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paulo tito

Adeus, Paulo Tito

Ele nasceu nas Rocas. Em 1942 fez sua primeira apresentação em público, aos 12 anos, na Rádio Educadora de Natal. Em 1951 fez parte da famosa Orquestra Tabajara de Severino

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paulo tito xeque mate

O progresso está matando o amor

Gosto de assistir o Xeque-Mate da TV Universitária.  Apresentado ao vivo, o programa traz entrevistas interessantes sobre uma variada gama de assuntos, com entrevistados que tenham algum tipo de relevância

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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jane e herondy

31/08/2025|

Na semana passada eu escrevi aqui sobre inclusão cultural. Hoje eu vou propor aqui duas situações diferentes. Na primeira situação vou falar sobre a música Não Se Vá, gravada pela dupla Jane e Herondy, um dos maiores sucessos do ano de 1977, que até hoje é uma das canções mais conhecidas do Brasil. Considerada pela elite preconceituosa como uma música cafona, durante muito tempo a canção jamais foi executada em emissoras FM, que naquela época iniciavam um processo de popularização. A música em questão era a versão do sucesso francês Tu Tan Vas, gravada pelo cantor Alan Barbiere. Ao contrário da versão gravada pela dupla brasileira, a gravação original era executada incessantemente por FM’s brasileiras, que tinham então um público elitizado. O curioso é que a gravação francesa e a versão brasileira eram idênticas: mesmo tom, mesma introdução, mesmo arranjo, mesma interpretação. Só uma coisa mudava: o idioma. E essa única diferença foi suficiente para alçar a gravação original à condição de “clássico internacional da música romântica” e colocar a versão em português na condição de “suprassumo do brega.” Vamos à segunda situação. O ano era 1979. Uma pessoa de um bom nível intelectual ouve, por acaso, numa AM, uma...

Secult RN realiza escuta devolutiva e apresenta propostas para o Ciclo 2 da PNAB

29/08/2025|

Em um movimento que consolida a participação social como pilar central das políticas culturais, a Secretaria de Cultura do Rio Grande do Norte (Secult/RN) e a equipe da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) apresentaram ontem (28) as propostas para o Ciclo 2 da PNAB, cuidadosamente elaboradas a partir de um extenso processo de escutas com o setor cultural potiguar. A reunião, que contou com a presença de diversos agentes culturais, gestores e representantes do Ministério da Cultura (MinC), reforçou o sucesso da execução dos editais no ciclo anterior e o saldo positivo do diálogo contínuo. A secretária de Cultura do RN, Mary Land Brito, reiterou a importância de equilibrar as demandas culturais de diferentes linguagens e regiões, enfatizando que as escutas públicas são fundamentais para essa ponderação.“Queria dizer da alegria da gente estar vivendo esse momento, de estar debatendo política pública. A gente viu que apenas dois municípios em todo o país não aderiram à PNAB, então a gente tem recurso indo para todo lugar. É importante lembrar sempre que o nosso papel é equilibrar. Cada linguagem, cada cidade, cada rincão do nosso estado tem seu mérito cultural, e essas escutas são fundamentais para a gente poder colocar tudo isso...

29/08/2025|

A produção do Flipipa ainda guarda a sete chaves os nomes que integrarão a nova edição do evento. Mas tenho acesso à gaveta e descobri pelo menos três: o badalado neurocientista Sidarta Ribeiro, Auritha Tabajara, conhecida por ser a primeira cordelista indígena do Brasil, e o jornalista e escritor Mário Magalhães, que entre outras obras escreveu a biografia de Marighella. Como já divulgado aqui no blog, em primeira mão, o Flipipa ocorre entre 30 de outubro e 1º de novembro, em Tibau do Sul.

Flipipa confirma 9ª edição em outubro

29/08/2025|

O Festival Literário da Pipa (Flipipa) está confirmado de 30 de outubro a 1º de novembro, na Praça do Pescador, na paradisíaca praia da Pipa, litoral Sul do Rio Grande do Norte. O Festival Literário da Pipa mantém a tradição de promover debates, oficinas, palestras e ações educacionais e ambientais. A nona edição do evento vai reunir nomes da literatura com a temática “Memória em Movimento”. Segundo o Curador do Flipipa, Dácio Galvão: “Essa edição está empenhada na formação e no debate de narrativas literárias se compondo pelas vias do romance, poética e oralidade. Passando também pela ancestralidade, literatas indígenas e afrodescendentes – e contemporaneidades no campo da inventividade”, explica. Para o prefeito de Tibau do Sul, Valdenício Costa: “O Flipipa já é um marco do nosso calendário de eventos e, em 2025, reafirma a importância de Tibau do Sul como um território que respira arte, literatura e diversidade. Este festival não apenas movimenta a economia local, como também fortalece a identidade cultural do nosso povo e abre portas para que novas gerações sejam inspiradas pelo poder transformador da palavra” ]Espaços consagrados como a Tendas dos Autores, a sessão de autógrafos, a Feira de Livros, os lançamentos na Cooperativa Cultural...

Depois de Serena

28/08/2025|

Falar sobre a morte é um assunto delicado e que ainda é visto com muito estigma na sociedade. Por outro lado, o luto é uma experiência universal que pode acontecer quando menos se espera e cuja vivência ocorre de maneira única e particular para cada pessoa. Pensando nisso, o Grupo Lupa estreia ainda este ano com a peça Depois de Serena sobre o tema, e convida o público para a mostra de processo do espetáculo nesta sexta (29) no TECESol, às 20h.  O grupo convida a população para uma apresentação pública da peça, ainda em montagem, com a mostra das três primeiras cenas. O momento avalia a construção cênica do espetáculo através do teste de platéia e para isso conta, ao final do ensaio, com bate-papo com o público, a fim de compreender sua experiência com Depois de Serena, receber possíveis sugestões e feedbacks. Para participar, basta retirar ingressos gratuitamente através do link na plataforma Outgo: https://www.sympla.com.br/evento/depois-de-serena-mostra-de-processo/3091750?referrer=www.google.com.  Depois de Serena é o primeiro trabalho do Grupo Lupa, coletivo cênico potiguar fundado em 2022 por Bruna Moraes, Luana Fontes, Matheus Holanda e Paulo Demétrio. A peça conta a história de quatro jovens diante da morte repentina de uma amiga, causada por um...

DoSol Interior fortalece cena cultural de Caicó e Mossoró no fim de semana

28/08/2025|

O Seridó e o Alto Oeste Potiguar serão palco de muita música e troca de experiências culturais neste fim de semana. Na sexta e sábado (29 e 30), as cidades de Caicó e Mossoró recebem a programação do Dosol Interior – Mostra e Papos Culturais, iniciativa gratuita que combina rodas de conversa sobre a produção artística fora dos grandes centros e apresentações de bandas de rock da região. A programação começa em Caicó na sexta-feira (29), a partir das 18h na Ilha de Santana. A abertura será com o papo cultural entre artistas e produtores da região. Na sequência, o público confere shows das bandas caicoenses Scória, O Bando da Pedra do Sol e T-Light, Dusouto e Orquestra Greiosa, de Natal. No dia seguinte, sábado (30), é a vez de Mossoró receber o projeto. A roda de conversa começa às 16h, no Memorial da Resistência, com foco na produção musical local, e será seguida de shows das bandas The Velociraptors, 30 de outubro, Hotnail, Cumpadi Cabôco, T-Light, Ragganorte, Orquestra Greiosa e Dusouto. “Ir ao interior do RN é sempre uma grande alegria e uma missão importante pro DoSol. Já lançamos diversos artistas que conhecemos nessas andanças e é sempre revigorante ver...

leila tabosa

28/08/2025|

Neste sábado (30), às 16h, na Nobel do Praia Shopping, o Mulherio das Letras Nísia Floresta em parceria com o Núcleo de Arte (Nuarte) do IFRN, realizará uma programação especial alusiva ao Agosto Lilás, mês da campanha de enfrentamento à violência doméstica. Com atração musical de Olívia Luz, integrante da Orquestra Jovem do IFRN, em voz e violão, a abertura trará composições de Rita Lee, verdadeiros recados para arejar a consciência neste mês da luta feminina. Em seguida, sob a mediação da escritora Kalina Paiva, o Clube de Leitura Elas por Elas debaterá a obra “Ela nasceu lilás”, de Leila Tabosa, poeta e contista que estará presente. A obra, que contém 16 contos que serão debatidos, foi recomendada pelo Governo do Estado do RN na cartilha “A voz da proteção: Programa Maria da Penha vai às Escolas”. Através das narrativas, é possível visualizarmos o cotidiano de mulheres nordestinas e periféricas. Nascida na periferia de Fortaleza, onde viveu até 1996, Leila Tabosa migrou para o Rio Grande do Norte. Em terras potiguares, conciliou estudos com maternidade e trabalho em restaurante fastfood, lojas de roupas femininas de rua e em Shopping Center. Para concluir o Ensino Médio, fez o então supletivo (EJA)...

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