linguagem artística sobre outra. No Burburinho, todas as expressões convivem em equilíbrio, refletindo um entendimento mais amplo da arte como campo de partilha e presença. Ainda que a música tenha uma participação constante, com DJ sets e shows que ajudam a criar a ambiência...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

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