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Teatros de Lona

Cadê os Teatros de Lona?

Malabaristas, trapezistas, palhaços, engolidores de fogo, equilibristas, músicos, ilusionistas, contorcionistas, acrobatas… Estes são alguns elementos que fazem parte de um mundo mágico presente nas vidas de quase todas as pessoas:

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ponta negra por flavio rezende

Da Ponta Negra de ontem e de hoje

Por Flávio Rezende O tempo anda oscilante, mas hoje resolvi descer para uma caminhada e, quem sabe, um banho de mar em Ponta Negra. O calçadão, que em outras épocas

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Podcast Cinematógrafo Delirante

A quadrinista Milena Azevedo lançou um podcast bem interessante. Quem lê os textos dela por aqui sabe que, além de um dos grandes nomes dos quadrinhos no RN, Milena também

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O poder do afeto

O amor é um ato revolucionário. Chico César Datas festivas sempre nos trazem muitas reflexões e, neste Dia dos Pais, não foi diferente. Gosto de pensar nas festividades, mas sobretudo

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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rezadeira

18/06/2025|

Referindo-se a minha antiga pesquisa com as rezadeiras do RN, o amigo jornalista Vicente Serejo, em sua coluna diária, reconheceu de que não é fácil ultrapassar as pedras do nosso caminho: A memória popular vence os desafios. E o nosso sábio povo, quando vê alguém vencer algo muito complexo, diz de antemão, que é comparado a – tirar leite de pedra! Neste sentido, devo salientar que esta minha pesquisa já tão demorada e ao mesmo tempo, tão esperada pelos leitores, teve início nos fins dos anos 80/90, com muitas histórias, relatos e vivências pessoais coletadas e que agora serão repassadas por mim. Memórias de mulheres sofridas com suas artes místicas de curas. E fui em busca delas, com muita coragem, cabelos pretos e sem barba, como demonstram as primeiras fotografias ao lado destas, em seus casebres humildes e aconchegantes. Chãos sagrados, com paredes rodeadas de imagens de santos e santas católicos. Ambientes entrelaçados com rezas de curas para as doenças de pessoas necessitadas e aflitivas. Fé na religiosidade nordestina, sem a costumeira troca de interesses financeiros que se vê por aí nesta era agitada e avançada da inteligência artificial, tão egoísta e gananciosa. Tudo pelo pix! E deste modo, entrei...

Festival Goiamum Audiovisual 2025: Inscrições abertas para Oficina de Continuidade

18/06/2025|

Oficina será ministrada por Fernanda Luz, responsável pela continuidade do aclamado filme “Ainda Estou Aqui” As inscrições para a oficina gratuita “Introdução à Continuidade”, parte da programação formativa do Festival Goiamum Audiovisual 2025, seguem abertas até o dia 27 de junho. A atividade oferece um mergulho técnico e criativo em uma das funções mais estratégicas do set de filmagem: a continuidade. Ministrada pela renomada continuísta Fernanda Luz (RJ), a oficina promete compartilhar a vasta experiência da profissional, que possui mais de 30 anos de carreira e atuou em projetos de destaque no cinema nacional. Fernanda Luz trabalhou em filmes de diretores como Cacá Diegues, Andrucha Waddington e Monique Gardenberg, além de ter sido responsável pela continuidade do aclamado filme “Ainda Estou Aqui”, vencedor de prêmios no Oscar e no Globo de Ouro. A oficina abordará técnicas, rotinas e estratégias que atravessam toda a cadeia do audiovisual, mostrando que a continuidade vai além do controle de cena, sendo uma ferramenta essencial para a visão narrativa, alfabetização visual e construção coletiva de uma história. Como ressalta a própria Fernanda Luz, a função é fundamental para “garantir que, no fim do dia, tenhamos filmado tudo que importa pra contar a história certa”. A oficina “Introdução à Continuidade” é gratuita e...

Meia Pata

18/06/2025|

“Meia Pata” conta uma história de um jovem potiguar nascido em Natal, Daniel Silva, que na década de 1980 viaja para Roraima para realizar sua pesquisa no mestrado de Recursos Naturais da UFRN, com o intuito de estudar o Bioma Amazônico. Tem um romance com uma indígena da etnia Macuxi e um embate com uma onça-pintada. Ressaltando que em 2010 Ricardo Dantas foi morar na aldeia indígena Boca da Mata, Região do Alto São Marcos, Pacaraima, Roraima. Foi onde conheceu sua esposa Yara Macuxi, antropóloga e professora de História na educação escolar indígena estadual. Além disso, conhece a fundo o ecossistema Floresta de Terra Firme do bioma Floresta Amazônica. Em 2013 “Meia Pata” foi lançada pela Editora Kazuá de São Paulo. Em 2015, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) inicia um editorial para publicar autores de Roraima. Devido ao linguajar de 2013 ser voltado ao público adulto, Ricardo Dantas rescreve o romance em uma versão para o público juvenil. Em 2016 e 2017 a obra foi referência do vestibular da UFRR. Em 2019 o livro passou a fazer parte da ementa do Mestrado Acadêmico de Estudos Literários da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). “Meia Pata” tem vários estudos acadêmicos, monografias,...

Xand Avião

18/06/2025|

O São João de Natal 2025 vai entrar para a história com um momento especial: no domingo (15), o cantor Xand Avião, uma das grandes atrações da noite no Polo Arena das Dunas, foi oficialmente declarado Cidadão Natalense. A entrega da honraria foi realizada pelo vereador Aldo Clemente, autor da propositura, ao lado do prefeito de Natal, Paulinho Freire, e do presidente da Câmara Municipal, Eriko Jácome. A homenagem reconhece a contribuição do artista para a cultura, o turismo e a identidade do povo potiguar. “Mais do que uma voz consagrada, Xand é símbolo de uma cultura vibrante, autêntica e cheia de identidade. Essa homenagem reforça o papel da cultura como vetor de desenvolvimento e mostra que Natal reconhece e valoriza quem ajuda a projetar a cidade nacionalmente”, destacou o vereador Aldo Clemente. A solenidade também evidencia a importância estratégica do turismo de eventos para a economia local. Celebrações como o São João aquecem setores como hotelaria, gastronomia, transporte e produção cultural — gerando renda, oportunidades e visibilidade para Natal. A entrega do título foi, sem dúvida, um dos grandes marcos da festa e uma justa homenagem a quem tanto contribuiu para transformar o forró em um fenômeno nacional. Neste...

Artista da terra não é minhoca

17/06/2025|

São considerados artistas da terra pessoas que nasceram em um determinado lugar e se inspiraram na história da sua cidade (ou da cidade onde não nasceram, mas escolheram para viver) para criar obras de arte. Podem ser artistas plásticos, escritores, escultores, poetas, artesãos, instrumentistas, cantores, compositores etc. Os chamados “artistas da terra” celebram com seu talento a cultura e as tradições do lugar onde vivem. No caso da música, são aqueles que cantam e que muitas vezes também compõem. Na grande maioria dos casos, esses artistas vivem do seu ofício. Eles exercem uma forma de resistência cultural e muitas vezes sequer percebem a importância cultural da qual são portadores, por terem uma formação cultural limitada, em virtude de um baixo nível de escolaridade. Geralmente, quando se destacam na cena cultural da cidade onde vivem, são contratados por empresários artísticos para participarem de shows em clubes, bares, churrascarias, eventos privados, casas noturnas etc. Quando alcançam uma notoriedade maior, também participam de eventos culturais promovidos pelo poder público, principalmente em períodos festivos como festas de aniversário da cidades, festas de padroeiros e em datas comemorativas como São João, Natal e Ano Novo. O grande drama dos “artistas da terra” é que, algumas...

aHAYá de Rua celebra Dona Militana com manifestações populares e muito forró neste sábado

16/06/2025|

Neste sábado, 21 de junho, a partir das 17h, o bairro de Potilândia volta a ser cenário de um dos festejos juninos mais afetivos e simbólicos de Natal. Em sua oitava edição, o aHAYá de Rua celebra o centenário de Dona Militana, a maior romanceira do Brasil, com uma programação que reúne manifestações populares, muito forró e reforça, mais uma vez, seu compromisso com ações de solidariedade. A programação começa com o cortejo do Boi Esmeralda, acompanhado pela Orquestra Forró Assoprado, comandada pelo músico Chico Bethoven. Na sequência, às 19h, o público recebe o carisma e a energia contagiante de Socorro Lima (ex-cantora da Banda Cavalo de Pau), uma das vozes mais marcantes do forró das antigas.  Às 21h30, é a vez do pernambucano Maciel Salú subir ao palco com o seu espetáculo Baile de Rabeca, uma celebração que transforma a rua em terreiro de dança, ancestralidade e poesia. E para fechar a noite, a partir da meia-noite, quem assume o comando é Duda Pereira, levando o público a cantar e dançar os clássicos que fazem o coração bater mais forte. Além da programação musical, o aHAYá de Rua reforça seu papel social com a Campanha Solidária, que arrecadará alimentos não perecíveis durante todo o evento. As doações serão destinadas ao Programa Mesa Brasil, do...

Orquestra Sinfônica do RN apresenta ‘Ode à Paz’ neste domingo, no Teatro Riachuelo

16/06/2025|

Em uma noite dedicada à memória, à arte e à esperança, a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (OSRN) apresenta no próximo domingo (22), às 19h, o concerto “Ode à Paz – Entre a Memória e a Esperança”, no Teatro Riachuelo. A apresentação inclui uma interpretação exclusiva da primeira sinfonia composta por um potiguar – Trampolim da Vitória – e marca os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, com uma reflexão sonora sobre os impactos globais deste e de outros conflitos. A entrada é gratuita. A iniciativa integra o projeto Movimento Sinfônico, produzido pela Mapa Realizações Culturais, que busca estimular engrenagens sociais e culturais, democratizando o acesso à música de concerto. Além da sinfonia “Trampolim da Vitória”, do músico potiguar Willames Costa, obras como “Abertura 1812” (Tchaikovsky), com participação especial da Banda de Música da Base Aérea de Natal, e “American Salute” (Morton Gould), estão no repertório da OSRN. Completam o programa “Kol Nidrei” (Max Bruch), com solo de Diego Paixão no violoncelo; e o tema de A Lista de Schindler (John Williams), com solo de André Kolodiuk no violino.  “Este concerto é uma Ode à Paz — não apenas como um ideal, mas como um exercício...

movimento junino

13/06/2025|

Em ritmo de São João, a Câmara Municipal de Natal realizou, nesta quarta-feira (11), sessão solene de entrega da Comenda Marcílio Canário, uma homenagem a personalidades que se destacam na valorização e preservação da cultura popular por meio das tradicionais quadrilhas juninas. A solenidade foi uma proposição do vereador Herberth Sena (PV) e homenageou 21 pessoas, entre dançarinos, intérpretes, produtores culturais, fundadores de quadrilhas juninas e autoridades públicas. O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Eriko Jácome (PP), que abriu a solenidade ao lado do propositor, ressaltou a importância do reconhecimento institucional. “Hoje, a Câmara abre suas portas para receber aqueles que mantêm viva a tradição do São João e se destacam nas quadrilhas juninas. Nada melhor que a Casa do Povo entregar essa comenda pelos relevantes serviços prestados à cultura de Natal. Viva o São João”, festejou. O vereador Herberth Sena destacou o simbolismo da comenda, que homenageia o legado de Marcílio Canário, fundador da quadrilha Barauê em 1981 e referência na renovação estética e cultural do São João potiguar. “É uma alegria, uma imensa satisfação ver a Câmara lotada de quadrilheiros, presidentes de grupos e pessoas que verdadeiramente fazem o São João. Se hoje temos uma cultura...

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