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Espaço Cultural Jesiel Figueiredo recebe Underground Contra a Fome de São João neste FDS

Redação

A Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), realiza nos dias 12 e 13 de junho o Underground Contra a Fome de São João. O evento acontece no Espaço Cultural Jesiel Figueiredo, na Zona Norte da capital, a partir das 16h, reunindo artistas locais e nacionais dos segmentos de rock, metal, rap e reggae. O acesso será mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível. Os itens arrecadados serão destinados a ações sociais desenvolvidas no município. Além dos shows, a programação contará com rodas de conversa sobre captação de recursos para projetos alternativos, com foco no fortalecimento da produção cultural independente e no intercâmbio entre artistas, produtores e agentes culturais. A secretária municipal de Cultura e presidente da Funcarte, Iracy Azevedo, reforçou que o evento amplia o espaço para diferentes manifestações artísticas e associa a programação cultural a uma ação solidária. “O Underground Contra a Fome reúne música, formação cultural e solidariedade em uma mesma programação. A iniciativa abre espaço para artistas da cena alternativa e também contribui para ações sociais por meio da arrecadação de alimentos”, afirmou. Programação12 de junho – Rock e Metal 16h – Abertura do espaço 17h – Roda de conversa sobre captação de recursos para projetos alternativos 18h – Punk na Praça 19h – Comando Etílico 20h – Croskill 21h – Terror Zone 22h – Iron Slave 0h – Encerramento 13 de junho – Rap e Reggae 16h – Abertura do espaço 17h – Roda de conversa sobre captação de recursos para projetos alternativos 18h – Duguetto Crew 19h – Costa Norte MC’s 20h – Mano Edu 21h – Eduardo Taddeo (atração nacional) 22h30 – Allan Negão e banda Trend Zion 0h – Encerramento

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Palco Giratório Sesc inicia programação com grupo pernambucano em Natal e Caicó

Redação

Maior projeto de circulação de artes cênicas do país, o Palco Giratório Sesc inicia sua programação de 2026 no Rio Grande do Norte neste fim de semana, com atividades gratuitas em Natal e Caicó. Promovida pelo Sesc RN, entidade do Sistema Fecomércio RN, a abertura acontece nos dias 13 e 14 de junho, no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, com a oficina Bora Mamulengar e o espetáculo Re Te Tei, da Tropa do Balacobaco, de Pernambuco. Já no dia 15 de junho, a montagem também será apresentada ao público de Caicó, ampliando o alcance do projeto no estado. O presidente do Sistema Fecomércio, Marcelo Fernandes de Queiroz, reforça a importância e o que representa o Palco Giratório. “Esse projeto é um verdadeiro intercâmbio artístico, que permite a apresentação de grupos potiguares fora do RN e a presença de outros estados para o nosso público. Em 2026, duas peças do RN percorrerão o Brasil”, explicou. Todas as atividades são gratuitas e integram a proposta do Palco Giratório de democratizar o acesso às artes cênicas e promover o intercâmbio cultural entre diferentes regiões do Brasil. Em Natal, a oficina Bora Mamulengar acontece no dia 13, a partir das 13h, enquanto o espetáculo Re Te Tei será encenado no dia 14, às 19h. Em Caicó, o público poderá conferir a apresentação no dia 15, às 19h30.  Os ingressos de Natal serão disponibilizados gratuitamente pelo Sympla um dia antes de cada espetáculo, além de um lote presencial liberado uma hora antes das apresentações. Para participar das oficinas, as inscrições são abertas em formulário online cinco dias antes da atividade. Já em Caicó, não é necessária retirada de ingressos, sendo a entrada livre na unidade do Sesc para assistir ao espetáculo. Em todos os casos, o público é convidado a doar 1 kg de alimento não perecível para o programa Sesc Mesa Brasil. Inspirado na cultura popular nordestina, Re Te Tei mistura humor, aventura e elementos do imaginário sertanejo para contar a história de Chico Catolé, um menino conhecido por suas travessuras que acaba transformado em Papa Figo após enfrentar a lendária figura em um duelo de rimas. A partir daí, ele embarca em uma jornada repleta de personagens, mitos e tradições do sertão pernambucano. Já a oficina Bora Mamulengar propõe uma imersão nos saberes do mamulengo, manifestação cultural reconhecida por unir teatro, música, oralidade e crítica social em uma linguagem genuinamente nordestina.  Após a abertura em Natal, o Palco Giratório seguirá circulando pelo estado com programação em Mossoró e...

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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15/07/2025|

Buca Dantas volta ao audiovisual (e o audiovisual agradece). E mais do que um retorno ao ofício, um ato de fé, de memória e de amor à história potiguar. O documentário “Santos Mártires, das relíquias à devoção” nasce para dar voz ao testemunho das vítimas do massacre de Uruaçu, que derramaram seu sangue por fidelidade ao Evangelho. Produção tá on!

14/07/2025|

“A Última Sessão de Freud”, o maior sucesso do teatro brasileiro desde 2022, dirigida por Elias Andreato para o texto do premiado autor americano Mark St. Germain já foi visto por mais de 130 mil pessoas e chega a Natal, pela primeira vez, em única sessão, no dia 14 de agosto, no Teatro Riachuelo. Psicanálise na moda!

Jovens Escribas

14/07/2025|

Quase concomitante ao início deste blogueiro no jornalismo surgia numa Natal ainda mais provinciana e besta, o selo Jovens Escribas. Parecia uma iniciativa ousada para realmente quatro mancebos escritores ainda sem muito currículo. E de fato era. Mas de fato vingou. São 20 anos de estrada e a todo vapor. De jovens para veteranos escribas são mais de 250 títulos jogados no mercado, sob a liderança do já calvo escritor Carlos Fialho. Fialho já tinha uma coluna com relativo sucesso na página de relativo sucesso da Diginet, um provedor de internet naquele início de século. Lembro porque pouco depois me inseri por lá também e lembro ainda do galadinho escriba tirar onda com meu texto. Algo do tipo: “Nossa, que sensível” (rs). Mas desconheço se Daniel Minchoni, Patrício Jr. e Thiago de Góes já haviam publicado algo. Então realmente parecia pretencioso, mas algo cabível para a época. Natal tinha pouquíssimas editoras à época. A Sebo Vermelho se destacava, como hoje ainda. Nesses 20 anos, até onde sei, são as únicas sobreviventes daqueles analógicos tempos. E a Jovens Escribas surgia com nova safra também com novas formas de propaganda e bons livros de estreia. Aos poucos, gente daqui e gente de...

14/07/2025|

Guitarrista, pra mim, vai além do dedilhado veloz de quando Eric Clapton assustou o mundo em meados dos sexties, ou do estilo performático, estilo Pete Townshend e Neil Young (do qual sou fã). A criatividade na criação e na sutileza da execução dão o toque maior. E nesse quesito, ninguém melhor do que o subestimado Mark Knopfler, autor de um dos cinco maiores solos do rock mundial com Sultans of Swing. Nas três listas já publicadas pela revista Rolling Stone, em 2003, 2011 e 2023, com os 30 mais de todos os tempos, o líder do Dire Straits aparece apenas em 27º em 2003. A lenda Jimmy Hendrix lidera em todas. Injustiças do rock’n roll, para lembrar o tema nessa ressaca do Dia Mundial do gênero.

14/07/2025|

A AMOCÊ – Mostra Memórias em Curtas, será totalmente online e contará com a exibição de curtas documentais nacionais. Serão selecionadas obras de até 15 minutos, finalizadas entre 2010 e 2019, com a intenção de conectar criações audiovisuais, representatividade e democratização cultural, e provocar reflexões sobre memória, arquivo e tempo. Inscrições abertas! Mais detalhes no site https://www.memoriasemtravessia.com.br/amoce

sincericídio

13/07/2025|

É curioso como a gente vai aprendendo desde criança a dizer “com licença”, “obrigada” e “desculpa”, mas ninguém ensina como falar “estou magoada com você” sem soar como um escândalo. Crescemos com a falsa ideia de que silenciar é maturidade, e que o desconforto vai sumir se a gente empurrar ele para debaixo do tapete. Lembrete: ele não some. Vira bolor. Outro dia, fiquei pensando na importância de falar sobre os incômodos diretamente com quem os causou. É justamente esse o pulo do gato que a gente foge de dar: conversar com quem provocou a dor, e não com a rodinha de amigos que só balança a cabeça e aumenta a mágoa com pitadas de “pois é, amiga, que absurdo!”. É fácil se sentir entendida quando se abre com quem não estava na cena do crime. Mas é covardia emocional. E confesso: poucas coisas me dão mais preguiça do que gente que prefere criar um tribunal paralelo a resolver de fato a pendência. O silêncio, quando conforta mais do que a coragem de falar, é um convite para que a relação apodreça devagar. Ele cria uma distância invisível que cresce em cada mensagem não respondida, em cada encontro cheio de...

Fest Bossa & Jazz anuncia toda sua programação para 2025 em Pipa

13/07/2025|

A organização do Fest Bossa & Jazz revelou a programação completa da edição deste ano, que acontece de 14 a 17 de agosto, na Praia da Pipa. Com 16 anos de história, o evento segue seu propósito de oferecer, gratuitamente, quatro dias intensos de atrações nacionais e internacionais, experiências artísticas para todas as idades e ações voltadas à sustentabilidade, tudo com acesso 100% gratuito, em um dos destinos mais desejados do país. Reconhecido como Patrimônio Cultural, Imaterial e Turístico do Rio Grande do Norte, o Fest Bossa & Jazz vai além da música: é um verdadeiro encontro de culturas, ritmos e ideias. “O festival nasceu com o propósito de gerar impacto social e cultural, e é uma alegria enorme mantê-lo assim há 16 anos. Que todos possam se encantar e amar mais, a cada edição, assim como eu amo”, destaca Juçara Figueiredo, idealizadora, diretora e coordenadora geral do Fest. Serão mais de 40 shows, com artistas nacionais e internacionais, apresentações diurnas e noturnas em 5 polos montados em Pipa e, como novidade da edição , um polo na Lagoa de Guaraíras em, Tibau do Sul, um total de 6 polos. “O nosso Festival ganha força a cada ano e, após pedidos de moradores e empresários locais, vimos a necessidade de criar um polo...

esso alencar

13/07/2025|

O termo cantautor é pouco utilizado e muito pouco conhecido. Geralmente refere-se a artistas populares que compõem e interpretam suas próprias canções, cujas letras tratam de temas populares, sociais ou políticos, podendo também girar em torno do cotidiano dos seus autores. Pode ser considerado um cantautor alguém com capacidade de criar e interpretar suas próprias obras, transformando em canções as suas experiências pessoais no ambiente em que vive, unindo-se ao seu público através do seu trabalho como compositor e intérprete; portanto, o cantautor é alguém que escreve, compõe e canta suas criações artísticas, incluindo letra e melodia. Vários músicos renomados também escrevem apenas a letra ou a melodia de suas próprias canções, mas são chamados apenas de cantores. No Brasil, o termo cantautor não é difundido e no seu lugar utiliza-se o termo “cantor-compositor”. Em Natal, Esso Alencar pode ser considerado um autêntico cantautor. Ele iniciou a sua carreira em Natal no ano de 1991, como vocalista da banda Os Quatro. Depois, de modo arrojado, criou seu próprio selo, pelo qual lançou dois discos: Bossta Nova em 2006 e Alma de Poeta, em 2009 (este último, premiado pelo projeto Pixinguinha, uma realização da Funarte/MinC).  Em 2017 Esso lançou o CD Várzea da Caatinga. Ele também lançou um livro com...

Comunidade Quilombola de Capoeiras

12/07/2025|

A Comunidade Quilombola de Capoeiras, localizada na zona rural de Macaíba (RN), será o cenário do 1º Encontro de Mulheres Negras e Quilombolas: Arte e Criatividade, que acontece no próximo dia 26 de julho. Com entrada gratuita, o evento promete reunir moradoras, lideranças quilombolas, artistas e visitantes em um dia repleto de trocas culturais, vivências formativas e celebração da identidade negra e quilombola. Capoeiras, reconhecida como território quilombola, carrega uma rica história de resistência e preservação cultural, sendo palco de iniciativas que fortalecem o pertencimento étnico-racial e o empoderamento comunitário. O Encontro nasce como um espaço potente de valorização das mulheres negras e quilombolas, que por gerações constroem, cuidam e mantêm vivas suas tradições por meio do saber, da arte e da luta. A programação do evento contempla mesas redondas, oficinas práticas, apresentações culturais, desfile de moda afro, exposição fotográfica e uma feira de economia solidária, destacando o afroempreendedorismo e as expressões artísticas produzidas por mulheres do território. Serão discutidos temas como ancestralidade, identidade, direitos das mulheres, saúde da população negra e cultura afro-brasileira. O Encontro visa promover um espaço seguro e acolhedor, onde ancestralidade e criatividade se conectam, contribuindo para o fortalecimento de redes de apoio, a visibilidade das...

Teatro, poesia, corpo e palavra: oficina quer despertar o verbo que habita em cada um

11/07/2025|

Nos dias 26 e 27 de julho, o Espaço A3 recebe a Oficina Verbo Encarnado, uma experiência imersiva voltada à teatralização da poesia, à escuta do corpo e à potência da palavra viva. Com 8 horas de carga horária total (4 horas por dia), a ação propõe unir jogos teatrais, leitura dramática e expressão poética como caminhos para explorar a palavra em sua forma mais encarnada. Idealizada e conduzida por Gessyka Santos e Lanuk Nagibson, a oficina nasce a partir do projeto Sarau Dentro da Noite, reconhecido por promover encontros poéticos e artísticos com apelo afetivo e performativo. A proposta convida os participantes a mergulhar no corpo, na voz e na poesia, fazendo do verbo, presença. A atividade é dividida em dois módulos: Módulo 1 – Corpo (26 de julho) Exercícios de aquecimento vocal e corporal, jogos teatrais e leitura poética criando um ambiente de escuta sensível e entrega expressiva. A ideia é trabalhar o corpo como veículo do verbo: respirar, sentir, declamar e se afetar. Módulo 2 – Verbo (27 de julho) Neste segundo momento, cada participante irá transformar um poema (autoral ou de outro poeta) em um vídeo-poema, explorando ritmo, entonação, imaginação cênica e performance. O resultado será...

waldick-soriano

11/07/2025|

Se fosse vivo, Waldick Soriano teria completado 82 anos no dia 13 de maio passado. A atriz Patrícia Pilar afirmou, quando o cantor era vivo, que sempre gostou das músicas do “Frank Sinatra” brasileiro, dizendo que suas canções tinham “um que” especial que sempre a impressionaram e deslumbraram. Ela o admirava tanto que em 2006 resolveu fazer um filme sobre a vida do artista. Waldick Soriano compôs verdadeiras pérolas da música romântica brasileira, mas sempre foi discriminado pela elite preconceituosa e por pessoas que, alegando ter “bom gosto musical”, detestavam seu trabalho, embora o artista fosse amado por milhões de brasileiros. O cantor baiano, de origem pobre, sempre foi estigmatizado e sofreu a mesma discriminação da qual também foram vítimas artistas populares como Paulo Sérgio, Odair José, Agnaldo Timóteo, Lindomar Castilho, Nelson Ned, os potiguares Carlos Alexandre e Carlos André (Oséas Lopes) e inúmeros outros. Compondo e cantando um tipo de música cujo tema central era a história de amores frustrados, utilizando-se de visuais aberrantes e inusitados – considerados de mau gosto – os artistas que, como Wakdick Soriano cantavam músicas consideradas cafonas, faziam parte da geração brega, que teve seu apogeu em meados dos anos 70, em plena ditadura...

andré da rabeca

11/07/2025|

Certa vez ouvi o saudoso “André da Rabeca” (1942-2010) dizer sobre Natal, entre uma música e outra: “É um lugar de merda para viver, mas um bom lugar para ganhar a vida”. Várias fontes atribuem ao célebre maestro, compositor e cantor Tom Jobim (1927-1994), que tinha moradias nos EUA e no Brasil, a seguinte frase (com diferentes versões): “Viver nos Estados Unidos [ou: viver em Nova York; viver no exterior] é bom, mas é uma merda; viver no Brasil [ou: viver no Rio] é uma merda, mas é bom [outra versão: é uma maravilha]”. Ruy Castro, em ‘Ela é Carioca’ e em ‘Mau Humor’, cita a frase de Tom como “A diferença entre Nova York e o Rio é que lá é bom, mas é uma merda. Aqui é uma merda, mas é tão bom [versão de Hugo Gonçalves em ‘Postais dos Trópicos’: é muito bom]”. Extrapolada da citação original existe a frase “A Europa é boa, mas é uma merda; o Brasil é uma merda mas é bom”. Essas frases talvez tenham alguma relação com estes versos de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), em ‘Explicação’: Para mim, de todas as burrices a maior é suspirar pela Europa./ A Europa...

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