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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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DoSol promove shows e atividades formativas para debater caminhos da música potiguar

06/03/2026|

A nova música potiguar ganha um espaço de encontro, escuta e experimentação neste fim de semana (7 e 8) com a realização do Pensando Música 2026 na Sede Cultural DoSol. Com entrada gratuita, o projeto reúne artistas, produtores e público em uma programação que mistura shows, workshop e momentos de diálogo para quem vive, cria ou acompanha a produção musical no estado. Durante dois dias, a iniciativa costura diferentes linguagens e experiências, colocando lado a lado artistas de trajetórias diversas e atividades voltadas à formação. A ideia é fortalecer redes e provocar reflexões sobre os desafios e possibilidades da cena independente. O evento é realizado pelo Comitê de Cultura do RN em parceria com o Combo Cultural DoSol e o Grupo Facetas, com apoio do Ministério da Cultura. Para Anderson Foca, idealizador do DoSol, o encontro nasce do desejo de ampliar as conversas que normalmente acontecem apenas nos bastidores. Ana Morena, também idealizadora do DoSol, destaca a proposta de estimular a circulação de ideias para fortalecer o mercado artístico local. “O Pensando Música surge justamente para criar esse espaço de interação para fortalecer quem faz música no estado. Queremos que seja uma oportunidade de aprendizado coletivo, onde novas conexões possam...

Nobreza Do Amor

06/03/2026|

O Rio Grande do Norte se prepara para celebrar uma dupla conquista na teledramaturgia nacional com a estreia, dia 16 de março, de “A Nobreza do Amor”, a nova novela das 18h da TV Globo. Além de trazer paisagens potiguares como cenário, a produção contará com a participação de dois talentos locais de peso: os atores Quitéria Kelly e César Ferrario. A presença de Quitéria Kelly e César Ferrario no elenco de uma novela de alcance nacional reafirma a força e a qualidade do talento artístico do Rio Grande do Norte. Ambos os atores já se encontram no Rio de Janeiro, dedicados às gravações e adiantando os capítulos da trama, que promete emocionar e envolver o público com sua narrativa épica. “A Nobreza do Amor” vai além do talento em cena, utilizando o próprio Rio Grande do Norte como parte fundamental da ambientação. Parte das cenas foi gravada no Estado, com Mossoró servindo como base logística para equipe e elenco. Locações icônicas como as Dunas do Rosado, em Porto do Mangue, áreas em Pendências e o Parque Nacional da Furna Feia, em Baraúna, foram escolhidas para compor a atmosfera da história, que estabelece uma profunda conexão entre o Brasil e...

Festival Munganga de Circo volta com força total em edição presencial no Teatro Alberto Maranhão

06/03/2026|

O picadeiro vai tomar conta do coração de Natal. Após uma estreia marcante em formato virtual em 2021, o Festival Munganga de Circo – Segunda Edição anuncia seu retorno, desta vez ocupando o solo sagrado do Teatro Alberto Maranhão (TAM). O evento, realizado pelas produtoras Dale! Produções Culturais e Remar Produções, celebrará a arte do riso e da acrobacia em uma data emblemática: 27 de março, dia em que se comemora o Dia Nacional do Circo e o Dia Mundial do Teatro. Com uma programação gratuita que se estende das 15h30 às 21h30, a Mostra promete transformar o TAM e seus arredores em um organismo vivo de cultura, unindo espetáculos, vivências, música ao vivo, exposições e o Cine Mambembe. O festival acaba de abrir as inscrições para compor sua rede de talentos. Se você é artista da área ou produz conteúdo audiovisual sobre o tema, esta é a hora: Banco de Talentos: Chamada aberta para artistas circenses potiguares que desejam integrar o mapeamento e as futuras ações do Festival. Cine Mambembe: Espaço dedicado à exibição de curtas-metragens que abordem o universo do circo. Podem se inscrever realizadores com filmes que dialoguem com a estética e a vida circense. Como participar: As inscrições para ambos os processos são gratuitas e devem...

Filme de Bairro

04/03/2026|

Filme de Bairro: cinemas, cineclubes e cinéfilos na Cidade Alta natalense Autor: Alexis Peixoto Editora: Caravela Ano: 2025 Páginas: 238 Para quem nasceu neste século deve parecer realmente inverossímil os relatos de pessoas da minha geração (nascidas entre os anos 70 e 80 do século passado) sobre a vida na Cidade Alta natalense nos últimos anos do milênio que passou. Quem visita o hoje chamado “centro histórico” de Natal, vendo aquele amontoado de prédios abandonados, de calçadas esburacadas e de lojas vazias, não consegue imaginar que, há pouco mais de duas décadas, pelas ruas daquele bairro, a vida urbana da capital pulsava de modo efervescente. Antes de ser apenas um livro sobre os cinemas de bairro que marcaram o horizonte afetivo daquela urbe do nunca mais, o texto de Alexis Peixoto, sob a coordenação editorial sempre certeira e cuidadosa de José Correia Torres Neto, é um livro que nos apresenta a Cidade Alta em seu apogeu cultural e urbano. Um espaço de Natal que se tornou central para a vida de seus moradores, particularmente, de modo mais intenso, a partir da segunda metade do século passado, quando a Ribeira começou seu lento e inexorável processo de decadência. Escrito em um...

10ª edição do Prêmio Dosinho entrega 24 troféus aos destaques do carnaval 2026 no Solar Bela Vista

04/03/2026|

O Centro Histórico de Natal viveu uma noite histórica no último sábado, 28 de fevereiro, com a realização da 10ª edição do Prêmio Dosinho de Carnaval, dentro da programação do CarnaSinsp 2026. A celebração marcou uma década de reconhecimento aos fazedores da folia potiguar e reuniu artistas, agremiações, blocos e apaixonados pelo Carnaval em uma grande confraternização cultural. A programação começou às 16h, no tradicional Beco da Lama, no Bar de Nazaré, com a concentração do CarnaSinsp – 9º ano do Bloco dos Servidores. O público acompanhou o show de Ivando Monte e a Ciranda do Monte, apresentação da Orquestra de Frevo com maestros participantes do 2º Encontro das Orquestras, o grupo Aff…Marias e um cortejo festivo pelas ruas da Cidade Alta até o Solar Bela Vista, reafirmando a força do carnaval de rua. A partir das 17h, o Solar Bela Vista recebeu shows de Tornado do Samba e Dani Negro, preparando o público para a cerimônia oficial do Prêmio Dosinho, iniciada às 18h30. A noite contou ainda com apresentações do Grupo Aff…Marias, Banda de Frevo do Papão, Will Elétrico, Edja Alvess, Denísia Diniz, Ale Du Black e o projeto Nós Três – LGBTs na MPB e na Folia (Andder,...

Projeto leva poesia às ruas de Natal no mês de março

03/03/2026|

O projeto Poesia Pede Rua integra as ações promovidas pelo Sarau Dentro da Noite e propõe a ocupação simbólica do espaço urbano por meio da poesia contemporânea potiguar. A iniciativa consiste na produção de uma série audiovisual com quatro poetas da cena local, apresentados ao longo do mês de março, em celebração ao Mês da Poesia. Com episódios semanais, o projeto registra entrevistas breves sobre processo criativo, território e produção literária, seguidas da leitura de poemas autorais em ambiente aberto. A proposta é ampliar a visibilidade da poesia produzida no Rio Grande do Norte, fortalecer a memória cultural e consolidar a presença digital dos artistas participantes. Os vídeos serão disponibilizados no perfil oficial do Sarau Dentro da Noite no Instagram, democratizando o acesso ao conteúdo e ampliando seu alcance. A série tem início com o poeta Thiago Medeiros, abrindo um ciclo que destaca diferentes vozes e perspectivas da produção literária local. A escolha de realizar as gravações em diferentes pontos da cidade dialoga com a proposta do livro Além do Nome, da poeta e jornalista Marize Castro. Inspirada na delicadeza com que a autora convida seus interlocutores a escolherem um lugar de afeto/memória para as entrevistas, a direção do projeto...

Entre memórias e silêncios: Theo G. Alves publica romance sobre as marcas do abandono

02/03/2026|

“Geografia do Abandono”, 11º livro do autor, mergulha nas perdas íntimas e sociais de um Brasil invisível Em seu novo romance, “Geografia do Abandono” (Editora Litteralux), o escritor Theo G. Alves investiga as múltiplas faces do abandono – íntimo, social e histórico – a partir do desaparecimento de uma idosa com Alzheimer no Seridó potiguar. A busca por essa mulher desencadeia um mosaico de vozes e memórias, entrelaçando a trajetória de um neto que retorna à cidade natal, as lembranças dolorosas de Salvina – entregue ainda criança como pagamento de dívida – e os fantasmas de um Brasil marcado pela pobreza, pelo coronelismo e pela exclusão. Décimo primeiro livro de Theo G. Alves e seu terceiro romance, “Geografia do Abandono” já se está disponível no catálogo da editora para aquisição na loja virtual. Entre traumas, silêncios e perdas, a narrativa mapeia corpos, afetos e espaços feridos pelo esquecimento. Com linguagem poética e sensível, o romance reflete sobre a fragilidade da memória, os laços familiares e a persistência da dor, sem abrir mão de buscar luz em meio às ruínas. “Há muitas maneiras de se perder na vida e essas perdas vão deixando pistas de quem fomos e do que nos tornamos ao longo do caminho. Essa é a chave para adentrar nessa geografia do abandono de que trata o livro”, diz o autor a respeito do tftulo. Theo G. Alves nasceu em 1980, em Natal, mas cresceu em Currais Novos e mora em Santa Cruz, no interior potiguar. Premiado em concursos nacionais e regionais por sua prosa e poesia, publicou, entre outros, os livros “Pequeno Manual Prático de Coisas Inúteis”, “Doce Azedo Amaro” e “Inventário de Tão Pouco”,...

Um quarto de século de arte viva: Casa da Ribeira celebra 25 anos como farol da cultura independente

02/03/2026|

Há 25 anos, um casarão centenário na rua Frei Miguelinho, no bairro da Ribeira, deixava de ser apenas memória arquitetônica para se tornar símbolo vivo de criação, resistência, educação pela Arte e reinvenção cultural. A Casa da Ribeira celebra, em 2026, um quarto de século de história e inicia as comemorações com o Festival Verão Aquilombado, de 6 a 8 de março, reafirmando seu compromisso com o passado, o presente e o futuro da arte e cultura, no Rio Grande do Norte e no Brasil. Antes de ser reconhecida internacionalmente como espaço cultural independente, a Casa foi hospedaria, padaria e armazém. As paredes erguidas por mãos anônimas jamais imaginaram que, depois de 10 anos de portas fechadas, ali floresceria um território de desenvolvimento humano através da arte, experimentação artística e encontro comunitário. No fim dos anos 1990, o sonho ganhou forma pelas mãos dos então integrantes e o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare e produtores independentes, que buscavam um espaço para ensaios e apresentações, mas vislumbrava muito mais: um teatro, uma sala de exposições e um café cultural abertos à cidade. O que era desejo tornou-se mobilização. A restauração do prédio, aprovada na Lei Rouanet e na Lei Câmara Cascudo, exigia...

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02/03/2026|

A estética era folk; a alma, inteiramente azul. Azul profundo como as madrugadas do Delta — território espiritual que jamais abandonou, embora tenha nascido em Nova York. Filho do lendário produtor John Henry Hammond e herdeiro de sobrenomes ilustres, John Hammond Jr. escolheu outro legado: o pó da estrada, os palcos esfumaçados do Village e o som ancestral forjado pelos descendentes de homens e mulheres escravizados. Preferiu a verdade do blues ao conforto das genealogias. Partiu no último sábado (28), aos 83 anos. A notícia chegou de forma discreta, como seus acordes — sussurrada entre amigos próximos, quase no mesmo tom com que dedilhava a dor transformada em música. Chamavam-no de John Hammond Jr. ou John P. Hammond — distinções necessárias para não confundi-lo com o pai célebre. Mas sua identidade verdadeira estava no timbre rouco, na gaita rasgando o silêncio e no violão ressonador vibrando como trilhos antigos. Sua voz talvez não alcançasse grandes extensões — alcançava profundidades. Não buscava potência; buscava verdade. Nos anos 1960, quando Nova York fervilhava entre cafés, poesia e revoluções musicais, comparavam-no a Bob Dylan. Hammond sorria, entre a ironia e o afeto: “Canto melhor, sou mais belo e faço um blues que vem...

02/03/2026|

A Academia Norte-rio-grandense de Letras publicou edital no Diário Oficial do Estado, edição de 27 e fevereiro, com prazo de 30 dias da publicação para inscrição de interessados em preencher a Cadeira 11 da instituição, vaga com o falecimento do poeta Paulo de Tarso Correia de Melo e cujo patrono é o padre João Maria. O candidato deve apresentar currículo atualizado e exemplares de obras publicadas em forma de livro individual, que serão submetidos à Comissão de Inscrição e Ética. Quem poderiam ser os candidatos da taba?

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