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TERRA ESTRANGEIRA: Um mar galego

La Coruña – Espanha, 27 de Janeiro de 2018. Hoje, Santiago de Compostela amanheceu sobre uma densa névoa. Toda cidade parecia coberta por esse véu de branco cinza que cai

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Esso Alencar estreia show em homenagem a Renato Russo nesta sexta

Redação

Dentre todos os poetas do rock brasileiro, Renato Russo desponta entre os que cantaram toda uma geração de brasileiros. Sua obra marcou os anos finais do século XX e ressoa até hoje, como uma das mais notáveis da época, marcando a saída do país da repressão e os horizontes da juventude daquele período. O vocalista da banda Legião Urbana foi autor de uma série de sentenças cheias de poesia que moldou o pensamento de parte da sociedade brasileira até a sua morte, em 1996. Suas letras marcantes ajudaram a constituir o perfil dos jovens que estavam saindo de uma ditadura grotesca e violenta que havia sido exercida pelos militares por mais de duas décadas.    Trinta anos depois, para relembrar a obra inesquecível do cantor e compositor da Legião Urbana, o músico Esso Alencar abre uma circulação pelo circuito noturno de Natal e região metropolitana, fazendo uma releitura de grandes sucessos da banda em versões acústicas, para ser cantado junto com o público em cada lugar. Estão no repertório algumas das faixas icônicas de vários álbuns lançados pelos brasilienses, especialmente as clássicas canções do disco Dois, lançado em 1986 e que completa 40 anos agora (Quase sem Querer, Acrilic on Canvas, Daniel na Cova dos Leões, Fábrica etc). Mas também estarão contempladas parcerias como ‘Mais Uma Vez’, com Flávio Venturini, gravada originalmente pelo 14 Bis. Para além das mais conhecidas, faixas como ‘A Fonte’, ‘Se Fiquei Esperando meu Amor Passar’ e ‘Marcianos Invadem a Terra’ também integram essa mostra que se presta a refletir, cantar e aplaudir um dos compositores mais influentes da música brasileira no século passado, sem deixar de destacar sua verve interpretativa em performances memoráveis. Mas o grosso do conteúdo é bem manjado (Ainda é Cedo, Faroeste Caboclo, Tempo Perdido) e os arranjos foram adaptados para permitir uma interação da plateia, cantando e vibrando junto com a música. O local escolhido para a estreia é o Bar do Coelho, tradicional reduto da boemia natalense há exatamente meio século, e que justamente por estar comemorando o seu cinquentenário foi eleito para sediar este evento com tantas celebrações. O local fica atrás da histórica Igreja do Galo, à Rua Padre Pinto – 705, no centro da Cidade Alta. O evento será nessa sexta (09/10), com início às 19h.As entradas poderão ser adquiridas no local ($15). Crédito da foto: Marcelo Barroso

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Artemilson Lima e Antônio Ronaldo

Artemilson Lima e Antônio Ronaldo apresentam “ÓTIMO”: música, poesia e ironia no palco do TAM

Redação

Álbum reúne 12 canções que transitam entre rock, blues, MPB, humor e crítica social. Show acontece em Natal, com entrada gratuita. Há palavras que afirmam, outras interrogam. Algumas escondem ironias. Outras, diante dos absurdos do mundo, parecem ser a única resposta possível. “ÓTIMO”, título do álbum que une os músicos e compositores Artemilson Lima e Antônio Ronaldo, pertence a todas essas categorias. É afirmação e provocação, humor e inconformismo, um modo de rir das contradições da vida sem desistir de compreendê-las. É nesse território de encontros entre música e palavra que os dois artistas apresentam, nesta quarta-feira (14/10), a partir das 20h,  no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, o show de lançamento do disco, que reúne 12 canções e percorre diferentes paisagens sonoras, tendo o rock como fio condutor. A apresentação tem entrada gratuita. Lançado nas plataformas digitais em 26 de setembro, o álbum é resultado de uma parceria construída ao longo do tempo, alimentada pelo compartilhamento de poemas, textos e composições. Desse diálogo entre dois criadores nasceu um repertório que observa o cotidiano por suas frestas, reconhece o absurdo escondido na rotina e transforma inquietações individuais em matéria musical. Com produção e direção musical de Donizete Lima, “ÓTIMO” percorre caminhos que passam pelo rock, pelo blues e pela MPB, sem se prender a fronteiras de gênero. A música acompanha a palavra, mas também abre espaço para o inesperado: a ironia que desarma, o humor que revela, a poesia que desloca o olhar e a crítica que dispensa o tom de sermão. As 12 faixas — “Província Moderna”, “Pobres”, “Ilha dos Homens Bons”, “O Mundo”, “Periferia”, “Por Acaso, a Providência”, “Sigamos”, “Barganha”, “Questão de Tempo”, “Eu Não”, “Rebossa Nessa Joça” e “ÓTIMO!” — compõem um painel de observações sobre a sociedade, a política, as relações humanas e os paradoxos do tempo presente. A canção que dá nome ao álbum nasceu de um texto de Artemilson Lima musicado por Antônio Ronaldo. A palavra, aparentemente simples, ganha camadas de significado ao longo do trabalho. Pode expressar contentamento, carregar sarcasmo ou funcionar como uma resposta atravessada diante de situações que, de tão absurdas, quase dispensam comentários. Entre uma acepção e outra, permanece a possibilidade de encontrar no humor uma forma de resistência e na arte um espaço para a esperança. Entre a crítica e o riso O conteúdo social e político atravessa o repertório, mas não se apresenta como palavra de ordem. Em...

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Augusto Cury

Augusto Cury, um mentiroso

Fernando Luiz

Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta, professor e um dos escritores mais lidos do Brasil, com mais de 35 milhões de exemplares vendidos no país e publicados no exterior. Candidato a Presidente da República, no primeiro turno obteve pouco mais de três milhões de votos. Assim que o resultado das eleições foi conhecido, ele apressou-se em afirmar neutralidade no segundo turno. Curiosamente, ao tomar a decisão de ficar neutro, contrariou o que havia “ensinado” aos seus leitores em um dos seus livros de maior sucesso: Nunca Desista Dos Seus Sonhos. Atualmente o escritor está na Europa, ou seja: foi pra bem longe (aparentemente para manter a sua posição de neutralidade). Só que a máscara dele caiu: ele mudou de ideia, foi contra tudo o que apregoava nos seus livros e decidiu antecipar seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, indo contra a maioria dos dirigentes municipais do Avante – partido ao qual se filiou este ano (com certeza apenas para concorrer às eleições presidenciais) – cuja maioria manifestou apoio à reeleição do presidente Lula no segundo turno, entre eles, o presidente estadual da legenda, Gustavo Henrique e na Bahia, e o dirigente Ronaldo Carletto. Nos seus livros de autoajuda, Augusto Cury costumava citar ocasionalmente trechos do novo testamento. Todos sabem que a mensagem do Cristo era dirigida aos “pobres de espírito” (os pobres de verdade), como está escrito no Sermão da Montanha que, como afirmou Ghandi, “Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade e só se salvasse ‘O sermão da montanha’, nada estaria perdido.” Com sua decisão de apoiar um Bolsonaro, Augusto Cury não foi apenas contra o que “ensinou” aos seus leitores: pior do que isso, mostrou que sua palavra não é confiável e, com certeza, traiu milhares de seus eleitores. Gosto muito de ler, mas nunca li um livro de Augusto Cury. Graças a Deus. Pra mim, Augusto Cury não passa de um mentiroso. Crédito da foto: Érico Andrade/g1

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Montmartre

TERRA ESTRANGEIRA: O calor que derrete a neve

Pablo Capistrano

Paris – França, 10 de Fevereiro de 2018.  Depois que chegamos do hospital ontem com Sarah, saímos, eu e Ana, quase meia noite, para procurar uma farmácia aberta pelas ruas de Montmartre. Como era sábado, o dia internacional do agito noturno, a vizinhança do edifício em que estávamos na Rue Victor Massé, 13, fervia com uma badalação que faria qualquer natalense afeito às atividades boêmias, chorar de emoção.   Bares, pubs, restaurantes, teatros, sex shops e ambientes com jeito de bordeis baratos (como um lugar com o curioso nome de Dirty Dick), sempre cheios de gente, se espalham pelas ruas ao redor do nosso hotel. Essa área da cidade, onde nos encontramos agora, lá por volta do século XIX, naquelas noites em que Baudelaire, Rimbaud e Paul Verlaine caminhavam sobre a terra, era famosíssima pelos seus cabarés e pelas apresentações de can can, que rolavam soltas nos teatros da vizinhança. Inclusive, bem em frente ao prédio onde fica a nossa hospedagem, no número 12 da mesma rua, ficava o primeiro endereço do Le Chat Noir, inferninho parisiense frequentado por Toulouse Lautrec, que sempre baixava por essas bandas transitando pelos becos daquela Montmartre de fim de século, em busca de personagens para suas pinturas. De fato, o espírito daquela zona de Paris me pareceu bem mais quente, diverso e efusivo do que a de outras capitais europeias que já pude frequentar. Mesmo a musical Praga ou a imponente Viena, me pareceram bem mais “frias”. Até a quente Lisboa (para os padrões aqui do norte global) me soou mais sóbria, quase fúnebre. Já a sofisticada Londres, se apresentou para nós, transeuntes desse mundo globalizado, egressos da Taba de Poty, bem mais fleumática do que a capital francesa, que ousa rimar a exuberância de uma arqueologia arquitetônica moderna, com um certo  “joie de vivre”, que me fez lembrar o “amundiçamento” latino que captei nas ruas de Nápoles, no finalzinho do século passado. Um outro detalhe curioso é que aqui os casais se beijam, se abraçam e se tocam em público. Coisa que não me pareceu muito comum em outras capitais que visitei neste velho mundo. Guardada as devidas proporções momescas, embriaguez, amor e sexo parecem dar o tom nesse feriado, comemorado em meio à neve que derrete pelas calçadas de Montmartre. Algo, diga-se de passagem, que me faz ter uma boa nostalgia dos carnavais que passei em Salvador. Mesmo o frio sendo de rachar...

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As divas do teatro potiguar: Carminha Medeiros e Ana Francisca

Redação

A semana tem nesta quarta (7) um evento com importância histórica: o lançamento de dois curtas que documentam os percursos profissionais de duas atrizes potiguares atuantes no Teatro do RN há pelo menos meio século. Com direção de Bárbara Cristina, os filmes retratam as trajetórias de duas das principais artistas da cena teatral potiguar, Ana Francisca e Carminha Medeiros, que discorrem sobre os muitos momentos dedicados às suas atividades, desde que iniciaram a trabalhar na área. Trata-se de uma oportunidade para conhecer melhor um pouco dessas duas mulheres que ajudaram a construir a história do teatro no estado, que terão suas vidas contadas por si mesmas, recebendo um merecido reconhecimento pelo que fizeram através da Arte. Bárbara, que também é atriz e produtora cultural, reforça a importância desse seu trabalho, que almeja construir uma memória para o universo feminino na área teatral a partir desses registros iniciais, com a ambição de se tornar uma série documental onde muitas outras atrizes possam ser também incluídas. A largada para ‘As Divas do Teatro Potiguar’ se tornou possível graças ao apoio do SEBRAE-RN, através do seu edital anual de Economia Criativa. As locações foram feitas no TAM – Teatro Alberto Maranhão e Teatro SESC Sandoval Wanderley, palcos onde as duas atuaram durante suas carreiras. O evento, com projeção da primeira exibição aberta ao público acontece no Auditório do CTC, o Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França, antigo IFRN da Cidade Alta, no endereço Rua Princesa Isabel – 758, a partir das 19h e tem entrada gratuita.

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maria liz

Titan Vinyl Store anuncia pré-venda exclusiva em vinil do compacto de estreia de Maria Liz

Redação

“Flerte Tropical” ganha edição limitada de 300 cópias em vinil vermelho 180g; projeto marca a transição poética e sonora da cantora e compositora potiguar. ​A Titan Vinyl Store orgulhosamente anuncia o lançamento da pré-venda do compacto em vinil (7″) Flerte Tropical, trabalho de estreia da cantora e compositora potiguar Maria Liz. O disco, que marca a gênese de uma trajetória musical pautada pela entrega e pela verdade, captura o rito de passagem de uma artista que transforma memórias afetivas e composições guardadas em uma obra tátil, poética e atemporal. ​Flerte Tropical é uma imersão poética por sentimentos, sonoridades e metáforas. O compacto transita pelas descobertas de quem explora a vida e suas diferentes formas de afeto — desde os desejos do corpo até os anseios mais profundos da alma, onde a própria música se faz refúgio. Sonoramente, Maria Liz une a frescura do novo pop à essência marcante da MPB e do indie, resgatando influências afetivas como os acordes que ouvia no carro da mãe durante a infância. “Mapeei com carinho tudo o que amei, senti e vi ao longo da vida: das coisas mais simples, como falar de amor e desejo, a devaneios mais complexos sobre nossos caminhos. Este disco é o retrato de uma fase jovem, um ponto de partida que agora ganha o mundo e chega às vitrolas”, destaca Maria Liz. ​Celebrando a cultura do formato físico e o cuidado analógico, o lançamento chega ao mercado em uma edição especial de colecionador: ​Formato: LP Compacto (7″) — 33 RPM​Prensagem: Vinil Vermelho Especial 180g (Alta Fidelidade)​Tiragem: Edição estritamente limitada a 300 cópias.​ Encarte exclusivo frente e verso em papel couchê 150g com letras e ficha técnica​Lançamento da Titan Vinyl Store​Previsão de Chegada: 30 de Novembro ​REPERTÓRIO DO DISCO (TRACKLIST) ​Lado A Flerte Tropical​Euforia ​Lado B Uma Palavra ao Paraíso (Interlúdio)Garoa

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Não gosto de fofoca

Sheyla de Azevedo

É mentira! Eu gosto de fofoca. Tem gente que diz que não gosta de fofoca, mas eu acho que é mentira! Eu não estou falando de gente maledicente, invejosa e ressentida que vibra com os infortúnios dos outros. Que fala coisas para difamar ou degradar, sem medir consequências e, às vezes, até mesmo sem provas. Só pelo simples fato de que gozar da desgraça alheia é a única maneira que elas têm para não encarar suas vidas vazias de sentido. Isso não é fofoca. Isso é maldade. Eu falo daqueles detalhes da vida alheia que ficamos sabendo e que é absolutamente divertido, improvável, surpreendente, ou até mesmo previsível, dentro das devidas circunstâncias. Mas é, digamos, um tempero da vida! Um momento para você sussurrar ao lado de uma amiga ou amigo aquela informação indiscreta – que não tem nada a ver com sua própria vida – mas, que você mergulha nessa clandestinidade; seja quando você é o interlocutor da fofoca, seja quando você é a pessoa escolhida para ouvir a fofoca. Se tiver um grupo animado conversando perto de você, pode ter certeza de que tem fofoca ali. Eu já fiquei ouvindo a conversa entre duas pessoas sentadas no ônibus. Não lembro de nada! Mas, na hora, foi maravilhoso poder ouvir uma fofoca ainda mais alheia do que as fofocas que pertenceriam a mim mesma e ao meu entorno. Gente, eu amo uma boa fofoca. Vou dar um exemplo: você nota que coisinha vive implicando com coisinho. E não parece fazer sentido algum, afinal eles dois não têm relação alguma. Aí, de repente, você descobre que coisinha e coisinho já foram casados, em priscas eras. Abre-se um portão de luz à sua frente. Tudo começa a fazer muito mais sentido do que antes. Você se sente até meio inocente diante daquela nova realidade que se mostra diante de você. Quem nunca desejou ser uma formiguinha para saber o que de fato aconteceu naquele dia, em tal lugar, com tais pessoas ou é hipócrita ou não sabe curtir a vida. Vamos combinar, fofocar é dar uma trégua das próprias tretas; tirar uma folga dos nossos próprios problemas, silenciosamente escondidos das redes sociais. Ergamos as taças! Mas, jamais mostremos as dívidas de cartão! Afinal, só se vive uma vez, não é mesmo? Quando eu pedi a Serginho para ter uma coluna aqui no PAPO CULTURA, minha proposta para ele foi escrever sobre...

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Projeto Sesc Apresenta: Artes Cênicas contará com dez espetáculos gratuitos

Redação

O Sesc RN inicia em outubro a programação do “Sesc Apresenta: Artes Cênicas 2026”, projeto que reúne dez espetáculos produzidos por artistas e grupos potiguares. As apresentações são gratuitas e acontecem de 17 de outubro a 12 de dezembro, sempre às 19h, no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, no bairro Alecrim, em Natal.  A programação reúne diferentes gêneros, estilos e formatos, com trabalhos que abordam temas ligados à cultura nordestina, identidade, memória, diversidade, infância, saúde mental, ancestralidade e cultura popular. Entre os espetáculos estão “Desassossego”, da Cia A Máscara de Teatro; “Missão: Matinê”, do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare; “Candeia” e “No Coração da Lua”, do Grupo Estação de Teatro; “Nosso Bodó: O Retrato do Nordeste”, da Cia Aviar; “Chico Jararaca”, da Trapiá Cia Teatral; “Aparecida”, da Cia Escarcéu de Teatro; “A invenção do Nordeste”, do Grupo Carmin; “SER(tão)”, da Movidos Dança; e “Anavantú: Um passo pra frente e dois para trás”, do Grupo Rebuliço de Teatro. Para o público, os ingressos serão disponibilizados em dois lotes. O primeiro poderá ser retirado no Portal de Eventos do Sesc RN um dia antes de cada apresentação. O segundo estará disponível presencialmente no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, uma hora antes do início de cada espetáculo. Para o presidente do Sistema Fecomercio RN, Marcelo Queiroz, o projeto valoriza a produção do nosso estado e fortalece a cultura como instrumento de formação, reflexão e transformação social. “Investir em cultura é também investir nas pessoas e na valorização da nossa identidade. Com o Sesc Apresenta Artes Cênicas estamos criando novas oportunidades para os artistas potiguares apresentarem seu trabalho e, ao mesmo tempo, ampliando o acesso do público a uma programação diversa e de qualidade”, afirma. Sesc Apresenta: Artes Cênicas Realizada por meio de edital de seleção, o Sesc RN selecionou propostas de artistas e profissionais residentes no estado. O edital prevê R$ 100 mil em cachês artísticos, sendo R$ 10 mil destinados a cada espetáculo selecionado. Mais do que levar espetáculos ao palco, o Sesc Apresenta Artes Cênicas busca fortalecer a produção artístico-cultural do segmento no estado, incentivar a criação, a experimentação e a reflexão, além de ampliar o acesso da população à cultura. A proposta também valoriza a diversidade cultural e a dimensão educativa da experiência artística. A iniciativa integra a atuação do Sesc RN como incentivador da produção cultural potiguar. Em 2025, a instituição investiu R$ 11,3 milhões no programa Cultura, alcançando mais...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

09/06/2026|

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um...

two road in forest,Northern Ireland

08/06/2026|

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar...

Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

03/06/2026|

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da...

Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

03/06/2026|

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?,...

aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

03/06/2026|

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços...

Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

02/06/2026|

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra....

Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

02/06/2026|

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências...

Departamento de Comunicação da UFRN abre inscrições para Especialização na área audiovisual

02/06/2026|

Seguem até o dia 10 de junho as inscrições para a Especialização em Produção Audiovisual: da criação à realização de projetos para Cinema, TV e Internet, promovida pelo Departamento de Comunicação Social (Decom) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O curso de pós-graduação conta com 80 vagas e é direcionado a pessoas interessadas em audiovisual que possuam graduação em qualquer área do conhecimento. O curso estimula a criação de séries e longas-metragens, explorando a ficção, o documentário e a animação com relevância artística, política e social, além de potencial interesse comercial. As aulas estão previstas para começar em 6 de julho deste ano, e as inscrições podem ser feitas por meio do site do Sigaa, na aba Lato Sensu – Processos Seletivos. O corpo docente é composto por profissionais com experiência no mercado audiovisual, atuantes em produções de diversos formatos, com premiações e participações em festivais no Brasil e no exterior, além de trajetória expressiva na docência e na pesquisa. A especialização adotará metodologias inovadoras, incentivando a participação e o protagonismo dos estudantes. A especialização tem carga horária de 500 horas-aula, com frequência mínima obrigatória de 75% por disciplina. Com duração de 18 meses, as aulas ocorrerão...

02/06/2026|

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que acontece na cidade do Porto, Portugal.  De acordo com o próprio site do evento, nas últimas edições, houve mais de 65.000 inscrições de todo o mundo. A qualidade do júri internacional e das imagens selecionadas elevou a iniciativa ao patamar dos principais prêmios internacionais de fotografia. Esta edição contou com cinco categorias disponíveis no certame: Paisagem, Retrato, Vida Cotidiana, Arquitetura e Minimalismo. Cada participante podia encaminhar à submissão do concurso, gratuitamente, até 3 fotografias, da mesma ou de diferentes categorias. O júri foi composto por Andrea Bigiarini (italiano), Giulia Baita (italiana), Joanne Carter (australiana), Christian Barroso (brasileiro), Tânia Dinis (portuguesa). Sartief concorreu na categoria Vida Cotidiana e ao todo foram selecionadas 50 fotografias para participarem da exposição que acontece no dia 13 de junho.

“Black In”: Moisés de Lima transforma ancestralidade, blues e rock em travessia sonora no Mestiços

01/06/2026|

É no território de encontros entre blues, rock e ancestralidade afro-brasileira que o músico potiguar Moisés de Lima constrói “Black In”, espetáculo que será apresentado no próximo Sábado (6/6), às 20h, no Mestiços Bar e Espaço Cultural, em Ponta Negra. “Black In” propõe uma experiência de escuta marcada por riffs, baladas urbanas, pulsação percussiva e pela força metálica da gaita diatônica — instrumento que se tornou assinatura estética do artista ao longo de sua trajetória na cena alternativa do Rio Grande do Norte. No palco, Moisés costura composições autorais e releituras instrumentais influenciadas pela diáspora africana, pelo afro blues e pelas vivências acumuladas em décadas de circulação pelo underground potiguar. O repertório reúne músicas do single Afrika e do EP Black In, lançados pelo selo Mudernage com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) em 2024 e 2025. A faixa-título “Black In” nasce como homenagem ao poeta negro Edgar Borges, o lendário Blackout — figura emblemática da contracultura natalense falecido em 1999. A canção transformou-se em uma espécie de manifesto poético-musical sobre identidade, resistência e negritude. O trabalho rendeu a Moisés de Lima o prêmio de Melhor Compositor do Ano no Hangar 2026, além de indicações para Melhor Canção...

Selo DoSol lança novo single da Bixanu, que antecipa participação da banda em coletânea

01/06/2026|

Após a calorosa recepção do EP de estreia “CandyPunk”, culminando nas apresentações em festivais como DoSol e Casa Cheia (organizado pela Casa do Rock em Parnamirim), e premiação como Revelação do Ano na 23ª edição do Prêmio Hangar de Música, a Bixanu se prepara para o próximo lançamento, intitulado “Charismatic Charade”, música que fará parte da coletânea underground Elefante Core Vol. 4, ao lado de diversos artistas potiguares de rock. Além disso, também marca a entrada do grupo em uma nova fase que antecipa seu próximo EP. E que charada é essa? Possivelmente aquela que nos faz queimar por dentro, questionando o porquê das pessoas terem de sofrer por serem quem são e quais são os reais motivos para desacreditar de si mesmos. É possível ser colorido em um mundo cheio de tons de cinza? Produzida pelo guitarrista Hugo Valentim, no home studio Quarto Sem Cama, e distribuída pelo selo DoSol, a canção se sustenta em um instrumental enérgico, com distorções e um refrão potente, servindo de grito para o sentimento da auto descoberta e da transformação pessoal. Para além de Hugo nas guitarras, a Bixanu é composta por Bel Severiano (vocalista), Álvaro Cruz (guitarrista), Caio Eduardo (baixista) e Makárius...

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29/05/2026|

Há um momento estranho na vida adulta em que organizar metas deixa de parecer produtividade e se parece com arqueologia. A pessoa senta diante de uma folha em branco para planejar os próximos seis meses e, sem perceber, começa a escavar ruínas de si mesma. Foi assim comigo.   Sempre vivi cercada de cronogramas: Planos diários, semanais, mensais, semestrais, anuais. Como quem tenta negociar com o tempo para que ele não escape pelos dedos. Mas, quase na metade deste ano, algo me obrigou a interromper o ritual automático de listar objetivos e simplesmente continuar correndo atrás deles. Algumas metas já não faziam sentido. Outras, haviam morrido silenciosamente sem que eu tivesse coragem de enterrá-las. Então, percebi que não bastava reescrever o planejamento, eu precisava interrogar cada item como quem pergunta a um estranho: “O que estás fazendo aqui?” E foi desconfortável. Quando comecei a rever minhas metas, senti algo parecido com uma espécie de esquizofrenia na consciência. Como se muitas vozes falassem ao mesmo tempo dentro de mim. Uma dizia para produzir mais. Outra para alcançar alguma estabilidade admirável aos olhos dos outros. Outra sugeria reconhecimento, validação, aplauso. Algumas falavam em tom de urgência. Outras em tom de culpa. Mas...

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