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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Dois Clubes de Leitura fecham março com “A Cruz da Cabocla”

23/03/2026|

Para os amantes da literatura, neste Mês da Mulher, dois clubes de leitura vão debater a obra “A Cruz da Cabocla: Aparições, Terror e Mistério”, de Kalina Paiva, no mesmo dia, porém em locais e horários diferentes. Sob a curadoria e mediação de Conceição Guimarães, o Páginas Vívidas, clube da Biblioteca Estadual Câmara Cascudo, se reunirá no dia 28 de março (sábado), das 10h às 12h. Na mesma data, a partir das 15h, será a vez do Pangeia, sediado na Livraria Manimbu – Arte e Cultura, cujo formato é diferente. Os contos são lidos na hora e, em seguida, debatidos pelos participantes, sob a mediação de Ozany Gomes. A Cruz da Cabocla é um livro que, na primeira parte, finca a narrativa nas entranhas de um Brasil místico e sobrenatural, recontando algumas lendas potiguares; na segunda, resgata personagens lendários de outras partes do mundo. Uma vez ouvidas ou lidas, essas histórias jamais serão esquecidas. Parcialmente inspirados em lendas, os 14 contos reúnem tragédias e/ou situações insólitas reveladoras de espaços misteriosos ou amaldiçoados, onde o sangue derramado nunca secou, além de aparições sobrenaturais sem explicação, que assombram a existência humana desde a infância da humanidade. No que diz respeito às assombrações...

Fototeca Potiguar leva mapeamento ao interior do RN

20/03/2026|

A construção da memória visual do Rio Grande do Norte ganha um novo capítulo com o avanço do Mapeamento da Fotografia Potiguar, iniciativa que agora chega ao interior do estado por meio de ações presenciais. No próximo dia 24 de março, a equipe da Fototeca Potiguar estará no município de Caicó, dando início a uma série de visitas voltadas à identificação e mobilização de acervos fotográficos em diferentes regiões do RN. A ação faz parte da etapa de busca ativa do mapeamento, que tem como objetivo localizar fotógrafos, colecionadores, instituições e pessoas que guardam imagens importantes para a história do estado. Durante a visita, a equipe irá orientar o público sobre como participar do levantamento, além de esclarecer dúvidas e incentivar o cadastro de acervos na plataforma digital do projeto. Instituída pela Lei nº 11.619/2023, a Fototeca Potiguar vem se consolidando como uma política pública voltada à preservação, valorização e difusão da fotografia potiguar. O mapeamento é uma das etapas fundamentais desse processo, reunindo informações que irão subsidiar ações futuras de conservação, pesquisa e acesso aos acervos. Para a fotógrafa Meysa Medeiros, integrante da equipe do projeto, a ida ao interior representa um passo essencial para garantir que a diversidade...

Em seu quinto livro, escritor William Eloi traça paralelos inquietantes entre seres humanos e moscas

20/03/2026|

Uma família pede a um amigo que reúna e organize os textos inéditos de um escritor morto há pouco tempo. Essa é a premissa, aparentemente simples, de “As moscas na sala de jantar”, novo livro do escritor potiguar William Eloi, em pré-venda pela editora Sertão Pasárgada. Devido a uma rejeição do passado, Renato Soares, autor fictício dos dezesseis contos do livro, vive seus últimos dias entregue à embriaguez e isolado em um mundo fragmentado. Entre o quarto e um bar que frequenta “às sextas”, assiste à própria degradação. “As moscas, assim como alguns seres humanos que levam um pé na bunda, têm em comum a busca pelo álcool como forma de conseguir alguma compensação para regular o estresse”, observou William Eloi, quase por acaso. A partir daí surgiu a ideia do livro: investigar a fragilidade que aproxima homem e inseto. Os contos – muitas vezes apresentados de forma indigesta –, seus personagens marcados por violência física e psicológica, a linguagem direta e crua das ruas e a hipersexualização compõem um conjunto que se pretende um “gourmet fétido”, um mosaico de sujeira. “Às moscas foi dado o dom de enxergar, no mesmo instante, quase tudo ao seu redor”, registra Renato Soares, às...

19/03/2026|

Com o tema “Pela vida das mulheres”, uma audiência pública discutiu a defesa da vida, da dignidade e de políticas públicas que cheguem à população feminina da capital potiguar. O encontro aconteceu na Câmara Municipal de Natal, nesta quinta-feira (19), e integra as atividades legislativas que estão sendo realizadas durante o mês de março em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Proposta pela Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, a audiência reuniu movimentos sociais, organizações, ativistas e a sociedade civil para dar visibilidade aos desafios enfrentados diariamente por mulheres. As vereadoras Brisa Bracchi (PT), Camila Araújo (União) e Thabatta Pimenta (PSOL) participaram do debate. A violência contra a mulher no Brasil atingiu níveis críticos em 2025, com 6.904 casos de feminicídio (consumados e tentados), representando quase seis mulheres mortas por dia. Predomina a violência doméstica (75% dos casos), frequentemente cometida por parceiros ou ex-parceiros, em um cenário de insegurança. Cerca de 70% das vítimas buscam ajuda primeiro na família, enquanto apenas 3 em cada 10 procuram uma delegacia (comum ou “da Mulher”), geralmente quando a violência atinge um patamar insuportável. O Ligue 180 é a principal porta de entrada para a denúncia e o acolhimento. Em duas décadas, a Central...

UFRN abre 260 vagas para cursos presenciais do Atelier de Artes do NAC em 2026

19/03/2026|

O Núcleo de Arte e Cultura (NAC) da UFRN abre seleção para 260 vagas em cursos presenciais ofertados por meio do seu Atelier de Artes, na primeira oferta de 2026. As vagas são destinadas ao público interno (estudantes e servidores) e externo (comunidade em geral), com turmas para crianças a partir de 7 anos, adolescentes e adultos. O Atelier de Artes do NAC é um espaço voltado à prática, à formação e à produção artística, com atividades em áreas como desenho, pintura e outras linguagens visuais.  Ao todo, serão ofertados 11 cursos, distribuídos em 13 turmas. Com a nova oferta, o NAC amplia as oportunidades de formação artística e fortalece sua atuação na promoção de ações culturais abertas à sociedade.  As inscrições estarão abertas a partir das 9h do dia 23 de março de 2026. O formulário de inscrição e o edital podem ser acessados nos links abaixo.  Formulário de inscrição: https://forms.gle/nAKFCyRvZsNhb1Jc9 Edital: https://drive.google.com/file/d/1xB14ZARiaZE2PAoHaARbQJ5k7ytzJWlf/view?usp=sharing Além dos cursos, o NAC oferta outras ações voltadas ao fortalecimento da arte e da cultura no ambiente universitário e na sociedade, como exposições temporárias selecionadas por meio de edital público e visitas guiadas às exposições, por exemplo. Para acompanhar novidades, atividades e outras programações, o público pode...

Produtora do RN integra equipe da novela “A nobreza do amor”, da TV Globo

19/03/2026|

A novela A Nobreza do Amor, lançada na segunda-feira (16) pela TV Globo, conta com a participação de profissionais do Rio Grande do Norte em sua realização, tanto no elenco quanto nos bastidores. Protagonizada por Duda Santos, Ronald Sotto e Lázaro Ramos, a trama transporta o público para os anos 1920 e apresenta uma narrativa que conecta África e Nordeste brasileiro por meio do amor entre uma princesa e um trabalhador sertanejo. Além dos atores potiguares Quitéria Kelly e César Ferrario, a obra conta ainda com produtora audiovisual Keila Sena, diretora da Casa de Produção, que integra a equipe de produção, atuando na produção local durante as etapas de pré-produção e filmagens realizadas no Estado. Com quase três décadas de experiência no mercado audiovisual, Keila Sena possui trajetória consolidada em produções locais e nacionais, incluindo longas e curtas-metragens, séries, documentários, reality shows e campanhas publicitárias e políticas. Ao longo da carreira, tem prestado serviços para produtoras de diferentes regiões do Brasil, oferecendo suporte especializado em produção local e produção de locação. Na novela, sua atuação envolveu atividades estratégicas como estudo logístico, indicação de fornecedores, pesquisa e viabilidade de locações, suporte ao departamento de arte, além de articulações institucionais. O trabalho...

CMN homenageou mulheres com entrega da Comenda Júlia Alves Barbosa

18/03/2026|

Por proposição da Mesa Diretora, a Câmara Municipal de Natal realizou, nesta terça-feira (16), sessão solene anual de entrega da Comenda Júlia Alves Barbosa. A solenidade foi presidida pelas vereadoras Anne Lagartixa, Brisa Bracchi, Camila Araújo, Thabatta Pimenta e Samanda Alves, que integram a Frente Parlamentar da Mulher. O presidente da Casa, vereador Eriko Jácome, foi representado pela esposa, a secretária adjunta municipal de Políticas para as Mulheres, Midy Avelino. A vereadora Samanda Alves destacou o caráter coletivo e político da homenagem, ressaltando a importância de manter a pauta dos direitos das mulheres como prioridade permanente. “É importante manter viva a memória de Júlia, referência da luta em defesa dos direitos femininos, e, por meio dela, homenagear tantas outras que abrem caminho para as próximas gerações de mulheres”, afirmou. Segundo ela, o trabalho legislativo deve seguir em busca da ampliação de direitos e da proteção das mulheres. “Nosso mandato tem feito esse gesto, com várias proposições e leis aprovadas para melhorar a vida das mulheres. O que a gente espera é que esse debate contribua para que elas consigam se manter vivas, seguras e com seus direitos garantidos”, completou. Já a vereadora Camila Araújo ressaltou o simbolismo da comenda ao...

18/03/2026|

Esta semana tem mais uma edição do Sábado de Ramos, a partir das 16h no chão sagrado e tradicional do Sebo Balalaika, capitaneado por Severino Ramos. O projeto promove um show íntimo e seleto para 30 pessoas, com total interação com o artista. O valor de R$ 50 ajudará no tratamento de saúde de Ramos. E a plateia será brindada com um show de samba único. Debinha é um dos maiores nomes do samba potiguar. O Sebo Balalaika está localizado na Rua Vigário Bartolomeu, 565, Cidade Alta.

CMN entrega Comenda Marielle Franco a ativistas dos direitos humanos

18/03/2026|

A Câmara Municipal de Natal realizou, nesta quarta-feira (18), a primeira sessão solene de entrega da Comenda Marielle Franco. A proposição foi da vereadora Samanda Alves e homenageou 15 mulheres pelas atuações na defesa dos direitos humanos na capital potiguar. A vereadora Samanda Alves destacou o simbolismo da comenda ao reconhecer trajetórias que dialogam com o legado de Marielle Franco. “Hoje estamos homenageando mulheres que representam um pouco de Marielle em seus territórios de atuação, seja nos movimentos sociais, de moradia, sindicais ou no movimento negro. Cada uma carrega esse compromisso com a defesa da vida das mulheres”, afirmou. A parlamentar também ressaltou o caráter histórico da primeira edição da solene de entrega honraria. “Este é o primeiro ano da outorga da comenda na Casa, justamente no momento em que tivemos respostas no caso do assassinato de Marielle e Anderson. Isso é um marco para a democracia brasileira e, sobretudo, para as mulheres negras e parlamentares que também se sentiram atingidas por essa violência. Marielle é semente, e hoje estamos aqui com várias mulheres que também são sementes dessa luta, do feminismo, do enfrentamento à desigualdade social e do combate ao racismo e à homofobia”, completou. A vereadora Brisa Bracchi...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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