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Viva o livro

No meu discurso de posse na Academia Norte-rio-grandense de Letras, em novembro de 2017, escrevi: “Ao chegarmos a este recinto, a própria fachada do prédio, que simula lombadas de tomos

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Lendas de Estremoz

Antiga missão jesuítica, Estremoz tornou-se município em 1760. Foi um dos primeiros núcleos do povoamento no Rio Grande do Norte. O nome – Estremoz, com s – foi dado em

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Barracas de Tourinhos são reconhecidas como Patrimônio Cultural do RN dois anos após demolição

Redação

Reconhecimento oficial contrasta com abandono: Enquanto obras dos novos quiosques seguem paradas e famílias resistem sem apoio local, barracas de Seu Luiz e do Dadá recebem reconhecimento oficial e pescador é homenageado como Guardião da Pesca Artesanal Dois anos após a demolição das tradicionais barracas da Praia de Tourinhos, em São Miguel do Gostoso, a realidade das famílias afetadas segue marcada pela incerteza e pela ausência de soluções definitivas. Em contraste com esse cenário, o Estado do Rio Grande do Norte reconheceu oficialmente a importância das barracas de Seu Luiz Pescador e do Dadá como Patrimônio Cultural e Turístico do RN. A conquista se deu por meio de leis estaduais sancionadas em março de 2026, a partir de proposições da deputada estadual Divaneide Basílio, em articulação iniciada pela documentarista e produtora cultural Mônica Mac Dowell, no contexto ampliado do projeto Faces do Reduto. Mais do que estruturas físicas, as barracas representam um modo de vida ligado à pesca artesanal, à gastronomia local e ao turismo de base comunitária – elementos que ajudaram a consolidar Tourinhos como um dos destinos mais emblemáticos do litoral potiguar. Reconhecimento em meio ao abandono Em março de 2024, as barracas foram demolidas com a promessa de urbanização da orla e construção de novos quiosques no prazo de seis meses. Dois anos depois, as obras seguem sem conclusão. Sem alternativa, as famílias passaram a trabalhar em estruturas improvisadas para garantir a sobrevivência. Desde então, enfrentam condições precárias, sem acesso a indenização, crédito ou reassentamento digno. A destruição das barracas representou não apenas a perda de renda, mas a ruptura de um sistema cultural e econômico construído ao longo de décadas, baseado na pesca artesanal e na hospitalidade comunitária. “Não estamos falando apenas de barracas, mas de um sistema cultural vivo, que envolve pesca artesanal, gastronomia e turismo de base comunitária. Essas estruturas foram fundamentais para colocar Tourinhos no mapa do turismo e são reconhecidas por visitantes de várias partes do mundo. E a pesca artesanal só não desapareceu dali porque Seu Luiz continua resistindo, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações”, afirma Mônica Mac Dowell. Seu Luiz: memória viva e guardião da tradição Nesse contexto, Seu Luiz Pescador recebeu uma Moção de Aplauso da Assembleia Legislativa do RN como Guardião da Pesca Artesanal em Tourinhos, reforçando o reconhecimento de sua trajetória e da importância de seu saber ancestral. Nascido na própria Praia de Tourinhos, Seu Luiz é hoje o único pescador...

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Bárbaro Xavier

Ator potiguar Bárbaro Xavier conquista Cannes com dupla seleção inédita

Redação

O ator potiguar Bárbaro Xavier vive um dos momentos mais expressivos de sua trajetória artística. Após participações em três produções da TV Globo — Vale Tudo (2025), Três Graças (2026) e Guerreiros do Sol (2026) — e atualmente em cartaz nos cinemas com papel de destaque em Máfia de Pelúcia, o artista agora celebra um feito raro: a presença em duas produções selecionadas para o Festival de Cannes, o mais prestigiado evento do cinema mundial. As obras integram mostras distintas, reforçando não apenas a versatilidade do ator, mas também a potência do audiovisual brasileiro em diferentes linguagens e formatos. “Dark Corners 2: Safira’s Curse” (Cantos Escuros: A Maldição de Safira) No longa dirigido por Henrique Nuzzi, Bárbaro Xavier interpreta Hermes, cameraman e fiel escudeiro da protagonista Beatriz (vivida por Ananda Scaravelli). Gravado em Goiânia, o filme dá continuidade à saga Dark Corners: The Legacy of Pietra. A produção foi anunciada pela Variety como parte da seção Fantastic Cuts, dentro do VDF Showcase no Marché du Film, com exibição prevista para 18 de maio. Na narrativa, Hermes ocupa papel estratégico: como presença constante e observador direto dos acontecimentos, ele estabelece uma ponte entre o olhar documental e a atmosfera sobrenatural que atravessa o filme. Sua atuação contribui para tensionar elementos como tecnologia e ancestralidade, eixo central da obra. “Laser-Gato” Além do longa, Bárbaro Xavier também integra o elenco do curta Laser-Gato, dirigido por Lucas Acher, selecionado para a mostra La Cinef, dedicada a novos talentos do cinema mundial. A obra acompanha um adolescente em uma deriva noturna por São Paulo, em encontros que ressignificam sua percepção da cidade e de si mesmo. Entre 2.750 inscrições, Laser-Gato foi o único representante brasileiro selecionado para a categoria, um indicativo da força e da originalidade da nova geração de cineastas do país. Um marco de projeção internacional A dupla presença de Bárbaro Xavier em Cannes — em um longa de gênero com circulação internacional e em um curta autoral na principal mostra de novos talentos do festival — evidencia a amplitude de sua atuação e o alcance do cinema brasileiro contemporâneo. Com repercussão na imprensa nacional e internacional, incluindo veículos como a CNN Brasil, o ator potiguar consolida-se como um nome em ascensão no cenário audiovisual, transitando com consistência entre diferentes propostas estéticas e narrativas. Mais do que um reconhecimento individual, o feito também projeta o Rio Grande do Norte no mapa do cinema...

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Mostra Macambira abre inscrições para filmes que irão compor sua quarta edição

Redação

Estão abertas as inscrições para a Macambira – Mostra de Cinema de Mulheridades e Dissidentes de Gênero, iniciativa que visa difundir e promover diálogos sobre a produção audiovisual dirigida por realizadoras (cis, trans, travestis) e pessoas gênero-dissidentes. A quarta edição da Mostra acontece de 26 a 28 de junho na Casa da Ribeira, em Natal. A programação conta com a Mostra Nacional e a  Mostra Potiguar, com filmes que estão sendo realizados na contemporaneidade por perspectivas que historicamente foram subalternizadas e invisibilizadas no campo do cinema. As inscrições para a nova edição da Mostra seguem abertas até 11 de maio no site http://www.mostramacambira.com.br. Estão aptos para a inscrição curtas e médias-metragens brasileiros com duração máxima de 25 minutos, finalizados a partir de janeiro de 2024. Os filmes devem ser, obrigatoriamente, dirigidos ou codirigidos por mulhereridades (cis, trans, travestis) e pessoas dissidentes de gênero (homens trans, pessoas transmasculinas, não binárias, gênero fluido, agênero), sendo necessário o preenchimento da identidade de gênero da direção no campo correspondente do formulário de inscrição. A seleção dos filmes será realizada pela equipe de Curadoria da Mostra Macambira segundo critérios definidos pela linha curatorial que contempla as mais diversas subjetividades de mulheridades e pessoas gênero-dissidentes, de modo a incorporar novas imagens ao campo do cinema. A 4ª edição da Mostra Macambira é produzida pela Salobra Filmes, Ebó Filmes e OXÊ Filmes. Este evento é realizado através do Edital de Fomento ao Audiovisual e Jogos Eletrônicos 10/2024, lançado pela Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal. Sobre a Mostra Macambira A Macambira – Mostra de Cinema de Mulheridades e Dissidentes de Gênero é uma janela de exibição surgida no estado do Rio Grande do Norte (RN) em 2020. Tendo o marcador social de gênero como ponto de partida, o evento tem como objetivo difundir e debater, de maneira gratuita, obras audiovisuais brasileiras e potiguares dirigidas por mulheridades e pessoas gênero-dissidentes, buscando contribuir com a fissura de um regime representacional que contemple a diversidade de olhares, a partir de uma perspectiva interseccional. InformaçõesInscrições: De 27/04 a 11/05Regulamento e ficha de inscrição: http://www.mostramacambira.com.brRedes sociais: @mostramacambira

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Patrícia Leal celebra Dia da Dança com poesia, música e fragrância no show Águas

Redação

Nesta quarta-feira (29), a artista, bailarina, cantora, poeta e perfumista Patrícia Leal realiza o Show ÁGUAS, celebrando o dia internacional da Dança no Mahalila Café e Livros, com um trabalho totalmente autoral a partir de seu EP Águas, mas também com músicas de seu Álbum anterior Continua…, além de canções inéditas. Acompanhada por grandes músicos, a formação conta com o saxofone de Anderson Pessoa, o piano de Eduardo Taufic e a percussão de Ramon Gabriel. Celebrando a Dança, o show é proposto com o melhor dos ritmos brasileiros com muito swing do samba, ijexá, côco, ciranda… deixando até nas letras o convite: “tira o sapato, vamos dançar onde for…” ÁGUAS é um trabalho que se iniciou no final da pandemia e reflete sobre as emoções, sentimentos vividos nesse período e na relação da autora com as águas internas, emocionais e com as águas externas, seja o Mar, sejam as cachoeiras, os rios. As coreocanções nascem da necessidade de reaproximação com o si, com a natureza, após um longo período de isolamento, da necessidade de compreender os próprios sentimentos e da compreensão que somos natureza. A artista realmente visitou locais de mar aberto em Natal, Pipa, São Miguel do Gostoso, como também cachoeiras em locais mais fechados e de floresta em Delfinópolis, Minas Gerais, que trouxeram o movimento necessário para as melodias, para a poesia e para as fragrâncias tão peculiares ao processo de criação da artista. Além do EP, a artista criou duas fragrâncias “Concha” e “Rainha”, que levam o nome de duas músicas do trabalho. A formação escolhida para o trabalho – sax, piano e percussão – permitiu um clima mais intimista, necessário para a performance das canções e contou com a colaboração de grandes artistas: Anderson Pessoa no saxofone, Eduardo Taufic no piano e Ramon Gabriel na percussão. O Show acontece em comemoração ao dia internacional da Dança e, por isso, convida também a Dançar com uma seleção de músicas que trazem muito samba, côco, ciranda, samba-jazz e uma pitada de blues. Show – Águas, de Patrícia Leal Quando: 29/04/26 Aonde: Mahalila Horário: 20h Contribuição artística

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Skarimbó lança “Dunares” e firma um novo momento de sua trajetória artística

Redação

Com sonoridade orgânica e construção visual integrada, o disco evidencia o amadurecimento do grupo após mais de dez anos de caminhada Depois de mais de uma década de trajetória, a banda Skarimbó chega a um novo momento com o lançamento de “Dunares”, disco que estreia hoje, 27 de abril, nas plataformas digitais. O trabalho firma um momento de consolidação artística do grupo e evidencia um estágio mais maduro de sua identidade musical, em que a força rítmica, a densidade poética e a organicidade da execução aparecem em equilíbrio raro. “Dunares” nasce como obra de percurso. Seu título não funciona apenas como referência paisagística ou geográfica, embora a presença das dunas, tão constitutiva da experiência de viver e se deslocar em Natal, seja decisiva para a imaginação do álbum. A imagem central aqui é a da travessia. A caminhada entre escassez e abundância, aridez e horizonte, esforço e chegada. É desse movimento, ao mesmo tempo físico e existencial, que o disco retira sua espinha dorsal. Nas palavras de Geraldo Gondim, cantor e compositor da banda, o álbum sintetiza uma reflexão antiga do Skarimbó sobre a condição humana e suas dualidades, entre altos e baixos da vida, escassez e abundância, chegadas e partidas, secura e mar. Parte importante das composições foi escrita num período em que o artista vivia em Tabatinga, território cercado por dunas, de onde veio não só a ambiência do disco, mas também a percepção mais nítida desse contraste entre dureza e promessa, entre o caminho difícil e o que se revela depois dele. Para o artista, lançar o disco também é celebrar a permanência e a reinvenção de um grupo que, ao longo de doze anos, vem sustentando sua chama criativa em meio aos desafios de produzir música autoral em Natal.  Essa dimensão simbólica encontra ressonância direta na arquitetura sonora do álbum. Segundo a produtora executiva Babi Baracho, “Dunares” representa uma virada de chave e marca uma consistente transição de amadurecimento musical e identidade do grupo. De um lado, o disco mantém o chão areado, o pulso telúrico e a energia percussiva fincada na terra e nas tradições. De outro, se abre para composições atravessadas por reflexão existencial, espiritualidade e densidade emocional. O resultado é uma obra que não se acomoda numa leitura única: ela pulsa entre o corpo e o pensamento, entre a celebração e a consciência, entre o rito coletivo e a elaboração íntima.  O processo de criação...

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Como Gugu Liberato usou o “De volta para minha terra” para me sequestrar e enviar para o sertão da Paraíba

Joselito Muller

Alguns especialistas dizem que, somente ao superar um trauma, é possível relatar, com alguma veracidade, os eventos que o causaram. Embora concorde com tal raciocínio, abordei por esses dias um assunto cujo resultado traumático me perseguiu por toda a vida, embora naturalmente perca gradualmente a força ao longo dos anos, ainda continua vivo em minha memória. No último dia 23 deste mês completou-se vinte anos que o falecido Gugu Liberato – que Deus o tenha – me levou na marra para o sertão paraibano, onde permaneci por mais de uma década sem qualquer contato com meus familiares. O lamentável ocorrido – que não chamarei de rapto, por temer eventuais represálias judiciais – se deu por ocasião das filmagens do quadro “De volta para a minha terra”, que era transmitido em seu programa dominical. Tal quadro televisivo influenciou fortemente o programa de combate à imigração ilegal dos Estados Unidos. Naquela época, eu tinha 12 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro. Havíamos chegado há poucos meses em São Paulo, para onde fui com meus pais e meus quinze irmãos esperançosos de conseguir melhores condições de vida. Saímos do interior do Pará, do distrito de Arumanduba, atualmente extinto, pois foi engolido pelo rio Amazonas. Após uma desconfortável viagem de sete dias, chegamos a São Paulo e, sem auxílio governamental – inexistente na época – tive que trabalhar para ajudar nas despesas de casa, e encontrei emprego na construção civil. Eu ainda não era alfabetizado, e aproveitava os momentos de descanso na obra para estudar sozinho a cartilha Caminho Suave, que tinha ganhado de uma vizinha que já havia frequentado o supletivo na rede estadual de ensino. Esse hábito suscitava piadinhas maldosas dos meus companheiros de trabalho, sobretudo do encarregado, de quem não sei o nome civil, pois era conhecido pela alcunha de Bira. Sujeito altamente pernóstico e invejoso, desconfio até hoje, sem recear estar cometendo alguma injustiça, que foi ele quem me denunciou para a produção do Gugu. Já estava há alguns meses em São Paulo, mas ainda não havia regularizado minha situação. Por ser oriundo da parte de cima do mapa do Brasil, fui apelidado de Paraíba, sendo vãs as tentativas de esclarecer que Norte e Nordeste são regiões distintas. “Da Bahia pra cima é tudo Paraíba”, dizia Bira com desdém. Certo dia, perto da hora do almoço, fui abordado por cinegrafistas e pelo apresentador Gugu que, entusiasmado, anunciava que me...

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Novo curta-metragem de Luiza Gurgel traz alerta sobre os impactos da ação humana na natureza

Redação

Todos os dias, ela assiste ao sol nascer e se pôr. Nesse intervalo, vê o cotidiano acontecer: as crianças brincando, o cachorro farejando, uma vendedora passando, um casal se conhecendo. Ela os vê, escuta, acolhe… mas eles não. Apesar de sua beleza e de se doar pelos outros diariamente, sua existência passa despercebida. Isso porque, para o homem, seu valor é resumido a números. E se fosse você a passar por isso? Com direção de Luiza Gurgel, o filme A Mesa propõe um olhar profundo sobre uma sociedade gananciosa que despreza o meio em que vive, através da perspectiva da personagem principal, que sente a agonia e o desespero de ver sua vida ser moldada para atender aos interesses alheios. Trazendo à tona a pauta do meio ambiente, a narrativa mostra a banalização do homem quanto à natureza, fazendo um alerta sobre fatores como a crise climática, o desmatamento e o ecocídio. De forma crítica, o curta-metragem aponta como o egoísmo humano tem colocado em risco o planeta e faz o público se questionar sobre sua própria responsabilidade diante da catástrofe ambiental que estamos vivendo. Cineasta e jornalista, Luiza Gurgel conta que teve a ideia para o roteiro enquanto assistia a uma reportagem na televisão sobre desmatamento. O incômodo com a hipocrisia do ser humano — que, mesmo dependente da natureza, não a preserva — foi o que fez a história do curta nascer. “Comecei a pensar o quanto nós, seres humanos, somos egoístas. Esse filme fala principalmente sobre hipocrisia; essa palavra sempre guiou, de certa forma, o entendimento da narrativa para mim. A ideia é que repensemos cada vez mais sobre o nosso lugar aqui: quem nós somos, para onde nós vamos e quais as consequências das nossas ações e das nossas atitudes”, destaca a diretora. Mas, se a ação humana é a principal responsável por degradar o meio ambiente, ela também tem o poder de mudar essa realidade. Por isso, o filme também tem o objetivo de sensibilizar as pessoas em prol da preservação da natureza e de seus recursos. As gravações do curta aconteceram em junho de 2025. As locações foram em Mossoró (RN), trazendo cenários carregados de identidade regional. Um dos principais pontos de filmagem foi a Praça do Rotary, que por dois dias tornou-se um verdadeiro set de gravação. O assistente de direção, Plínio Sá, conta que as filmagens ocorreram em meio à rotina habitual...

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Banda Jack Black celebra 21 anos com show especial na Black Sheep

Redação

A banda potiguar Jack Black sobe ao palco neste sábado (25), a partir das 22h, para comemorar 21 anos de trajetória com um show especial na Cervejaria Black Sheep. A apresentação promete uma imersão no universo do rock, reunindo grandes clássicos que marcaram gerações. Com um repertório extenso, show também terá participações especiais de músicos que já passaram pela formação do grupo, tornando a celebração ainda mais simbólica — um reencontro com diferentes fases dessa trajetória construída ao longo de mais de duas décadas. Revisitando clássicos Formada em 2005, a Jack Black nasceu com a proposta de revisitar os grandes clássicos do rock’n’roll, sempre com identidade própria. Ao longo dos anos, consolidou seu espaço na cena musical do Rio Grande do Norte, destacando-se pela qualidade técnica, presença de palco e fidelidade à essência do gênero. Inspirada no espírito livre e intenso dos pioneiros do rock, a banda construiu uma sonoridade que passeia pelo blues, rock clássico, hard rock, soul e psicodelia — com forte influência dos anos 70 e interpretações marcadas por personalidade. O repertório é uma homenagem a grandes nomes da música mundial, como Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, The Beatles, Jimi Hendrix e Queen, entre outros ícones que ajudaram a moldar o rock’n’roll. Além dos clássicos, a banda também apresenta composições autorais, reforçando sua identidade artística e conexão com o público. Formação Atualmente, a banda é formada por músicos experientes da cena potiguar: Eduardo Azevedo (guitarra), Gil Oliveira (vocal), Wilton César (baixo) e Samir Santos (bateria). A sintonia entre os integrantes, construída ao longo dos anos, se traduz em apresentações marcadas por energia, técnica e forte interação com o público. Mais do que revisitar o passado, a Jack Black assume como missão manter o rock vivo e em movimento. A banda busca dialogar com diferentes gerações, atualizando a essência do gênero sem perder suas raízes — com mensagens que atravessam o tempo, como liberdade, atitude e expressão. O show de 21 anos promete ser mais do que uma apresentação: será um encontro entre história, música e público, celebrando a estrada percorrida e o espírito permanente do rock’n’roll. SERVIÇO: Jack Black – 21 anos Data: Sábado (25) Local: Cervejaria Black Sheep (Rua Carlos Lamas, 1500, Candelária) 20h : Abertura: Alanny Dantas & projeto Velvet Acustic Ingressos no outgo: 20,00 individual, 35,00 casadinha e 65,00 ingresso + camisa da banda

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FJA publica vídeos de artistas potiguares para campanha #ToEmCasaTonaRede

20/04/2020|

Os artistas potiguares tem abraçado a #ToEmCasaTonaRede, campanha da Fundação José Augusto, que objetiva estimular a atividade artística e cultural, e conscientizar a sociedade a permanecer em casa em durante a pandemia da COVID 19. A partir desta semana, vídeos contendo mensagens de conscientização sobre a necessidade de tomar cuidados com coronavírus serão veiculados diariamente nos perfis da FJA no Facebook e Instagram (@cultura). A campanha #ToEmCasaTonaRede conta com a participação de representantes dos segmentos de literatura, música, dança, teatro, audiovisual e artes visuais da Grande Natal e interior do RN, incluindo a presença dos artistas da FJA que trabalham nas Casas de Cultura Popular do RN, EDTAM, Instituto de Música Waldemar de Almeida e os grupos corais. Os artistas interessados em participar da campanha podem enviar seus vídeos para o e-mail to**************@***il.com

jubileu filho

17/04/2020|

A Fundação José Augusto (FJA) realiza neste sábado a partir das 17h uma edição musical da live “Diálogos Culturais”, através do canal Cultura RN no YouTube e da página oficial da FJA. O convidado é Jubileu Filho, um dos grandes nomes da música potiguar, reconhecido nacionalmente pelo talento e colaborações com grandes artistas do RN e do Brasil. A ação integra o projeto “Tô em Casa e Tô na Rede”, que exibe iniciativas de arte e de cultura realizadas na internet, cujo objetivo principal é incentivar as pessoas a permanecerem em suas casas durante a quarentena preventiva contra o coronavírus. A live deste sábado, que terá a mediação do jornalista e assessor de comunicação da FJA, Moisés de Lima, abordará vida e obra do músico curraisnovense. Jubileu apresentará canções autorais, além de peças instrumentais que o credenciaram como a excelência do seu virtuosismo em vários estilos musicais. Jubileu Filho Diretor musical, guitarrista, percussionista, violonista, baixista, trompetista, compositor, cantor e arranjador, Jubileu é um dos músicos mais completos em atuação no RN. Em 35 anos de carreira acompanhou em shows e gravações vários artistas dos cenários regional, nacional e internacional. Em sua trajetória lançou três discos solos, variando entre o regionalismo...

Tem live com ator e gestor Sergio Mamberti nas redes da FJA nesta quinta

15/04/2020|

A live “Dialógos Culturais” traz nesta quinta (16/04) às 17h como convidado o ex-diretor da Funarte e ator, Sérgio Mamberti em uma conversa com o diretor geral da Fundação José Augusto (FJA), Crispinano Neto, que abordará temas voltados para as políticas públicas na área cultural. A Transmissão será feita pelo Youtube, através do canal Cultura RN da Fundação José Augusto. A ação integra o projeto “Tô em Casa e Tô na Rede” que apresenta iniciativas de arte e cultura realizadas na internet, cujo objetivo principal é incentivar as pessoas a permanecerem em suas casas durante a quarentena preventiva contra o coronavírus. Ator e gestor Sérgio Mamberti, ator, produtor, autor, formado pela Escola de Artes Dramáticas de São Paulo, é há mais de cinco décadas um dos mais importantes dramaturgos brasileiros. Ocupou durante o governo Lula os cargos de Secretário de Música e Artes Cênicas, Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Presidente da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e Secretário de Políticas Culturais, dentro do Ministério da Cultura (MinC). Referência como ator, Mamberti representou inúmeros personagens de destaque na TV, cinema e teatro brasileiro. Entre os trabalhos mais importantes, destacam-se o culto copeiro Eugênio da novela “Vale Tudo”, o sábio...

a vingança - antonio melo

13/04/2020|

O que faço é tentar pintar com palavras as minhas fantasias diante do assombro que é a vida. Rubem Alves Rosycleide é dessas mulheres que exalam sensualidade. E seu trabalho exige que ela seja assim, que exiba seu corpo e desperte o desejo dos que pagam caro para desfrutar de algumas horas de prazer. É bem verdade que alguns pagam, também, somente para vê-la se exibindo e receber alguns carinhos, digamos assim. Foi o caso de um homem com disfunção erétil, mas que não resistiu aos apelos da rapariga mais cortejada do cabaré de Beth Cuscuz. Outros, mais exigentes e endinheirados, pagam por um final de semana com a moça em outra cidade, longe dos olhares curiosos que poderiam, por exemplo, abominar um ménage à trois. É o caso de um certo governador que vai a Teresina conferir de perto os dotes dessa mulher sedutora que tem enlouquecido os homens das redondezas e propõe à dona do cabaré um final de semana com Rosycleide por uma nota alta (detalhe: a esposa dele vai junto). A cafetina faz um certo charme no começo porque sabe que o negócio será lucrativo. O trajeto é feito de helicóptero, na calada da noite, para...

FJA lança consulta pública para o projeto “Tô em casa e Tô na Rede”

10/04/2020|

A Fundação José Augusto (FJA) lança nesta sexta-feira (10/04) a Consulta Pública para o Chamamento Público Simplificado “Tô em casa e Tô na Rede”. O objetivo é fomentar iniciativas artísticoculturais a serem desenvolvidas para redes sociais em plataformas digitais com acesso gratuito na Internet. A minuta do Chamamento está disponibilizada no site oficial da FJA até a próxima terça-feira (14/04). Todas as dúvidas e sugestões para o novo Chamamento devem ser enviadas para o e-mail: ch*************************@***il.com. Edital de Fomento A FJA informa que executou nesta ultima quarta-feira (8/04) o pagamento da segunda parcela, do Edital de Fomento à Cultura Potiguar 2019, no valor de R$ 250 mil. O Governo do Estado programa o pagamento da terceira parcela para a segunda quinzena de abril. Seleção Para o Chamamento Público Simplificado “Tô em casa e Tô na Rede”, serão selecionadas 105 iniciativas direcionadas exclusivamente a artistas e/ou agentes culturais residentes no RN que vivam profissionalmente da atividade artísticocultural e que não tenham fonte de renda fixa comprovada por uma autodeclaração. O Chamamento Público Simplificado destinará um total de recursos no valor de R$ 199.500,00 (cento e noventa e nove mil e quinhentos reais). A ação considera as recomendações da Organização Mundial de...

quarentena

09/04/2020|

Há mais de quinze dias estamos em quarentena. Não saberia dizer ao certo quantos dias são, mas os suponho mais de quinze e menos de dez mil. Precisar o número de dias em tempos assim não é das tarefas mais simples. Fato é que há mais de duas semanas não ando pelas ruas nem saio de casa para o trabalho ou vejo as pessoas de meu convívio fora de casa. Estar entre estas paredes sempre foi um de meus desejos mais constantes: entregar-me por dias inteiros ao dolce far niente, à ociosidade dos dias, agrupar as horas pela vontade de comer ou dormir. No entanto, estar-me obrigado à casa, confinado entre a sala e a varanda dá o componente de aflição que não esperava para meu retiro. Imaginei que seriam dias para ler, escrever, ver filmes e ouvir os discos que eu tanto esperava. Cheguei a acreditar que poria a andar a fila de livros que esperavam por dias mais livres já havia tanto. Listei obras de toda uma vida de diversos diretores e atores para minhas sessões de cinema. E, passados mais de quinze dias, os livros ainda esperam em fila, os discos seguem em silêncio e os filmes...

PORTO FRANCO, de Francisco Rodrigues da Costa.

07/04/2020|

PORTO FRANCO, de Francisco Rodrigues da Costa. Mossoró: Editora Sarau das Letras. 2017. Trata-se da segunda edição refundida do primeiro livro do autor – “Saudades”, 2005 – com um novo e sugestivo título. Memorialista experiente, Francisco Rodrigues da Costa (Chico de Neco Carteiro, como gosta de ser chamado) parte mais uma vez em busca do seu tempo de menino e adolescente na cidade de Areia Branca, a amada terra de nascença. Figuras do seu convívio e fatos, que o marcaram, revivem na prosa simples, despojada, boa de se ler. Este livro vem se somar a cinco outros do mesmo autor, compondo uma das obras memorialísticas mais importantes já surgidas em solo potiguar, digna de alinhar-se junto a outras duas igualmente notáveis, do gênero: “Viva Getúlio – As Areias Brancas da Memória”, de Francisco Fausto Paula de Medeiros e “Rastros nas Areias Brancas”, de José Nicodemos. CADERNO DE ESPANTOS SEGUIDO DE VATICÍNIOS NA LÍNGUA DO NÃO, de Nelson Patriota. Natal: 8 editora, 2019. Reflexão, poesia, ficção, humor, tudo isto de forma fragmentária, numa linguagem sutil, plena de metáforas – eis, em suma, o conteúdo desse “caderno”, misto de diário íntimo e jornal literário. Um livro para se ler e reler. Atente...

titina medeiros

07/04/2020|

A Fundação José Augusto (FJA) inicia nesta quinta-feira o projeto “Tô em Casa e Tô na Rede”, que abre uma série de iniciativas de arte e cultura a serem realizadas na internet, cujo objetivo principal é incentivar as pessoas a permanecerem em suas casas durante a quarentena preventiva contra o coronavírus. A FJA está planejando outras ações, com a participação do segmento cultural, que objetiva a conscientização do público sobre os riscos da pandemia. A primeira dessas ações tem inicio nesta quinta-feira a partir das 17h com a estreia da live “Dialogos Cuturais”, transmitida pelo perfil @culturarn no instagram da FJA, que terá uma conversa com a atriz potiguar Titina Medeiros. O bate papo terá a participação do coordenador de Teatros da FJA e iluminador, Ronaldo Costa, que abordará a carreira da artista, além de temas ligados à cena teatral no Rio Grande do Norte. “Estamos ampliando, através das nossas redes, o canal de integração representantes culturais, através dessa ação que abordará importantes temas da área. Servirá para dar visibilidade aos seus trabalhos e discutir os principais problemas que enfrentamos, principalmente neste momento tão difícil. Queremos incentivar o público a ficar em casa através desta atividade”, afirmou o diretor da...

Estação dos sonhos perdidos

06/04/2020|

Croniketa da Burakera #41, por Ruben G Nunes Para onde vão os sonhos perdidos? Sim, nossos sonhos perdidos – para onde vão? Aqueles sonhos que acariciamos durante anos e anos. Num horizonte de afeto e esperança. Sonhos que pulsam em sintonia prazerosa com coisas, paisagens, seres, relações. Sonhos em sua leveza fugidia. Como espuma de música fluindo em nós. Como emoções fervilhando nos suspiros da alma. Como pétalas de amor desfolhadas no coração. Que sonhos sonham nossos desejos? Que sonhos do sonho-do-outro fazem a vida Vidar prenhe de sentido? Posto que: Vidar é amar a vida através do sonho do outro! De repente, num encontro casual, o sonho de amor acontece. Sonho do outro sonho. Apenas num dia, apenas em 3, 5 anos… apenas num olhar, num gesto, num toque de mãos, num beijo leve, num beijo louco, na certeza da sintonia. Então, alma e coração se esticam ao infinito. Impossível vira possível. Cada um quer se respirar no respirar do outro. O terreno baldio de nossa solidão se torna Paraíso, Apocalipse, Carnaval. Que nunca, nunca, pode terminar! É absolutamente preciso que vá além de todos os prazos de validade. Que tenha certificado de garantia, mesmo nos nós-de-nós sociais. Que...

#fotosolidaria

06/04/2020|

Aproveitando esse momento de isolamento e buscando ajudar as pessoas que estão precisando de ajuda nesse momento tão difícil, A Encadernadora de Álbuns Fotográficos ProAlbuns está lançando a campanha #fotosolidaria. O intuito é arrecadar alimentos não perecíveis. A empresa ofereceu a troca de 50 álbuns encadernados, no formato 15×21 com 20 páginas, por cestas básicas que serão doadas em comunidades e abrigos da região metropolitana de Natal. Além disso, em parceria com outros profissionais do ramo fotográfico tais como:  Rafael Tavares, Carlos Máximo, Júnior Barreto, Yanne Barreto, Laíne Paiva, Rodrigo Monteiro, Renato Silva, Meysa Medeiros, Nielcio Silva, Damião Paz entre outros, que estão aderindo a campanha, com descontos nos serviços ou trocando ensaios por certas básicas que vão somar no projeto. Para a empresaria Marta Canelas “a importância de focar nos problemas de maior urgência no momento, como o de ajudar as famílias mais carentes, aqueles que não estão podendo trabalhar e não tem nenhuma outra fonte de renda, foi a forma que encontramos de usar nossa empresa como ferramenta de ajuda, de retribuição, e acreditamos que esse deve ser o caminho escolhido por todos a partir de agora, para enfrentarmos juntos o problema da pandemia e da crise econômica”....

À jornalista Cinthia Lopes, meu obrigado

03/04/2020|

Em época de quarentena, em meio a livros e filmes, volto a reler Carlos Drummond de Andrade. Fixo meu pensamento em “Especulações em torno da palavra homem”, reflexão em torno do sentido da vida. E a partir desse pensamento, sobretudo quando o escritor pondera – “Quanto vale o homem? / Menos, mais que o peso? / Hoje mais que ontem?” – fico sabendo da demissão de vários funcionários do maior jornal do Estado: Tribuna do Norte, e a notícia que me sensibiliza, com certeza, pelo fato de conhecer um pouco da área cultural do Estado, é a demissão de jornalista Cinthia Lopes. A cultura potiguar fica de alguma forma órfã de alguém que durante muitos anos foi uma das principais divulgadoras dos eventos, projetos e artistas potiguares. Já existe toda uma geração de artistas que foram apresentados e divulgados por Cinthia Lopes, no Caderno Viver, do qual ela era competente editora. Evidentemente fica também a tristeza pela demissão do jovem repórter de cultura Ramon Ribeiro. Todavia, existia entre nós uma espécie de memória afetiva, em relação a Cinthia Lopes. Qualquer artista, seja de que área for, que tenha surgido nesses últimos vinte anos, e tenha participado da vida cultural na...

22 artistas de Pipa se apresentam de graça de hoje a domingo pela net

03/04/2020|

Nesta sexta acontece mais uma edição do Pipa Web Festival, com uma série de artistas potiguares tocando ao vivo e de graça pela internet. A programação tem início às 19h. A transmissão será ao vivo pelo instagram do projeto: @pipawebfestival O objetivo deste projeto é ajudar os músicos de Pipa, mostrando para eles outras possibilidades de levarem suas músicas, seus talentos e toda a alegria que eles têm, mesmo de casa, para a casa de cada um de nós. Nada menos que 22 músicos participam do Festival, moradores de Pipa, que farão pocket shows de 30 minutos, durante quatro dias, até este domingo (05 de Abril), sempre a partir das 19h. “Sabemos que em breve esses músicos receberão ajudas governamentais, mas isto virá em ritmo lento, bem diferente do compasso acelerado das necessidades básicas diárias deles”, comenta a produtora Juçara Figueiredo, residente em Pipa e idealizadora do Fest Bossa & Jazz. Juçara ressalta ainda a importância da ajuda, sobretudo empresarial, que colabore dentro das suas possibilidades com a VAKINHA COLETIVA, que está sendo feita para ajudar cada um desses 22 músicos do projeto Pipa Web Festival. O link para a contribuição é esse AQUI. A divulgação do projeto é essencial,...

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