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Esso Alencar estreia show em homenagem a Renato Russo nesta sexta

Redação

Dentre todos os poetas do rock brasileiro, Renato Russo desponta entre os que cantaram toda uma geração de brasileiros. Sua obra marcou os anos finais do século XX e ressoa até hoje, como uma das mais notáveis da época, marcando a saída do país da repressão e os horizontes da juventude daquele período. O vocalista da banda Legião Urbana foi autor de uma série de sentenças cheias de poesia que moldou o pensamento de parte da sociedade brasileira até a sua morte, em 1996. Suas letras marcantes ajudaram a constituir o perfil dos jovens que estavam saindo de uma ditadura grotesca e violenta que havia sido exercida pelos militares por mais de duas décadas.    Trinta anos depois, para relembrar a obra inesquecível do cantor e compositor da Legião Urbana, o músico Esso Alencar abre uma circulação pelo circuito noturno de Natal e região metropolitana, fazendo uma releitura de grandes sucessos da banda em versões acústicas, para ser cantado junto com o público em cada lugar. Estão no repertório algumas das faixas icônicas de vários álbuns lançados pelos brasilienses, especialmente as clássicas canções do disco Dois, lançado em 1986 e que completa 40 anos agora (Quase sem Querer, Acrilic on Canvas, Daniel na Cova dos Leões, Fábrica etc). Mas também estarão contempladas parcerias como ‘Mais Uma Vez’, com Flávio Venturini, gravada originalmente pelo 14 Bis. Para além das mais conhecidas, faixas como ‘A Fonte’, ‘Se Fiquei Esperando meu Amor Passar’ e ‘Marcianos Invadem a Terra’ também integram essa mostra que se presta a refletir, cantar e aplaudir um dos compositores mais influentes da música brasileira no século passado, sem deixar de destacar sua verve interpretativa em performances memoráveis. Mas o grosso do conteúdo é bem manjado (Ainda é Cedo, Faroeste Caboclo, Tempo Perdido) e os arranjos foram adaptados para permitir uma interação da plateia, cantando e vibrando junto com a música. O local escolhido para a estreia é o Bar do Coelho, tradicional reduto da boemia natalense há exatamente meio século, e que justamente por estar comemorando o seu cinquentenário foi eleito para sediar este evento com tantas celebrações. O local fica atrás da histórica Igreja do Galo, à Rua Padre Pinto – 705, no centro da Cidade Alta. O evento será nessa sexta (09/10), com início às 19h.As entradas poderão ser adquiridas no local ($15). Crédito da foto: Marcelo Barroso

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Artemilson Lima e Antônio Ronaldo

Artemilson Lima e Antônio Ronaldo apresentam “ÓTIMO”: música, poesia e ironia no palco do TAM

Redação

Álbum reúne 12 canções que transitam entre rock, blues, MPB, humor e crítica social. Show acontece em Natal, com entrada gratuita. Há palavras que afirmam, outras interrogam. Algumas escondem ironias. Outras, diante dos absurdos do mundo, parecem ser a única resposta possível. “ÓTIMO”, título do álbum que une os músicos e compositores Artemilson Lima e Antônio Ronaldo, pertence a todas essas categorias. É afirmação e provocação, humor e inconformismo, um modo de rir das contradições da vida sem desistir de compreendê-las. É nesse território de encontros entre música e palavra que os dois artistas apresentam, nesta quarta-feira (14/10), a partir das 20h,  no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, o show de lançamento do disco, que reúne 12 canções e percorre diferentes paisagens sonoras, tendo o rock como fio condutor. A apresentação tem entrada gratuita. Lançado nas plataformas digitais em 26 de setembro, o álbum é resultado de uma parceria construída ao longo do tempo, alimentada pelo compartilhamento de poemas, textos e composições. Desse diálogo entre dois criadores nasceu um repertório que observa o cotidiano por suas frestas, reconhece o absurdo escondido na rotina e transforma inquietações individuais em matéria musical. Com produção e direção musical de Donizete Lima, “ÓTIMO” percorre caminhos que passam pelo rock, pelo blues e pela MPB, sem se prender a fronteiras de gênero. A música acompanha a palavra, mas também abre espaço para o inesperado: a ironia que desarma, o humor que revela, a poesia que desloca o olhar e a crítica que dispensa o tom de sermão. As 12 faixas — “Província Moderna”, “Pobres”, “Ilha dos Homens Bons”, “O Mundo”, “Periferia”, “Por Acaso, a Providência”, “Sigamos”, “Barganha”, “Questão de Tempo”, “Eu Não”, “Rebossa Nessa Joça” e “ÓTIMO!” — compõem um painel de observações sobre a sociedade, a política, as relações humanas e os paradoxos do tempo presente. A canção que dá nome ao álbum nasceu de um texto de Artemilson Lima musicado por Antônio Ronaldo. A palavra, aparentemente simples, ganha camadas de significado ao longo do trabalho. Pode expressar contentamento, carregar sarcasmo ou funcionar como uma resposta atravessada diante de situações que, de tão absurdas, quase dispensam comentários. Entre uma acepção e outra, permanece a possibilidade de encontrar no humor uma forma de resistência e na arte um espaço para a esperança. Entre a crítica e o riso O conteúdo social e político atravessa o repertório, mas não se apresenta como palavra de ordem. Em...

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Augusto Cury

Augusto Cury, um mentiroso

Fernando Luiz

Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta, professor e um dos escritores mais lidos do Brasil, com mais de 35 milhões de exemplares vendidos no país e publicados no exterior. Candidato a Presidente da República, no primeiro turno obteve pouco mais de três milhões de votos. Assim que o resultado das eleições foi conhecido, ele apressou-se em afirmar neutralidade no segundo turno. Curiosamente, ao tomar a decisão de ficar neutro, contrariou o que havia “ensinado” aos seus leitores em um dos seus livros de maior sucesso: Nunca Desista Dos Seus Sonhos. Atualmente o escritor está na Europa, ou seja: foi pra bem longe (aparentemente para manter a sua posição de neutralidade). Só que a máscara dele caiu: ele mudou de ideia, foi contra tudo o que apregoava nos seus livros e decidiu antecipar seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, indo contra a maioria dos dirigentes municipais do Avante – partido ao qual se filiou este ano (com certeza apenas para concorrer às eleições presidenciais) – cuja maioria manifestou apoio à reeleição do presidente Lula no segundo turno, entre eles, o presidente estadual da legenda, Gustavo Henrique e na Bahia, e o dirigente Ronaldo Carletto. Nos seus livros de autoajuda, Augusto Cury costumava citar ocasionalmente trechos do novo testamento. Todos sabem que a mensagem do Cristo era dirigida aos “pobres de espírito” (os pobres de verdade), como está escrito no Sermão da Montanha que, como afirmou Ghandi, “Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade e só se salvasse ‘O sermão da montanha’, nada estaria perdido.” Com sua decisão de apoiar um Bolsonaro, Augusto Cury não foi apenas contra o que “ensinou” aos seus leitores: pior do que isso, mostrou que sua palavra não é confiável e, com certeza, traiu milhares de seus eleitores. Gosto muito de ler, mas nunca li um livro de Augusto Cury. Graças a Deus. Pra mim, Augusto Cury não passa de um mentiroso. Crédito da foto: Érico Andrade/g1

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Montmartre

TERRA ESTRANGEIRA: O calor que derrete a neve

Pablo Capistrano

Paris – França, 10 de Fevereiro de 2018.  Depois que chegamos do hospital ontem com Sarah, saímos, eu e Ana, quase meia noite, para procurar uma farmácia aberta pelas ruas de Montmartre. Como era sábado, o dia internacional do agito noturno, a vizinhança do edifício em que estávamos na Rue Victor Massé, 13, fervia com uma badalação que faria qualquer natalense afeito às atividades boêmias, chorar de emoção.   Bares, pubs, restaurantes, teatros, sex shops e ambientes com jeito de bordeis baratos (como um lugar com o curioso nome de Dirty Dick), sempre cheios de gente, se espalham pelas ruas ao redor do nosso hotel. Essa área da cidade, onde nos encontramos agora, lá por volta do século XIX, naquelas noites em que Baudelaire, Rimbaud e Paul Verlaine caminhavam sobre a terra, era famosíssima pelos seus cabarés e pelas apresentações de can can, que rolavam soltas nos teatros da vizinhança. Inclusive, bem em frente ao prédio onde fica a nossa hospedagem, no número 12 da mesma rua, ficava o primeiro endereço do Le Chat Noir, inferninho parisiense frequentado por Toulouse Lautrec, que sempre baixava por essas bandas transitando pelos becos daquela Montmartre de fim de século, em busca de personagens para suas pinturas. De fato, o espírito daquela zona de Paris me pareceu bem mais quente, diverso e efusivo do que a de outras capitais europeias que já pude frequentar. Mesmo a musical Praga ou a imponente Viena, me pareceram bem mais “frias”. Até a quente Lisboa (para os padrões aqui do norte global) me soou mais sóbria, quase fúnebre. Já a sofisticada Londres, se apresentou para nós, transeuntes desse mundo globalizado, egressos da Taba de Poty, bem mais fleumática do que a capital francesa, que ousa rimar a exuberância de uma arqueologia arquitetônica moderna, com um certo  “joie de vivre”, que me fez lembrar o “amundiçamento” latino que captei nas ruas de Nápoles, no finalzinho do século passado. Um outro detalhe curioso é que aqui os casais se beijam, se abraçam e se tocam em público. Coisa que não me pareceu muito comum em outras capitais que visitei neste velho mundo. Guardada as devidas proporções momescas, embriaguez, amor e sexo parecem dar o tom nesse feriado, comemorado em meio à neve que derrete pelas calçadas de Montmartre. Algo, diga-se de passagem, que me faz ter uma boa nostalgia dos carnavais que passei em Salvador. Mesmo o frio sendo de rachar...

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As divas do teatro potiguar: Carminha Medeiros e Ana Francisca

Redação

A semana tem nesta quarta (7) um evento com importância histórica: o lançamento de dois curtas que documentam os percursos profissionais de duas atrizes potiguares atuantes no Teatro do RN há pelo menos meio século. Com direção de Bárbara Cristina, os filmes retratam as trajetórias de duas das principais artistas da cena teatral potiguar, Ana Francisca e Carminha Medeiros, que discorrem sobre os muitos momentos dedicados às suas atividades, desde que iniciaram a trabalhar na área. Trata-se de uma oportunidade para conhecer melhor um pouco dessas duas mulheres que ajudaram a construir a história do teatro no estado, que terão suas vidas contadas por si mesmas, recebendo um merecido reconhecimento pelo que fizeram através da Arte. Bárbara, que também é atriz e produtora cultural, reforça a importância desse seu trabalho, que almeja construir uma memória para o universo feminino na área teatral a partir desses registros iniciais, com a ambição de se tornar uma série documental onde muitas outras atrizes possam ser também incluídas. A largada para ‘As Divas do Teatro Potiguar’ se tornou possível graças ao apoio do SEBRAE-RN, através do seu edital anual de Economia Criativa. As locações foram feitas no TAM – Teatro Alberto Maranhão e Teatro SESC Sandoval Wanderley, palcos onde as duas atuaram durante suas carreiras. O evento, com projeção da primeira exibição aberta ao público acontece no Auditório do CTC, o Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França, antigo IFRN da Cidade Alta, no endereço Rua Princesa Isabel – 758, a partir das 19h e tem entrada gratuita.

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maria liz

Titan Vinyl Store anuncia pré-venda exclusiva em vinil do compacto de estreia de Maria Liz

Redação

“Flerte Tropical” ganha edição limitada de 300 cópias em vinil vermelho 180g; projeto marca a transição poética e sonora da cantora e compositora potiguar. ​A Titan Vinyl Store orgulhosamente anuncia o lançamento da pré-venda do compacto em vinil (7″) Flerte Tropical, trabalho de estreia da cantora e compositora potiguar Maria Liz. O disco, que marca a gênese de uma trajetória musical pautada pela entrega e pela verdade, captura o rito de passagem de uma artista que transforma memórias afetivas e composições guardadas em uma obra tátil, poética e atemporal. ​Flerte Tropical é uma imersão poética por sentimentos, sonoridades e metáforas. O compacto transita pelas descobertas de quem explora a vida e suas diferentes formas de afeto — desde os desejos do corpo até os anseios mais profundos da alma, onde a própria música se faz refúgio. Sonoramente, Maria Liz une a frescura do novo pop à essência marcante da MPB e do indie, resgatando influências afetivas como os acordes que ouvia no carro da mãe durante a infância. “Mapeei com carinho tudo o que amei, senti e vi ao longo da vida: das coisas mais simples, como falar de amor e desejo, a devaneios mais complexos sobre nossos caminhos. Este disco é o retrato de uma fase jovem, um ponto de partida que agora ganha o mundo e chega às vitrolas”, destaca Maria Liz. ​Celebrando a cultura do formato físico e o cuidado analógico, o lançamento chega ao mercado em uma edição especial de colecionador: ​Formato: LP Compacto (7″) — 33 RPM​Prensagem: Vinil Vermelho Especial 180g (Alta Fidelidade)​Tiragem: Edição estritamente limitada a 300 cópias.​ Encarte exclusivo frente e verso em papel couchê 150g com letras e ficha técnica​Lançamento da Titan Vinyl Store​Previsão de Chegada: 30 de Novembro ​REPERTÓRIO DO DISCO (TRACKLIST) ​Lado A Flerte Tropical​Euforia ​Lado B Uma Palavra ao Paraíso (Interlúdio)Garoa

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Não gosto de fofoca

Sheyla de Azevedo

É mentira! Eu gosto de fofoca. Tem gente que diz que não gosta de fofoca, mas eu acho que é mentira! Eu não estou falando de gente maledicente, invejosa e ressentida que vibra com os infortúnios dos outros. Que fala coisas para difamar ou degradar, sem medir consequências e, às vezes, até mesmo sem provas. Só pelo simples fato de que gozar da desgraça alheia é a única maneira que elas têm para não encarar suas vidas vazias de sentido. Isso não é fofoca. Isso é maldade. Eu falo daqueles detalhes da vida alheia que ficamos sabendo e que é absolutamente divertido, improvável, surpreendente, ou até mesmo previsível, dentro das devidas circunstâncias. Mas é, digamos, um tempero da vida! Um momento para você sussurrar ao lado de uma amiga ou amigo aquela informação indiscreta – que não tem nada a ver com sua própria vida – mas, que você mergulha nessa clandestinidade; seja quando você é o interlocutor da fofoca, seja quando você é a pessoa escolhida para ouvir a fofoca. Se tiver um grupo animado conversando perto de você, pode ter certeza de que tem fofoca ali. Eu já fiquei ouvindo a conversa entre duas pessoas sentadas no ônibus. Não lembro de nada! Mas, na hora, foi maravilhoso poder ouvir uma fofoca ainda mais alheia do que as fofocas que pertenceriam a mim mesma e ao meu entorno. Gente, eu amo uma boa fofoca. Vou dar um exemplo: você nota que coisinha vive implicando com coisinho. E não parece fazer sentido algum, afinal eles dois não têm relação alguma. Aí, de repente, você descobre que coisinha e coisinho já foram casados, em priscas eras. Abre-se um portão de luz à sua frente. Tudo começa a fazer muito mais sentido do que antes. Você se sente até meio inocente diante daquela nova realidade que se mostra diante de você. Quem nunca desejou ser uma formiguinha para saber o que de fato aconteceu naquele dia, em tal lugar, com tais pessoas ou é hipócrita ou não sabe curtir a vida. Vamos combinar, fofocar é dar uma trégua das próprias tretas; tirar uma folga dos nossos próprios problemas, silenciosamente escondidos das redes sociais. Ergamos as taças! Mas, jamais mostremos as dívidas de cartão! Afinal, só se vive uma vez, não é mesmo? Quando eu pedi a Serginho para ter uma coluna aqui no PAPO CULTURA, minha proposta para ele foi escrever sobre...

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Projeto Sesc Apresenta: Artes Cênicas contará com dez espetáculos gratuitos

Redação

O Sesc RN inicia em outubro a programação do “Sesc Apresenta: Artes Cênicas 2026”, projeto que reúne dez espetáculos produzidos por artistas e grupos potiguares. As apresentações são gratuitas e acontecem de 17 de outubro a 12 de dezembro, sempre às 19h, no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, no bairro Alecrim, em Natal.  A programação reúne diferentes gêneros, estilos e formatos, com trabalhos que abordam temas ligados à cultura nordestina, identidade, memória, diversidade, infância, saúde mental, ancestralidade e cultura popular. Entre os espetáculos estão “Desassossego”, da Cia A Máscara de Teatro; “Missão: Matinê”, do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare; “Candeia” e “No Coração da Lua”, do Grupo Estação de Teatro; “Nosso Bodó: O Retrato do Nordeste”, da Cia Aviar; “Chico Jararaca”, da Trapiá Cia Teatral; “Aparecida”, da Cia Escarcéu de Teatro; “A invenção do Nordeste”, do Grupo Carmin; “SER(tão)”, da Movidos Dança; e “Anavantú: Um passo pra frente e dois para trás”, do Grupo Rebuliço de Teatro. Para o público, os ingressos serão disponibilizados em dois lotes. O primeiro poderá ser retirado no Portal de Eventos do Sesc RN um dia antes de cada apresentação. O segundo estará disponível presencialmente no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, uma hora antes do início de cada espetáculo. Para o presidente do Sistema Fecomercio RN, Marcelo Queiroz, o projeto valoriza a produção do nosso estado e fortalece a cultura como instrumento de formação, reflexão e transformação social. “Investir em cultura é também investir nas pessoas e na valorização da nossa identidade. Com o Sesc Apresenta Artes Cênicas estamos criando novas oportunidades para os artistas potiguares apresentarem seu trabalho e, ao mesmo tempo, ampliando o acesso do público a uma programação diversa e de qualidade”, afirma. Sesc Apresenta: Artes Cênicas Realizada por meio de edital de seleção, o Sesc RN selecionou propostas de artistas e profissionais residentes no estado. O edital prevê R$ 100 mil em cachês artísticos, sendo R$ 10 mil destinados a cada espetáculo selecionado. Mais do que levar espetáculos ao palco, o Sesc Apresenta Artes Cênicas busca fortalecer a produção artístico-cultural do segmento no estado, incentivar a criação, a experimentação e a reflexão, além de ampliar o acesso da população à cultura. A proposta também valoriza a diversidade cultural e a dimensão educativa da experiência artística. A iniciativa integra a atuação do Sesc RN como incentivador da produção cultural potiguar. Em 2025, a instituição investiu R$ 11,3 milhões no programa Cultura, alcançando mais...

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Fest Bossa & Jazz anuncia que este ano não acontecerá em Pipa

15/07/2026|

A Juçara Figueiredo Produções vem, por meio desta nota, informar ao público, parceiros, artistas e a todos que acompanham a trajetória do Fest Bossa & Jazz que, infelizmente, não será possível realizar a edição do festival em Pipa neste ano. Por respeito ao público que, ao longo dos anos, tem prestigiado e ajudado a construir a história do evento, entendemos que é importante comunicar essa decisão de forma clara e transparente. Em 2026, o Fest Bossa & Jazz completa 17 anos de existência, somando 32 edições realizadas nos mais belos destinos do Rio Grande do Norte, sempre com acesso totalmente gratuito ao público. Para que o Fest Bossa & Jazz aconteça com a qualidade e a estrutura que o público merece, é indispensável contar com o apoio financeiro e institucional de empresas patrocinadoras e do poder público. Neste ano, a ausência do patrocínio e do apoio do poder público necessários inviabilizou a realização da edição de Pipa. Recebemos essa notícia com tristeza, mas também com a certeza de que o festival construiu um legado importante para a cultura, o turismo e a economia criativa do nosso Estado. Ao longo desses 17 anos, o Fest Bossa & Jazz levou música, formação...

Cláudio Galvão - foto de Sergio Vilar

15/07/2026|

O escritor e pesquisador Thiago Gonzaga presenteou nosso blog com esta entrevista inédita de Cláudio Galvão, na internet, feita em 2015. Um verdadeiro deleite. É o retrato vivo de uma Natal de nunca mais, saudosa, docemente provinciana. E Cláudio estava lá para nos repassar, neste relato, alguns registros primorosos. E Thiago esteve aqui, neste tempo mais contemporâneo, para provocar Cláudio a confessar, sem intenção alguma, todo o seu gabarito como pessoa e intelectual. Sua resposta para a pergunta 12, atesta isso. Boa leitura! 1- Claudio Galvão onde você nasceu? Conte-nos um pouco da sua infância e juventude. Nasci na Rua Ulisses Caldas – não vou dizer o ano porque você vai espalhar por aí, mas era um tempo em que o bonde subia a ladeira da Ribeira, dobrava à direita e passava em frente à minha casa. Eu botava tampinhas de garrafa nos trilhos para ele passar por cima, amassar, e eu ter moedas para brincar de dinheiro. Depois, meus pais se mudaram para a Rua João da Mata, em frente ao Potengi; tempo de medo dos blecautes durante a guerra. Depois, Rua Vigário Bartolomeu; lá, eu passava pela casa de Jorge Fernandes, ele na janela, pijama azul claro de mangas...

Décadas após uma planta medicinal virar caso de polícia, um documentário sobre o fato estreia em Cruzeta

15/07/2026|

Trinta anos após uma investigação policial transformar uma planta medicinal em caso de polícia, os moradores de Cruzeta, pequena cidade do semiárido do Rio Grande do Norte, voltam a uma pergunta que atravessa gerações: afinal, era liamba ou maconha? Essa é a provocação central de “Liamba, um santo remédio”, documentário dirigido por Luara Schamó e Manoel Batista que revisita um dos episódios mais marcantes da memória coletiva do Seridó potiguar e que terá sua pré-estreia no próximo dia 18 de julho, no Balneário Público de Cruzeta-RN, a partir das 21 horas. Em 1996, uma planta cultivada há décadas em quintais, praças e espaços públicos passou a ser alvo de investigação policial após ser confundida com maconha. O episódio mobilizou autoridades, resultou em buscas, apreensões e na destruição de plantas utilizadas pela população em práticas medicinais e espirituais. A história ganhou repercussão nacional e, anos mais tarde, voltou a circular intensamente na internet, transformando-se em um “meme” nas redes sociais, conhecido por milhões de pessoas e perpetuando um estigma que seus moradores carregam até hoje. Partindo dessa memória coletiva, o documentário reúne moradores, familiares, pesquisadores, lideranças religiosas e especialistas para reconstruir os acontecimentos e compreender seus desdobramentos ao longo de três décadas....

“Leite em pó”, longa-metragem potiguar fará sua estreia no 54º Festival de Gramado

15/07/2026|

O filme é uma coprodução internacional entre Brasil e França (Vitrine Filmes, O Sopro do Tempo e Les Valseurs), com a produção associada da Casa da Praia Filmes “Leite em Pó” é o título do longa-metragem potiguar de Carlos Segundo que fará sua estreia em agosto de 2026 na competição oficial de longas-metragens do renomado Festival de Gramado. O filme é um drama urbano rodado em Natal que explora o luto, o amadurecimento tardio e a busca por identidade. Após conquistar o mundo com o curta-metragem “Sideral” (indicado à palma de ouro no Festival de Cannes de 2021 e pré-selecionado ao Oscar) e “Big Bang” (Pardino de ouro no Festival de Locarno de 2022 e melhor curta de ficção pela Academia Brasileira de Cinema), o premiado cineasta e professor da UFRN apresenta ao mundo seu mais novo projeto de longa-metragem. A obra é uma coprodução internacional entre Brasil e França (Vitrine Filmes, O Sopro do Tempo e Les Valseurs), com a produção associada da Casa da Praia e já nasce chancelado por importantes fundos globais, como o Hubert Bals Fund (Holanda) e o Berlinale Talents (Alemanha). O filme tem ainda o apoio da Prefeitura do Natal. Misturando drama, existencialismo e nuances...

Coletiva Nísia Floresta lança 4ª edição de Coletânea com artigos de 32 mulheres

14/07/2026|

A história de mulheres potiguares, reflexões sobre a luta e os direitos femininos contados por elas e de forma contemporânea. É com essa premissa que será lançada a 4ª Edição da Coletânea da Coletiva Nísia Floresta com textos de 32 potiguares que são referência em suas áreas de atuação. O lançamento da obra acontecerá nesta terça (14), das 15h30 às 18h, no Complexo Cultural Museu da Rampa, em Natal, em um evento aberto ao público. A obra é uma homenagem às mulheres e também uma contribuição para o reconhecimento da importância do papel feminino na sociedade. Os textos trazem desde autobiografias a reflexões sobre a luta na defesa dos direitos das mulheres considerando contextos e conflitos da atualidade, ou mesmo questões antigas ainda não superadas. Nesta edição, o prefácio foi assinado pela promotora de Justiça Elaine Cardoso, primeira mulher a assumir o cargo de procuradora-geral de Justiça do RN. O objetivo da publicação é incentivar o debate sobre a igualdade de gênero, a valorização e o apoio às mulheres dando voz a personalidades que atuam nessa rede através da vida pessoal, pública ou privada. Entre as autoras, estão defensoras públicas, psicólogas, juristas, advogadas e legisladoras. VendaOs livros entrarão em pré-venda...

TERRA ESTRANGEIRA: Um rio para o esquecimento

14/07/2026|

Ponte de Lima – Portugal, 28 de Janeiro de 2018. Descobri que o prédio vizinho a onde fica nosso apartamento alugado aqui em Santiago de Compostela é um bar. Ontem à noite, logo após voltarmos de La Corunha, teve até uma banda de rock tocando música ao vivo, o que me fez pensar que o espaço talvez seja frequentado por um público de mais de 30 anos, no mínimo. Da janela da cozinha pude ver o que parecia ser o quintal da edificação, no qual uma galera, com casacos e capuzes, bebia cerveja em pé, fumavam uma erva e batiam papo perto do que parecia ser o banheiro do lugar. Se esse agito estivesse acontecendo uns quinze anos atrás certamente teria ficado desolado por ter de me recolher tão cedo e colocar as crianças para dormir. Hoje, no entanto, me parece até um alívio não ter mais que correr urgentemente em busca da vida, sendo que a vida sempre se encontra e se impõe, mesmo quando parece tão distante. Mesmo assim, a festa da galegada roqueira do noroeste da península deve ter sido boa, porque, pela madrugada, cheguei a ouvir gritos de algum borracho que berrava aos quatro cantos da...

Cláudio Galvão

14/07/2026|

Cláudio Galvão foi, antes de tudo o que sua vasta biografia mostra, um asceta. Longe de buscar status ou riquezas, se doou a servir de diferentes maneiras. Penso que deixar um legado de pesquisa inigualável na história potiguar, tenha sido o maior deles. Conheci Cláudio na primeira década deste século, quando entrevistei sua mulher, Mailde Pinto Galvão para uma entrevista sobre mulheres perseguidas no período ditatorial. Mailde foi uma grande companheira de Cláudio e sua morte em 2013 foi um grande choque para ele. Visitei seu apartamento no Barro Vermelho duas vezes para outras matérias, sendo uma delas na Revista Palumbo, que eu editava. Muitas das fotos que circulam pela internet, com Cláudio em frente à estande de livros é minha. Depois estive com ele quando dei a ideia da homenagem do Troféu Cultura pelo seu legado, acho que em 2021, o qual fez longo discurso no palco do Teatro Riachuelo. Era uma figura encantadora. Um dos maiores intelectuais vivos do nosso Estado. Poliglota, lia partituras de músicas e nos deixou livros e biografias riquíssimas de informações sobre outros grandes nomes do nosso Estado. Tinha algumas rusgas do passado com Diógenes da Cunha Lima e nunca sequer foi cogitado para...

Sandro Azevedo

10/07/2026|

Sandro Azevedo leva seu show O Jardim Secreto de Stéhpan Dehmia ao palco do Figa Bar nesta sexta-feira (10), a partir das 21h. O espetáculo é um trabalho que convida o público a caminhar por paisagens sonoras onde poesia, memória e música se encontram. Ao lado de Bruno de Lira, Silvio Franco e Zé Fontes, a noite promete ser um mergulho em composições que nascem da delicadeza, da amizade e da potência da criação coletiva. Em um tempo em que o mundo parou e as ruas se esvaziaram de pressa, de vida, de gente, mas não de esperança, surge uma história delicada e poderosa sobre a persistência da vida, da arte e do afeto. “O Jardim Secreto de Stéhpan Dehmía” funde a força da declamação poética com a beleza de um repertório autoral e releituras tocantes e criativas de canções consagradas. A narrativa nos conduz a um solitário jardineiro e um jardim secreto fértil, onde brotaram encontros musicais improváveis, além de impetuosas, hortaliças e flores musicais: das raízes profundas de nossa MPB ao vigor energético do rock, cada planta era uma melodia, uma letra, um fragmento de alma. Com a chegada da pandemia e o silêncio forçado das cidades, o jardineiro percebeu que sua colheita não podia ficar...

Ilustralu lança novo livro neste sábado e mostra que não existe nada que uma menina não possa fazer

10/07/2026|

Neste sábado (11) vai rolar o lançamento de Faísca, novo livro de Luíza de Souza (@ilustralu). A obra sai pela Cia das Letrinhas. Será no Lado B da Discol (@ladobdadiscol), a partir das 9h30. E com direito à conversa com Aureliano (@oiaure) sobre o livro e o processo criativo pra chegar até ele. Em Faísca, Ilustralu conta a história de Didi, uma personagem tão carismática quanto o de seu best-seller Arlindo. seu protagonista que lhe rendeu o CCXP Awards 2022 e destaque no HQMix 2022. Apaixonada por Festa Junina, Didi vive uma aventura cheia de humor e coragem enquanto mostra que ser quem a gente é de verdade é um verdadeiro estouro! Didi é uma menina que adora Festa de São João. Mas não da parte dos vestidos cheios de babados e fitas. O que ela gosta mesmo é de observar a fogueira, comer milho, macaxeira e canjica, e ver os meninos soltando fogos. Porém, quando ela pede para brincar com eles, ninguém leva a sério: dizem que não é brincadeira de menina. Oxe! Didi não vai aceitar essa história: a garota está disposta a provar que não existe coisa que uma menina não possa fazer! Ao lado de sua...

A Revolução do Prazer Feminino: escritora Lua Menezes apresenta palestra inédita em Natal

10/07/2026|

Criadora do projeto Lasciva Lua apresenta reflexão sobre sexualidade, autonomia e prazer feminino na Casa Ribeira; evento inclui lançamento do livro “O sexo desobediente” e sessão de autógrafos. A escritora e terapeuta sexual Lua Menezes chega a Natal no dia 17 de julho para uma palestra sobre sexualidade, autonomia e prazer feminino na Casa da Ribeira, com lançamento do livro “O sexo desobediente” e sessão de autógrafos. A proposta parte de uma provocação: em sociedades marcadas por valores patriarcais, o prazer feminino é um ato de desobediência. O encontro reúne reflexões sobre sexualidade, autonomia, desejo e liberdade feminina, seguido de conversa com o público. O evento, com início às 19h, tem ingressos disponíveis no Sympla. Historicamente, o corpo das mulheres foi controlado de diferentes formas. Para Lua Menezes, a consequência desse processo vai além da repressão sexual: ele produz um afastamento das mulheres de uma das experiências humanas mais associadas à autonomia com a própria vida. Desenvolvida por Lua, a palestra dialoga diretamente com as ideias apresentadas em “O sexo desobediente”, seu segundo livro em lançamento pelo selo Academia, da Editora Planeta de Livros. Na obra, desejo, erotismo, prazer e cura aparecem como caminhos para compreender a relação das mulheres...

Palco Giratório do Sesc leva espetáculo gratuito à Praça Gentil Ferreira nesta sexta

09/07/2026|

O vai e vem de comerciantes, trabalhadores e clientes do Alecrim ganhará uma pausa para a arte nesta sexta-feira, 10 de julho. A Praça Gentil Ferreira, um dos espaços públicos mais movimentados de Natal, será palco de duas apresentações gratuitas do espetáculo “Bando”, do grupo Mascará EnCena, do Rio Grande do Sul. As sessões acontecem às 9h e às 17h, integrando a programação do Palco Giratório, projeto nacional do Sesc reconhecido como o maior circuito de circulação de artes cênicas do Brasil.  Ao levar o teatro para um espaço aberto e de grande circulação de pessoas, a proposta é aproximar a linguagem cênica do cotidiano da cidade, despertando o olhar de quem passa e democratizando o acesso à cultura. A escolha da Praça Gentil Ferreira reforça a vocação do Palco Giratório de ocupar diferentes territórios e fazer da arte uma experiência acessível a todos.  Em sua 28ª edição, o Palco Giratório percorre 113 cidades brasileiras com espetáculos de teatro, dança e circo, reunindo grupos de 12 estados. No Rio Grande do Norte, a programação começou em junho e vai até setembro, com apresentações em Natal, Mossoró e Caicó, além de oficinas formativas. Neste ano, dois espetáculos potiguares também integram o circuito nacional, levando a produção cultural do...

Lenda do Salto da Onça

08/07/2026|

O cordelista Gélson Pessoa e o artista visual Erick Lima lançam neste sábado, 11 de julho, às 09h, o livro A Lenda do Salto da Onça, obra que resgata uma das narrativas mais emblemáticas do imaginário popular do Rio Grande do Norte. O lançamento acontece na Associação Cultural Casa do Cordel, no Centro de Natal. O livro conta a história que explica a origem do apelido pelo qual o município de Santo Antônio ficou conhecido: “Salto da Onça”. Embora o nome oficial da cidade permaneça Santo Antônio, a denominação popular atravessou gerações e fronteiras, consolidando a identidade cultural local e o título de “Terra da Onça”. Com texto em cordel e ilustrações em xilogravura, a obra integra literatura e artes visuais a serviço da memória e da identidade do povo potiguar. “A xilogravura tem uma ligação profunda com a literatura de cordel e com a cultura popular nordestina. Neste livro, procurei criar imagens que não apenas ilustram a narrativa, mas também traduzem a força dessa lenda e ajudam a preservar um patrimônio que pertence à nossa gente”, destaca o artista visual Erick Lima. Além do lançamento, a programação inclui apresentações de poetas e artistas de diversas cidades do Rio Grande...

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