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Anna Karenina desde sempre e para sempre

Poucas obras atravessam os séculos com a força silenciosa e inevitável de Anna Karenina. Publicado entre 1875 e 1877, em uma Rússia à beira de rupturas sociais e existenciais, o

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Cultura dá lucro

Ao longo do tempo, inúmeras pesquisas têm mostrado que a cultura é uma grande incentivadora de vendas, não só de mercadorias e produtos, mas também de serviços. E para cada

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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27/11/2025|

Uma das coisas mais interessantes em O Agente Secreto é que ele parece incomodar quem assiste a um filme esperando nós bem amarrados, tudo fechadinho. Ele até oferece isso de algum modo, mas escolhe seguir por outro caminho. Ele parece lembrar (ou resgatar) que a memória é feita de pedaços. Como arquivos remexidos na tentativa de achar um fragmento da mãe. Como fitas ouvidas sem ver quem fala. Como a foto que basta para matar. Como a mensagem que diz que a mãe começa a ser esquecida… Talvez falte, para uma parcela (sem culpa) do público, a percepção de que um filme não precisa ser uma história (por mais que O Agente Secreto seja uma). Porque um filme pode ser apenas história, sem artigo. E história, no final das contas, é feita de registros incompletos, de balas “perdidas”, de personagens invisíveis. História é feita do que foi dito e também do que não foi. História, sobretudo, é feita de memória. O Agente Secreto é, enfim, uma unidade sólida sobre algo que não tem unidade alguma. Isso pode incomodar, pode fazer faltar ar, porque lembrar também é respiro. E isso me bate muito intimamente, porque talvez eu esteja percebendo que começo...

27/11/2025|

Natal volta a respirar os aromas e sabores da culinária potiguar neste fim de semana com mais uma edição do Festival Sabores D’Praia, que acontece nos dias 29 e 30 de novembro, no Largo do Atheneu, com entrada gratuita todos os dias a partir das 15h. O evento, já consolidado como uma das principais celebrações gastronômicas do estado, reúne restaurantes, chefs, produtores e especialistas que fortalecem a identidade potiguar e convidam o público a viver uma experiência completa de gastronomia, cultura e lazer. Ao longo dos dois dias, o público poderá degustar pratos exclusivos, acompanhar aulas ao vivo, vivenciar experiências guiadas, curtir atrações musicais e aproveitar o clima aconchegante que transforma o Largo do Atheneu em um verdadeiro ponto de encontro da cidade.

joão almino

27/11/2025|

“ENTRE FACAS, ALGODÃO” Acabo de ler o romance “Entre facas, algodão”, de João Almino. (Rio de Janeiro: Record, 2017). Do autor eu já havia lido, há tempos, apenas um livro, “As cinco estações do amor”, obra de alta qualidade literária, que, no entanto, não me causou maior impressão. Daí a minha surpresa, logo às primeiras páginas desse “Entre facas, algodão”, em face de algo que me encanta e entusiasma. Prazerosamente, fico preso à leitura, não quero deixá-la de lado em momento algum. E aos poucos embrenho-me na narrativa, acompanhando a historia de um homem comum – o narrador -, já no limiar da terceira idade, que resolve dar uma reviravolta em sua vida, e parte em busca do tempo perdido, deixando mulher, filhos e tudo mais de sua rotina urbana, na ânsia de voltar às raízes telúricas, feito agricultor, plantador de algodão. essa pequena odisseia tem desfecho surpreendente, sobremodo dramático, em que surgem até mesmo uns lances folhetinescos, com assassinato, incesto, etc. Importa, porém, atentar para a forma como tudo isso é expresso, tornando-se pura arte da palavra: a linguagem fluente e clara não desperdiça palavras; a escrita parece passada a limpo. João Almino assemelha-se aqueles escritores “magros”, aos quais...

Exposição de colagem será aberta no Balalaika neste sábado

27/11/2025|

O artista plástico Diego RG, natural de Rio Grande (RS), fará a sua Exposição de Colagem no Espaço Cultural Balalaika, point cultural do Centro Histórico de Natal comandado pelo sebista e produtor cultural Severino Ramos. A vernissagem será neste sábado (29), a partir das 10h. A exposição permanecerá no Balalaika até 13 de dezembro. Durante a apresentação dos quadros, mediante uma conversa intimista, o artista irá dialogar com o público sobre o seu processo criativo ea poética de seu trabalho com Colagens feitas à mão. Quer saber mais sobre Diego RG? Acessa esse link AQUI ou confere suas obras no instagram @rg.collage Serviço Onde: Espaço Cultural Balalaika. Rua Vigário Bartolomeu, 565,Cidade Alta.Data da abertura: 29 de novembro.Horário: 10h.Entrada gratuita.

26/11/2025|

Alice Carvalho pode voar ainda mais longe. Após tantas premiações nacionais e internacionais, papéis em novelas globais, séries e filmes, o nome da atriz potiguar passou a ser cotado para o terceiro filme do héroi da Marvel, Pantera Negra. O jornalista Rodrigo Salem relatou em suas redes sociais que o diretor Ryan Coogler demonstrou interesse nela após assistir ao filme O Agente Secreto. Diz ele que conversou com o diretor e ele disse: “”Wagner está incrível”. E perguntou: “Quem é a atriz que faz a mulher dele no flashback? Maravilhosa. Que presença! O cinema todo aplaudiu a cena”. Na trama do filme, Alice dá vida à Fátima, esposa de Marcelo, interpretado pelo ator Wagner Moura. E aí, será?

Festival Cine Terreiro chega a Natal neste FDS

26/11/2025|

O Projeto CINE TERREIRO tem por missão a preservação da memória e identidade das culturas de matriz indígena e afrobrasileira.  Em sua 5ª Edição, o Festival Cine Terreiro tem a honra de retornar ao Rio Grande do Norte, seu lugar de origem. Em profunda reverência, o Festival homenageia nesta Edição a Cacica Francisca Tapuia Tarairiú, por sua notável liderança na luta e resistência em defesa dos Povos Originários. Após passar por Mossoró e Jardim do Seridó, o  Festival chega a Natal, neste fim de semana, nos dias 28 e 29 de novembro, na Pinacoteca Potiguar. A programação contará com a exibição das Mostras competitivas Mar – uma das mostras principais do Festival, com caráter competitivo e direcionada para realizadores não iniciantes, sendo composta por filmes contemporâneos, finalizados a partir de 2024 –  e a Mostra Potiguar – uma mostra especial do festival, com caráter competitivo e direcionada para filmes produzidos no Rio Grande do Norte, finalizados a partir de 2022.  As Mostras do Festival Cine Terreiro serão premiadas com troféu confeccionado pelo artista plástico Guaracy Gabriel, além da premiação de R$ 2.000,00 para a Mostra Mar e R$ 1500,00 para as Mostras Grão e  Potiguara. As premiações serão anunciadas após o término do Festival. A programação contará ainda com...

Câmara Municipal celebra 16 anos do Santuário dos Santos Mártires

26/11/2025|

A Câmara Municipal de Natal realizou, nessa terça-feira (25), sessão solene em homenagem aos 16 anos do Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, localizado no bairro de Nazaré, zona Oeste da capital. A solenidade, proposta pelo vereador Luciano Nascimento, celebrou a importância espiritual, social e comunitária do Santuário, considerado a segunda maior igreja do Rio Grande do Norte e um dos principais polos de devoção católica do estado. Foram concedidas 20 homenagens a fiéis, voluntários, músicos, catequistas, colaboradores e religiosos que contribuíram para a fundação, expansão, manutenção pastoral e serviços sociais do Santuário ao longo de sua história. Morador do bairro desde que nasceu, o vereador Luciano Nascimento, propositor da homenagem, enfatizou o papel religioso e social do Santuário na comunidade. “O Santuário recebe milhares de fiéis e é um marco da fé católica no estado. Homenagear os 16 anos dele e a quem o construiu é reconhecer a importância dessa obra que transforma vidas e fortalece a zona Oeste de Natal”, afirmou o vereador.  Entre os homenageados, o arcebispo emérito de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, lembrou que os Mártires de Cunhaú e Uruaçu são padroeiros do Rio Grande do Norte e ressaltou o papel do Santuário...

Yrahn Barreto se apresenta no Figa Bar & Cultura nesta sexta

26/11/2025|

O cantor, compositor e multi-instrumentista Yrahn Barreto sobe ao palco do Figa Bar & Cultura, em Ponta Negra, nesta sexta-feira, às 20h, para mais uma apresentação que promete emocionar o público com sua musicalidade envolvente e presença marcante. O couvert artístico será de R$ 10,00. Com mais de 33 anos de carreira, Yrahn Barreto é um dos nomes mais expressivos e versáteis da cena musical potiguar, conhecido por transitar entre gêneros como MPB, brega, samba e música regional, sempre com uma assinatura poética e afetiva. Seu mais recente trabalho, o álbum O pior brega é o que não se vê, lançado em junho de 2025, celebra sua trajetória e mergulha nas raízes afetivas do brega, estilo que sempre permeou seu repertório. Além de sua atuação nos palcos, Yrahn é mestrando em Música pela UFRN, com pesquisa voltada para os processos de formação musical. É também graduado em Música Licenciatura pela UFRN e pesquisador voluntário do GRUMUS – Grupo de Estudo e Pesquisa em Música da Escola de Música da UFRN. Ao longo de sua carreira, Yrahn já se apresentou em eventos como o Festival Natal em Natal, OI Blue Night, Usina Cultural Energiza, Projeto TAMAR (BA e PE), SESC RN e...

Espetáculo da Tuareg traz dança do ventre e influências étnicas ao TAM neste domingo

26/11/2025|

A Tuareg Kasa do Oriente, escola especializada em Dança do Ventre e Folclore Árabe, estará no Teatro Alberto Maranhão, neste domingo (30), às 18h30, apresentando o Espetáculo Laços em Nós: Uma Trança Cultural. A Dança do Ventre possui vários estilos musicais e de dança de países diferentes que juntos formam uma grande trança cultural, trançada a várias mãos em diversidade. Neste espetáculo, a escola mostrará essas influências e misturas nas coreografias e nos figurinos que remetem aos países originários: Egito, Iraque, Região do Golfo, entre outros. O público verá de onde veio a influência e o resultado final é uma coreografia completa do estilo musical que resume tudo isso: Rotina Oriental. A Rotina Oriental é um estilo musical que surgiu da criação de Mohamed A. Wahab para a bailarina Najwa Fouad na década de 1970 no Egito. É composto de um pout-pourri de estilos de danças diferentes que podem existir dentro do universo da Raks Sharqui (conhecida como Dança do Ventre) e Raks Shaabi (Danças populares e folclóricas). Um pouco sobre a Tuareg Kasa do Oriente A escola foi fundada em 1999 por Nuriel El Nur, bailarina desde 1994. Hoje conta com ela e Lara Vasconcelos como professoras, funcionando de segunda a...

UNI-RN é reconhecido novamente como Instituição Socialmente Responsável pela ABMES

26/11/2025|

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) recebeu mais uma vez o Selo Instituição Socialmente Responsável, certificação concedida pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). A nova edição do selo é válida para o período 2025 e 2026 e reafirma o compromisso do UNI-RN com ações voltadas ao desenvolvimento social e à formação cidadã. Compromisso contínuo com a responsabilidade social A carta enviada pela ABMES confirma a participação da instituição na 21ª Campanha da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular. O reconhecimento destaca o esforço permanente da comunidade acadêmica, que mantém uma atuação consistente em iniciativas de impacto social. Projetos de extensão; Clínicas Integradas; Núcleo de Práticas Jurídicas; e o Núcleo de Apoio Fiscal são alguns dos exemplos de atividades que aproximam o UNI-RN da população e ampliam o alcance dos serviços oferecidos à comunidade. A conquista evidencia um trabalho de longo prazo. Desde 2007, o UNI-RN figura entre as Instituições Socialmente Responsáveis reconhecidas pela ABMES. A certificação reforça a importância do engajamento de estudantes, docentes e colaboradores que, de forma articulada, fortalecem a cultura extensionista e o compromisso institucional com a sociedade.

Estudantes do UNI-RN publicam artigo sobre nomofobia e alertam para impactos do uso excessivo do celular

26/11/2025|

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) celebra mais um resultado acadêmico relevante. Um grupo de estudantes do curso de Direito teve um artigo aprovado na revista Vianna Sapiens, periódico classificado em B3 no Qualis, após desenvolver uma pesquisa inédita durante a disciplina de Sociologia Jurídica. O estudo analisa a nomofobia, termo usado para descrever o medo irracional de ficar sem o celular, a partir da perspectiva de futuros profissionais da área jurídica. O artigo, intitulado Preciso do meu celular! Uma análise da nomofobia na ótica dos futuros profissionais de Direito, é assinado por Ana Carolina de Melo Beltrão; Júlia Maciel Mendes; Laís Karla da Silva Barreto; Maria Clara Gonçalves Mendonça; e Pietra Paula da Silva Mendonça. O trabalho apresenta reflexões sobre dependência tecnológica e traz resultados que ajudam a ampliar o debate dentro e fora do ambiente acadêmico. A produção surgiu como atividade prática da 2ª unidade da disciplina e mobilizou a turma em uma investigação que relaciona comportamento digital, saúde mental e implicações sociais. Sob orientação do professor Rasland Luna, responsável pelo componente, as autoras mergulharam em um tema cada vez mais presente no cotidiano acadêmico e profissional. A pesquisa buscou compreender como o uso intenso do celular afeta hábitos, relações e processos decisórios,...

25/11/2025|

Em uma iniciativa inédita que integra impacto social, educação e empreendedorismo, o Fórum Negócios e a Editora Gente vão inaugurar uma biblioteca com 300 títulos na Penitenciária Feminina Dr. João Chaves, localizada na Zona Norte de Natal. A ação beneficiará mais de 100 mulheres privadas de liberdade, ampliando o acesso à leitura e contribuindo para processos de ressocialização e desenvolvimento pessoal. A iniciativa marca o ponto de partida de um projeto que será ampliado para diversas capitais brasileiras, tendo Natal como cidade pioneira. 

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O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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