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Celebrando a música brasileira

Andreia Braz

Depois do silêncio, o que mais se aproxima de exprimir o inexprimível é a música. Aldous Huxley A primeira vez que assisti a um concerto da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte foi em 2018. Uma experiência única. Arrebatadora. Uma noite memorável. Aquela foi também a primeira vez que tive a alegria de assistir uma orquestra ao vivo. Lembro com alegria e emoção o arrebatamento que aquele momento me causou. Fiquei extasiada e a primeira coisa que fiz ao deixar o teatro foi registrar aquela experiência. Talvez uma forma de eternizá-la. Talvez uma maneira de partilhar a alegria, o encantamento e o privilégio que é estar diante de uma orquestra. O resultado foi uma crônica publicada no blog Papo Cultura, do meu amigo Sérgio Vilar, que, além de um trabalho primoroso como jornalista cultural, acolhe tantos escritores/artistas potiguares e dá visibilidade a nossa produção artística. A crônica intitulada “Uma noite na Espanha” está entre os textos que compõem meu primeiro livro, “Lições de otimismo e outras crônicas”, publicado em 2022 pela CJA. Obra que aliás carece de uma segunda edição urgente. Os leitores já estão me cobrando isso há algum tempo. Prometo fazê-lo em breve. Voltemos à experiência de assistir a um concerto da OSRN. Recentemente, tive o privilégio de ver a orquestra pela segunda vez. Outro momento inesquecível. Sob a regência do maestro Linus Lerner, a Orquestra Sinfônica do RN iniciou a temporada de 2026 com um concerto alusivo aos seus cinquenta anos de existência e convidou ninguém menos que Roberta Sá para esse momento histórico da música brasileira. A Orquestra Sinfônica do RN é um dos principais grupos artísticos do estado e essa nova temporada reafirma o compromisso de promover concertos que dialogam com diferentes públicos e linguagens musicais, integrando tradição e contemporaneidade, celebrando a história da orquestra e apontando novos caminhos artísticos, de acordo com Sérgio Vilar. O evento lotou o Teatro Riachuelo e emocionou o público com clássicos da música brasileira interpretados pela artista potiguar que já fez parcerias com Chico Buarque, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Ney Matogrosso. Roberta Sá nasceu em Natal, mas vive no Rio de Janeiro desde os nove anos. Artista versátil e uma das intérpretes mais prestigiadas da MPB, tem um repertório que reúne clássicos do samba, bossa nova, MPB, além de composições inéditas de compositores de diversas gerações. Aliás, ela está comemorando vinte anos de carreira e foi a...

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Pinacoteca do Estado realiza a mostra ‘Em Jogo: Arte, Natureza e Memória’ com obras do acervo

Redação

Organizada a partir do olhar sensível da equipe do espaço cultural, a mostra conduz o público a um diálogo sobre futebol, meio ambiente e memória coletiva.  A paixão nacional vista e retratada pela ótica de artistas contemporâneos, essa é a proposta da exposição “Em Jogo: Arte, Natureza e Memória”, construída a partir de obras do próprio acervo, que conduz o público a um diálogo sobre futebol, meio ambiente e memória coletiva. Em cartaz na Pinacoteca do Estado, que ocupa os salões do Palácio Potengi, no centro histórico da capital potiguar, a mostra aborda a estética do esporte mais amado do Brasil e de outros símbolos nacionais, da fauna e da flora brasileiras.  Com curadoria de Ranubia Gomes, em parceria com Ozany Gomes (texto conceitual e montagem) e Lana Macêdo (montagem), colaboradoras da Pinacoteca, a exposição propõe um percurso dividido em três eixos que se entrelaçam e dialogam entre si, conduzindo o público por diferentes camadas de interpretação. O primeiro eixo aborda o universo do futebol, inspirado pelo contexto da Copa do Mundo.  Mais do que o evento esportivo, as obras evocam o encontro entre povos, a emoção coletiva e a potência simbólica do futebol como linguagem universal. Em seguida, o percurso se volta para a natureza, destacando elementos da fauna e da flora, reforçando a importância da preservação ambiental. As obras convidam à reflexão sobre o futuro e o papel de cada indivíduo na construção de um mundo mais sustentável.  O terceiro eixo se completa na experiência do público, que é convidado a estabelecer suas próprias conexões entre arte, memória e responsabilidade, tornando-se parte ativa da exposição. De modo que, mais do que contemplativa, a mostra propõe um chamado à consciência coletiva, sugerindo que, assim como em um jogo, todos estamos em campo e somos responsáveis pelas escolhas que moldam o futuro.  A exposição é composta por 46 obras e inclui artistas como Aldemir Martins, Arruda Sales, Boucinhas, Calazans Neto, Careca, Dora Parentes, Elke Mendes Cunha, Escravo da Arte, Etelanio, Fé Córdula, Francisco Iran, Irmã Socorro, Ivanise do Vale, Izabel Ayres, J. Clementino, Léo Sodré, Lourdinete, Marek, Maria Amélia, Richard Mann, Rolim, Tânia Monte, Vicente Vitoriano e Yaya Medeiros.  SERVIÇO:  Em Jogo: Arte, Natureza e Memória |Acervo da Pinacoteca.  Visitação: até 02 de maio de 2026, de terça a sexta, das 8h às 17h; e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h. Entrada franca.  Local: Palácio Potengi – Pinacoteca do...

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Filme O Agente Secreto será tema de debate nesta sexta na Livraria Nobel

Redação

A Livraria Nobel (Praia Shopping) discutirá aspectos e as várias camadas do filme O Agente Secreto, indicado ao Osca, nesta sexta-feira (10), às 15h. O filme contou com artistas potiguares no elenco e um deles estará presente. A mesa de debate contará com o ator Kaiony Venâncio, mediado por Andreia Braz e Ceiça Fraga. O evento será aberto ao público.

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Festival Encontros reúne mais de 150 artistas no palco do Teatro Alberto Maranhão

Redação

A 4ª edição do Festival Encontros acontece nesta sexta (10), às 19h30, no Teatro Alberto Maranhão. Uma conexão que integra dança e música, com participação de diferentes escolas da cidade. Promovido pela Evidance Academia de Dança, o festival inclui apresentações do elenco da casa e de 10 escolas convidadas. O espetáculo contempla diferentes linguagens, como dança de salão, danças urbanas, dança contemporânea, danças étnicas e orientais, além de ópera. A programação segue no sábado, dia 11 de abril, com workshops a partir das 16h, na sede da Evidance Academia de Dança. As aulas incluem “Cadência e Musicalidade na Bachata”, com Adriano Santos; “Forró no Corpo”, com Swysnã Dourado; e “Consciência do Movimento”, com Flávia Ivanna. Serviço: Festival Encontros – 4ª edição📍 10 de abril | 19h30📌 Teatro Alberto Maranhão 🎟️ Ingressos: R$ 45 (1º lote – meia social mediante doação 1kg de alimento) Workshops📍 11 de abril | a partir das 16h📌 Evidance Academia de Dança 💰 1 workshop: R$ 45💰 Combo (3 workshops): R$ 120 Informações:@evidancenatal

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Sonho Manifesto é uma leitura que não passa, ela atravessa

Isabel Carvalho

Sidarta Ribeiro, neurocientista e um dos fundadores do Instituto do Cérebro da UFRN, faz a gente pensar sobre a importância, e a urgência, de sonhar imagens de transformação. Como se sonhar não fosse só algo espontâneo, mas também um gesto de escolha, de responsabilidade com o que queremos para o futuro. A leitura deixa a sensação de que estamos, aos poucos, desaprendendo a sonhar coletivamente. Talvez seja justamente isso que precise ser recuperado: a capacidade de imaginar outros cenários, com mais cuidado, mais vínculo e mais sentido. Porque o sonho, aqui, não aparece como fuga, mas como uma forma de produzir realidade. Antes de qualquer mudança existir, ela precisa ser imaginada. Nesse caminho, seu pensamento se aproxima muito de Ailton Krenak. Aquela ideia de que não existe saída possível sem reconexão com a Terra, com o outro e com formas de saber que foram silenciadas ao longo do tempo. Não como retorno ao passado, mas como abertura para outras maneiras de existir. Uma reconexão com uma “ciência” com c minúsculo, mais sensível, situada e plural, que não se coloca acima de outros saberes, mas dialoga com eles. Algo que lembra o que a filósofa e historiadora belga Isabelle Stengers propõe ao pensar uma ciência, ou outra ciência, capaz de escutar e aprender com conhecimentos ancestrais, em vez de simplesmente validá-los a partir de seus próprios critérios. É uma leitura que desloca, tira do automático e faz perceber que o futuro não precisa estar amarrado à ideia de um progresso pensado e executado sem considerar suas consequências. Que a gente possa reconstituir a nossa capacidade de imaginar algo diferente, reaprender a sonhar coletivamente, imaginar novos futuros possíveis, se reconectar com saberes ancestrais e cuidar da vida em todas as suas formas.

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Primeira entrega da Comenda Paulo Souto consagra e exalta a força da música potiguar

Redação

Uma noite histórica, marcada pela emoção e pelo reconhecimento, celebrou a grandeza da música de Natal e do Rio Grande do Norte. Assim foi a primeira entrega da Comenda Paulo Souto, realizada na noite desta terça-feira (7), no plenário da Câmara Municipal de Natal, reunindo artistas, produtores e representantes de uma cena musical pulsante, diversa e profundamente enraizada na identidade potiguar. Proposta pela vereadora Brisa Bracchi (PT), a Comenda Paulo Souto nasce com o propósito de homenagear a cena da música independente, reconhecendo trajetórias que constroem, com criatividade e resistência, um dos mais ricos panoramas culturais do país. A honraria leva o nome de um dos músicos mais emblemáticos da cena contemporânea potiguar. Notabilizado por sua atuação em bandas como General Junkie e DuSouto, Tio Paulinho, como era carinhosamente conhecido, faleceu em junho de 2023 e foi o grande homenageado da noite, com a presença de familiares e companheiros de caminhada artística. “Esperamos que a memória de Tio Paulinho, uma referência fundamental da nossa música, siga nos impulsionando a romper fronteiras e afirmar a força da nossa cultura. Com essa comenda, queremos não apenas honrar sua história, mas também iluminar e valorizar os nomes que mantêm viva e inovadora a cena musical da nossa cidade”, afirmou Brisa Bracchi durante a sessão solene. Além de Paulo Souto e da banda DuSouto, foram agraciados com a comenda nomes que representam a diversidade e a inventividade da música potiguar: MC Priguissa, as bandas Alphorria, Perfume de Gardênia, Orquestra Greiosa, Skarimbó, Rosa de Pedra, Cafonaite, Camarones Orquestra Guitarrística, Luísa e os Alquimistas, Mobydick e Circuito Musical, além do duo Talma e Gadelha — artistas que, em diferentes linguagens e sonoridades, reafirmam a vitalidade da produção independente local. Integrante da DuSouto e sobrinho de Paulo, Gabriel Souto destacou o significado da homenagem: “A comenda celebra a memória do meu tio, que sempre foi um grande incentivador da cultura, mas também reconhece toda uma cena que resiste e se reinventa todos os dias. É um momento de muita emoção e orgulho para a nossa família e para a música do nosso estado”, declarou.

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BIBLIOBUNKER: Nostra Philosophia Christiana: São Paulo, Santo Agostinho – das origens do pensamento cristão à Patrística Latina

Pablo Capistrano

Nostra Philosophia Christiana: São Paulo, Santo Agostinho – das origens do pensamento cristão à Patrística Latina. Autor: Antonio Patativa de Sales Editora: Arribaçã Ano: 2024 Páginas: 273 Quando o filósofo alemão Friedrich Nietzsche formulou sua crítica ao cristianismo, identificou de modo bastante exato a influência do pensamento de Platão na metafísica cristã. A noção de que o cristianismo é um “platonismo para as massas” ajuda bastante a entender muitos dos conceitos que estão embutidos no imaginário cristão e que extraem sua vitalidade da filosofia platônica (com uma pitada de Aristóteles no tempero que São Tomás adicionou ao molho teológico medieval). O próprio Harold Bloom (crítico literário norte americano de origem judaica) em seu livro “Jesus e Yahweh: nomes divinos”, seguiu a risca a intuição nietzscheana para aprofundar as marcas da diferença entre o “deus do antigo testamento” e o Jesus dos evangelhos canônicos e das epístolas paulinas. Se o primeiro é, tal qual Zeus, Thor e Baal, uma potência natural, vinculado à guerra, à tempestade, aos vulcões e ao relâmpago; o segundo é, antes de mais nada, um princípio cosmogônico platônico. Se você se interessa por esses temas, que misturam filosofia, teologia e exegese literária de textos antigos, em uma análise técnica rigorosa, mas ainda sim, escrita de um modo claro e compreensível (o que infelizmente não parece ser a regra na tribo dos filósofos) uma boa dica é o livro de Antonio Patativa de Sales sobre a gênese primordial do que chamamos de “filosofia cristã”. Desenvolvido em quatro capítulos (alguns inclusive já publicados em forma de artigo acadêmico), o texto do filósofo paraibano reconstrói o percurso que leva Santo Agostinho a “corrigir” a filosofia grega, usando como elemento norteador as epístolas paulinas. A desleitura agostiniana de Platão (para usar um conceito blooniano) é um passo fundamental na consolidação de uma filosofia cristã e se fundamenta, na leitura de Sales, a partir da união que Agostinho proporciona do neoplatonismo com a teologia extraída dos textos atribuídos a Paulo. Neste sentido, este livro, publicado em Cajazeiras, no sertão paraibano, retoma, com rigor exegético e análise historiográfica criteriosa, a gênese de uma “filosofia cristã”, retrocedendo sua leitura até Melito, Bispo de Sardes, lá por volta do ano de 172 d.C (que inclusive é citado por Eusébio de Cesareia em sua História Eclesiástica); até chegar na obra do bispo de Hipona. A ideia de que o platonismo já seria um “cristianismo antes de...

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Confira a programação completa de abril no Teatro Sesc Sandoval Wanderley

Redação

O Sesc RN divulgou a programação cultural do mês de abril do Teatro Sesc Sandoval Wanderley, em Natal. A agenda reúne atividades gratuitas e formativas, com destaque para ações em homenagem ao Dia Internacional da Dança. Ao longo do mês, o público poderá participar de oficinas, apresentações musicais, contação de histórias e espetáculos. Entre os destaques da programação está o show “Ribeira canta Jorge Aragão e Arlindo Cruz”, com a Roda de Samba Ribeira Boêmia e participação de Berthone Oliveira, no dia 11 de abril, às 17h. A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla e tradução simultânea em Libras. No dia 15 de abril, a programação contempla o público infantil com a narração de histórias “Cordéis e Canções para Pequeninos Corações”, com a artista Mari Bigio (PE), em duas sessões, às 9h e às 15h, também com acesso mediante doação de alimento e ingressos via Sympla. As ações formativas incluem a oficina LabMais “Animação Aplicada a Jogos Digitais”, realizada ao longo do mês, além de oficinas de violão voltadas para crianças e adolescentes, com inscrições gratuitas e vagas limitadas. Encerrando a programação, no dia 29 de abril, o teatro recebe atividades especiais em alusão ao Dia Internacional da Dança, com a oficina “Pistas para o Retorno” e o espetáculo “Retorno do Ma”, do Núcleo de Colaboração e Criação Artística (NUCA/RN). A apresentação será aberta ao público mediante doação de 1 kg de alimento. Localizado no bairro do Alecrim, o Teatro Sesc Sandoval Wanderley integra a rede de espaços culturais do Sesc no Brasil, que promove uma programação diversa em diferentes linguagens artísticas. Desde sua reabertura, o equipamento já realizou dezenas de ações culturais, beneficiando milhares de pessoas. Mais informações sobre a programação podem ser obtidas no site www.sescrn.com.br. Cultura no Sesc No Rio Grande do Norte, o Sesc investiu R$ 11,3 milhões em cultura ao longo de 2025, beneficiando mais de 739 mil pessoas com atividades realizadas em diferentes regiões do estado. A instituição também mantém bibliotecas, projetos formativos e iniciativas de incentivo à produção artística, contribuindo para fortalecer a economia criativa e ampliar o acesso da população à arte e ao conhecimento. Serviço: O que: Programação de abril do Teatro Sesc Sandoval Wanderley contará com shows musicais, oficinas e artes cênicas Programação:  Oficina LabMais “Animação Aplicada a Jogos Digitais” – com mediação de Yze (RN) Ribeira canta Jorge Aragão e Arlindo Cruz – com Roda de Samba Ribeira Boêmia convidando Berthone Oliveira Narração de Histórias:...

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DoSol promove shows e atividades formativas para debater caminhos da música potiguar

06/03/2026|

A nova música potiguar ganha um espaço de encontro, escuta e experimentação neste fim de semana (7 e 8) com a realização do Pensando Música 2026 na Sede Cultural DoSol. Com entrada gratuita, o projeto reúne artistas, produtores e público em uma programação que mistura shows, workshop e momentos de diálogo para quem vive, cria ou acompanha a produção musical no estado. Durante dois dias, a iniciativa costura diferentes linguagens e experiências, colocando lado a lado artistas de trajetórias diversas e atividades voltadas à formação. A ideia é fortalecer redes e provocar reflexões sobre os desafios e possibilidades da cena independente. O evento é realizado pelo Comitê de Cultura do RN em parceria com o Combo Cultural DoSol e o Grupo Facetas, com apoio do Ministério da Cultura. Para Anderson Foca, idealizador do DoSol, o encontro nasce do desejo de ampliar as conversas que normalmente acontecem apenas nos bastidores. Ana Morena, também idealizadora do DoSol, destaca a proposta de estimular a circulação de ideias para fortalecer o mercado artístico local. “O Pensando Música surge justamente para criar esse espaço de interação para fortalecer quem faz música no estado. Queremos que seja uma oportunidade de aprendizado coletivo, onde novas conexões possam...

Nobreza Do Amor

06/03/2026|

O Rio Grande do Norte se prepara para celebrar uma dupla conquista na teledramaturgia nacional com a estreia, dia 16 de março, de “A Nobreza do Amor”, a nova novela das 18h da TV Globo. Além de trazer paisagens potiguares como cenário, a produção contará com a participação de dois talentos locais de peso: os atores Quitéria Kelly e César Ferrario. A presença de Quitéria Kelly e César Ferrario no elenco de uma novela de alcance nacional reafirma a força e a qualidade do talento artístico do Rio Grande do Norte. Ambos os atores já se encontram no Rio de Janeiro, dedicados às gravações e adiantando os capítulos da trama, que promete emocionar e envolver o público com sua narrativa épica. “A Nobreza do Amor” vai além do talento em cena, utilizando o próprio Rio Grande do Norte como parte fundamental da ambientação. Parte das cenas foi gravada no Estado, com Mossoró servindo como base logística para equipe e elenco. Locações icônicas como as Dunas do Rosado, em Porto do Mangue, áreas em Pendências e o Parque Nacional da Furna Feia, em Baraúna, foram escolhidas para compor a atmosfera da história, que estabelece uma profunda conexão entre o Brasil e...

Festival Munganga de Circo volta com força total em edição presencial no Teatro Alberto Maranhão

06/03/2026|

O picadeiro vai tomar conta do coração de Natal. Após uma estreia marcante em formato virtual em 2021, o Festival Munganga de Circo – Segunda Edição anuncia seu retorno, desta vez ocupando o solo sagrado do Teatro Alberto Maranhão (TAM). O evento, realizado pelas produtoras Dale! Produções Culturais e Remar Produções, celebrará a arte do riso e da acrobacia em uma data emblemática: 27 de março, dia em que se comemora o Dia Nacional do Circo e o Dia Mundial do Teatro. Com uma programação gratuita que se estende das 15h30 às 21h30, a Mostra promete transformar o TAM e seus arredores em um organismo vivo de cultura, unindo espetáculos, vivências, música ao vivo, exposições e o Cine Mambembe. O festival acaba de abrir as inscrições para compor sua rede de talentos. Se você é artista da área ou produz conteúdo audiovisual sobre o tema, esta é a hora: Banco de Talentos: Chamada aberta para artistas circenses potiguares que desejam integrar o mapeamento e as futuras ações do Festival. Cine Mambembe: Espaço dedicado à exibição de curtas-metragens que abordem o universo do circo. Podem se inscrever realizadores com filmes que dialoguem com a estética e a vida circense. Como participar: As inscrições para ambos os processos são gratuitas e devem...

Filme de Bairro

04/03/2026|

Filme de Bairro: cinemas, cineclubes e cinéfilos na Cidade Alta natalense Autor: Alexis Peixoto Editora: Caravela Ano: 2025 Páginas: 238 Para quem nasceu neste século deve parecer realmente inverossímil os relatos de pessoas da minha geração (nascidas entre os anos 70 e 80 do século passado) sobre a vida na Cidade Alta natalense nos últimos anos do milênio que passou. Quem visita o hoje chamado “centro histórico” de Natal, vendo aquele amontoado de prédios abandonados, de calçadas esburacadas e de lojas vazias, não consegue imaginar que, há pouco mais de duas décadas, pelas ruas daquele bairro, a vida urbana da capital pulsava de modo efervescente. Antes de ser apenas um livro sobre os cinemas de bairro que marcaram o horizonte afetivo daquela urbe do nunca mais, o texto de Alexis Peixoto, sob a coordenação editorial sempre certeira e cuidadosa de José Correia Torres Neto, é um livro que nos apresenta a Cidade Alta em seu apogeu cultural e urbano. Um espaço de Natal que se tornou central para a vida de seus moradores, particularmente, de modo mais intenso, a partir da segunda metade do século passado, quando a Ribeira começou seu lento e inexorável processo de decadência. Escrito em um...

10ª edição do Prêmio Dosinho entrega 24 troféus aos destaques do carnaval 2026 no Solar Bela Vista

04/03/2026|

O Centro Histórico de Natal viveu uma noite histórica no último sábado, 28 de fevereiro, com a realização da 10ª edição do Prêmio Dosinho de Carnaval, dentro da programação do CarnaSinsp 2026. A celebração marcou uma década de reconhecimento aos fazedores da folia potiguar e reuniu artistas, agremiações, blocos e apaixonados pelo Carnaval em uma grande confraternização cultural. A programação começou às 16h, no tradicional Beco da Lama, no Bar de Nazaré, com a concentração do CarnaSinsp – 9º ano do Bloco dos Servidores. O público acompanhou o show de Ivando Monte e a Ciranda do Monte, apresentação da Orquestra de Frevo com maestros participantes do 2º Encontro das Orquestras, o grupo Aff…Marias e um cortejo festivo pelas ruas da Cidade Alta até o Solar Bela Vista, reafirmando a força do carnaval de rua. A partir das 17h, o Solar Bela Vista recebeu shows de Tornado do Samba e Dani Negro, preparando o público para a cerimônia oficial do Prêmio Dosinho, iniciada às 18h30. A noite contou ainda com apresentações do Grupo Aff…Marias, Banda de Frevo do Papão, Will Elétrico, Edja Alvess, Denísia Diniz, Ale Du Black e o projeto Nós Três – LGBTs na MPB e na Folia (Andder,...

Projeto leva poesia às ruas de Natal no mês de março

03/03/2026|

O projeto Poesia Pede Rua integra as ações promovidas pelo Sarau Dentro da Noite e propõe a ocupação simbólica do espaço urbano por meio da poesia contemporânea potiguar. A iniciativa consiste na produção de uma série audiovisual com quatro poetas da cena local, apresentados ao longo do mês de março, em celebração ao Mês da Poesia. Com episódios semanais, o projeto registra entrevistas breves sobre processo criativo, território e produção literária, seguidas da leitura de poemas autorais em ambiente aberto. A proposta é ampliar a visibilidade da poesia produzida no Rio Grande do Norte, fortalecer a memória cultural e consolidar a presença digital dos artistas participantes. Os vídeos serão disponibilizados no perfil oficial do Sarau Dentro da Noite no Instagram, democratizando o acesso ao conteúdo e ampliando seu alcance. A série tem início com o poeta Thiago Medeiros, abrindo um ciclo que destaca diferentes vozes e perspectivas da produção literária local. A escolha de realizar as gravações em diferentes pontos da cidade dialoga com a proposta do livro Além do Nome, da poeta e jornalista Marize Castro. Inspirada na delicadeza com que a autora convida seus interlocutores a escolherem um lugar de afeto/memória para as entrevistas, a direção do projeto...

Entre memórias e silêncios: Theo G. Alves publica romance sobre as marcas do abandono

02/03/2026|

“Geografia do Abandono”, 11º livro do autor, mergulha nas perdas íntimas e sociais de um Brasil invisível Em seu novo romance, “Geografia do Abandono” (Editora Litteralux), o escritor Theo G. Alves investiga as múltiplas faces do abandono – íntimo, social e histórico – a partir do desaparecimento de uma idosa com Alzheimer no Seridó potiguar. A busca por essa mulher desencadeia um mosaico de vozes e memórias, entrelaçando a trajetória de um neto que retorna à cidade natal, as lembranças dolorosas de Salvina – entregue ainda criança como pagamento de dívida – e os fantasmas de um Brasil marcado pela pobreza, pelo coronelismo e pela exclusão. Décimo primeiro livro de Theo G. Alves e seu terceiro romance, “Geografia do Abandono” já se está disponível no catálogo da editora para aquisição na loja virtual. Entre traumas, silêncios e perdas, a narrativa mapeia corpos, afetos e espaços feridos pelo esquecimento. Com linguagem poética e sensível, o romance reflete sobre a fragilidade da memória, os laços familiares e a persistência da dor, sem abrir mão de buscar luz em meio às ruínas. “Há muitas maneiras de se perder na vida e essas perdas vão deixando pistas de quem fomos e do que nos tornamos ao longo do caminho. Essa é a chave para adentrar nessa geografia do abandono de que trata o livro”, diz o autor a respeito do tftulo. Theo G. Alves nasceu em 1980, em Natal, mas cresceu em Currais Novos e mora em Santa Cruz, no interior potiguar. Premiado em concursos nacionais e regionais por sua prosa e poesia, publicou, entre outros, os livros “Pequeno Manual Prático de Coisas Inúteis”, “Doce Azedo Amaro” e “Inventário de Tão Pouco”,...

Um quarto de século de arte viva: Casa da Ribeira celebra 25 anos como farol da cultura independente

02/03/2026|

Há 25 anos, um casarão centenário na rua Frei Miguelinho, no bairro da Ribeira, deixava de ser apenas memória arquitetônica para se tornar símbolo vivo de criação, resistência, educação pela Arte e reinvenção cultural. A Casa da Ribeira celebra, em 2026, um quarto de século de história e inicia as comemorações com o Festival Verão Aquilombado, de 6 a 8 de março, reafirmando seu compromisso com o passado, o presente e o futuro da arte e cultura, no Rio Grande do Norte e no Brasil. Antes de ser reconhecida internacionalmente como espaço cultural independente, a Casa foi hospedaria, padaria e armazém. As paredes erguidas por mãos anônimas jamais imaginaram que, depois de 10 anos de portas fechadas, ali floresceria um território de desenvolvimento humano através da arte, experimentação artística e encontro comunitário. No fim dos anos 1990, o sonho ganhou forma pelas mãos dos então integrantes e o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare e produtores independentes, que buscavam um espaço para ensaios e apresentações, mas vislumbrava muito mais: um teatro, uma sala de exposições e um café cultural abertos à cidade. O que era desejo tornou-se mobilização. A restauração do prédio, aprovada na Lei Rouanet e na Lei Câmara Cascudo, exigia...

john-hammond-jr

02/03/2026|

A estética era folk; a alma, inteiramente azul. Azul profundo como as madrugadas do Delta — território espiritual que jamais abandonou, embora tenha nascido em Nova York. Filho do lendário produtor John Henry Hammond e herdeiro de sobrenomes ilustres, John Hammond Jr. escolheu outro legado: o pó da estrada, os palcos esfumaçados do Village e o som ancestral forjado pelos descendentes de homens e mulheres escravizados. Preferiu a verdade do blues ao conforto das genealogias. Partiu no último sábado (28), aos 83 anos. A notícia chegou de forma discreta, como seus acordes — sussurrada entre amigos próximos, quase no mesmo tom com que dedilhava a dor transformada em música. Chamavam-no de John Hammond Jr. ou John P. Hammond — distinções necessárias para não confundi-lo com o pai célebre. Mas sua identidade verdadeira estava no timbre rouco, na gaita rasgando o silêncio e no violão ressonador vibrando como trilhos antigos. Sua voz talvez não alcançasse grandes extensões — alcançava profundidades. Não buscava potência; buscava verdade. Nos anos 1960, quando Nova York fervilhava entre cafés, poesia e revoluções musicais, comparavam-no a Bob Dylan. Hammond sorria, entre a ironia e o afeto: “Canto melhor, sou mais belo e faço um blues que vem...

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Blog do Sérgio Vilar

Das infâncias de Carito e Paul McCartney

Com certeza o Macca soube do lançamento de Carito, “O tênis da foto da capa e outras histórias”, agendado para esta quinta no Seburubu, repleto de reminiscências de sua infância, e resolveu lançar um novo disco, mesmo aos 83 aninhos,

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