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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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Tibau do Sul e a praia da Pipa em livretos

06/04/2026|

Jornalista e escritor, Gustavo Sobral lança dois livretos e expõe desenhos alusivos ao universo da praia, Tibau do Sul e Pipa RN, terça-feira, 7 de abril (2026), às 16h, na Flora Cafeteria, em Petrópolis, Natal. São 26 quadros e infinitos desenhos que aparecem na parede flutuando no emaranhado de linhas que os sustentam. Nos desenhos, o universo da praia, um olhar, que ele atribui ao jornalismo como atitude de registro do presente. Sobre os desenhos, Angela Almeida, artista plástica e curadora, chegou a escrever: “Lugares que cabem numa mão. Tudo, ou quase tudo, pode estar lá. Há a biblioteca, a borracharia, a padaria, a farmácia, os flats, a unidade de saúde, o ginásio poliesportivo, a marcenaria, a distribuidora de bebidas…Nada foi imaginado. Uma comunidade vive, mantém, frequenta, troca, vende, compartilha. O artista registrou como expressão e ficou repleta de realidade. A função de “imaginário” ficou confusa, porém, não perdeu o lugar. Agora tudo já não pertence mais de onde veio. Foi entregue a outras mãos”. Quanto aos livros, a obra se divide em duas frentes: Conversas da Praia, um exercício de jornalismo visual e literário que observa o cotidiano como um talk of the beach; e Brevíssima História de Tibau do Sul e da Praia...

Máquina de lavar: opções para famílias grandes

06/04/2026|

Escolher a máquina de lavar certa para uma família grande exige atenção a detalhes essenciais como capacidade, eficiência e tecnologia. Ao considerar uma lavadora, é fundamental que ela tenha uma capacidade suficiente para lidar com grandes volumes de roupas, garantindo que todas as peças sejam limpas de forma eficaz em uma única lavagem. Além disso, a eficiência energética é crucial para economizar nas contas de eletricidade, ao mesmo tempo em que contribui para a sustentabilidade ambiental. Investir em um modelo que combina durabilidade com um bom custo-benefício não só traz economia, mas também satisfação a longo prazo. Com estas dicas, você estará bem equipado para tomar a melhor decisão e manter sua casa suprida com roupas limpas e bem cuidadas, assegurando conforto e bem-estar para toda a família. Escolher a máquina de lavar certa para uma família grande exige atenção a detalhes essenciais como capacidade, eficiência e tecnologia. Ao considerar uma lavadora, é fundamental que ela tenha uma capacidade suficiente para lidar com grandes volumes de roupas, garantindo que todas as peças sejam limpas de forma eficaz em uma única lavagem. Além disso, a eficiência energética é crucial para economizar nas contas de eletricidade, ao mesmo tempo em que contribui para...

31/03/2026|

Com certeza o Macca soube do lançamento de Carito, “O tênis da foto da capa e outras histórias”, agendado para esta quinta no Seburubu, repleto de reminiscências de sua infância, e resolveu lançar um novo disco, mesmo aos 83 aninhos, também com recordações de seus tempos de menino em Liverpool, chamado The Boys of Dungeon Lane. E como Carito tem soltado alguns trechos do livro em seu insta @caritocavalcanti, McCartney resolveu também adiantar um tiragosto aos fãs ao divulgar o belíssimo single Days We Left Behind. Mesmo Mccartneymaníaco, entre um e outro eu fico com os dois.

31/03/2026|

O saudoso Txio Paulinho, o Pauleza e outras derivações “nomenísticas” de Paulo Souto, virou Comenda pela propositura da vereadora Brisa Bracchi. E no próximo dia 7 de abril (terça-feira), a partir das 19h na Câmara Municipal de Natal, vai homenagear bandas que fazem do nosso cenário artístico um verdadeiro patrimônio vivo da cidade. Um reconhecimento bacana não só aos nossos artistas, como à memória de Paulo.

Curta Caicó está com inscrições abertas para sua 9ª edição

31/03/2026|

O Curta Caicó, considerado o maior festival de cinema do interior do estado, está com inscrições abertas para sua 9ª edição. Reafirmando o compromisso com a promoção, difusão e formação no campo do audiovisual, o festival conta com participação gratuita e as inscrições podem ser realizadas por meio do site oficial do festival (curtacaico.com.br) ou pelo link disponível na bio das redes sociais – @curtacaico . Consolidado como um dos mais importantes eventos culturais do interior do Nordeste, o Curta Caicó volta a se firmar como espaço de visibilidade, encontro e troca artística entre realizadores de diferentes regiões do Brasil. Em 2025, o evento bateu recorde de participação com a inscrição de 1225 filmes, nas mais variadas categorias. As inscrições estão abertas para produções de curta-metragem, com duração máxima de até 20 minutos, contemplando diversas linguagens, temáticas e estilos cinematográficos. Cineastas de todo o Rio Grande do Norte e de outros estados brasileiros podem inscrever seus filmes até o dia 12 de abril. Os interessados podem se inscrever nas seguintes mostras competitivas: Nacional, Potiguar e Seridó. Além disso, contará com mostras paralelas temáticas, como diversidade, infanto-juvenil, ambiental, além de mostras de filmes fantásticos e nordestinos. Além das tradicionais mostras competitivas,...

Carito

31/03/2026|

Nesta quinta-feira (2), o Seburubu recebe o lendário autor Carito Cavalcanti da Escribas Editora para lançar o livro “O tênis da foto da capa e outras histórias”. O evento ocorrerá das 18h às 23h e contará com discotecagem de Isaac Ribeiro. O acesso é gratuito. Será uma bonita festa cercada de leitores e amigos. O TÊNIS DA FOTO DA CAPA E OUTRAS HISTÓRIAS: O livro “O tênis da foto da capa e outras histórias” reúne vivências narradas por Carito Cavalcanti em formato de textos curtos que trazem um estilo próprio de contar os muitos causos passados desde a infância. Carito tem muitas histórias pra contar, pois além de ter convivido com muita gente interessante, transitou pelo mundo artístico desempenhando inúmeras funções. É poeta e já foi dono de pousada em Areia Branca, é cineasta e já trabalhou como arquiteto (sua formação acadêmica), é ator e já foi vocalista de algumas bandas de rock emblemáticas na Natal de décadas passadas. Diante de uma vida tão diversa e atuação cultural destacada, o autor reuniu muitos episódios memoráveis e fez uso do seu estilo poético de escrever para produzir uma prosa fluída, dinâmica e muito divertida. A obra conta ainda com textos de...

Aurora: novo festival em Natal reúne oficinas, debates e música em um mesmo percurso

30/03/2026|

Em um cenário em que a produção cultural brasileira ainda opera, em grande parte, de forma fragmentada – separando formação, fruição e sociabilidade – um novo festival em Natal propõe reorganizar essa lógica a partir de um formato integrado. Nos dias 8 e 9 de maio, o Aurora realiza sua primeira edição ocupando três espaços centrais da cidade: a Casa da Ribeira, o Clube Frisson e o Galpão 292 -com uma programação que se estende ao longo do dia e da noite. O festival se estrutura a partir de uma ideia que orienta todo o projeto: pensar, produzir e vivenciar cultura são dimensões de um mesmo processo. A programação não acontecerá em blocos isolados, o Aurora propõe uma continuidade entre reflexão, prática e experiência, criando um percurso em que diferentes linguagens e tempos de experiência se conectam. Embora dialogue diretamente com a cultura queer e com produções independentes, o Aurora não se posiciona como um evento restrito a um nicho específico. A proposta é construir um espaço de convivência ampliada, onde diferentes públicos possam circular e entrar em contato com linguagens diversas, sem que isso implique a diluição de perspectivas ou a perda de consistência curatorial. “O Festival Aurora parte do princípio...

PLs contra crime organizado e para famílias em área de risco avançam na Câmara

26/03/2026|

A pauta do combate à violência foi tema da sessão plenária da Câmara Municipal de Natal nesta quinta-feira (26). Os vereadores aprovaram, em segunda discussão, o projeto de lei 357/2025, de autoria do vereador Matheus Faustino (União), a qual traz diretrizes para o enfrentamento da cultura do crime organizado dentro da capital potiguar. Além deste, o plenário votou outros quatro projetos de lei e dois vetos do poder Executivo. Segundo o projeto de lei , o poder público municipal seria responsável pela adoção de medidas de combate direto a sinais e símbolos associados ao crime organizado, como, por exemplo, pichações. A matéria sugere, também, a criação de canais de comunicação para denúncias, promoção de atividades educativas e capacitação de servidores para atuação preventiva. “O nosso PL lida sobre o combate à cultura do crime organizado, o que é isso na prática? Você vai se deparar por muitas vezes aqui na cidade com várias pichações de comando vermelho, PCC e várias alusões que levam a facções e faccionados. Esse projeto de lei faz com que a Prefeitura se atenha a remover esse tipo de conteúdo, tanto de paredes privadas ou públicas e, também, combater por meio de sanções para quem for...

Festival Munganga de Circo ocupa TAM com programação gratuita no Dia do Circo

25/03/2026|

O picadeiro vai tomar conta do coração de Natal. Após uma estreia marcante em formato virtual em 2021, o Festival Munganga de Circo – Segunda Edição anuncia seu retorno, desta vez ocupando o solo sagrado do Teatro Alberto Maranhão (TAM). O evento, realizado pelas produtoras Dale! Produções Culturais e Remar Produções, celebrará a arte do riso e da acrobacia em uma data emblemática: 27 de março, dia em que se comemora o Dia Nacional do Circo e o Dia Mundial do Teatro. Com uma programação gratuita que se estende das 15h às 21h30, o Festival promete transformar o TAM e seus arredores em um organismo vivo de cultura, unindo espetáculos, vivências, música ao vivo, exposições e o Cine Mambembe. “O Munganga nasceu no digital por necessidade do momento, mas sua essência é o encontro, o olho no olho e a vibração da plateia. Voltar em 2026, ocupando o TAM no Dia do Circo, é reafirmar que a produção potiguar está mais viva do que nunca“, afirmam as produtoras Carol Carvalho (Dale!) e Renata Marques (Remar). Diversidade no Picadeiro O público poderá conferir atrações variadas, como a Palhaça Barbarela, especialista no sorriso; o Palhaço Pupilo (Geyson Luiz)), que mistura street dance...

Câmara aprova reajuste salarial para profissionais da Educação de Natal

25/03/2026|

A Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta quarta-feira (25), o reajuste salarial dos servidores públicos da área da Educação da capital Potiguar. O aumento foi encaminhado pelo Chefe do Executivo por meio do projeto de lei 215/2026 e apreciado em regime de urgência na casa legislativa. O objetivo é adequar a remuneração dos profissionais do magistério da cidade ao Piso Nacional da Educação, reajustando os vencimentos dos professores em 5,4%. De acordo com o líder do governo na Casa, vereador Aldo Clemente (PSDB), o reajuste salarial aos servidores da Educação está dentro das medidas de controle orçamentário do município, pois visa manter a valorização do funcionalismo público. “Esse reajuste é um compromisso do prefeito Paulinho Freire que, com muita responsabilidade, pé no chão e controle orçamentário está conseguindo atender as categorias, principalmente a parte da Educação que merece uma atenção especial. Nós temos que evoluir muito ainda, mas temos que reconhecer a disposição, reconhecer os avanços da educação, como na parte de alimentação, que teve uma melhora para os alunos, na parte das estruturas, com as manutenções em algumas escolas municipais, na questão do fardamento também e, principalmente, na parte de valorização do quadro de servidores”, apontou Aldo Clemente. O...

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Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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Sergio Vilar
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