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natal no século 19

Como era Natal no século 19?

Por Luís da Câmara Cascudo Durante cinquenta anos, Natal progrediu tão pouco que melhor seria dizer que não progrediu. De 1810 a 1860, raros melhoramentos. Em 1810, Koster descreve-a com

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paulo tito

Adeus, Paulo Tito

Ele nasceu nas Rocas. Em 1942 fez sua primeira apresentação em público, aos 12 anos, na Rádio Educadora de Natal. Em 1951 fez parte da famosa Orquestra Tabajara de Severino

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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Mostra de Cantautores: TAM recebe shows de Jô Bay e Ismael Dumang, na próxima quarta

31/07/2025|

O veterano Ismael Dumang e a aposta da nova geração Jô Bay são as próximas atrações da Mostra de Cantautores da Música Potiguar. A apresentação acontece na próxima quarta-feira (6), às 19h30, no Teatro Alberto Maranhão (TAM). Os ingressos estão à venda nas lojas Discol, Sem Etiqueta e também na plataforma Outgo, ao valor de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada e ingresso solidário, com doação de 1kg de alimento não perecível). Promovida pela Rede Potiguar de Música (RPM) e pela Fundação José Augusto (FJA), a Mostra tem como objetivo valorizar a canção potiguar em sua forma mais autoral, promovendo encontros entre artistas de diferentes gerações. O projeto também aposta na formação de plateia, na articulação entre agentes do setor cultural e na defesa de políticas públicas voltadas à cadeia produtiva da música no estado. Criador do Bayle Black e do projeto Chama o Síndico, que faz um tributo a Tim Maia, Jô Bay apresenta um repertório dedicado à Música Popular Brasileira (MPB) e reveza entre releituras consagradas e músicas autorais. O músico despontou nos últimos anos e já é uma figura marcante das noites natalenses. Em 2025, lançou o show Bregão do Jô Bay, com grandes clássicos do...

31/07/2025|

A quarta edição do Curso de Folclore e Cultura Popular do RN será ministrada no Complexo Cultural de Natal – UERN, de 9 de agosto a 18 de outubro. As aulas serão sempre aos sábados, das 8h às 12h. Inscrição ao valor de R$ 60. A aula inaugural será ministrada pelo folclorista capixaba Eliomar Mazoco, vice presidente da Comissão Nacional de Folclore. Inscrições CLIQUE AQUI.

Doutoranda potiguar promove roda de conversa sobre ancestralidades negras e indígenas

31/07/2025|

A doutoranda e escritora potiguar Elizabeth Olegário, pesquisadora do Centro de Humanidades da Universidade NOVA de Lisboa (FCSH/NOVA), promove nesta semana, em Curitiba, a roda de conversa “Tecendo Ancestralidades: Literatura, Música e Fotografia nos Movimentos Negros e Indígenas”. O encontro será realizado dia 01 de agosto no Restaurante Nina Curitiba e reunirá artistas, pesquisadoras e ativistas em torno da valorização das expressões culturais afro-indígenas. Participam da conversa a fotojornalista Fernanda Castro, reconhecida por seu trabalho voltado às questões de raça, gênero e território, e a cantora potiguar Cida Airam, cuja obra musical ecoa saberes afro-brasileiros e indígenas, propondo uma escuta sensível e política da ancestralidade. Além de propor diálogos entre artes, o evento também celebra a presença histórica e viva das populações negras e indígenas no estado do Paraná, frequentemente invisibilizadas nos espaços públicos e culturais. Segundo dados do Censo 2022, o estado possui a segunda maior população quilombola da Região Sul, com 7.113 pessoas, além de 30.460 indígenas vivendo em 345 municípios. Esses números reforçam a diversidade e a resistência desses povos no território paranaense, que abriga comunidades tradicionais, quilombos e aldeias de etnias como Kaingang, Guarani e Xetá. Para Elizabeth Olegário, atividades como essa são ferramentas de resistência...

30/07/2025|

Nesta quinta-feira, a partir das 16h30, o Complexo Cultural Rampa vai virar palco de arrasta pé. Para animar a festa, Deusa do Forró, Jarbas do Acordeon e Cláudio Araújo. Fim de tarde dançando ao som do autêntico forró potiguar e aproveitando o pôr do sol mais bonito de aqui e alhures. Ah, a entrada é gratuita!

30/07/2025|

De 1º a 3 de agosto, Serra de São Bento vai virar mesmo um palco a céu aberto: música, cultura, gastronomia, artesanato e paisagens encantadoras. Mas a programação peca na divulgação, especificamente no termo generalista “artistas locais”, após citar os “destaques” como João Gomes, Flávio José e Waldonys. E mesmo colocando todos os artistas locais no mesmo bojo, citam em separado a também artista local Tanda Macedo, natalense “da gema”. Ou Artistas Locais seriam apenas os serrabentenses? Eis como saiu: Sexta-feira (01/08) • Robelly Ramos • Flávio José • Iguinho e Lulinha • Samyra Show  Sábado (02/08) • Waldonys • Tanda Macedo • João Gomes • Aline Reis Domingo (03/08) • Artistas locais • Banda Ferro na Boneca

Conplam

30/07/2025|

Na última terça-feira foi realizada a 336ª reunião ordinária do Conselho de Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Natal (Conplam) para discutir pautas como a revitalização do centro histórico de Natal. Foram convidados representantes do IPHAN-RN, DER, STTU e Secretaria de Infraestrutura do Estado (SIN) para apresentar os estudos e projetos aos membros. Aberta a discussão sobre a revitalização do centro histórico da cidade, a representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a arquiteta da divisão técnica, Luana Cruz, foi convidada à mesa. Diante das dificuldades elencadas pelos membros do Conplam para se aprovar um projeto, ela disse que o órgão está disponível a discutir e encontrar caminhos viáveis aos projetos. A sugestão dos conselheiros foi de criar câmaras técnicas para que o município possa encontrar soluções para resolver problemas relativos a normativas juntamente com o IPHAN, tendo em vista que a área é tombada a nível federal. Outros órgãos devem participar desse grupo para ajudar o município a realizar esse projeto, que perpassa pelo social, arquitetônico, cultural e histórico. “A ideia é trabalhar juntos para encontrar soluções que atendam as legislações a nível federal, estadual e municipal”, destacou o presidente do Conplam, Thiago Mesquita. Outro ponto foi...

Livro reúne memórias de lideranças estudantis que moldaram o cenário político contemporâneo

30/07/2025|

Nesta quinta (31), a Pinacoteca do Estado, antigo Palácio do Governo, será palco do lançamento do livro “Nós, Eles e o Movimento Estudantil: 45 Anos”, uma obra que reúne relatos, reflexões e memórias de mais de uma centena de lideranças estudantis que ajudaram a moldar o cenário político e social nas últimas décadas. Assinado por Marcelo Justino, ex-presidente da UMES, e David Lemos, ex-presidente da APES/RN, o livro é descrito pelos autores como “um tributo à resistência, à luta e à força da juventude organizada”. A publicação é fruto de uma extensa pesquisa documental e entrevistas com figuras marcantes do ativismo estudantil, em nível local e nacional. “Reunimos vozes que muitas vezes ficaram à margem da história oficial, mas que foram fundamentais em momentos cruciais do país. Este livro é sobre essas pessoas, sobre nós, sobre o poder da mobilização coletiva”, destaca Marcelo Justino. Para David Lemos, a obra “é uma tentativa de devolver protagonismo a uma geração que, mesmo sob repressão, soube gritar, marchar e construir pontes para o futuro”. O evento de lançamento será realizado a partir das 18h, com coffee break, show ao vivo e momentos de autógrafos. A expectativa é de reunir antigos militantes, educadores, estudantes,...

Banda Resistência Elétrica

30/07/2025|

Formado por integrantes do Boca Seca e do Sangueblues, novo grupo na noite natalense, apresenta repertório com interpretações de música brasileira, pop, latinidades e muito suingue A banda RESISTÊNCIA ELÉTRICA faz sua estreia na noite de Natal na próxima sexta-feira, 1 de agosto, às 22h, no FIGA BAR E CULTURA, na Vila de Ponta Negra. O grupo é formado por integrantes do Boca Seca e do Sangueblues, e chega aos palcos com um repertório voltado pra interpretações de música brasileira, pop, mpb e latinidades, sempre com muito suingue e balanço. RESISTÊNCIA ELÉTRICA tem em sua formação músicos experientes, atuantes há anos na noite de Natal, em bandas autorais e projetos musicais paralelos, entre eles o Boca Seca e o Sangueblues, bastante conhecidos na cena local. A formação conta com Adriano Azambuja (guitarra), Isaac Ribeiro (voz/percussão), Jordan Santiago (baixo) e Bruninho Pernambucano (bateria). E não poderia haver lugar melhor para a estreia do RESISTÊNCIA ELÉTRICA do que o palco do FIGA BAR E CULTURA, novo espaço na noite de Natal que já conquistou um público diverso e vibrante. A casa tem se destacado por seu diálogo entre contemporaneidade, tradição e ancestralidade, abrindo espaço em sua agenda também para o forró, o...

Confira programação completa do Festival Caleidoscópio em vários espaços de Natal

29/07/2025|

A capital potiguar já tem data marcada para mergulhar em uma experiência cultural única. A programação completa do Festival Caleidoscópio – Música, Alma e Compartilhamentos acaba de ser divulgada, prometendo transformar Natal em um grande palco de encontros artísticos e afetivos ao longo do mês de agosto – do dia 06 ao dia 24. O Festival é uma temporada de concertos, movimentando palcos e espaços culturais com diversidade de timbres, instrumentos e repertórios. A iniciativa é do projeto Tocando a Vida com D’Amore, em parceria com a Escola de Música da UFRN (EMUFRN) e músicos convidados.  Entre os espaços estão: Catedral Metropolitana, Atitude Cooperação, Natal Shopping, Nova Acrópole, Escola de Música da UFRN, Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Instituto Histórico Geográfico do RN, Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL), Parque das Dunas, entre outros. Acesse a programação completa em Programa Festival Caleidoscópio  Com uma proposta colaborativa e educativa, o Festival reúne professores, alunos e músicos convidados de Natal, criando um ambiente fértil para trocas artísticas e humanas. Sob uma curadoria atenta, a iniciativa celebra a diversidade musical promovendo encontros que ultrapassam os limites do palco para se tornarem espaços de escuta, partilha e transformação. Cada concerto é concebido como uma experiência estética acessível. Um convite ao encantamento e...

natal nos idos 40

28/07/2025|

Por José Alexandre Odilon Garcia Como era Natal nos anos 40? Natal era cidade modorrenta e provinciana, 40 mil habitantes espremidos entre Ribeira e Cidade Alta, até a avenida Deodoro, se muito. O resto era a pobreza franciscana das Rocas, os sítios do Tirol, a mata de Petrópolis, o Alecrim ensaiando os primeiros passos. Sem muitas perspectivas. Mesmo os filhos da terra, faziam feroz autocrítica. – Cidade do já teve, classificavam, ironizando a apatia reinante, onde a maioria se masturbava sadicamente quando iniciativa das mais audazes entrava em colapso. – Uma fazenda iluminada, nada mais, definia João Machado. Mas, assim como as pessoas, as cidades têm o seu instante de afirmação, o seu dia de superação, o empurrão providencial, o chamado passo a frente decisivo e consagrador. Para Natal, este momento foi a II Grande Guerra, ou, para sermos mais minudentes, justamente na fase em que, triunfantes e arrogantes – ocupadas e vencidas a Polônia, a França, os Países Baixos e Nórdicos, humilhada a Inglaterra no desastre de Dunquerque – os germânicos voltaram cobiçosos olhos para as reservas petrolíferas do Continente Negro. – Estamos vivendo os primeiros anos do I Milênio do III Reich – perorava Hitler em seus histéricos...

28/07/2025|

A cinebiografia de Bruce Springsteen ganhou título oficial no Brasil. Vai se chamar “Springsteen: Salve-me do Desconhecido”. Gostei porque denota que irão mostrar o lado obscuro do artista, que sofreu uma depressão aguda. É o que revela em sua autobiografia Born to Run, que li faz poucos anos. Transcrevi uns trechos AQUI. Bruce pertence à minha santa trindade, junto com o Macca e o Marley. E estou ansioso demais por esse longa, estrelado por Jeremy Allen White, do filme O Urso. A data de estreia está confirmada para 30 de outubro, uma semana depois dos Estados Unidos.

rené loui

28/07/2025|

Entre os dias 31 de julho e 13 de agosto de 2025, o artista mineiro René Loui, radicado no Rio Grande do Norte e cofundador do Coletivo CIDA, participa de uma residência artística em Paris, onde inicia o processo de criação do espetáculo “Vigil Torporosa – As danças que não dancei para minha mãe”. A ação integra o Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais e faz parte das atividades do Ano Cultural Brasil-França 2025, com apoio da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil. O espetáculo parte de uma experiência pessoal do artista: o luto pela morte de sua mãe,vivenciado este ano. Mais do que representar o luto, o espetáculo busca habitá-lo como gesto artístico onde René investiga, por meio da dança e de outras linguagens cênicas, o limiar entre presença e ausência. O nome da obra vem de um termo médico encontrado no prontuário da mãe — “vigil torporosa” — que se refere a um estado entre a vigília e a inconsciência. A partir disso, o espetáculo propõe uma reflexão sensível, ética e política sobre o luto. Dez anos após “Etéreo”, seu primeiro solo coreográfico, também criado durante uma residência artística internacional, René retorna ao...

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