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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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CMN outorga Título de Cidadania e entrega Comenda Marcos Dionísio

10/12/2025|

A Câmara Municipal de Natal realizou, na noite desta terça-feira (9), sessão solene dedicada à primeira entrega da Comenda Marcos Dionísio de Direitos Humanos, criada para celebrar pessoas, entidades e coletivos que se destacam na defesa da dignidade humana na capital potiguar. A solenidade, proposta pela vereadora Samanda Alves, também outorgou o Título de Cidadão Natalense ao defensor público-geral do Rio Grande do Norte, Clístenes Mikael de Lima Gadelha. “Receber o Título de Cidadão Natalense é uma questão de pertencimento. Foi em Natal que construí minha vida. E receber esse título junto da Comenda Marcos Dionísio é um plus, porque, como defensor público, a defesa dos direitos humanos é missão e prioridade”, afirmou Clístenes Gadelha,  que é natural de Alexandria/RN. A vereadora Samanda Alves, autora da proposição, destacou o caráter simbólico e político da solenidade: “É um dia importante para o nosso mandato e para toda a Casa, quando homenageamos quem constrói a pauta dos direitos humanos. Esta comenda leva o nome de um militante que é referência para Natal, para o Estado e para o Brasil. A Câmara hoje afirma seu compromisso com uma cidade digna e justa para todas as pessoas”. A comenda homenageia o legado do advogado,...

Educação, Cultura e Saúde são destaques em reunião da Comissão de Finanças

10/12/2025|

Um projeto de lei que pretende estabelecer parcerias entre teatros, cinemas e escolas da rede pública municipal de Natal recebeu parecer favorável durante a reunião ordinária da Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização (CFOCF), realizada nesta quarta-feira (10). Além deste, o colegiado apreciou matérias nos campos do incentivo à Cultura Potiguar e na área da Saúde. Com autoria do vereador Daniell Rendall (Republicanos), o projeto de lei 327/2025 visa criar o programa “Cultura na Escola”, voltado para promover o acesso dos estudantes do município às salas de cinema e espetáculos teatrais. Entre as atividades previstas no projeto estão visitas organizadas a cinemas e teatros locais, com mediação pedagógica e cultural, a realização de debates e rodas de conversa após as exibições ou apresentações, e a priorização de obras com temáticas educativas, culturais, históricas ou sociais. De acordo com o autor da matéria, a proposta busca levar os estudantes para uma vivência cultural enriquecedora, contribuindo tanto para o aprendizado formal, quanto para a ampliação do repertório crítico, estético e social dos alunos. “Esse nosso projeto tem a perspectiva de trabalhar as escolas cada vez mais distante da rotina exaustiva da sala de aula. E, nesse sentido, tivemos a ideia de...

Casa da Ribeira recebe espetáculo sobre luto a partir desta sexta

10/12/2025|

Cercada de mistérios, mas, ainda assim, única certeza da vida, a morte é um assunto delicado e permeado por estigmas na sociedade. O luto, por outro lado, é uma experiência universal, embora singular, que pode ser compartilhada com mais sutileza e em coletividade. É com essa atenção ao assunto, mesclando drama e comédia, que o Grupo Lupa estreia nos palcos através da peça Depois de Serena, nos dias 12 e 13 de dezembro, no Espaço Cultural Casa da Ribeira.  Na sexta-feira, 12, o espetáculo tem início às 20h, já no sábado, Depois de Serena começa às 19h. A entrada é gratuita, basta retirar os ingressos na Casa da Ribeira uma hora antes de cada sessão. A obra conta a história de quatro jovens diante da morte repentina de uma amiga, causada por um aneurisma, e os desdobramentos existenciais que sucedem o incidente. A trama explora como os jovens lidam com o acontecimento de maneira individual e como grupo, além de transitar entre temas adjacentes à morte, como doação de órgãos e o medo.  De acordo com Matheus Holanda, dramaturgo potiguar e ator da peça, Depois de Serena tem sua importância “ao tratar de um assunto tão sério como a morte, respeitando...

Tiago Terras

10/12/2025|

Na próxima quarta-feira (10/12) o cantor e compositor Tiago Terras lança seu primeiro EP solo, intitulado “Sambas de Terra”. Composto por quatro sambas de sua própria autoria, feitos ao longo do ano de 2025, o trabalho conta com a produção musical do experiente Eduardo Taufic e participações de nomes como Jubileu Filho, Weslley Silva (Cicinho) e Bruno Cirino, que juntos formam o time que deu vida a sonoridade bem construída da obra. Escute Agora Capa do EP “Sambas de Terra”. Fotografia e Design Gráfico por Rita Machado.  Apesar de ser seu primeiro EP, Tiago Terras é um cantor de muita experiência em sua bagagem e possui várias composições no conjunto de sua obra. É professor de canto e coralista no coral do estado do RN, somando-se mais de trinta anos de atuação entre a vertentes do erudito e popular. Além de integrar a Camerata de Vozes do Rio Grande do Norte, Tiago Terras já cantou com o grupo Igapó de Almas e é um dos idealizadores do projeto musical Os Chicos, em parceria com o cantor Rafael Barros, onde realizam tributos a grandes nomes da MPB, com uma trajetória de apresentações nos mais importantes teatros e casas de cultura do RN. Além...

outra sintonia

10/12/2025|

Outra Sintonia: a história do autismo Autores: John Donvan & Caren Zucker Tradução de Luiz A. de Araújo Editora: Companhia das Letras Ano: 2017 Páginas: 659 Por volta da segunda metade do século XV, na Rússia czarista, um sapateiro chamado Basílio ganhou fama repentina. Segundo se comentava em várias cidades do império, Basílio, chamado também de “O louco de Cristo” era um dos únicos mortais de quem o Czar Ivã, o terrível, tinha medo. Isso porque, além de ser visto andando nú pelas ruas de Moscou, carregando correntes no meio da neve, ele cultivava hábitos estranhos e dizia às pessoas, com uma assombrosa e sincera rudeza, coisas que, segundo a moralidade pública da época, não deveriam ser ditas. As pessoas afirmavam que suas mensagens, diretas e cortantes, sem mediações, indicavam que ele teria o dom da profecia e por isso tinham, para com essa figura exótica, um temor religioso. Não é à toa que, após sua morte, com seu corpo sepultado na catedral que leva o seu nome, Basílio tenha se tornado um dos santos da igreja Ortodoxa russa, canonizado em 1588. Uma das coisas que ninguém se deu conta, era que Basílio, assim como muitos outros personagens cujas vidas...

Em última reunião de 2025, Comissão de Direitos Humanos aprova 10 projetos

09/12/2025|

Dez projetos de lei receberam parecer favorável durante a última reunião do ano da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, da Cidadania, Trabalho e das Minorias da Câmara Municipal de Natal, realizada nesta terça-feira (09). Participaram do encontro as vereadoras Thabatta Pimenta (PSOL) e Brisa Bracchi (PT) e o vereador João Batista Torres (DC). Em destaque, o PL 614/2024, do vereador Aldo Clemente (PSDB), que assegura às pessoas idosas maiores de 80 anos a dispensa do uso da biometriapela impressão digital em atendimentos clínicos e hospitalares, e o PL 202/2024, do vereador licenciado Hermes Câmara, que dispõe sobre a distribuição gratuita na rede municipal de Saúde de repelentes do mosquito Aedes Aegypti: Programa Natal Sem Dengue.  “O projeto que beneficia a população idosa é importante e a gente jamais poderia deixar de votar de forma favorável. Recebemos muitas reclamações dos idosos acerca de dificuldades ao cessar serviços de saúde, especialmente sobre a biometria. Então, faremos tudo que for possível para reduzir a burocracia na hora do atendimento nas clínicas e hospitais para nossos idosos”, defendeu o vereador João Batista Torres. “A proposta sobre a distribuição gratuita de repelentes nas escolas municipais para combater o mosquito da dengue é bastante relevante,...

09/12/2025|

Neste sábado, às 16h, na Livraria Manimbu (Petrópolis), Joseh Garcia, poeta e doutor em Psicologia Oriental-Ocidental, promoverá uma roda de conversa sobre o poder da poesia em reencantar o mundo, focando no autoconhecimento e o quão é essencial para encontrar caminhos além das crises pessoais e coletivas. Como parte da discussão, ele falará das crises mundiais como sintoma, sobre o conceito de olhar poético e trará luz ao potencial maior da poesia em catalisar um mundo mais justo e empático. Para ilustrar a discussão, o palestrante lerá poemas do seu livro Nu No Labirinto, que estará à venda, e também abrirá espaço para que participantes possam ler seus poemas favoritos para potencializar a força deste encontro. O evento é gratuito.

Feira na Câmara reúne artesãos locais com produtos variados e acesso gratuito

09/12/2025|

A Câmara Municipal de Natal recebe até a próxima quinta-feira (11) mais uma edição da feirinha de artesanato, com exposição e comercialização de produtos feitos por artesãos locais. No espaço, estão disponíveis produtos alimentícios artesanais, pedras, bolsas, lembrancinhas natalinas, temperos, itens naturais usados como terapias alternativas, artigos de crochê, imagens religiosas, brinquedos, peças para colecionadores, acessórios de beleza e vestuário. “É Muito satisfatório ver o resiltado de um projeto de lei de nossa autoria para que a Câmara disponibilizasse esse espaço durante o ano todo e nossos artesões mostrassem o seu talento. Não tenho dúvida que esses trabalhadores se sentem parte da Câmara pela valorização que está sendo dada ao trabalho deles”, destacou o presidente da Casa, vereador Eriko Jácome (PP). O evento começou nesta terça-feira (9) e permanece aberto das 8h às 14h, aberta ao público interno e externo no pátio e corredores da Casa Legislativa. “É um espaço totalmente gratuito. É um evento feito em parceria com a Semthas, onde disponibilizamos cerca de 50 mesas para os artesãos”, afirmou a diretora do Departamento de Planejamento de Projetos, Adriana Trindade. Entre os expositores, a artesã Brenda Ticiane destaca a visibilidade proporcionada pelo espaço. “Além das vendas, o network é...

Segunda edição da Parada da Diversidade acontece neste sábado na Rua Chile

09/12/2025|

A Rua Chile será um espaço de cor, celebração, arte e liberdade no próximo sábado (13), na segunda edição da Parada da Diversidade. O evento, totalmente gratuito, contará com uma programação extensa de shows, oficinas, performance e feirinha criativa. O lineup conta com nomes como Amanda e Ruama, Ametista, Dandarona, DK, Ebony, Eliaz de Castro (convidando Gaby Fox), Emma, Jani Firmino, Lorena Simpson, Pajux, Paulino Chacon com Gabriel Cabral e Zeza dos Teclados.  E ainda, em sintonia com o Dezembro Vermelho, mês de conscientização sobre HIV/AIDS, a Parada da Diversidade, em parceria com a cena Ballroom potiguar, para realiza a Vermelhow Mini Ball: Posithiva e PreParada. A Ball trará quatro categorias competitivas que dialogam diretamente com a memória, o cuidado e a desestigmatização do HIV/AIDS. Os ingressos gratuitos já estão disponíveis no site oficial da teia.lab A segunda Parada da Diversidade tem realização da teia.lab, com o patrocínio da Lei Câmara Cascudo, Fundação José Augusto e Governo do estado do Rio Grande do Norte, e com o apoio da Coca-Cola e Monster. Mais informações: @teia.lab

Identidade Cultural do Centro Histórico será discutida neste sábado na Cidade Alta

09/12/2025|

Neste próximo sábado (13), o bairro da Cidade Alta será atravessado por imagens, trajetórias e memórias, quando o projeto “Ressonância Potyguar: Imagem, Memória e Patrimônio” transforma o centro histórico de Natal em espaço de encontro entre arte, história e afeto urbano. Pensado pelo Ateliê Santa Catarina, o projeto propõe um movimento de escuta do território por meio de caminhadas, oficinas, conversas e imagens projetadas que revelam camadas muitas vezes invisíveis do patrimônio potiguar. Embora consolidado em sua atuação cultural, o projeto inaugura neste ano um gesto especial: a projeção pública do curta “Cidade Alta: Território em Ruína” projetado na fachada do antigo Cine Nordeste, às 18h, reativando simbolicamente um dos mais emblemáticos marcos arquitetônicos e afetivos da cidade. Erguido na primeira metade na década de 50, o Cine Nordeste fez parte do circuito dos antigos cinemas de rua que formaram hábitos, repertórios e sociabilidades em Natal. Foi ali, na Cidade Alta que pulsava como centro cultural, que gerações inteiras viveram a experiência do cinema como ritual coletivo. Hoje fechado, embora considerado patrimônio desde 2008 pela Fundação José Augusto, o Cine Nordeste se vê marcado pelo desgaste do tempo, guardando na memória da cidade sua importância como lugar de fora de...

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