Movimento cultural reivindica espaço para minorias em editais no RN

Sérgio Vilar19 de junho de 2020Agenda Image

O Manifesto Cultura É Um Direito! surgiu da necessidade coletiva de reivindicar a formulação de políticas culturais que garantam a participação equitativa de todos os grupos historicamente excluídos do acesso ao setor cultural potiguar: comunidades indígenas, negras, quilombolas, periféricas, mulheres, LGBTQIA+, pessoas com deficiência, em situação de rua, refugiadas, e fora do eixo metropolitano de Natal.

A partir dessa causa foi iniciado um movimento em prol de políticas culturais afirmativas no Rio Grande do Norte. Foi elaborada uma nota de repúdio ao edital do “Tô em casa, tô na rede”, publicado em abril, e elaborado pela Fundação José Augusto. O edital emergencial tem como objetivo a premiação de projetos artístico-culturais aos artistas potiguares que não possuem renda fixa ou vínculo empregatício durante o período da pandemia decorrente do novo coronavírus.

Contudo, acreditamos que existem falhas no edital, como a falta de transparência, os critérios de avaliação, a quantidade de vagas para artistas fora da Grande Natal, a exclusão de artistas negros, indígenas, LGBTQI+, quilombolas, além da aprovação de nomes com carreiras mais consolidadas da classe artística do estado.

Enfim, a nota de repúdio e abaixo-assinado tem como objetivo a solicitação da abertura de um edital cultural afirmativo e uma comissão avaliadora com profissionais técnicos específicos para cada área e que tenha representação da sociedade civil.

O Movimento quer visibilidade e espaços para falar e debater tal temática silenciada por muitos.

Segue neste link AQUI a nota repúdio na íntegra e um abaixo-assinado.

Instagram: @manifestoculturaeumdireito

Sobre o autor

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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