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jane e herondy

Hipocrisia cultural

Na semana passada eu escrevi aqui sobre inclusão cultural. Hoje eu vou propor aqui duas situações diferentes. Na primeira situação vou falar sobre a música Não Se Vá, gravada pela

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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fototeca potiguar

15/07/2025|

A Fototeca Potiguar está saindo do plano das ideias e ganhando forma — e isso é fruto direto da mobilização de fotógrafas, coletivos, instituições e fazedoras e fazedores de cultura de todo o Rio Grande do Norte. Agora, chegou a hora de dar mais um clique importante nessa construção! Nesta quinta-feira, 17 de julho, às 19h45, acontece a Plenária On-line da Fotografia Potiguar, um encontro aberto, democrático e necessário. É o momento de somar vozes, ouvir propostas e alinhar os próximos passos da implantação da Fototeca Potiguar — que já é Lei (nº 11.619/2023), sancionada pela governadora Fátima Bezerra em dezembro de 2023. Desde o início de 2024, com o apoio da Secretaria Extraordinária de Cultura (SECULT) e da Fundação José Augusto (FJA), estamos trabalhando na base institucional desse novo espaço de memória e criação. Agora, entramos numa fase essencial: o Mapeamento da Fotografia Potiguar e a organização do I Seminário da Fototeca Potiguar. 📍 A plenária será realizada via Google Meet e transmitida ao vivo no YouTube da Fototeca. Todo mundo é bem-vindo: fotógrafos profissionais ou amadores, pesquisadores, artistas visuais, educadores, estudantes, gestores, agentes culturais e quem mais tiver a imagem como linguagem e paixão. 📅 Plenária Fototeca Potiguar...

Lysia Condé foto @ianrassari

15/07/2025|

No dia 13 de agosto de 2025, quarta-feira, às 19h30, o Teatro Alberto Maranhão recebe, mais uma vez, o premiado espetáculo “Minas de Fé e Paixão”, em que a artista Lysia Condé presta homenagem à obra de Milton Nascimento. O espetáculo recebeu o Prêmio Hangar de Música 2024, na categoria “Show do Ano”. Mas não se trata apenas de um show de músicas, mas de uma experiência sensorial, em que cenário, iluminação e estatueta foram pensados para criar uma atmosfera envolvente, conduzindo o público por cada história contada nas músicas. O repertório do show foi escolhido a partir da relação afetiva da artista com canções que narram um pouco da sua própria história com Minas Gerais, seu lugar de nascimento. A direção artística e cenografia é de Neemias Damasceno, que propôs um roteiro dramatúrgico acrescido de elementos cênicos, resultando numa experiência que aguça os sentidos (sonoros e imagéticos) e a sensibilidade. Um espetáculo emocionante, cheio de poesia, música e afeto! Para Lysia, fazer essa homenagem a Milton Nascimento sempre foi um desejo enquanto artista, pois suas músicas sempre fizeram parte de sua vida. “Ao ouvir Milton, eu me transporto imediatamente às minhas memórias em Minas Gerais: as paisagens que percorro,...

RN cumpre meta do Ministério da Cultura e é habilitado para novos repasses da PNAB

15/07/2025|

O Estado ficou acima dos 60% de execução mínima no prazo previsto pelo MinC, garantindo sua participação no segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc. O Ministério da Cultura (MinC) divulgou nesta segunda-feira (14) o resultado da aferição das contas dos entes federativos que participaram do Ciclo 1 (2023-2024) da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). O resultado foi publicado no Diário Oficial da União por meio do Comitê Gestor da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura do MinC. O Rio Grande do Norte está entre os estados que cumprem a execução mínima de 60% dos recursos transferidos pela União dentro do prazo previsto, conforme exigido pela Lei 14.399/2022 e pela Portaria MinC Nº 200/2025, garantindo sua elegibilidade e integrando a lista de estados habilitados para a obtenção de repasses referentes à Ciclo 2. A verificação, realizada em 8 de julho, analisou os saldos bancários das contas vinculadas aos planos de ação registrados na Plataforma TransfereGov. O objetivo era identificar quais estados e municípios atingiram o percentual mínimo de execução financeira, condição necessária para receber novos repasses em 2025. De acordo com informações do último dia 7 do Painel de Dados do MinC, o Estado...

15/07/2025|

Buca Dantas volta ao audiovisual (e o audiovisual agradece). E mais do que um retorno ao ofício, um ato de fé, de memória e de amor à história potiguar. O documentário “Santos Mártires, das relíquias à devoção” nasce para dar voz ao testemunho das vítimas do massacre de Uruaçu, que derramaram seu sangue por fidelidade ao Evangelho. Produção tá on!

14/07/2025|

“A Última Sessão de Freud”, o maior sucesso do teatro brasileiro desde 2022, dirigida por Elias Andreato para o texto do premiado autor americano Mark St. Germain já foi visto por mais de 130 mil pessoas e chega a Natal, pela primeira vez, em única sessão, no dia 14 de agosto, no Teatro Riachuelo. Psicanálise na moda!

Jovens Escribas

14/07/2025|

Quase concomitante ao início deste blogueiro no jornalismo surgia numa Natal ainda mais provinciana e besta, o selo Jovens Escribas. Parecia uma iniciativa ousada para realmente quatro mancebos escritores ainda sem muito currículo. E de fato era. Mas de fato vingou. São 20 anos de estrada e a todo vapor. De jovens para veteranos escribas são mais de 250 títulos jogados no mercado, sob a liderança do já calvo escritor Carlos Fialho. Fialho já tinha uma coluna com relativo sucesso na página de relativo sucesso da Diginet, um provedor de internet naquele início de século. Lembro porque pouco depois me inseri por lá também e lembro ainda do galadinho escriba tirar onda com meu texto. Algo do tipo: “Nossa, que sensível” (rs). Mas desconheço se Daniel Minchoni, Patrício Jr. e Thiago de Góes já haviam publicado algo. Então realmente parecia pretencioso, mas algo cabível para a época. Natal tinha pouquíssimas editoras à época. A Sebo Vermelho se destacava, como hoje ainda. Nesses 20 anos, até onde sei, são as únicas sobreviventes daqueles analógicos tempos. E a Jovens Escribas surgia com nova safra também com novas formas de propaganda e bons livros de estreia. Aos poucos, gente daqui e gente de...

14/07/2025|

Guitarrista, pra mim, vai além do dedilhado veloz de quando Eric Clapton assustou o mundo em meados dos sexties, ou do estilo performático, estilo Pete Townshend e Neil Young (do qual sou fã). A criatividade na criação e na sutileza da execução dão o toque maior. E nesse quesito, ninguém melhor do que o subestimado Mark Knopfler, autor de um dos cinco maiores solos do rock mundial com Sultans of Swing. Nas três listas já publicadas pela revista Rolling Stone, em 2003, 2011 e 2023, com os 30 mais de todos os tempos, o líder do Dire Straits aparece apenas em 27º em 2003. A lenda Jimmy Hendrix lidera em todas. Injustiças do rock’n roll, para lembrar o tema nessa ressaca do Dia Mundial do gênero.

14/07/2025|

A AMOCÊ – Mostra Memórias em Curtas, será totalmente online e contará com a exibição de curtas documentais nacionais. Serão selecionadas obras de até 15 minutos, finalizadas entre 2010 e 2019, com a intenção de conectar criações audiovisuais, representatividade e democratização cultural, e provocar reflexões sobre memória, arquivo e tempo. Inscrições abertas! Mais detalhes no site https://www.memoriasemtravessia.com.br/amoce

sincericídio

13/07/2025|

É curioso como a gente vai aprendendo desde criança a dizer “com licença”, “obrigada” e “desculpa”, mas ninguém ensina como falar “estou magoada com você” sem soar como um escândalo. Crescemos com a falsa ideia de que silenciar é maturidade, e que o desconforto vai sumir se a gente empurrar ele para debaixo do tapete. Lembrete: ele não some. Vira bolor. Outro dia, fiquei pensando na importância de falar sobre os incômodos diretamente com quem os causou. É justamente esse o pulo do gato que a gente foge de dar: conversar com quem provocou a dor, e não com a rodinha de amigos que só balança a cabeça e aumenta a mágoa com pitadas de “pois é, amiga, que absurdo!”. É fácil se sentir entendida quando se abre com quem não estava na cena do crime. Mas é covardia emocional. E confesso: poucas coisas me dão mais preguiça do que gente que prefere criar um tribunal paralelo a resolver de fato a pendência. O silêncio, quando conforta mais do que a coragem de falar, é um convite para que a relação apodreça devagar. Ele cria uma distância invisível que cresce em cada mensagem não respondida, em cada encontro cheio de...

Fest Bossa & Jazz anuncia toda sua programação para 2025 em Pipa

13/07/2025|

A organização do Fest Bossa & Jazz revelou a programação completa da edição deste ano, que acontece de 14 a 17 de agosto, na Praia da Pipa. Com 16 anos de história, o evento segue seu propósito de oferecer, gratuitamente, quatro dias intensos de atrações nacionais e internacionais, experiências artísticas para todas as idades e ações voltadas à sustentabilidade, tudo com acesso 100% gratuito, em um dos destinos mais desejados do país. Reconhecido como Patrimônio Cultural, Imaterial e Turístico do Rio Grande do Norte, o Fest Bossa & Jazz vai além da música: é um verdadeiro encontro de culturas, ritmos e ideias. “O festival nasceu com o propósito de gerar impacto social e cultural, e é uma alegria enorme mantê-lo assim há 16 anos. Que todos possam se encantar e amar mais, a cada edição, assim como eu amo”, destaca Juçara Figueiredo, idealizadora, diretora e coordenadora geral do Fest. Serão mais de 40 shows, com artistas nacionais e internacionais, apresentações diurnas e noturnas em 5 polos montados em Pipa e, como novidade da edição , um polo na Lagoa de Guaraíras em, Tibau do Sul, um total de 6 polos. “O nosso Festival ganha força a cada ano e, após pedidos de moradores e empresários locais, vimos a necessidade de criar um polo...

esso alencar

13/07/2025|

O termo cantautor é pouco utilizado e muito pouco conhecido. Geralmente refere-se a artistas populares que compõem e interpretam suas próprias canções, cujas letras tratam de temas populares, sociais ou políticos, podendo também girar em torno do cotidiano dos seus autores. Pode ser considerado um cantautor alguém com capacidade de criar e interpretar suas próprias obras, transformando em canções as suas experiências pessoais no ambiente em que vive, unindo-se ao seu público através do seu trabalho como compositor e intérprete; portanto, o cantautor é alguém que escreve, compõe e canta suas criações artísticas, incluindo letra e melodia. Vários músicos renomados também escrevem apenas a letra ou a melodia de suas próprias canções, mas são chamados apenas de cantores. No Brasil, o termo cantautor não é difundido e no seu lugar utiliza-se o termo “cantor-compositor”. Em Natal, Esso Alencar pode ser considerado um autêntico cantautor. Ele iniciou a sua carreira em Natal no ano de 1991, como vocalista da banda Os Quatro. Depois, de modo arrojado, criou seu próprio selo, pelo qual lançou dois discos: Bossta Nova em 2006 e Alma de Poeta, em 2009 (este último, premiado pelo projeto Pixinguinha, uma realização da Funarte/MinC).  Em 2017 Esso lançou o CD Várzea da Caatinga. Ele também lançou um livro com...

Comunidade Quilombola de Capoeiras

12/07/2025|

A Comunidade Quilombola de Capoeiras, localizada na zona rural de Macaíba (RN), será o cenário do 1º Encontro de Mulheres Negras e Quilombolas: Arte e Criatividade, que acontece no próximo dia 26 de julho. Com entrada gratuita, o evento promete reunir moradoras, lideranças quilombolas, artistas e visitantes em um dia repleto de trocas culturais, vivências formativas e celebração da identidade negra e quilombola. Capoeiras, reconhecida como território quilombola, carrega uma rica história de resistência e preservação cultural, sendo palco de iniciativas que fortalecem o pertencimento étnico-racial e o empoderamento comunitário. O Encontro nasce como um espaço potente de valorização das mulheres negras e quilombolas, que por gerações constroem, cuidam e mantêm vivas suas tradições por meio do saber, da arte e da luta. A programação do evento contempla mesas redondas, oficinas práticas, apresentações culturais, desfile de moda afro, exposição fotográfica e uma feira de economia solidária, destacando o afroempreendedorismo e as expressões artísticas produzidas por mulheres do território. Serão discutidos temas como ancestralidade, identidade, direitos das mulheres, saúde da população negra e cultura afro-brasileira. O Encontro visa promover um espaço seguro e acolhedor, onde ancestralidade e criatividade se conectam, contribuindo para o fortalecimento de redes de apoio, a visibilidade das...

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