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Dos principais críticos musicais do Brasil “elogia” Junior Groovador no Rock in Rio

Régis Tadeu é odiado por uma legião de artistas da música, sobretudo os do mainstream. A língua afiada do crítico musical poupa muito poucos. Em geral desce o malho sem meias palavras. E o pior: com conhecimento de causa. Régis é músico, foi editor de algumas das principais publicações de música do país e é realmente um estudioso da música, sobretudo do rock.

Faz poucos anos, Régis Tadeu montou um canal no youtube, hoje com 187 mil inscritos. Lá ele desfia suas opiniões sem filtro. E o penúltimo vídeo postado foi uma análise crua do que rolou na primeira semana do Rock in Rio. Sobrou até para os comentaristas e apresentadores do mega evento. E dos poucos elogios colocados, um deles recaiu no potiguar Junior Groovador, sem antes soltar uma de suas ironias.

O vídeo tem 27 minutos. Mas se quiser ouvir apenas a parte a respeito do Tenacious D e Junior Groovador, pula para 12’26”.

Régis chamou o show do Tenacious D, o duo formado por Jack Black e Kyle Gass, de “presepada”. E foram eles os responsáveis pela convocação do potiguar ao palco.

“Eles montaram esse duo e era até engraçado, divertido. Gravaram um disco, dois discos, e a partir do terceiro a piada perdeu a graça e as músicas ficaram muito ruins. E se percebeu isso no show do Rock in Rio. Foi um negócio extremamente chato, sem graça (…), tentaram encenações ridículas em cima do palco. E mesmo as músicas tocadas por uma banda de apoio boa, não conseguiram ter consistência”.

Régis Tadeu a respeito de Junior Groovador

E na sequência, o elogio ao contrabaixista potiguar.

“Pra vocês terem uma ideia, a melhor coisa da apresentação foi a participação especial do Junior Groovador, aquele baixista que faz aquelas coreografias,, aquelas coisas todas. Ele fez uma participação, inclusive muito breve, mas ficou divertida. Ele entrou no palco e a banda começou a tocar uma versão de ‘Smell Like Teen Spirit’ em forró. E ele tocando com aquele baixo, aquele som estalado, fazendo coreografias meio ridículas… Ele inclusive voltou ao fim da apresentação para um solo de baixo. E isso foi a melhor coisa do show do Tenacious D, pra você ver como foi ruim”.


 

Do Editor: Régis Tadeu é um cara chato. Ponto. Mas extremamente necessário nesses dias atuais. Um crítico sem amarras que bate contra o que ele mesmo chama de “imbecialização da música”. Poderia amenizar nos adjetivos? Talvez, em alguns casos. Mas para contra-atacar essa podridão musical jorrada na mídia ou até mesmo em festivais como o Rock in Rio, é preciso o mesmo nível de descaramento. Agora, imagine um cara desses em Natal. Quem estaria preparado?

Sobre o autor

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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