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Os meninos de Santos Reis

A cidade de Natal é formada por quatro regiões administrativas: norte, sul, leste e oeste, cada uma delas com vários bairros que, por sua vez, têm suas características, suas tradições,

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Biografia aborda ancestralidade e misticismo

Escritora Josimey Costa lança nesta quinta (31/10)”A ancestral”, obra que resgata a tradição das  benzedeiras, parteiras populares e umbandistas por meio da história de Dona Lourinha Maria Ferreira da Costa, mais

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Festival Potiguarias Visuais integra performances artísticas e projeção mapeada em evento gratuito

Redação

A Zona Norte de Natal recebe,no próximo sábado, 25 de abril, a quinta sessão do Potiguarias Visuais – Acessando a ZN. O festival de artes integradas, que reúne artistas locais em uma programação gratuita voltada à produção contemporânea, acontece das 18h às 22h, na Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa. A noite conta com a condução da artista circense Aranha como Mestre de Cerimônia e traz apresentações do Grupo de Improvisação Livre da UFRN, do espetáculo Ylê Ayê: ginga e fogo ancestral, da performance CARNE-CONCRETO, dos artistas CADIDJA e Santelmo, além de Pretta Soul, que apresenta seu novo show Depois dos 30. Com foco na experimentação e no diálogo entre linguagens, o festival propõe uma noite de encontros entre performance, música, manifestações culturais, projeções artísticas e uma exposição coletiva de artes visuais. A programação conta ainda com uma roda de conversa com os artistas Consuelo Vea Coroca e Acerola, além das produtoras do projeto, Christalina e Renata Marques. Ao todo, o evento reúne mais de 20 artistas potiguares e 32 trabalhos visuais de criadores de Natal (RN), Parnamirim (RN), São Paulo (SP), Diadema (SP) e Fortaleza (CE), em uma proposta que articula arte, território e tecnologia. Como parte das ações do projeto, foi realizada na última semana uma atividade formativa com estudantes da Escola Municipal Iapissara Aguiar, conduzida pela multiartista Christalina, da Bruxaria Digital, em parceria com integrantes do GIL – Grupo de Improvisação Livre da UFRN. “A vivência buscou aproximar os estudantes da arte contemporânea potiguar e incentivá-los a participar do evento. A proposta foi criar um espaço de troca e despertar o interesse desses jovens para a produção artística que acontece no próprio território”, destaca Christalina, também curadora e idealizadora do festival.  O Potiguarias Visuais atua na democratização do acesso à arte contemporânea na periferia, promovendo visibilidade para produções que transitam entre performance, música, poesia, artes visuais e tecnologia. “Esta edição propõe uma reflexão sobre os modos de criação na contemporaneidade, tensionando questões como hiperprodutividade, esgotamento, autonomia artística e coletividade. A mediação do projeto também sugere leituras como A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Não Vão Nos Matar Hoje, de Jota Mombaça, ampliando o debate para além da experiência no evento”, completa a artista. ServiçoO quê: Potiguarias Visuais – Acessando a ZNQuando: 25 de Abril de 2026Onde: Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal/RN)Quanto: Gratuito

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Mundo Zira vai até este próximo domingo no Museu da Rampa

Redação

A temporada da exposição interativa “Mundo Zira” em Natal se aproxima do fim. Em cartaz no Complexo Cultural Rampa até domingo (26), a mostra convida o público a aproveitar os últimos dias de visitação e conhecer uma experiência que conecta arte, literatura e tecnologia a partir da obra de Ziraldo. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do museu, conforme lotação do espaço. 42 mil pessoas já passaram pela exposição na capital potiguar, primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Desde a estreia, em novembro, foram realizadas 236 visitas educativas mediadas, que atenderam mais de 8 mil pessoas, sendo 7 mil estudantes de 30 municípios. Nos bastidores, a iniciativa mobiliza 73 profissionais (75% deles de Natal), entre curadoria, produção, educadores, técnicos, comunicadores, interatividade e equipes de apoio. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/exposicao-mundo-zira/3169427, ou na bilheteria do Museu da Rampa, de acordo com a lotação do espaço.

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Romaria: Márcio Benjamim lança novo romance de horror contemporâneo

Redação

Romaria: Um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi procura ajudar uma cidade vizinha a enfrentar o mesmo mal. Esse é o mote do novo livro do escritor Márcio Benjamin, intitulado Romaria, e representa a continuação do poderoso romance Fome, do mesmo autor. O lançamento será nesta sexta-feira (24), a partir das 19h, no Mahalila Café & Livros. Algumas desgraças não têm fim. Com uma prosa visceral, marcada pela oralidade nordestina e pela poesia bruta do sertão, Márcio Benjamin constrói, em Romaria, uma alegoria de nosso tempo: entre fantasia e horror, Romaria mergulha em temas sociais urgentes e reafirma o autor como a voz mais potente do horror contemporâneo. O profeta estava certo,  o Sertão virou mar. De sangue. Serviço O QUÊ: LANÇAMENTO DO LIVRO ROMARIA ONDE: MAHALILA 19H QUANDO: 24 04 GRATUITO

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Grupos de assobio

Joselito Muller

Há gestos que, mesmo em contextos sociais, históricos e políticos distintos conseguem a façanha de preservar um mesmo significado. Assobiar, por exemplo, é um gesto historicamente relacionado à vagabundagem em várias culturas ao redor do mundo. Prática de rufiões, vadios, estelionatários, patifes e tocadores de realejo, o abominável ato de assobiar – muito apreciado por sujeitos como Calígula e Leon Trotski, o que, por si só, já acende um alerta – voltou à moda. E já não se trata daquele sujeito isolado, que, sem nada útil com o que se ocupar, fica na calçada segurando uma gaiola com um passarinho dentro e, para incentivar o bicho a cantar, assobia. No exemplo acima, ao menos havia uma finalidade. Diferentemente, no entanto, tem sido a prática que ganhou força nos últimos dias, consistente na reunião virtual, via aplicativo Whatsapp, por meio do qual vários sujeitos estão integrando “grupos de assobio”.   Vagabundos de todas as laias, até então solitários em seus respectivos ócios, agora estão se reunindo para assobiar e ouvir os assobios uns dos outros. Poucos analistas contemporâneos estão se dando conta do risco que isso representa à nossa sociedade, que reforça a necessidade de proibir o uso de internet no país. O ato de assobiar, herdado de pretéritos escroques, é inadvertidamente utilizado nos dias de hoje para, por exemplo, avisar comparsas, em meio a empreitadas ilícitas, que a polícia se aproxima. Além disso, o proletário iletrado, sem consciência de classe, utiliza tal habilidade para assediar desafortunadas damas que passem próximo aos canteiros de obra. Também é comum assobiar subitamente ao se aplicar uma dedada fortuita no caneco de outrem, a quem se pretenda ridicularizar. Nota-se, portanto, que nada que preste relaciona-se ao assobio. Também do ponto de vista musical, o cretino sibilar é imprestável, como atestam as canções do Scorpions e Guns n’ Roses. Tomei conhecimento da existência de tais grupos de Whastapp por intermédio de meu filho adolescente. Nessa fase da vida, é comum que muitos garotos se tornem suscetíveis à vagabundagem e devassidão, possivelmente influenciados pela prática cotidiana do onanismo, que finda por afrouxar-lhes o caráter.   Daí atraírem-se por práticas malsãs, tais como soltar pipa, empinar motos ou bicicletas, ouvir funk e manifestar-se por meio de sibilos insolentes. Daí a pertinência das autoridades ficarem alertas para os grupos de assobio no Whatsapp, nos quais os escroques ali reunidos têm potencial de macular, com sua influência nefasta, a consciência dos...

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Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

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Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

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Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

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Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

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patrimônio histórico martinense

16/07/2024|

Cidade histórica de certa importância, Martins possuiu até meados do século XX, um dos mais interessantes conjuntos arquitetônicos, remanescente da era colonial. Toda a praça da matriz e algumas ruas, com seus casarões, faziam de Martins, a nossa Ouro Preto. Sem a magnificência da antiga Vila Rica, é claro. As casas de cumeeiras altas, ligadas umas às outras, tinham portas e janelas arqueadas, abrindo para as calçadas, onde, tardezinha, colocavam-se cadeiras, para as rodas de conversa. O conjunto era muito simples, mas harmonioso e característico de uma era. E, embora um tanto rústico, agradava à vista; se tivesse sido bem conservado, despertaria, hoje em dia, interesse turístico, além da sua importância histórica. Eu tive o privilégio de viver a infância nesse cenário encantador, mas, ainda menino de calças curtas, fui testemunha das primeiras agressões ao patrimônio histórico martinense. Dois ou três casarões derrubados para dar lugar a construções em pretenso estilo moderno. Depois veio a mania das “plásticas” desfiguradoras de belíssimas fachadas coloniais. Na ausência de uma mentalidade preservacionista, quase todas as casas do centro histórico tiveram suas linhas originais alteradas, daí resultando um pot-pourri modernoso e brega. Salvaram-se o velho sobrado da Rua Cel. Demétrio Lemos, atual sede do...

os chicos

16/07/2024|

Nesta sexta-feira (19), a partir das 19h30, o Teatro Alberto Maranhão (TAM) será palco de uma noite mágica e inesquecível, onde a arte e a música se entrelaçam para homenagear uma das maiores vozes do Brasil: Elis Regina. O projeto musical Os Chicos apresenta É Luz, um espetáculo dedicado à incomparável Elis, trazendo novos arranjos e interpretações para os clássicos que marcaram a carreira da eterna Pimentinha. Elis Regina, um ícone da música brasileira, deixou um legado que atravessa gerações. Sua voz potente e emotiva, sua interpretação visceral e sua presença de palco magnética a tornaram uma das artistas mais celebradas e amadas do Brasil. Cada nota cantada por Elis ressoava com uma sinceridade e uma paixão únicas, capazes de tocar profundamente o coração do público. O projeto Os Chicos abraça essa herança com respeito e criatividade, propondo uma releitura das canções que eternizaram a cantora. Com uma banda composta por músicos talentosos e apaixonados e com direção musical de Eduardo Taufic, o espetáculo promete emocionar e encantar a todos os presentes. Os Chicos não apenas revivem as músicas, mas também trazem novas camadas de interpretação, destacando a contemporaneidade e a universalidade da obra de Elis. A produção é cuidadosamente...

Fest Bossa & Jazz anuncia as primeiras atrações para sua 30ª edição

15/07/2024|

A produção do Fest Bossa & Jazz está na contagem regressiva de 30 dias até o início da 30ª edição deste importante Festival. E, com isso, começa a liberar os nomes das atrações que irão compor a line-up deste ano. Marcado de 15 a 18 de agosto, na graciosa Praia da Pipa – Tibau do Sul/RN, o Fest promete 36 shows gratuitos na rua e em estabelecimentos parceiros. Entre os primeiros nomes confirmados estão: Paula Lima (São Paulo/SP), renomada cantora e compositora de MPB, soul e funk. Para o Fest, ela traz “Eu, Paula Lima – O Baile”, um show para dançar sob a égide do melhor do soul music, do samba rock e de outros ritmos sacudidos que colocaram Paula Lima entre os principais nomes do País. No repertório também, sucessos autorais como “Guarda-Chuva”, “Clareou” e a nova “Aqui só dá você” e, pinceladas por outros clássicos que vão de Hyldon a Tim Maia, de Jorge Ben Jor ao parceiro de muitas jams, Seu Jorge, Paula enaltece a força da mulher brasileira em números que passam por Rita Lee, Elza Soares, Alcione e até clássicos da disco, como “Got be Real”, de Cheryl Lynn. Outra presença confirmada é da Regina Casaforte & Mazinho Viana (RN). A intérprete Regina, conhecida por...

laura mavi

15/07/2024|

A bailarina potiguar Laura Mavi venceu o Super Grande Prêmio Fendafor 2024. O Fendafor é o maior festival de dança do Ceará e hoje é considerado o segundo maior do país, atrás apenas do Festival de Joinville. É um festival decano, iniciado em 2000 e reúne alguns dos melhores grupos de dança do Brasil. Um evento iniciado com apenas 35 grupos e que hoje congrega mais milhares de bailarinos e centenas de grupos em sua programação. São várias etapas realizadas nas cinco regiões do Brasil. No Rio Grande do Norte o “FendNatal” foi realizado no último mês de abril, no Teatro Alberto Maranhão, no qual alcançou o segundo lugar com o solo Rígel, da coreógrafa também potiguar, Thaise Galvão e, consequentemente, o passaporte para a competição nacional, o Super Grande Prêmio Fendafor, reunindo os melhores bailarinos de todas as etapas para a competição dos Campeões dos Campeões. E apresentando o mesmo solo, Laura Mavi trouxe o prêmio para o Rio Grande do Norte. Com a vitória, a bailarina potiguar também recebeu carta convite para se apresentar no FesTival Internacional de Dança no Espírito Santo, e da Competição Internacional Livorno in Danza (Itália), em 2025. “Só tenho a agradecer a Thaise...

nosso bodó

15/07/2024|

Inspirado na cultura e no povo nordestino, o espetáculo Nosso Bodó – O Retrato do Nordeste, está na sua quinta montagem para o teatro, e pela terceira vez no palco do Teatro Alberto Maranhão. A apresentação acontece no dia 18 de julho, às 19h30, com classificação indicativa livre e acessibilidade em Libras. A produção passeia por todas as gerações do forró com alegria e irreverência, e conta, em forma de dança, diversos causos e costumes do cotidiano nordestino com muito bom humor. Esse ano o espetáculo traz a acessibilidade em Libras e convida a Associação de Surdo de Natal para prestigiar o evento. O espetáculo é idealizado e dirigido por Marcelo Santos, com direção artística da professora e bailarina Tatyelli Raulino, produção de Émille Araújo e corpo de baile da Cia PraDançar. “Para nós é muito gratificante estar na quinta montagem completa desse espetáculo, isso representa a potência que esse trabalho tem, sendo recriado e apresentado a cada ano, sempre com muita alegria e respeito com a nossa cultura”, comentou o diretor. Com músicas tradicionais do forró, irreverência e humor, a diretora artística afirma que todos irão se identificar com a trilha e com as histórias contadas ao longo da...

carlos henrique

15/07/2024|

O gênero musical representado pelo icônico Bob Marley agora tem espaço cativo na rádio. Estreou no último sábado o programa ‘Nas Ondas do Reggae’ na FM Muriú de Ceará-Mirim, com apresentação de Carlos Henrique ‘JaHmaica’, colecionador e produtor cultural do tradicional Tributo a Bob Marley em Ceará-Mirim. O Reggae rola das 12h até às 14h, todos os sábados e com reprise aos domingos com o melhor do reggae potiguar, nacional e internacional, além de histórias, curiosidades e agenda cultural sobre o ritmo jamaicano amado em todo o planeta. Ouça ‘NAS ONDAS DO REGGAE’ um mar de positividade no seu final de semana! Serviço Onde? FM Muriu. 87,9 Ouça on-line: www.fmmuriu.com.br Quando? Sábado com reprise no domingo Que horas? 12h às 14h Apresentação: Carlos Henrique ‘JaHmaica’   @fmmuriu

A crítica musical está sempre certa?

13/07/2024|

Mário de Andrade, um dos expoentes do modernismo brasileiro, era escritor, poeta, crítico literário, musicólogo, folclorista e ativista cultural. É considerado por muitos como o primeiro grande crítico da música brasileira, além de ter sido professor e pianista. No campo da música, foi o primeiro grande pesquisador das inúmeras vertentes da música tradicional do Brasil.  Depois dele, com o passar dos anos, surgiram outros nomes que se notabilizaram como críticos musicais. No final dos anos 60 e por toda a década de 1970, as TV’s passaram a exibir programas onde se destacavam as presenças de críticos musicais que analisavam os lançamentos de discos de artistas conhecidos e iniciantes e dentre estes críticos, dois se projetaram nacionalmente: Alfredo Borba e Carlos Renato. Alfredo Borba era um crítico musical feroz. Também era músico, jornalista esportivo e compositor. Duas músicas de sua autoria chamaram a atenção de Paulo Machado de Carvalho, dono da TV e da rádio Record na década de 60 (e chefe da Delegação da seleção brasileira campeã na Copa do Mundo de 1958): “Marcha da Vitória” e “Marcha dos Campeões do Mundo”. O sucesso da “Marcha dos Campeões do Mundo” lhe rendeu um convite do empresário paulista para apresentar um...

Casa da Ribeira

12/07/2024|

A Escola de Criação da Casa da Ribeira segue com o cronograma para o segundo semestre de 2024 e, em breve, abrirá as inscrições para os dois últimos cursos de formação, sendo eles: O “Moinho de Ideias” que será ministrado por Clotilde Tavares e o Laboratório Dramatúrgico: “Dramaturgias Clássicas e Documental e Ancestralidade como Potência” com Henrique Fontes e Alessandra Augusta. Todos os cursos têm garantia de acesso de 50% das vagas para a população negra/parda, pessoas LGBTQIAPN+ e estudantes da rede pública de ensino e egressos. As inscrições são gratuitas! Conheça um pouco sobre os ministrantes dos próximos cursos da Escola de Criação – Clotilde Tavares (curso Moinho de Ideias) – é artista, cordelista, escritora, atriz, dramaturga, folclorista, pesquisadora, violoncelista, médica e professora aposentada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Nasceu na Paraíba, mas reside em Natal há anos. Após a aposentadoria, segue em plena atividade cultural. É autora de vários livros, mais de dez peças escritas e encenadas. Será ministrante do curso Moinho de ideias na Escola de Criação. – Henrique Fontes (Laboratório Dramatúrgico: “Dramaturgias Clássicas e Documental e Ancestralidade como Potência”) – Ator, diretor, dramaturgo e produtor, Henrique é natural de Manaus e radicado em Natal, cidade na qual construiu uma carreira sólida. Na bagagem, muitas...

Jose_de_castro

11/07/2024|

O escritor José de Castro lança seu novo livro “Passarada – Ave-poema” neste sábado, na Livraria Palavraria. Com uma carreira literária de 22 anos, Castro é um escritor que muito contribui com a literatura potiguar, com diversos títulos de sucesso voltados para o público infantil, juvenil e adulto. “Passarada – Ave-poema” traz uma linguagem poética para retratar pássaros e aves da fauna brasileira em situações divertidas, destacando suas cores vibrantes, cantos melodiosos e encantos naturais. As ilustrações do pernambucano Carlos Varejão enriquecem ainda mais a obra, criando um diálogo mágico entre poesia e imagem, transportando os leitores para cenários deslumbrantes. Recomendado para crianças em idade escolar, este livro promete encantar leitores de todas as idades. A Editora CJA, com a qual o autor tem diversos livros publicados, convida todos a embarcarem nesta encantadora jornada literária. A obra foi subsidiada por meio de Seleção Pública da Lei Paulo Gustavo, promovida pela Prefeitura do Natal e Ministério da Cultura. José de Castro José de Castro nasceu em Resplendor/MG. Mora no Rio Grande do Norte desde 1976. Escreve para crianças e para adultos. É autor de 21 livros até o momento. Seu primeiro livro infantil foi A marreca de Rebeca (2002). Depois, vieram...

estrela vermelha

11/07/2024|

ESTRELA VERMELHA Autor: Aleksandr Bogdanov Tradução: Paula Vaz de Almeida e Ekaterina Vólkova Américo Editora: Boi Tempo Ano: 2020 Páginas: 183   Um tropo bem recorrente dos filmes e livros de ficção em que ocorre nosso contato com civilizações alienígenas é a da guerra de extermínio. A noção de que uma civilização mais desenvolvida tecnologicamente (uma civilização extra terrestre que chega por aqui) representa uma ameaça existencial para uma humanidade ainda em um estágio inferior que não domina técnicas de viagens interplanetárias, é um tropo muito recorrente no imaginário das sociedades capitalistas. As origens desse tipo de recurso literário (o do extermínio de uma civilização “inferior” por outra “superior”) sem nenhuma dúvida podem ser vinculadas ao processo de colonização patrocinado pelos europeus nas Américas, África e Ásia, entre os séculos XVI e XIX. O mito de uma civilização superior que domina civilizações menos desenvolvidas não apenas contaminou ideologicamente as explicações da historiografia ocidental para a expansão do período das chamadas “grandes navegações”, mas também impulsionou autores de ficção, tanto europeus quanto norte americanos, a imaginar que alienígenas que por ventura nos visitem farão com a humanidade aquilo que eles mesmos fizeram com os povos originários da América e com as...

Idyane Franca

10/07/2024|

“Revelia” traz ilustrações da própria escritora e prefácio da pesquisadora Constância Lima Duarte “A cada poema a escritora tem sua alma desvelada, despida e transbordante” é dessa forma que podemos resumir o livro “Revelia”, da jornalista e poeta Idyane França. A obra será lançada no dia 25 de julho, no Mahalila Café e Livros, às 18h, e teve sua pré-venda iniciada nesta segunda (05) pelo Instagram da escritora @idyfranca. Escrita em 2020, em plena pandemia do COVID-19, a obra conta com o prefácio da doutora em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo, mestre em Literatura Portuguesa pela PUC-RJ e pesquisadora do CNPq, Constância Lima Duarte. “Escrito num momento em que as pessoas estavam enclausuradas, bombardeadas por notícias mórbidas e inseguras com o por vir, Revelia foi a forma que encontrei para manter minha sanidade mental nesse período. Além de ser um livro que há muito tempo sonha com a liberdade de mundo, com o encontro de outros lares, de outros sentidos e de outras almas”, afirma Idyane França. Editada pela JV Publicações, a obra possui ilustrações feitas pela própria escritora que trazem desde traços minimalistas às aquareladas explosões de sentimentos. Leia abaixo parte da sinopse da publicação: “Revelia é...

Sábado no Mercado traz exposição, lançamento literário e exibição de filme

10/07/2024|

No próximo dia 13 de julho, das 10h às 16h, o Mercado Cultural de Petrópolis será palco da quarta edição do evento “Sábado no Mercado”. Organizado pelos próprios permissionários, o evento busca revitalizar o espaço e promover o comércio local através de uma programação diversificada, cheia de arte, livros, cinema, fotografia, artesanato, música e muita comida boa. Entre as atrações, destaca-se o Cinema no Mercado, que nesta edição exibirá o documentário “Cordel na Cena Natalense”. Esta obra audiovisual leva para a tela o universo cordeliano na capital potiguar, dando voz a artistas, pesquisadores e amantes dessa literatura popular. Na Sala de Exposição João Maria Alves, a exposição “Pinta Natalense” de Meysa Medeiros retrata um tipo jovem da periferia de Natal. Os registros de três adolescentes foram realizados nos bairros das Rocas, conjunto Santa Catarina e Felipe Camarão e chegaram a ser publicados em 2017 na revista “Fotografe Melhor”, veículo de circulação nacional voltado para o segmento de fotografia. No Sebo Gajeiro Curió, será lançado o livro “O Menino que Enfrentou Lampião – A Saga de Rodolfo Fernandes”, que conta a biografia do Prefeito de Mossoró à época da invasão de Lampião. O episódio marcou a primeira e única derrota de...

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