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Cultura dá lucro

Ao longo do tempo, inúmeras pesquisas têm mostrado que a cultura é uma grande incentivadora de vendas, não só de mercadorias e produtos, mas também de serviços. E para cada

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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Música, Poesia e Encantamento: Daniel Campos e Carlos Zens lançam o álbum infantil “Som de Sol”

09/12/2025|

Financiado pela Lei Aldir Blanc, o projeto estreia com 10 faixas musicais. O álbum já está disponível no Spotify, YouTube e demais streamings. A música infantil potiguar ganha um novo capítulo com o lançamento do projeto Som de Sol. Unindo a expertise musical do maestro e flautista Carlos Zens à poética do escritor e compositor Daniel Campos, a obra “O Conto (En)Cantado” já está disponível para acesso gratuito em todas as plataformas digitais. Com uma proposta que mescla sonoridades brasileiras, educação musical e muita brincadeira, o álbum convida pais, educadores e, principalmente, as crianças, a uma viagem sonora que vai muito além do entretenimento: é uma ferramenta de estímulo à fantasia e à sensibilidade. O Encontro de Gerações e Saberes O grande diferencial do Som de Sol está na fusão de talentos. De um lado, Carlos Zens, instrumentista consagrado com passagens por palcos internacionais e parcerias com ícones como Hermeto Pascoal, trazendo a riqueza dos ritmos e instrumentos nordestinos. Do outro, Daniel Campos, doutor em Estudos Culturais e escritor, que insere nas letras uma narrativa pedagógica e literária envolvente. Expansão Literária em 2026 O universo do Som de Sol não se encerra nas canções. Está prevista uma nova sequência para...

UNI-RN mantém liderança em práticas sustentáveis no ranking GreenMetric 2025

09/12/2025|

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) conquistou mais uma vez destaque internacional ao garantir posição de referência no UI GreenMetric 2025, ranking global elaborado pela Universidade da Indonésia (Universitas Indonesia – UI) que avalia políticas, infraestrutura e ações voltadas à sustentabilidade em instituições de ensino superior. Nesta edição, participaram 1.745 universidades de todo o mundo e 60 brasileiras. O Centro Universitário alcançou o 459º lugar global e o 15º lugar nacional, desempenho que reafirma a consistência das iniciativas ambientais desenvolvidas pela instituição ao longo dos últimos anos. O resultado evidencia o avanço de projetos que envolvem gestão de resíduos, eficiência energética, mobilidade sustentável, educação ambiental e integração da comunidade acadêmica em ações contínuas. Com o novo desempenho, o UNI-RN segue como o 1º centro universitário do Norte e Nordeste e o 2º centro universitário do Brasil melhor colocado no ranking, consolidando sua liderança entre instituições que adotam práticas sustentáveis de forma estruturada e permanente. O desempenho no UI GreenMetric 2025 confirma que a sustentabilidade faz parte da identidade do UNI-RN e permanece como prioridade nas políticas institucionais, impulsionando novas metas e reforçando o papel na formação de profissionais conscientes e preparados para atuar em um mundo que exige escolhas responsáveis.

08/12/2025|

Mais um ano praticamente se foi e a Jerimum Jazz completa seus 27 aninhos. E para celebrar a data, claro, terá música. Nessa quinta-feira (10) o no Auditório Onofre Lopes, da Escola de Música da UFRN será para soprar velinhas, e como presente, o público e a banda terão a participação especial da cantora e compositora Khrystal. Início às 19h30 e acesso livre.

Podcast Pod Falar está no ar e precede volta do Papo Galado

08/12/2025|

Sim, o podcast mais artisticamente natalense está prestes a voltar após um hiato de um ano, suspenso por falta de patrocínio para bancar o estúdio. O Papo Galado tem previsão de volta em janeiro, agora no Casa Azul Produções (@acasaazulproducoes), comandado por Márcio Franco. E para planejarmos essa volta, teremos um aperitivo riquíssimo. O podcast Pod Falar, do DJ, pós graduado em Cinema e comunicólogo Anderson Legal estreia em nosso canal no youtube Sergio Vilar TV. Serão quatro episódios com regularidade semanal. E o primeiro programa já está no ar e traz o jornalista, músico, escritor e atual apresentador do decano programa Memória Viva, Ciro Pedroza. Quem conhece Ciro sabe da boa e rica prosa. Para conferir o primeiro episódio, só clicar AQUI. Os outros três programas que vêm na sequência serão com a também jornalista e apresentadora Margot Ferreira (com participação do vocalista da lendária banda Mad Dogs, CBI), com o publicitário Caio Vitoriano, e por último com a rapaziada do projet Aqui Já Foi Cinema. Papo Galado Finalizadas as postagens dos quatro programas do Pod Falar, este jornalista que vos escreve e Anderson Legal faremos juntos a sequência do Papo Galado, com início estimado para fins do mês...

De Santana do Matos a Sevilha

08/12/2025|

Já em terras d’Espanha, logo após Badajoz, causam-me forte impressão os vastíssimos campos cultivados (trigais, parecem-me) sem que haja neles uma habitação, uma árvore, nada – só aquele mar imenso amarelando a paisagem. De onde virão as pessoas que cuidam dessas plantações? – O – Primeiras impressões de Sevilha, expressas em um cartão postal enviado ao meu pai: “O povo daqui se parece mais com o brasileiro. A cidade tem belíssimos monumentos, mas, de modo geral, não é bonita”. – O – Giro pela manhã: Museu de Belas Artes. Obras de Murillo, El Greco (uma, só), Zurbarán e outros pintores espanhóis. Gostei, especialmente, deste último e de duas esculturas de Juan Martinez Montañes e de uma de Pedro Torrigiano, nomes estes que tive o cuidado de anotar, tamanha a impressão que as suas obras me causaram. Depois de visitar o Museu, fui ver a Plaza de Toros de la Maestranza e a Igreja da Madalena. São 18:30 hs. e o sol ainda alto. Quentura medonha lá na rua. Aqui no quarto do hotel, porém, não faz calor. Visitas da tarde. Primeiro a Catedral. Quanta grandiosidade e opulência nesse enorme templo, o terceiro maior da Cristandade. Muita beleza, mas também muito...

Mirabo-Dantas-e-Silvia-Sol

08/12/2025|

O Teatro Alberto Maranhão (TAM) será palco de um encontro musical que conecta diferentes momentos e expressões da música autoral potiguar. Mirabô Dantas e Silvia Sol se apresentam na Mostra de Cantautores nesta quarta-feira (10), às 19h30. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada e ingresso solidário), disponíveis nas lojas Discol, Sem Etiqueta e também online, pela plataforma Outgo. Com mais de cinco décadas dedicadas à música, Mirabô Dantas foi revelado nos festivais de música da década de 1970 e teve obras gravadas por nomes como Elba Ramalho, Leci Brandão e Maurício Tapajós, além de parcerias com figuras centrais da MPB. Sua obra apresenta trilhas para teatro e cinema, incluindo o prêmio de Melhor Trilha Sonora no I Festival Nacional de Cinema pelo filme “Boi de Prata”. “Encerrar a Mostra com Mirabô Dantas e Silvia Sol é, de certa forma, reunir tudo o que buscamos desde julho: aproximar gerações, promover diálogos e evidenciar a riqueza da música que nasce aqui. Ao longo desses meses, testemunhamos encontros entre universos distintos que fortaleceram ainda mais o vínculo do público com a produção local”, diz Esso Alencar, coordenador da Mostra e integrante da Rede Potiguar de Música (RPM). Silvia Sol...

07/12/2025|

Nandrill estabelece seu lugar na cena hip-hop com “Melhor Fase”, seu primeiro single solo. Cria da Vila de Ponta Negra, já conhecida na noite como DJ e pelo trabalho como guitarrista e vocalista na banda potiguar Demonia, ela amplia sua identidade artística ao mergulhar no Jerk Drill, uma das estéticas mais atuais do rap mundial. A faixa entrega versos debochados, toque de diss track e um jogo vocal que alterna força e suavidade, guiado por adlibs marcantes que reforçam sua assinatura. Para celebrar essa nova etapa, Nandrill se apresentou no Festival Dosol 2025, no palco Clube Frisson, um espaço que simboliza não só o fortalecimento da cena underground potiguar, mas também a ascensão de artistas que constroem seu caminho com autonomia e estética própria. Links úteis:Pré-save do Single “Melhor Fase”: tratore.ffm.to/nandrillInstagram: instagram.com/nandrilll/Festival Dosol: outgo.com.br/festivaldosol2025

cine rio grande

07/12/2025|

Nesta segunda (8), das 19h às 21h, o Auditório 1 do Departamento de Comunicação Social da UFRN (Decom/UFRN) recebe a conferência Entre Telas, Memórias e Histórias: os Cinemas de Rua de Natal, um encontro dedicado a discutir, revisitar e atualizar a memória da exibição cinematográfica na capital potiguar. O evento é parte do processo de conclusão da pesquisa Entre telas, memórias e histórias: O Cinema Rio Grande em Natal (1949-1991) sobre o Cine Rio Grande, um dos mais importantes cinemas de rua de Natal, localizado na Avenida Deodoro da Fonseca, ao lado da Catedral Metropolitana. A investigação resgata aspectos arquitetônicos, experiências do público, funcionamento cultural e o papel simbólico que o Cine Rio Grande desempenhou na formação urbana e afetiva da cidade. A conferência reunirá pesquisadores e agentes culturais que têm se dedicado à história do cinema potiguar: Rodrigo Almeida, pesquisador, cineasta e professor do Decom, será o mediador da noite que contará com a presença de Thaina Morais e Giovanni Gomes, que apresentarão os resultados da pesquisa sobre o Cine Rio Grande. Também integra a mesa Wire Lima, que compartilhará a nova fase do projeto Aqui Já Existiu Cinema, iniciativa que percorreu cidades do interior do Rio Grande do...

palhaço facilita

07/12/2025|

Ontem o programa Talento Potiguar, que eu apresento aos sábados pela TV Ponta Negra, apresentou um programa especial com a trajetória de José Nilton Mariano da Silva, o palhaço Facilita, que está comemorando 52 anos de carreira. Eu me apresentei pela primeira vez em um circo em 1982, na cidade de Macaíba, exatamente no circo do palhaço Facilita. Aquela foi só a primeira de inúmeras vezes que cantei no circo de Facilita em várias cidades do Rio Grande do Norte; além do circo de Facilita, fiz dezenas de shows em circos grandes, médios e pequenos no nosso estado, na Paraíba, em Pernambuco e Alagoas. O palhaço Facilita tem uma ligação especial com nosso estado, pois nunca levou o seu circo para além da fronteira do RN. Ele começou a trabalhar como ajudante de palco no circo Mágico Nelson e terminou se casando com uma das filhas do patrão. Em meados dos anos sessenta, quando o circo se mudou para Alagoas, Facilita não quis ir: já tinha planos de possuir o próprio circo e mesmo sendo genro do mágico Nelson, preferiu não ir embora: viu sua esposa e filho partirem para Arapiraca, mas permaneceu no Rio Grande do Norte. Durante mais...

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Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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