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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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Clube Elas por Elas discute obra de Dona Militana neste sábado em Natal

23/06/2025|

A edição do Clube Elas por Elas do Coletivo Mulherio Nísia Floresta vai explorar a vida e obra de Dona Militana em dose dupla. O evento acontece neste sábado (28), às 16h, na Livraria Nobel. Dona Militana: tradução estética de narrativas da romanceira potiguar, é de autoria da professora e pesquisadora Ângela Almeida, doutora em Ciências Sociais pela UFRN, com foco na área de Cultura e Sociedade. Também atua em Curadoria Especializada no campo da estética da arte. Ângela vai dialogar sobre o processo criativo desse tipo de curadoria que ela atua junto à equipe gráfica da Editora da UFRN. “A voz de Dona Militana continua ressoando nos versos, percorrendo o tempo. É com esse espírito que a editora da UFRN publicou o livro. Um gesto de reconhecimento. Para além da tradução estética, está o desafio editorial de transformar uma manifestação oral, marcada por improviso, ritmo e entonação, numa obra escrita através de uma escuta atenta, que visa construir um objeto digno de sua herança cultural”, comenta a autora. Essa roda de conversa vai contar também com a parceria da professora e pesquisadora Maria Tereza de Oliveira, mestra em Filosofia, Assistente Social, presidente da Comissão Sãogonçalense do Folclore, que lançou recente o livro Militana...

Taj Ma House

23/06/2025|

Taj Ma House é um grupo de música eletrônica formado por Clara Luz, Elisa Bacche, Janvita e Pajux. O grupo lança em 24 de junho o single “Tem Que Ter House”, a faixa  antecipa a sonoridade do EP homônimo que embala a primeira turnê internacional do grupo, com datas confirmadas na Espanha e na França para o festival Les Escalles. As negociações para shows em Berlim e Porto estão em andamento. Com artistas veteranos da noite de Natal, o Taj Ma House constrói seus shows com a fluidez contínua de um DJ set, somada à potência e imprevisibilidade de uma banda ao vivo. A banda evoca o calor das pistas nordestinas e transforma o gênero eletrônico em terreno fértil para para construir uma sonoridade alegre, contagiante e profundamente brasileira.  Clara Luz é uma das forças criativas do Taj Ma House, cantora e compositora com mais de 20 anos de carreira, marcada por passagens pela Orquestra Boca Seca, trabalhos solo e turnês pelo Nordeste e Europa. Com um repertório que transita entre a música brasileira e a eletrônica, Clara aborda temas como autoconhecimento, amor feminino e apoio mútuo, trazendo ao grupo interpretações potentes e uma presença magnética.  Ao seu lado está...

Um brinde à D. Amelinha, a Viúva Machado!

23/06/2025|

Sem preâmbulos, entramos na vida de Amélia Duarte através da pena suave de Maria Elza Bezerra Cirne no livro intitulado “Viúva Machado: a grandeza de uma mulher”. Um universo carregado pela magia das ambiguidades. De uma banda, a esposa de um comerciante abastado cuja rotina glamourosa era regada a veuve clicqout servido em seu palacete particular (FOTO), palco de encontros e reencontros não resumidos à elite natalense, mas cenário que abrigou personalidades de contornos e destaques mundiais, a exemplo de Saint Exupery. No extremo oposto, uma Mulher que viveu e sobreviveu com a alma em carne viva. Onze abortos, três filhos nascidos vivos que não chegaram a doze meses de idade e as auguras de uma maternidade sonegada catorze vezes pelas mãos do acaso. Realidade dura, seca, sem muitos enfeites, amarguras aos montes, é fato! Mas as doçuras pungentes na dimensão do humano não passam despercebidas numa prosa poética embebecida de sentido numa lapidação que fusiona o rigor histórico a uma prosódia regionalista de uma elegância tão elementar quanto à certeza de que essa obra pode ser lida universalmente. Assim, percorremos a saga de Dona Amelinha pelas vielas da Natal nas primeiras décadas do século passado até os anos 80,...

Gonzaga Neto

23/06/2025|

O publicitário potiguar Gonzaga Neto acaba de conquistar 5 Leões no Cannes Lions, o maior e mais importante festival de publicidade do mundo. Entre eles, dois Ouros, dois Bronzes e um Grand Prix, o primeiro da história do Brasil na categoria Industry Craft. Formado em Publicidade e Propaganda pela UFRN, Gonzaga começou a carreira em agências de Natal, passou por Recife, teve experiências internacionais e, hoje, é Redator Sênior da Artplan, a maior agência independente do Brasil. O Grand Prix, primeiro da história do Brasil na categoria Industry Craft, foi conquistado ao lado do diretor de arte Rhalybe Aizann, paraibano com passagem por agências de Natal. Os dois se conheceram nessa época, mas só anos depois, já em São Paulo, começaram a trabalhar juntos. (Momento do anúncio do Grand Prix durante a cerimônia do Cannes Lions, na França.) Antes de ir para o mercado paulista, Gonzaga já chamava atenção em Natal. Em 2019, ao lado de Cortez Pereira (hoje ACD na Africa Creative), entrou três vezes no mesmo ano para o Lürzer’s Archive, uma das principais publicações internacionais de referência em publicidade, feito inédito até então para uma agência potiguar. Nesta edição do Cannes Lions, os projetos assinados por Gonzaga...

viúva machado

23/06/2025|

Nesta quinta-feira (26), às 17h, a Pinacoteca Potiguar recebe a abertura da exposição Viúva Machado – A grandeza de uma mulher, que marca também o lançamento oficial do livro homônimo da pesquisadora Maria Elza Bezerra Cirne. A mostra e a publicação se entrelaçam para lançar luz sobre a trajetória de Amélia Duarte Machado, mulher que atravessou o século XX com firmeza, visão e coragem, rompendo silêncios e desafiando padrões de seu tempo. A exposição conta essa trajetória a partir de obras visuais, documentos, ilustrações, mapas e dispositivos sensíveis que convidam o público a percorrer as décadas que moldaram a cidade e revelaram o protagonismo feminino. Livro e exposição devolvem ao estado a imagem restaurada de uma mulher fundamental — mas pouco contada — na construção do patrimônio, da memória e da identidade potiguar. A curadoria e a expografia são assinadas por Angela Almeida e Rafael Sordi, com colaboração artística e expográfica de Angélica Martins. A mostra conta com a participação dos artistas Selma Meira e Sá Bezerra e Jota Clewton, além da inclusão de obras da coleção pessoal de Manoel Onofre Neto. A produção executiva é de Karen Álvares e Cecília Medeiros. Como parte da programação, o público poderá participar...

Teatros de Lona

20/06/2025|

Malabaristas, trapezistas, palhaços, engolidores de fogo, equilibristas, músicos, ilusionistas, contorcionistas, acrobatas… Estes são alguns elementos que fazem parte de um mundo mágico presente nas vidas de quase todas as pessoas: o circo. A pesquisadora de Artes Circenses Alice Viveiros, que desde 1985 tem escrito artigos sobre a história do circo no Brasil, afirmou em uma das suas inúmeras publicações, que transcrevo aqui literalmente: “Ao escrever sobre a origem do circo eu gosto de fazer uma separação entre circo e arte circense, porque as artes circenses são milenares; elas estão com o homem desde o início dos tempos: brincar de saltar, de equilibrar, fazer contorção, fazer parada de mão, dar saltos, tudo isso é uma coisa que a gente tem em figuras rupestres antiquíssimas na China, na Índia, no Egito; em todos os lugares onde você encontra grupamento humano, também vai encontrar essas habilidades, essa coisa que o circo é: a arte da proeza.” Ainda segundo Alice Viveiros, os primeiros relatos de grupos de artistas que entretiam os convidados durante os banquetes de filosofia que duravam dias, datam da Grécia antiga. O primeiro circo na forma em que conhecemos hoje, foi criado em Londres, por volta de 1770, por um oficial da...

ponta negra por flavio rezende

20/06/2025|

Por Flávio Rezende O tempo anda oscilante, mas hoje resolvi descer para uma caminhada e, quem sabe, um banho de mar em Ponta Negra. O calçadão, que em outras épocas fervilhava de vida, parecia um retrato de apatia. Pouco movimento. Vários quiosques fechados. O ar carregado de um silêncio estranho, desses que a gente sente mais no peito do que nos ouvidos. Olhares perdidos, gente caminhando como quem procura algo que já não está ali. Na faixa de areia engordada pela obra recente, poças de água em lugares onde antes havia espaço para futebol, frescobol e até rodas de capoeira. A areia ainda dividindo espaço com cacos de conchas e outros restos que o mar trouxe. As barracas estavam vazias, órfãs de clientes. Os poucos policiais presentes pareciam mais entretidos em seus TikToks do que atentos ao cenário ao redor. Mesmo assim, arrisquei um banho. Confesso: foi uma decisão que me trouxe tristeza. As pedras, agora em profusão, tornaram difícil qualquer passo mais confiante dentro d’água. Afundando e pisando em cascalhos, logo percebi que ali não era mais o mesmo lugar de outros tempos. Saí antes da hora, levando comigo mais um pedaço de frustração. Lembrei de quando, mesmo com...

Secult RN conclui pagamentos do primeiro ciclo da PNAB e avança para o Ciclo 2

20/06/2025|

Além da conclusão de repasses do primeiro ciclo, a Secult RN também iniciou uma convocação de suplentes e a realização de escutas culturais para o segundo ciclo A Secretaria de Cultura do Rio Grande do Norte (Secult RN) anuncia nesta quinta-feira (19) a conclusão dos pagamentos referentes ao primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN). Com isso, todos os 21 editais já tiveram seus repasses corretos, garantindo recursos para os fazedores de cultura contemplados executarem seus projetos em todo o estado. Além da conclusão de repasses do primeiro ciclo, a Secult RN também iniciou uma convocação de suplentes dos blocos I e II, substituindo proponentes desclassificados e agentes que aplicaram os termos de dispensa. Em breve, será uma vez os blocos III e IV. A Secretária da Cultura do RN, Mary Land Brito, celebrou o momento, destacando a importância dos repasses para o fortalecimento da cultura potiguar. “A Secult tem se dedicado intensamente para apoiar os diferentes setores culturais do estado e garantir que esses recursos cheguem à ponta. Hoje é um dia de felicidade, pois os valores estão finalmente nas contas dos agentes culturais, permitindo que projetos e eventos sejam realizados, remunerando profissionais e impulsionando a produção...

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