10 motivos para acreditar que a música potiguar é top no Brasil e no mundo

Com certeza há bem mais causas, razões, motivos e circunstâncias – como diria o Professor Girafales – para você acreditar que a música potiguar tem mesmo seu valor. Mas seria um post muito longo.

Abaixo seguem alguns tópicos recentes e outros quase nostálgicos do ano passado, para mostrar que esse orgulho já pode reverter a máxima de Cascudo de que Natal não consagra ninguém.

1) Fetuttines

O álbum de estreia do novato duo Fetuttines, formado apenas ano passado por Anderson Foca e Luiz Gadelha, chamado ‘Impossível Só’, figurou na posição 21 em uma lista dos 35 melhores álbuns de 2016 pelo Portal It Pop. Ficou à frente de nomes como Supercombo, MC Guimê e Liniker.

2) Diego Paixão

O aluno de violoncelo da Escola de Música da UFRN, Diego Paixão, recebeu medalha de ouro e por unanimidade do júri da École Normale de Paris. Essa é a maior distinção concedida por uma escola de música francesa. E apenas 2% dos alunos conquistam esse feito. E vale nota: Diego começou a estudar no Núcleo de Formação de Instrumentistas da Zona Norte, projeto à época idealizado por Candinha Bezerra.

3) Listinha com potiguares

O site que já tem a alcunha de Melhores da Música Brasileira listou nada menos que quatro potiguares numa lista das 140 melhores canções nacionais de 2016. Luiz Gadelha e os Suculentos emplacaram ‘Sufocante’ na 18ª posição. A canção ‘Chills’, do Far From Alaska, ficou na 77ª posição. O Fetuttines, citado no parágrafo acima, com ‘Eu e ela’ na colocação 104. E Khrystal figurou com a música ‘Amarelo, verde e Branco’ na posição 120. Na lista contam nomes como Tom Zé, Céu, Zeca Baleiro e outros famosinhos.

4) Caio Padilha

E um site com o nome de Melhores da Música Brasileira aproveita o fim do ano para lascar lista no meio do mundo. E na dos 100 melhores álbuns do ano de 2016 está o ‘Arrivalz: Rabecas e Arribaçãs’, de Caio Padilha, na 42ª posição. Caio também apresentou o disco no programa Sr. Brasil, em Sampa.

5) Far From Alaska

No meio do ano, a banda Far From Alaska foi premiada como Artista Revelação em Cannes. E de quebra, o quinteto formado por Emilly Barreto, Cris Botarelli, Lauro Kirsch, Rafael Brasil e Eduardo Filgueira puderam participar do Midem, uma das maiores feiras voltadas à indústria musical no mundo, realizada por lá mesmo, em Cannes (França).

6) Plutão Já Foi Planeta

Outro quinteto potiguar, o Plutão Já Foi Planeta matou os potiguares de orgulho não só pela segunda colocação no Super Star, da Rede Globo, mas por mostrar a qualidade da música autoral potiguar para milhões de brasileirinhos. Sem falar no carisma e na coragem em bancar suas canções nas etapas finais da disputa.

7) Glomus Natal

Um evento de reconhecimento mundial e com sete edições contabilizadas nos mais diferentes cantos do planeta escolheu Natal para estacionar este ano. O Glomus trouxe 180 músicos, entre artistas renomados e alunos de mestrado e doutorado de 24 universidades espalhadas nos cinco continentes. E por que eles escolheram Natal? Pelo trabalho desenvolvido pela Escola de Música da UFRN – seguramente uma das três mais ativas do Brasil – com alunos aprendizes, em parcerias com ONGs da cidade.

8) Camarones Orquestra Guitarrística

Pela primeira vez em 30 anos, um artista potiguar pisou no palco do Rock in Rio. E foi a banda instrumental Camarones Orquestra Guitarrística. Eles tocaram no palco Sunset. Isso depois de desbancar 378 bandas e artistas também inscritas no concurso Oi Pocket Show, promovido pela fadada telefonia. No mesmo dia e no mesmo palco tocaram Erasmo Carlos, Carlinhos Brown e Ultraje a Rigor.

9) Luisa & os Alquimistas

Ah, e tem mais lista de melhores álbuns. Desta vez pelo prestigiado site Rock in Press. Entre os 100 listados, dois potiguares: o excelente ‘Cobra Coral’, de Luísa & os Alquimistas na 47ª posição, e o ‘Impossível Só’, do Fetuttines, na 96ª.

10) Festival Ribeira 360º

Você imaginaria, dez anos atrás, um festival de música em Natal com dois dias de duração, formado apenas por artistas locais e com milhares de pessoas ensandecidas no Largo da Ribeira? Nunca. Pois o Festival Ribeira 360º escancarou o momento massa da nossa música. E o melhor: provou que, se essa qualidade musical e artística for embrulhada em um bonito papel de presente, o público compra a ideia, porque “o nosso som tem valor”.

FOTO: DIEGO MARCEL

About The Author: Sérgio Vilar

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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