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PERFIS LITERÁRIOS: Rizolete Fernandes

Poeta, escritora e socióloga, Rizolete Fernandes nasceu em Caraúbas (RN), formou-se em Ciências Sociais pela UFRN, e reside em Natal, aposentada do serviço público estadual. Militou e dirigiu grupos classistas

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SONHOS TORTOS: Fugitivos

Fugitivos Ela entrou, a minha menina, Chegou feliz feito um pássaro Em uma mão uma flor que brilha, Na boca uma música de rádio Esta noite é a único do

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Festival itinerante conecta artistas e fortalece a diversidade do movimento hip-hop potiguar

Redação

Evento gratuito passa por São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim e Natal durante o mês de maio O Rio Grande do Norte recebe, neste mês de maio, o RN Hip-Hop Trip Festival, projeto que reúne shows, competições, oficinas e workshops voltados à cultura hip-hop. A programação acontece em três cidades — São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim e Natal — com acesso gratuito ao público. Com formato itinerante, o festival propõe fortalecer e ampliar a difusão do hip-hop no estado, promovendo a circulação artística, o intercâmbio cultural e a ocupação de diferentes territórios. A iniciativa reúne artistas, coletivos e produtores em uma programação que dialoga com os elementos do movimento. As atividades incluem shows de rap, batalhas de rima, competições de dança e ações formativas, como workshops, oficinas e rodas de conversa. À noite, cada etapa contará com shows de artistas da cena hip-hop, além de apresentações de DJs e batalhas de rima e breaking. A primeira edição contará ainda com a presença especial de cinco campeões nacionais de batalhas de rima, slam e breaking, vindos de diferentes estados brasileiros, promovendo intercâmbio entre cenas e fortalecendo conexões entre importantes territórios do hip-hop no país. O coquetel de lançamento do evento será realizado na próxima terça-feira (12), no Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão. Segundo o produtor cultural Edson Soares, responsável pelo projeto, a proposta vai além do entretenimento. “Mais do que um festival, o RN Hip-Hop Trip se consolida como uma plataforma de união e fortalecimento da cultura urbana no Rio Grande do Norte. As ações acontecerão nas cidades de São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim e Natal, além da participação de MCs, b-boys, b-girls e artistas de diversos municípios potiguares, evidenciando a diversidade e a potência criativa das periferias e dos territórios urbanos do estado”, afirma. Para o produtor artístico Marcelo Veni, o projeto surge em um momento importante para o setor. “O RN Hip-Hop Trip Festival surge em um momento importante para a valorização das culturas urbanas no Nordeste, ampliando espaços de visibilidade para jovens artistas, coletivos independentes e movimentos periféricos que historicamente transformam a arte em ferramenta de identidade, resistência e transformação social”, destaca. O projeto é viabilizado por meio de recursos da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio do Grupo Neoenergia e do Instituto Neoenergia. Tem produção da Engady Cine Vídeo e realização do Ministério da Cultura e Governo do Brasil.

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“Navio Negreiro” ganha montagem inédita com a cantora Cida Lobo e Cia Monicreques no TAM

Redação

Inspirado em uma das obras mais impactantes da literatura brasileira, o espetáculo musical “Navio Negreiro” chega ao palco do Teatro Alberto Maranhão na próxima terça-feira, 12 de maio, às 19h30, propondo uma releitura potente, poética e atual do clássico poema abolicionista de Castro Alves. Os ingressos custam R$ 30,00. Com direção de Clenor Jr., o espetáculo mistura teatro, música e crítica social para revisitar a histórica travessia forçada de africanos escravizados rumo ao Brasil, estabelecendo conexões diretas com questões contemporâneas como racismo estrutural, violência nas periferias, exclusão social e resistência da população negra. A montagem é conduzida por um grupo de artistas da “melhor idade”, que dentro da narrativa vivem um retiro artístico e decidem encenar, de forma lúdica e musical, o emblemático poema de Castro Alves. A proposta transforma a obra em uma experiência cênica intensa, onde a poesia se torna denúncia, memória e reflexão coletiva. Considerado um dos textos mais importantes da literatura brasileira, “Navio Negreiro” segue atual ao expor as violências históricas da escravidão e seus reflexos no presente. Na encenação, o navio deixa de ser apenas símbolo do passado para representar também as dores, desigualdades e enfrentamentos vividos pela população negra na contemporaneidade. O espetáculo tem duração de uma hora e foi concebido para palco italiano, em configuração frontal, reunindo um elenco com mais de três décadas de experiência nas artes cênicas e musicais. Participam da montagem os artistas Cida Lobo, Edinho Oliveira, Eliene Albuquerque, Sônia Castelo Branco, Melk Freitas e Fafá Fialho, em participação especial. A produção é assinada pela CIA Monicreques, grupo com mais de 30 anos de trajetória nos palcos potiguares e reconhecido por sua contribuição histórica às artes cênicas do Rio Grande do Norte. Ao longo de sua caminhada, a companhia consolidou um trabalho marcado pela pesquisa artística, pela valorização da literatura brasileira e formação de plateia a através de grandes montagens do universo infanto juvenil. Além da dramaturgia inspirada no poema de Castro Alves, o musical traz composições inéditas assinadas por Cida Lobo e Edinho Oliveira, responsáveis também pela direção musical da obra. A trilha sonora dialoga com ancestralidade, resistência e memória afetiva do povo negro, ampliando a força emocional da encenação. Para a cantora e compositora Cida Lobo, o espetáculo nasce do compromisso da arte com a memória, a emoção e a transformação social. A artista também destaca a experiência afetiva e artística de retornar ao teatro musical após importantes vivências em sua trajetória. “Levar ‘Navio Negreiro’ para o palco hoje é lembrar que muitas dores do passado...

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Totonho

Andreia Braz

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações E assim ter amigos contigo em todas as situações   Ana Vilela Se tem uma coisa que eu gosto nessa vida é festejar o aniversário de pessoas queridas. Desde o início do ano, devo ter participado de uns seis aniversários, incluindo-se nessa lista amigos e familiares. No dia 11 de abril, participei de uma comemoração muito especial em família: os 60 anos de Totonho. Ele é cunhado de Francisco, meu companheiro. Dia da festa. Francisco acabara de chegar de uma viagem de trabalho e dormira pouco na noite anterior. Mesmo assim, chegou em casa animado para o aniversário de Totonho. Eu havia passado o dia assistindo aula, mas também estava animada porque os encontros da família de Francisco são sempre muito animados/especiais. Raramente eu perco um desses momentos. O mais recente deles havia sido o aniversário de Luiza, cunhada de Francisco. Foi um domingo de samba, feijoada e churrasco para festejar os 79 anos de uma carioca totalmente apaixonada pelo Rio Grande do Norte. Ela mora no Rio atualmente, mas vem a Natal todo ano e faz questão de comemorar o aniversário com a família potiguar. Detalhe: seu esposo, José, não está mais aqui. É muito comovente a ligação que ela tem com os familiares do esposo e a consideração com cada um deles. O aniversário de Totonho me fez lembrar as noites de sopa na casa de Ires, ou os almoços na casa de Ivete, irmãs de Francisco. Ivete nos deixou no carnaval de 2025. Ela adorava receber os seus em casa e cozinhar para a família. Preparava uma torta de frango que jamais provei outra igual. Que saudade das comidinhas de Ivete! Saudade do seu abraço caloroso e da sua risada gostosa! (Enquanto escrevo esta crônica, sou capaz de ouvir sua voz me chamando de “cunhadinha”). Saudade de tomar um café da tarde em sua companhia ou de ficar conversando com ela enquanto assistíamos alguma novela (foram poucos esses momentos com Ivete, mas eles deixaram marcas profundas). Ela vendia cosméticos e era quase impossível resistir às promoções da Natura quando íamos à sua casa. Ivete era daquelas pessoas acolhedoras, que oferecem o melhor que têm. Impossível esquecer aquele pão francês quentinho com nata e um...

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Inscrições para vestibular de Medicina do UNI-RN encerram nesta terça-feira (12)

Redação

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) encerra às 18h desta terça-feira, 12 de maio, as inscrições para o vestibular do curso de Medicina, com ingresso no segundo semestre de 2026. As inscrições devem ser realizadas pelo site do processo seletivo: econ.rio.br/unirn Ao todo, são ofertadas 30 vagas para ingresso por meio da prova do vestibular, que será aplicada no dia 16 de maio. Para participar, os candidatos devem consultar o edital completo, disponível no site do UNI-RN, onde constam todas as regras, cronograma e informações sobre o processo seletivo. Dúvidas também podem ser esclarecidas pelos canais de atendimento via WhatsApp, no número (84) 3215-2917, ou presencialmente no campus, localizado no bairro de Tirol, em Natal. Sobre o curso de Medicina do UNI-RN O curso de Medicina do UNI-RN possui nota máxima (5) no Conceito de Curso, avaliação realizada pelo MEC. O resultado reconhece a qualidade do projeto pedagógico, que utiliza metodologias ativas, como PBL, promovendo a aplicação prática da profissão desde os primeiros períodos da graduação. A instituição conta com hospital simulado, laboratórios equipados, unidade morfofuncional, museu de anatomia e parcerias com municípios da região metropolitana de Natal, possibilitando a inserção dos estudantes nos campos de estágio e práticas acadêmicas. O curso é autorizado pelo Ministério da Educação por meio da Portaria SERES/MEC nº 476, de 18 de julho de 2025, publicada no Diário Oficial da União em 21 de julho de 2025.

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A pátria não e niinguém

Dos maiores romances da literatura potiguar, livro de François Silvestre ganha 3ª edição

Redação

A loja virtual da Escribas Editora (CLIQUE AQUI) acaba de disponibilizar com exclusividade a 3ª edição de “A Pátria não é Ninguém”, obra marcante do escritor François Silvestre de Alencar. O livro, lançado originalmente em 2003 e apontado por críticos e leitores como um dos melhores romances potiguares, estava esgotado havia vários anos. A obra retorna ao público leitor em uma edição cuidada, reafirmando o compromisso da Escribas com o resgate de grandes livros que marcaram a literatura norte-rio-grandense. O LIVRO: “A Pátria não é Ninguém” narra a jornada de Paulo Inácio, um jovem que sai do sertão de Pernambuco para mergulhar na resistência estudantil e na clandestinidade durante a Ditadura Militar. Após uma ação desastrada em Recife, o jovem foge para São Paulo a fim de se esconder. A narrativa transita entre a tensão permanente provocada pelo regime autoritário em vigor, a paranoia da fuga constante, experiências brutais de tortura e pela gradual reabilitação social durante a abertura política. O romance se destaca por não ser apenas um relato político, mas uma costura sensível entre o Brasil arcaico das fazendas do Nordeste e a efervescência urbana das metrópoles, questionando, afinal, o verdadeiro significado de “pátria” em tempos de exceção. Chegou a ser apontado pelo crítico Manoel Onofre Júnior como um dos melhores romances já publicados no Rio Grande do Norte. Escrito com maestria pelo autor François Silvestre, a história é uma mistura de dois enormes sucessos cinematográficos nacionais recentes, o “Ainda estou aqui” de Walter Salles e “O agente secreto” de Kléber Mendonça Filho, passado na época da Ditadura Militar e compartilhando os cenários de ambos os filmes, Recife e o sudeste brasileiro. Mais sobre o livro, clique AQUI. O AUTOR: O autor, François Silvestre de Alencar, possui uma trajetória que se confunde com a própria história que narra. Nascido no sertão e criado entre Martins, Caicó e Natal, o escritor e advogado viveu intensamente os bastidores da política e da resistência brasileira. Com um domínio refinado da “artesania da palavra”, François utiliza sua vasta experiência como cronista e observador da realidade social para construir uma ficção que, embora fundamentada em fatos, eleva o testemunho histórico ao patamar da alta literatura contemporânea. As vendas de “A Pátria não é Ninguém” terão frete grátis para todo o Brasil, facilitando o acesso de leitores de todo o país a esta obra fundamental. SERVIÇO:  Livro “A Pátria não é Ninguém”, de François Silvestre...

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Filme inspirado na trajetória do maestro Felinto Lúcio Dantas circula pelo RN neste FDS

Redação

Após estreia em Carnaúba dos Dantas, em março, o filme “A Música que Nasceu da Terra” inicia uma nova rodada de exibições gratuitas. Realização da Trapiá Filmes, com pesquisa, roteiro e direção de Lourival Andrade e produção da MAPA Realizações Culturais, a obra é inspirada na trajetória do maestro Felinto Lúcio Dantas e será exibida entre sexta-feira (8) e segunda-feira (11), em Natal e no Seridó. Felinto Lúcio Dantas é considerado um dos mais importantes compositores potiguares, autor de mais de 180 obras entre dobrados, valsas, peças sacras e hinos. As sessões acontecem nesta sexta-feira (8), às 19h, na Escola Municipal Francisco Macedo Dantas (Comunidade Ermo), em Carnaúba dos Dantas; no sábado (9), às 18h, no Margem Hub, em Natal; e na segunda-feira (11), às 19h, no Largo da Praça Otávio Lamartine, em Acari. Segundo Tatiane Fernandes, o propósito é ampliar o acesso a esta obra audiovisual e fazer chegar à capital a potência das produções do interior do estado. “A Trapiá Filmes atua com equipe criativa composta por talentos do interior do RN e em ‘A Música que Nasceu da Terra’ isso se comprova na direção de arte, fotografia, montagem, visagismo e elenco, incluindo jovens que participaram do projeto Trapiá Semente”, diz a produtora, da MAPA. A narrativa parte do sertão, com equipe e elenco locais, para contar a história de um homem que conciliou o trabalho na terra com uma intensa produção musical. Regente da banda filarmônica de Acari e referência cultural no Seridó, Felinto construiu uma obra que ultrapassou fronteiras, chegando a ser executada em celebrações religiosas de alcance internacional, incluindo o Vaticano. “Não estamos falando apenas de um sertanejo seridoense que construiu sua carreira entre o trabalho no campo, funções administrativas e o amor à música. Estamos contando a história de um gênio que compôs obras que ultrapassaram os oceanos e os sertões, que nunca se deixou ser levado pela fama, mas sim pelo respeito ao que fazia e a vida simples que optou quase como uma missão”, ressalta o diretor Lourival Andrade.  Gravado em Acari e Carnaúba dos Dantas, o filme contou com uma equipe de 27 profissionais, entre elenco e técnicos, além da participação das bandas Filarmônica Maestro Felinto Lúcio Dantas, de Acari, e Filarmônica Onze de Dezembro, de Carnaúba dos Dantas. No elenco, estão cinco adolescentes do Projeto Trapiá Semente, que integra a Associação Cultural Trapiá. “A Música que Nasceu da Terra” foi...

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Dodora Cardoso lança minidocumentário “45 Anos de Missão Musical – Segunda Parada: Natal”

Redação

O lançamento do minidocumentário “#45anosdemissãomusical – Segunda Parada: Natal” promete transformar o Complexo Cultural Rampa em um encontro de memória, música e celebração da cultura potiguar. A obra audiovisual revisita a trajetória da cantora potiguar Dodora Cardoso e reafirma sua presença ativa e necessária na cena musical do Rio Grande do Norte. Com lançamento marcado para o dia 13 de maio, às 17h30, o filme apresenta diferentes camadas da história da cantora Dodora Cardoso em Natal, cidade onde consolidou sua carreira ao longo de quase cinco décadas de atuação artística. O documentário reúne depoimentos de músicos, artistas, familiares e parceiros de caminhada que ajudam a construir um retrato afetivo e potente da cantora. “#45anosdemissãomusical – Segunda Parada: Natal” é o segundo filme da série documental dedicada à artista. O primeiro, “#45anosdemissãomusical – Primeira Parada: Caicó”, lançado em 2021 com apoio do Sebrae, abordou a relação de Dodora com Caicó, cidade fundamental em sua formação artística e pessoal. Agora, o novo capítulo volta o olhar para a chegada da cantora à capital potiguar, sua permanência na cidade e sua consolidação como uma das vozes mais importantes da música do estado. O projeto foi aprovado em edital em 2023, com patrocínio da Lei Paulo Gustavo, por meio da Prefeitura do Natal e do Ministério da Cultura. As gravações aconteceram ao longo de 2024, enquanto a edição e finalização foram concluídas em 2025. O lançamento público acontece em 2026, em parceria com Nathy Passos, que também integra o documentário com depoimento e se soma à equipe nesta etapa de circulação da obra. Com realização de Dodora Cardoso, produção da MARIABOA Produtora e direção assinada por Rita Machado e Claudia Mariana, o lançamento também simboliza a união de mulheres em torno da preservação da memória cultural potiguar. Dodora, Rita, Claudia e Nathy compartilham não apenas a construção do projeto, mas relações afetivas e profissionais que atravessam diferentes momentos da trajetória da artista. Ao longo do documentário, Dodora é apresentada a partir de relatos que destacam sua contribuição artística, sua presença nos bastidores da produção cultural e sua capacidade de acolher e fortalecer diferentes gerações da música potiguar. Entre os nomes que participam do filme estão Itanildo Medeiros, Jubileu Filho, Dani Cruz, Lula Belmont, Guilherme Cunha, Nathy Passos e Claudia Mariana. Os depoimentos abordam temas como os primeiros encontros musicais de Dodora em Natal, suas parcerias artísticas, sua relação com a comunidade LGBTQIAPN+, sua atuação em projetos sociais e sua importância como referência para...

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Mostra individual de Janderson Azevedo mergulha em questões urgentes do presente

Redação

A Pinacoteca abre, neste sábado (9) às 10h, a exposição “Contra a Máquina de Moer Mundos”. Esta é a primeira mostra individual do artista visual potiguar Janderson Azevedo. A exposição reúne um conjunto inédito de trabalhos recentes e ocupa o espaço com obras que atravessam instalação, fotoperformance, videoperformance e objetos. A proposta é construir uma experiência imersiva e crítica, em que o público é atravessado por imagens, matérias e situações que tensionam o presente. Com curadoria de Sanzia Pinheiro, a mostra articula questões urgentes do presente, como disputa por território, exploração de recursos naturais, violência política e formas contemporâneas de controle da vida. O público é convocado a se implicar na experiência, a partir da escuta e da percepção. Ao mobilizar materiais como minerais, concreto, água e resíduos, o artista constrói obras que evidenciam processos históricos ainda em curso. A exposição se organiza em torno de ideias como corrosão, ruína e resistência. As obras tensionam permanência e colapso e revelam marcas de um mundo em disputa. Como afirma a curadora, a exposição “enfrenta as engrenagens que naturalizam a violência e transformam a vida em recurso, ao mesmo tempo em que cria imagens que interrompem esse fluxo e devolvem complexidade ao que se tenta simplificar”. “Contra a Máquina de Moer Mundos” não se limita ao diagnóstico da crise. A exposição propõe um encontro direto com as fraturas do mundo contemporâneo e com as forças que se recusam a ser absorvidas por elas. Entre desgaste e insurgência, o trabalho de Janderson Azevedo abre espaço para pensar outras formas de existência, relação e futuro. Sobre o artista Janderson Azevedo é artista visual, performer, diretor de arte e produtor cultural. É formado em Artes Visuais pela UFRN desde 2023. Sua prática articula criação artística e atuação técnica no campo da arte contemporânea. Atua com montagem, marcenaria e desenvolvimento de projetos, através da sua produtora, a Vermelho Arte Produção. Participou de exposições e ações artísticas no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste. Sua produção investiga relações entre matéria, território e processos sociais. Serviço: Exposição: Contra a Máquina de Moer MundosAbertura: 09 de maio de 2026, às 10hLocal: Pinacoteca do Estado do Rio Grande do NorteEndereço: Praça Sete de Setembro, Cidade Alta, Natal/RNEntrada: gratuita Ficha técnica Artista expositor: Janderson AzevedoCuradoria: Sanzia PinheiroProdução executiva: Paulo DemétrioAssistente de produção: Maria Júlia BarbosaExpografia e montagem: Vermelho Arte ProduçãoAcessibilidade: Recria Acessibilidade Esse projeto conta com a...

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