Últimas

relações amorosas

Da (in)segurança nas relações amorosas

A busca por segurança emocional em um acompanhante amoroso segue sendo intento do homem, porém as mídias, os apelos, e toda a informação e emancipação sexual característica da sociedade atual

Leia mais
Josué de Castro

Josué de Castro e a cátedra da fome

Em texto publicado há duas semanas, neste blog, abordei o tema que diz respeito às Cátedras Acadêmicas, com ênfase à Cátedra Lucasiana, localizada na Universidade de Cambridge – Reino Unido,

Leia mais

Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

Leia mais

Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

Leia mais

Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

Leia mais

Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

Leia mais

BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

Leia mais
Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

Leia mais

A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

Leia mais

Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

Leia mais
  • All Posts
  • Agenda
  • Artes Cênicas
  • Artes Visuais
  • Audiovisual
  • Blog do Sérgio Vilar
  • Carnaval
  • Cerveja / Gastronomia
  • Cultura Pop
  • Curtinhas
  • Dança
  • Destaque-capa
  • Destaques
  • Editais e Oportunidades
  • Entrevistas
  • Folclore e Cultura Popular
  • Literatura
  • Memória do RN
  • Música
  • Notícias
  • Opinião, Artigos e Crônicas
  • Personagens do RN
  • Poesia
  • Revista Preá
  • Turismo
Inácio Magalhães

19/09/2022|

1- Quais as lembranças mais remotas de sua infância? Minha mãe, minhas tias, o infinito verde do vale. Mesmo com uma vida muito difícil, eu era feliz, vivendo no paraíso que foi minha terra. Banhos de rio, roubar mangas e outras frutas dos quintais, o circo, o cinema, o trem, a igreja com suas festas deslumbrantes. Descobrir a devoção a Nossa Senhora da Conceição. 2- Seu pai faleceu quando você era um menino. Que lembranças você guarda? Quase nenhuma lembrança, a não ser me colocando no ombro como São Cristovão carrega o menino Jesus. 3- Como ficou a sua família após a morte do seu pai? Numa situação de quase miséria, ajudada por parentes, quase sempre generosos, dentro de suas limitações. Minha mãe trabalhava em funilaria, remendando panelas e penicos. 4- É verdade que você, ainda criança, morou numa cidade do Paraná? Morei e trabalhei na agricultura, apanhando algodão e limpando covas de café, próximo da cidade de Santa Cecilia do Pavão, na zona de Londrina, Paraná. Ainda sinto o perfume das araucárias. 5- Para ajudar nas despesas domesticas você tornou-se baleiro e vendedor de cavaco chinês nas ruas de Ceará-Mirim. Conte-nos algo a respeito dessa sua vivência. Para escapar...

Instituto Histórico e Geográfico empossa 13 novos sócios

19/09/2022|

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande empossou 13 novos sócios em cerimônia realizada no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, em Natal. O evento foi iniciado pela presidente do Instituto, Joventina Simões, que na ocasião proferiu um discurso. Também discursaram o diretor orador da instituição, Francisco Honório de Medeiros, saudando os novos sócios e diretores, o secretário geral Renan Pinheiro e o recém-empossado João Maria de Lima, em nome dos novos sócios. A solenidade contou com a apresentação do Quinteto de Câmara da Orquestra Potiguar de Clarinetes, composta pelos músicos João Paulo de Araújo, Lamarck França, Iatagam Ribeiro e Isaías Silva. Dentre os empossados estão estudiosos e profissionais das áreas de História, Geografia, Direito, Medicina, Filosofia e Pedagogia, alguns deles lecionando em escolas e universidades no estado. Relação dos empossados Celso Donizete Locatel Clara Maria da Silva Edilson Pereira Nobre Júnior Edrisi de Araújo Fernandes Eilson Gurgel do Amaral Júnior João Maria de Lima José Rodrigues da Silva Filho Lucas Batista Neto Luís Carlos Freire Luiz Fernando Pereira de Melo Manoel Onofre de Souza Neto Mara Gabrielly Batista de Macedo Maria da Conceição Crisóstomo Instituto Histórico – 120 anos Fundado em 1902, o Instituto Histórico e Geográfico do...

Fotógrafa potiguar lança exposição sobre igreja “dos pretos”

19/09/2022|

A igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos é tema do novo trabalho de Meysa Medeiros. A fotógrafa e documentarista expõe o projeto ‘Relicarium’, um mergulho na biografia e religiosidade da capital potiguar. Doze fotografias monocromáticas fazem parte de um ensaio em construção com curadoria de Henrique José e que serão exibidas no Museu Câmara Cascudo nesta terça-feira (20). Nessa primeira exposição, Meysa viaja no tempo. Resgata memórias do passado e origens através de montagens fotográficas da igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. É possível ver um apurado senso estético, que traz na força dos tons de cinza, do preto e branco, a luz de um lugar construído pela fé, sincretismo, força e sangue dos negros da cidade de Natal. A exposição faz parte do 2º Festival daFOTO! Potiguar, do Coletivo daFOTO!, dentro da programação da 16ª Primavera dos Museus do MCC. O ensaio ressalta a importância da confirmação da presença negra no templo religioso. Fugindo do senso fotográfico comum, do olhar turístico para sua arquitetura, paredes e imagens sacras, a autora surpreende ao encher o ambiente com homens e mulheres negros, que de alguma maneira, ainda habitam a igreja. Utilizando de sua sensibilidade, construiu através das...

Primeira vez

19/09/2022|

Há muita coisa boa sendo escrita nos tempos de agora. Boa literatura, de fato. Há bons escritores surgindo, outros que já surgiram e, infelizmente, alguns que nunca conheceremos. Verdade também que há um monte de livros que não precisamos ler e outro monte deles que não precisava ter sido escrito. Mas estes dias me peguei pensando na saudade que sinto daquela sensação de arrebatamento que só alguns autores são capazes de nos oferecer em um primeiro contato. Uma sensação que deve se parecer com tocar o ombro de Deus enquanto ele escreve as páginas do destino. Ler Juan Rulfo pela primeira vez. Jorge Luis Borges pela primeira vez. Fernando Pessoa pela primeira vez. Manoel de Barros pela primeira vez. Valter Hugo Mãe pela primeira vez. E outros tantos que, se colocados em perspectiva diante de tudo o que a humanidade já escreveu ao longo destes séculos, são tão poucos. Por isso me parece que a maior vantagem de nunca ter lido esses autores é que está aberta a possibilidade de lê-los pela primeira vez e poder sentir a pancada devastadora de sua literatura que fala sempre melhor de nós do que saberíamos dizer nós mesmos. Eu adoraria sentir outra vez,...

Fest Bossa & Jazz anuncia cantora norte-americana e mais 5 atrações para edição em “Gostoso”

16/09/2022|

O Fest Bossa & Jazz – edição 2022 se une aos cenários naturais e a força dos ventos de São Miguel do Gostoso/RN para espalhar “uma maré de boa música no paraíso” através de grandes nomes nacionais e internacionais da cena musical do jazz, soul, blues, bossa e mais um variado leque de ritmos. Com o pé na areia, o público vai poder curtir shows no palco montado na Praia da Xêpa na sexta (14) e no sábado (15) à noite e, em outros três polos pelo vilarejo com apresentações diurnas e noturnas marcadas para quinta (13), sábado (15) e domingo (16). Após a confirmação do cantor, compositor e guitarrista, Wilson Sideral que vai trazer, pela primeira vez ao Rio Grande do Norte, o show “Tropical Blues”, mesmo trabalho apresentado no Rock in  Rio, a curadoria artística do Festival divulga mais cinco atrações entre, nacionais e internacional. Diretamente de Nova York, Emily Braden & Misha Piatigorsky. Braden é vocalista e compositora de jazz radicada na cidade de NY, a artista tem a capacidade inata de conquistar os mais diversos públicos com seus vocais poderosos e sua incrível presença de palco. Vencedora da Jazzmobile Vocal Competition “Best of the Best” de...

Natal ganha Circuito de Arte e Cultura Contemporânea

16/09/2022|

Foi com o intuito de movimentar o cenário de Artes Visuais de Natal que um grupo de jovens artistas e produtores culturais da cidade criou o CIRCUITO DE ARTE E CULTURA CONTEMPORÂNEA (CACCO). Serão oito dias de programação gratuita, entre setembro e outubro. Estão previstas exposições, oficinas, projeções e bate papo com artistas. A abertura é neste sábado (17), a partir das 18h, com a vernissage da exposição “EXP1: Estopim”, no Ateliê 2040, em Lagoa Nova. A coletiva “EXP1: Estopim” é composta pelos artistas Agah Precária, Franco Fonseca, Sofia Bauchwitz e Judson Takará. Combina instalação, videoarte, fotoperformances e objetos. A curadoria é de Ygor Anario, que montou a mostra a partir da relação crítica entre o conceito de estopim e de futuro incerto. A programação da noite será iniciada com o set experimental de Geovana Grunauer e Alex Duarte. O CACCO está sendo viabilizado com recursos do Edital Sebrae/RN de Economia Criativa 2022. O projeto chama a atenção para a possibilidade de um novo corredor cultural em Natal, no bairro de Lagoa Nova, onde a programação está distribuída em três espaços diferentes. Além do Ateliê 2040, espaço que abriu as portas recentemente e que é voltado para experimentação artística, expositiva...

Amigos da Pinacoteca e Academia de Letras expõem retratos de Moura Rabello

15/09/2022|

A Sociedade Amigos da Pinacoteca Potiguar (SAPP) está comemorando o bicentenário da Independência do Brasil de uma forma especial: Revisitando os primeiros 100 anos desta comemoração no Rio Grande do Norte. Essa história começa em 7 de Setembro de 1922, quando o então governador Antônio de Souza (1867-1955) inaugurou no Palácio Potengi uma exposição com 14 obras do artista plástico Moura Rabello, retratando as personalidades que tiveram importância na história nacional. Os retratos a crayon foram feitos por encomenda do governador para celebrar a época do centenário da independência. Agora em 2022, em que é celebrado o bicentenário do acontecimento histórico, a SAPP se associa à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras para mostrar esse acervo ao público na exposição Brasileiros Notáveis. O evento começou ontem (14), na Academia de Letras em Natal, e segue até 30 de setembro. São reproduções fotográficas que resgatam as personalidades do Império consideradas vultos na época desta comemoração: Padre Diogo Antônio Feijó, José Bonifácio de Andrade e Silva, Visconde de Mauá, Joaquim Nabuco, Quintino Bocayuva, dentre outros, reproduzidos em tamanho 60 x 50 cm. As obras originais, que pertencem ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico do RN, “enaltecem importantes vultos que colaboraram com a independência...

A extraordinária figura de Seo Inácio

15/09/2022|

O conto “Vezes e Vozes”, de Bartolomeu Correia de Melo, incluído no livro Rosa Verde Amarelou, é uma deliciosa página de memórias da infância do autor em Ceará-Mirim. Lá pras tantas, falando sobre as matinês do cineminha da cidade, descreve um episódio, que não resisto à tentação de transcrever: “Aquele alvoroço na calçada do cinema. Troca de revistas e figurinhas, pregões e baganas, brigas por lugar na fila. Naquilo tudo, tinha um confeiteiro chamado Inácio. Menino velho de calças pega-bode e gaiatices de Cantinflas. Fingindo atraso, tabuleiro no pescoço, chegava correndo desengonçado. Aos berros, arremedava a fala do mascate turco, o gringo daquela freguesia. – Esbera, esbera Salim, zinhora Derezinha! Vivia assim, entre risos e confeitos, sempre achado feliz pela meninada. Decerto que todos invejavam a alegria que lhe abrandava a pobreza franciscana. Havia naquilo algum lirismo pressentido; doçura-maior que, sem saber, dava de graça.” Esse Inácio, hoje, é o funcionário aposentado e escritor Inácio Magalhães de Sena. Extraordinária figura humana, Inácio. Conheço-o desde o tempo das “Cocadas”, lá se vão cinco décadas. Apesar da idade avançada, é um enfant terrible. Irreverente e piadista, às vezes excede-se. Embora seja intelectualmente muito bem dotado, comporta-se, não raro, de modo surpreendente. É...

A partida de um filho

14/09/2022|

E é tão bonito quando a gente sente Que nunca está sozinho por mais que pense estar. Gonzaguinha Impossível mensurar a dor de perder um ente querido. Ainda mais difícil é imaginar a dor da mãe que perde um filho. Foi pensando nessa dor para a qual não existe remédio que resolvi escrever esta crônica, talvez como forma de homenagear as mães que já perderam um ou mais filhos. Algumas eu conheço, outras não. Mas todas elas estão irmanadas em sua dor. O texto é, também, uma forma de abraçá-las e tentar confortá-las em sua inconsolável dor, em sua tristeza profunda, em sua incompreensão, em seu vazio… São mães que perderam filhos que ainda estavam em seu ventre ou mães que perderam filhos recém-nascidos. Mães que perderam filhos ainda crianças. Mães que perderam filhos adolescentes ou jovens. Mães que perderam filhos adultos. Filhos com suas vidas já estabelecidas, filhos que orgulharam os pais porque eram pessoas de bem, honestas, éticas, trabalhadoras, amigos queridos, bons companheiros; filhos que haviam se formado e/ou conseguiram um bom emprego. Filhos que, além disso, haviam construído uma família, alguns até deram netos aos pais, que agora são avós corujas e vivem a paparicar as crianças...

Concurso de poemas abre inscrições para revelar novos talentos

14/09/2022|

As inscrições para o concurso de poemas “PoeArt de verso a verso” estão abertas. Os poemas contemplados irão compor a 2ª edição da antologia PoeArt de verso a verso. O recital com os poemas selecionados ocorrerá dia 20 de outubro, dia do poeta, às 18h, no IFRN campus Natal – Zona Norte, durante a Semana de Ciência e Tecnologia do IFZN, SECIT. Os três primeiros colocados serão premiados. Será pago R$ 100 para o 1º colocado + 01 kit de brindes do evento contendo obras artísticas diversas. E R$ 50 para o 2º lugar com o mesmo kit de brindes. E ainda R$ 50 reais para o 3º lugar + o kit de brindes do evento. O concurso abrange todas as idades e públicos e busca encontrar poetas brilhantes que ainda não tiveram oportunidade de divulgação e editoração. Encorajando os jovens, os adultos e os mais velhos a encontrarem o poeta que existe em si. O dia do lançamento, 20 de outubro, contará com atrações artísticas e declamação dos poemas por parte dos poetas da antologia. O PoeArt de verso a verso é um projeto de extensão do IFRN campus Natal – Zona Norte, surgido em 2017 e é coordenado...

Beer factory  Conveyer

14/09/2022|

Saudações, cervejeiros! Hoje vamos falar de assunto que parece afligir o ser humano de uma forma quase que universal, em todos os recônditos de sua alma. O eterno dilema pós-moderno: é melhor ter qualidade ou quantidade? Claro que a resposta mais imediata e mais óbvia, certamente, deve ser: qualidade! Qualidade, sempre! Pode gritar o neófito mais empolgado (e um tanto quanto desavisado).  Contudo, porém, todavia, na teoria, a prática é outra! Não se trata de uma escolha assim tão simples. Ao falar do universo e da cultura cervejeira como um todo, para as cervejarias, especificamente, o dilema se acentua ainda mais. É o óbvio ululante que, no melhor dos mundos possíveis, seria sempre preferível fazer a melhor cerveja que os insumos escolhidos pudessem prover. No entanto, uma cerveja não é simplesmente feita no melhor dos mundos possíveis. No mundo real existem outras variáveis que impactam diretamente a escolha a ser tomada. Não fica simplesmente fácil e reducionista escolher a qualidade antes da quantidade. Aliás, ouso dizer que para os consumidores, ou pelo menos a maioria, ainda que esclarecidos, nem sempre optam, conscientemente, pela qualidade. Por vezes, o caminho escolhido é o quantitativo. Por isso, vamos tentar desvendar um pouco porque...

Artista potiguar lança documentário autobiográfico sobre convivência com HIV

13/09/2022|

A atriz, compositora e multiartista potiguar Vânia Maria lança nesta quarta-feira (14) o documentário autobiográfico “Sinais Vermelhos”, no qual atua como roteirista e diretora. A exibição acontece dentro da programação do projeto Cine CCSA, às 17h no auditório do NEPSA/UFRN. Além do lançamento de Sinais Vermelhos, haverá a exibição do curta potiguar “Saudades”, de Marília Gurgel, seguido de bate-papo com a equipe. Com direção de Vânia Maria e Marcia Lohss, “Sinais Vermelhos” conta a história da própria Vânia, uma versátil artista que é soropositiva há mais de 20 anos, e busca mostrar sua condição de convivência com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), fugindo de estereótipos historicamente construídos. O documentário teve parte de sua produção viabilizada com recursos da Lei Aldir Blanc, e no momento a equipe está lançando uma campanha de financiamento coletivo para subsidiar a distribuição e divulgação do filme, que pode ser apoiada através do link: https://apoia.se/sinaisvermelhosofilme Confira as sinopses dos filmes que serão exibidos: Saudades (2022), dirigido por Marília Gurgel Em “Saudades” o luto é o que reconfigura a vida e transforma as relações entre os que permaneceram, é um retrato poético do luto vivido por três mulheres: filha, mãe e avó.  Após a morte do...

Veja mais

End of Content.

Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

Continuar Lendo

Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

Continuar Lendo

Podcast Papo Galado

Mais lidas da semana

Sergio Vilar
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.