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Alice Carvalho no filme Pantera Negra?

Alice Carvalho pode voar ainda mais longe. Após tantas premiações nacionais e internacionais, papéis em novelas globais, séries e filmes, o nome da atriz potiguar passou a ser cotado para

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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29/10/2025|

O Núcleo de Pesquisa em Linguagens, Literatura e Mídias do IFRN, em parceria com o Nuarte e a Livraria Nobel, celebra um ano de estudos da literatura de terror e suas interfaces com o NUEMETT – Núcleo de Estudos de Mulheres que Tocam o Terror. Para isso, realizará nesta sexta (31), às 19, na Livraria Nobel do Praia Shopping, uma Programação Especial de Halloween. Na abertura, uma roda de conversa sob mediação de Raquel Serrão, que discutirá “O horror como espelho social”. Farão parte as pesquisadoras do Núcleo e escritores potiguares convidados que produzem obras neste campo: Raquel Serrão, Conceição Guimarães, Eliane Souza, Adriele Cipriano, Laura de Freitas e Isabelle Cavalcante. Gilvânia Machado, poetrixta e contista, é uma das convidadas para este momento. Além dela, estarão presentes lançando obras: Kalina Paiva com o livro de contos “A Cruz da Cabocla: aparições, terror e mistério”; Leander Moura e Cristal Moura, com a HQ “Era uma vez”; e Florêncio Caldas, que estreia com “Criaturas”. Com muito pop rock, Hérik Lima embalará a noite de Halloween. 

Cineclube Natal realiza Mostra de Horror Cinematográfico Limiar na Biblioteca Câmara Cascudo

29/10/2025|

O Cineclube Natal realiza, na próxima sexta-feira (31), uma noite de imersão nas fronteiras entre o cotidiano e o fantástico com a Mostra de Horror Cinematográfico Limiar, a partir das 17h, na Biblioteca Câmara Cascudo. Retomando o sucesso das mostras de horror realizadas em 2023 e 2024, e para celebrar seus 20 anos, completados em maio de 2025, o Cineclube propõe uma verdadeira “virada cultural” na biblioteca, articulando palestra, exibição de filmes, exposição de artes visuais e experiências sonoras. O evento é gratuito e aberto ao público. “Nossa intervenção se apoia no conceito de liminaridade de Victor Turner, entendendo que, ao adentrar esse espaço, que pode ser o próprio bem cultural, a comemoração do Halloween ou a interação com os filmes, o indivíduo passa por um processo de ressignificação. Não apenas do horror enquanto forma de arte, mas também de si mesmo, atravessando uma experiência liminar em que as fronteiras da individualidade se dissolvem em prol de um sentimento de comunidade”, explica Hugo Braga, diretor da mostra e presidente  do Cineclube Natal.  Para incrementar a curadoria de filmes proposta pelo Cineclube, o público contará com uma palestra do realizador Davi Revoredo sobre leis de incentivo à cultura e o cinema de gênero, com instalação do artista...

Camden Town

29/10/2025|

Londres – Inglaterra, 12 de Janeiro de 2018. Se você me perguntar, amigo velho, qual a primeira imagem referente à Londres que guardo na memória, certamente vou te falar sobre a capa do álbum Abbey Road, da coleção e dos LPs dos Beatles que a minha mãe possuía e que eu costumo ouvir desde que me entendo por gente. Obviamente também não iria poder esquecer de mencionar a viagem panorâmica de balão que Gene Wilder fez com Peter Ostrum no filme de 1971, “A Incrível Fábrica de Chocolates”, um clássico absoluto das sessões da tarde da minha infância e que fez a geração que nasceu nos anos de 1970 se apaixonar, no limite da diabetes, pelo texto de Roald Dahl. Apesar de presentes e recorrentes nos primeiros anos de minha existência, lá em nossa casa, no conjunto Mirassol, zona sul de Natal, essas imagens não tiveram o impacto iconoclasta do conjunto de reportagens fotográficas sobre o movimento Punk que vi em uma edição especial da revista Somtrês, que mamãe comprou em uma banca do supermercado Nordestão, lá pelo comecinho dos anos 80. Foi só ali que eu descobri o sentido de uma coisa chamada “contracultura” e que havia também uma “cena”...

Roda Potiguar de Forró

29/10/2025|

Nesta quarta (29), às 19h30, os amantes do forró têm encontro marcado no Teatro Riachuelo: é a 8ª edição da Roda Potiguar de Forró. Desta vez, o projeto encabeçado pela cantora e compositora Tanda Macêdo recebe entre os convidados Lucy Alves e Waldonys. Repetindo o sucesso das últimas edições, a Roda mantém o formato pista. A distribuição dos ingressos gratuitos será realizada no dia 27 de outubro, no Midway Mall. Criada em 2019, a Roda segue com o objetivo de contribuir para a preservação da música potiguar e manter viva a identidade da música nordestina, em especial o forró raiz. A multiartista paraibana Lucy Alves faz sua estreia no projeto. Conhecida por sua potência vocal, versatilidade e presença marcante, ela vem reforçar a força feminina no gênero. Mas ela não será a única mulher a dividir o palco com Tanda, a cantora Khrystal também está entre as convidadas. Quem também participa da Roda pela primeira vez é o cantor, compositor e educador pernambucano Silvério Pessoa. Completam o time o cantor e compositor cearense Waldonys, que a partir desta edição assume o papel de embaixador da Roda, e o seu filho Luciano Moreno, além do jovem acordeonista Matheus Gabriel, do percussionista...

28/10/2025|

Enfim, o Teatrinho será inaugurado, o velho Sandoval, agora Sesc Sandoval Wanderley. Faz mais de um ano deixei alguns apontamentos em meu canal no youtube sobre a parceria público-privada estabelecida entre Prefeitura e Sesc (CLIQUE AQUI). Como serão as pautas? E a viabilidade financeira do equipamento? E sobre a logística de transporte? Essas e outras questões estão no vídeo. E talvez ainda mereçam resposta. Passado esse tempo – um longuíssimo tempo desde o fechamento do equipamento – o Teatro do povo está de volta. Será inaugurado no próximo dia 7, às 18h. No email enviado à imprensa, apenas um convite em nome do prefeito Paulinho Freire e do presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes. Sem espetáculos, esquetes ou qualquer número artístico. Mas será reaberto. E que o teatrinho renasça com saúde!

arte depois do esgotamento

28/10/2025|

Por Francc Neto Vivemos um tempo em que o colapso se tornou matéria-prima. As imagens já não denunciam, elas desfilam. O horror perdeu a sua aspereza e passou a circular como mercadoria estética, pronta para consumo nas redes, nas feiras, nas bienais. O olhar contemporâneo já não se espanta: ele administra. O sofrimento é estetizado, a catástrofe ganha moldura, a ruína é curada com verniz conceitual. Vivemos, enfim, o cinismo das imagens — uma era em que a arte se tornou cúmplice de sua própria impotência.E talvez seja justamente nesse pacto que ela revele, paradoxalmente, o último vestígio de sua lucidez. A arte, que antes desejava abrir frestas no real, hoje parece integrar o sistema imunológico do capital. Tudo o que toca é convertido em discurso, em dado, em relevância calculada. A linguagem da denúncia virou protocolo; a estética da urgência, um estilo reconhecível. O sistema absorveu a revolta e a transformou em pauta. O artista, entre o desejo e a sobrevivência, encontra-se preso a essa engrenagem que promete visibilidade e lhe oferece apenas exposição. Expor-se tornou-se um modo de se esvaziar. O problema não está apenas nas instituições ou no mercado, mas na própria percepção. Byung-Chul Han já advertia:...

Comissão de Direitos Humanos aprova PL contra violência doméstica e de gênero

28/10/2025|

A Comissão de Direitos Humanos, da Cidadania, do Trabalho e das Minorias (CDHCTM), aprovou, na reunião realizada nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei 131/2025, de autoria do vereador João Batista Torres (DC), o qual instrui a veiculação de mensagens de combate à violência doméstica e de gênero e contra a mulher em shows realizados na cidade de Natal. A matéria tem como objetivo conscientizar e sensibilizar o público presente nesses eventos sobre como se opor e coibir esse tipo de comportamento agressivo. De acordo com o autor do projeto, a aprovação da matéria é necessária no momento atual, de crescimento de denúncias de violência de gênero. “Hoje em dia a gente vê inúmeros relatos de agressões contra mulheres e de violência doméstica. Esse projeto de lei estabelece que, nos shows realizados na nossa capital, sejam passadas mensagens de acolhimento e de conscientização às mulheres, e também a quem está ali naquela festa, para que não cometam essas agressividades e denunciem”, apontou João Batista Torres. A agenda da reunião da CDHCTM contou ainda com a designação de 15 novos projetos de lei, e com a apreciação de relatório de mais oito. Entre esses últimos está o PL 388/2025, de autoria...

adolescência

28/10/2025|

Antes do sucesso absoluto da minissérie britânica Adolescência (2025), o cineasta baiano Aly Muritiba chegou aos cinemas com Ferrugem (2018). Em ambas histórias um garoto adolescente se vê responsável pela morte de uma garota adolescente por razões misóginas; e, como uma das repercussões, vem a tormenta dos pais do menino para lidar com isso. Assim como a técnica de plano sequência, em Adolescência, que impressiona o espectador (e funciona a favor da imersão na narrativa e da potencialização dos significados desejados pelo diretor); também em Ferrugem uma escolha técnica, a do roteiro, tem um impacto avassalador. Acompanhamos Tati como protagonista, até ela cometer suicídio, sendo substituída por outro protagonista. Assim, sentimos profundamente o seu desaparecimento, enquanto o mundo continua. Enquanto em Ferrugem o garoto adolescente não pretendia a morte da garota, e se arrepende a ponto de confessar sua culpa — em adolescência somos colocados de frente com um garoto que planejou e executou um assassinato. A motivação é uma realidade assustadora que estabeleceu-se de 2018 para cá: o crescimento desenfreado dos INCEL e da sua garra cruel, que esmaga a vida de jovens, tornando-os assassinos ou assassinadas; normalizando a ‘violência justificável’ por meio de um delírio misógino, que ressignifica acontecimentos comuns...

Osair Vasconcelos e Afonso Laurentino

28/10/2025|

por Osair Vasconcelos de ajudar a organizar cadeiras num auditório improvisado para receber Gonzaguinha no então vigoroso Circuito Universitário, discreta participação no movimento estudantil liderado por Sérgio Dieb até a minha colação de grau, participei e assisti a muitos atos importantes na vida da UFRN. vi também muitos atos solenes, como posse de reitores; e fundamentais ao conhecimento, como a palestra de Edgar Morin, uma das últimas interações de auditório entre intelectuais e estudantes, tão vivas até os anos 2010 deste século de IA. todavia, talvez nenhuma dessas experiências me tenha enchido tanto as veias de emoção quanto a entrega do título de Doutor Honoris Causa, na semana passada, a Afonso Laurentino. o currículo que o fez merecer a honraria é rico de muitas ideias e realizações a favor da disseminação do conhecimento no RN, desde os anos 50. mas, de forma particular, sou testemunha, inclusive como partícipe menor em algumas dessas ações e projetos, desse trabalho cujo adjetivo adequado é… gigantesco. acrescento a essa imensa obra a participação política de Afonso na luta contra a ditadura cruel e nojenta que afligiu o país por 21 anos. e registro a sua participação decisiva quando, junto a jovens jornalistas dos anos...

9ª edição do FliPipa começa quinta com o melhor da literatura na praia mais paradisíaca do RN

27/10/2025|

Programação gratuita vai reunir sebos, editoras, lançamentos de livros, oficinas, aulas espetáculos e cinema ambiental O Festival Literário da Pipa (FliPipa) chega à 9ª edição mantendo a tradição de levar o melhor da literatura para a praia mais paradisíaca do litoral sul Potiguar. De quinta (30 de outubro) a 1º de novembro, a Praça do Pescador recebe debates, oficinas, palestras e ações educacionais e ambientais. A nona edição do Flipipa vai abordar “Memória em Movimento”, passando pela presença do Romanceiro Ibérico em Tibau do Sul, visitando Biografias, Memórias, Ancestralidades e Literatura Indígena. A tradicional Tenda dos Autores receberá programação nos três turnos. Localizada na Praça do Pescador, a Tenda terá aulas espetáculos, mesas literárias e debates com programação gratuita durante todo o dia. O FliPipa mantém os espaços consagrados ao longo dos anos como as sessões de autógrafos, a Feira de Livros, os lançamentos na Cooperativa Cultural da UFRN, os Sebos, as Editoras e as ações do SESC. Para esta edição, Hotéis e Restaurantes da Pipa se somam ao projeto tornando-se Espaços Culturais com programação diária: Pipa Lagoa, Sun Bay, Bicho Preguiça, Calígula, Macoco Cozinha Artesanal e Athenas Creperia. Estão na edição 2025: Sidarta Ribeiro, Paulo Betti, Mário Magalhães, Tiganá...

27/10/2025|

A cantora e compositora Íris Lima lança, nesta segunda (27) o single “Ser Feliz”, em parceria com a consagrada artista Nara Costa. A canção celebra o verdadeiro sentido da felicidade nos gestos simples do cotidiano, e mistura elementos da música popular nordestina e da MPB. Na ocasião do lançamento, às 19h, haverá bate-papo musical na Escola de Música de Mãe Luíza, com jovens e alunos da comunidade que participam do projeto. Antes mesmo do lançamento, o single ganhou força com uma ação de marketing afetivo, onde Íris foi às ruas para conversar com as pessoas sobre o que é, para elas, ser feliz. A artista também promoveu a “Pegadinha do Bem”, surpreendendo o público com mensagens positivas e interpretações espontâneas da música, criando momentos de riso, emoção e identificação. A canção também terá videoclipe, a ser lançado no dia 30 de outubro, valorizando os cenários urbanos e turísticos de Natal, incluindo o Beco da Lama, Feira do Alecrim, Ponta Negra, Parque das Dunas e o Rio Potengi, mostrando trechos do dia a dia das artistas e a diversidade local.

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