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natal nos idos 40

Natal dos idos 40

Por José Alexandre Odilon Garcia Como era Natal nos anos 40? Natal era cidade modorrenta e provinciana, 40 mil habitantes espremidos entre Ribeira e Cidade Alta, até a avenida Deodoro,

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Na Tonga da Mironga do Kabuletê

Durante o período do regime militar, vários artistas brasileiros, para fugir da Censura, gravaram músicas cujas mensagens combatiam de forma velada o regime, usando expressões que fugiam à compreensão dos

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Conplam

30/07/2025|

Na última terça-feira foi realizada a 336ª reunião ordinária do Conselho de Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Natal (Conplam) para discutir pautas como a revitalização do centro histórico de Natal. Foram convidados representantes do IPHAN-RN, DER, STTU e Secretaria de Infraestrutura do Estado (SIN) para apresentar os estudos e projetos aos membros. Aberta a discussão sobre a revitalização do centro histórico da cidade, a representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a arquiteta da divisão técnica, Luana Cruz, foi convidada à mesa. Diante das dificuldades elencadas pelos membros do Conplam para se aprovar um projeto, ela disse que o órgão está disponível a discutir e encontrar caminhos viáveis aos projetos. A sugestão dos conselheiros foi de criar câmaras técnicas para que o município possa encontrar soluções para resolver problemas relativos a normativas juntamente com o IPHAN, tendo em vista que a área é tombada a nível federal. Outros órgãos devem participar desse grupo para ajudar o município a realizar esse projeto, que perpassa pelo social, arquitetônico, cultural e histórico. “A ideia é trabalhar juntos para encontrar soluções que atendam as legislações a nível federal, estadual e municipal”, destacou o presidente do Conplam, Thiago Mesquita. Outro ponto foi...

Livro reúne memórias de lideranças estudantis que moldaram o cenário político contemporâneo

30/07/2025|

Nesta quinta (31), a Pinacoteca do Estado, antigo Palácio do Governo, será palco do lançamento do livro “Nós, Eles e o Movimento Estudantil: 45 Anos”, uma obra que reúne relatos, reflexões e memórias de mais de uma centena de lideranças estudantis que ajudaram a moldar o cenário político e social nas últimas décadas. Assinado por Marcelo Justino, ex-presidente da UMES, e David Lemos, ex-presidente da APES/RN, o livro é descrito pelos autores como “um tributo à resistência, à luta e à força da juventude organizada”. A publicação é fruto de uma extensa pesquisa documental e entrevistas com figuras marcantes do ativismo estudantil, em nível local e nacional. “Reunimos vozes que muitas vezes ficaram à margem da história oficial, mas que foram fundamentais em momentos cruciais do país. Este livro é sobre essas pessoas, sobre nós, sobre o poder da mobilização coletiva”, destaca Marcelo Justino. Para David Lemos, a obra “é uma tentativa de devolver protagonismo a uma geração que, mesmo sob repressão, soube gritar, marchar e construir pontes para o futuro”. O evento de lançamento será realizado a partir das 18h, com coffee break, show ao vivo e momentos de autógrafos. A expectativa é de reunir antigos militantes, educadores, estudantes,...

Banda Resistência Elétrica

30/07/2025|

Formado por integrantes do Boca Seca e do Sangueblues, novo grupo na noite natalense, apresenta repertório com interpretações de música brasileira, pop, latinidades e muito suingue A banda RESISTÊNCIA ELÉTRICA faz sua estreia na noite de Natal na próxima sexta-feira, 1 de agosto, às 22h, no FIGA BAR E CULTURA, na Vila de Ponta Negra. O grupo é formado por integrantes do Boca Seca e do Sangueblues, e chega aos palcos com um repertório voltado pra interpretações de música brasileira, pop, mpb e latinidades, sempre com muito suingue e balanço. RESISTÊNCIA ELÉTRICA tem em sua formação músicos experientes, atuantes há anos na noite de Natal, em bandas autorais e projetos musicais paralelos, entre eles o Boca Seca e o Sangueblues, bastante conhecidos na cena local. A formação conta com Adriano Azambuja (guitarra), Isaac Ribeiro (voz/percussão), Jordan Santiago (baixo) e Bruninho Pernambucano (bateria). E não poderia haver lugar melhor para a estreia do RESISTÊNCIA ELÉTRICA do que o palco do FIGA BAR E CULTURA, novo espaço na noite de Natal que já conquistou um público diverso e vibrante. A casa tem se destacado por seu diálogo entre contemporaneidade, tradição e ancestralidade, abrindo espaço em sua agenda também para o forró, o...

Confira programação completa do Festival Caleidoscópio em vários espaços de Natal

29/07/2025|

A capital potiguar já tem data marcada para mergulhar em uma experiência cultural única. A programação completa do Festival Caleidoscópio – Música, Alma e Compartilhamentos acaba de ser divulgada, prometendo transformar Natal em um grande palco de encontros artísticos e afetivos ao longo do mês de agosto – do dia 06 ao dia 24. O Festival é uma temporada de concertos, movimentando palcos e espaços culturais com diversidade de timbres, instrumentos e repertórios. A iniciativa é do projeto Tocando a Vida com D’Amore, em parceria com a Escola de Música da UFRN (EMUFRN) e músicos convidados.  Entre os espaços estão: Catedral Metropolitana, Atitude Cooperação, Natal Shopping, Nova Acrópole, Escola de Música da UFRN, Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Instituto Histórico Geográfico do RN, Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL), Parque das Dunas, entre outros. Acesse a programação completa em Programa Festival Caleidoscópio  Com uma proposta colaborativa e educativa, o Festival reúne professores, alunos e músicos convidados de Natal, criando um ambiente fértil para trocas artísticas e humanas. Sob uma curadoria atenta, a iniciativa celebra a diversidade musical promovendo encontros que ultrapassam os limites do palco para se tornarem espaços de escuta, partilha e transformação. Cada concerto é concebido como uma experiência estética acessível. Um convite ao encantamento e...

natal nos idos 40

28/07/2025|

Por José Alexandre Odilon Garcia Como era Natal nos anos 40? Natal era cidade modorrenta e provinciana, 40 mil habitantes espremidos entre Ribeira e Cidade Alta, até a avenida Deodoro, se muito. O resto era a pobreza franciscana das Rocas, os sítios do Tirol, a mata de Petrópolis, o Alecrim ensaiando os primeiros passos. Sem muitas perspectivas. Mesmo os filhos da terra, faziam feroz autocrítica. – Cidade do já teve, classificavam, ironizando a apatia reinante, onde a maioria se masturbava sadicamente quando iniciativa das mais audazes entrava em colapso. – Uma fazenda iluminada, nada mais, definia João Machado. Mas, assim como as pessoas, as cidades têm o seu instante de afirmação, o seu dia de superação, o empurrão providencial, o chamado passo a frente decisivo e consagrador. Para Natal, este momento foi a II Grande Guerra, ou, para sermos mais minudentes, justamente na fase em que, triunfantes e arrogantes – ocupadas e vencidas a Polônia, a França, os Países Baixos e Nórdicos, humilhada a Inglaterra no desastre de Dunquerque – os germânicos voltaram cobiçosos olhos para as reservas petrolíferas do Continente Negro. – Estamos vivendo os primeiros anos do I Milênio do III Reich – perorava Hitler em seus histéricos...

28/07/2025|

A cinebiografia de Bruce Springsteen ganhou título oficial no Brasil. Vai se chamar “Springsteen: Salve-me do Desconhecido”. Gostei porque denota que irão mostrar o lado obscuro do artista, que sofreu uma depressão aguda. É o que revela em sua autobiografia Born to Run, que li faz poucos anos. Transcrevi uns trechos AQUI. Bruce pertence à minha santa trindade, junto com o Macca e o Marley. E estou ansioso demais por esse longa, estrelado por Jeremy Allen White, do filme O Urso. A data de estreia está confirmada para 30 de outubro, uma semana depois dos Estados Unidos.

rené loui

28/07/2025|

Entre os dias 31 de julho e 13 de agosto de 2025, o artista mineiro René Loui, radicado no Rio Grande do Norte e cofundador do Coletivo CIDA, participa de uma residência artística em Paris, onde inicia o processo de criação do espetáculo “Vigil Torporosa – As danças que não dancei para minha mãe”. A ação integra o Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais e faz parte das atividades do Ano Cultural Brasil-França 2025, com apoio da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil. O espetáculo parte de uma experiência pessoal do artista: o luto pela morte de sua mãe,vivenciado este ano. Mais do que representar o luto, o espetáculo busca habitá-lo como gesto artístico onde René investiga, por meio da dança e de outras linguagens cênicas, o limiar entre presença e ausência. O nome da obra vem de um termo médico encontrado no prontuário da mãe — “vigil torporosa” — que se refere a um estado entre a vigília e a inconsciência. A partir disso, o espetáculo propõe uma reflexão sensível, ética e política sobre o luto. Dez anos após “Etéreo”, seu primeiro solo coreográfico, também criado durante uma residência artística internacional, René retorna ao...

Valéria Oliveira & convidados celebram o samba na Cidade Alta neste sábado

28/07/2025|

Neste sábado, 2 de agosto, o Samba de Arruar realiza mais uma edição da temporada 2025, promovendo conexões e encontros musicais em um dos cenários mais vibrantes de Natal. A roda começa às 14h, no Espaço Cultural Ruy Pereira, na Cidade Alta – um dos principais pontos de manifestações culturais e artísticas da cidade, frequentado pela boemia e pelo público que valoriza a arte em suas múltiplas expressões. O evento é acolhido pelo Bar do Zé Reeira, parceiro da iniciativa desde a mudança da roda para o centro histórico. Valéria Oliveira (voz, violão e cavaco) divide a roda com o cantor e percussionista Kelliney Silva. A formação da banda nesta edição conta com César Sampaio (banjo e cavaquinho), Ninho Brasil (percussão) e o convidado Fernandinho Régis (violão 7 cordas), além das percussionistas Deny Nascimento, Mirelly Angélica e da convidada Cecília Hermínio, reafirmando o compromisso do projeto com a presença de mulheres instrumentistas na cena do samba potiguar. Esta edição também recebe três participações especiais que vêm se destacando na música potiguar: O Samba de Arruar prima pela diversidade e pela riqueza musical do gênero. Seu repertório atravessa gerações e estilos – do samba de raiz ao samba de roda, do partido alto ao pagode, homenageando...

28/07/2025|

Um dos maiores nomes da história do rock brasileiro está de volta a Natal. No dia 14 de setembro (domingo), a partir das 19h, o Boulevard Hall recebe o show da turnê “Paralamas Clássicos”, que celebra os 40 anos de carreira dos Paralamas do Sucesso. As vendas já estão disponíveis na plataforma Sympla e na La Femme do Midway Mall. 

Na Tonga da Mironga do Kabuletê

26/07/2025|

Durante o período do regime militar, vários artistas brasileiros, para fugir da Censura, gravaram músicas cujas mensagens combatiam de forma velada o regime, usando expressões que fugiam à compreensão dos censores. Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Ivan Lins, Milton Nascimento e outros criavam metáforas nas letras das suas canções e conseguiam driblar a Censura. A música era um dos principais instrumentos utilizados para protestar contra a ditadura, mostrando ao grande público a insatisfação com o regime vigente. Por causa disso, vários compositores sofreram censura, foram perseguidos e tiveram que se autoexilar. Para alguns, o exílio foi forçado, como Gilberto Gil e Caetano Veloso; obrigados a saírem do país, tiveram que se mudar para Londres. Dezenas de músicas foram compostas utilizando uma linguagem difícil de ser captada, para fugir da Censura. Alegria, Alegria, (Caetano Veloso), Pra Não Dizer Que Não falei das Flores (Geraldo Vandré), Eu Quero é Botar o Meu Bloco Na Rua (Sérgio Sampaio), Apesar de Você (Chico Buarque), O Bêbado e o Equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc) e Cálice (Gilberto Gil e Chico Buarque) são apenas alguns exemplos de músicas cujas letras continham temas proibidos ocultos, uma “malandragem” usada pelos compositores que eram contra a ditadura....

RN estreia casa própria na FLIP, em Paraty, com 11 autores potiguares

25/07/2025|

Pela primeira vez, o Rio Grande do Norte contará com um espaço físico dedicado à sua produção literária na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), o evento literário mais prestigiado do Brasil. A Casa Acaso, localizada no coração do centro histórico de Paraty, abrirá suas portas com uma programação intensa entre os dias 31 de julho (quinta-feira) e 2 de agosto (sábado), reunindo autores potiguares e convidados da cena literária nacional. Estão confirmados na programação ao menos 11 autores do RN: Bruna Dantas Lobato, Octávio Santiago, Eva Potiguara, Carlos Fialho, Eveline Sin, Tereza Custódio, Leila Tabosa, Maria Luiza Chacon, Pedro Lucas Bezerra, Maria Conceição Guimarães e Samyisia Almeida, representando diferentes gerações e vozes da literatura potiguar contemporânea. A Casa Acaso é uma realização do projeto Ocupação Literária, que já teve duas edições bem-sucedidas em Natal, reunindo grandes autores locais e visitantes. Para esta edição especial em Paraty, a Ocupação se une à ESC – Escola de Escrita e à Linguaria, do Paraná, consolidando uma parceria interestadual que amplia o alcance e a diversidade do espaço. Além dos autores potiguares, a Casa receberá nomes como Alice Ruiz, Gregorio Duvivier, Noemi Jaffe, Caetano Galindo e Eliane Marques, entre outros convidados de expressão....

Bailarinas representam o RN no maior festival de dança do mundo

25/07/2025|

Depois de marcar presença na Expoeduc, congresso Norte-Nordeste de Educação, em Natal, a Garcez Experimental de Dança (GED), sob direção do professor e coreógrafo Artur Garcez, será protagonista da cultura potiguar na 42ª edição do Festival de Dança de Joinville. O maior evento de dança do mundo, tradicionalmente realizado no interior de Santa Catarina, acontece entre os dias 21 de julho e 2 de agosto de 2025. Representando o Rio Grande do Norte, a GED terá uma agenda intensa. Ao todo, serão 18 apresentações, reunindo solos, duos, conjuntos e performances em palcos abertos e competitivos. Entre os destaques está a bailarina Isabela Rosado, vice-campeã na edição passada, que disputa novamente o troféu no Festival da Sapatilha Competitivo, agora ao lado de um conjunto, na categoria Danças Populares Brasileiras. Outras duas coreografias do grupo também devem se apresentar em palcos abertos. O festival bateu recorde este ano, recebendo 5.827 inscrições de coreografias de todo o país. “É uma oportunidade única de mostrar o talento e a diversidade do nosso estado para o mundo”, comemora Artur Garcez. A delegação potiguar embarca no dia 27 de julho, levando a força e a emoção da dança nordestina para um dos palcos mais respeitados da...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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Podcast Papo Galado

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