Troféu Cultura 2022: resultado e algumas palavras

O edital conta com 140 vagas

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A 17ª edição do Troféu Cultura ocorreu na noite de ontem no Teatro Riachuelo. Um público razoável presente, se considerada a pouca divulgação, em dia de jogo do Brasil na Copa e uma segunda-feira sempre enfadonha.

Ressalto que estive fora, por opção, da assessoria e produção do evento este ano. Embora sempre tenha tecido minhas críticas de forma imparcial, mesmo partícipe do processo (veja aqui a crítica da edição 2019).

A solenidade teve início com 30 minutos de atraso, por volta das 20h30. Um primeiro erro que custaria caro com uma cerimônia extremamente estendida que finalizou com show de encerramento iniciado às 23h.

A intenção de reduzir de 14 para 9 categorias foi justamente uma edição mais dinâmica, mais enxuta, com ênfase na divulgação dos resultados, entremeada por alguns shows e homenagens.

Mas houve um excesso de improvisações do cerimonial e de convidados que subiram ao palco para anúncio dos vencedores. Isso comprometeu essa dinamicidade necessária sem acrescentar nada à festa.

Isaque Galvão comandou a festa pela terceira vez consecutiva. E foi ele quem abriu as apresentações artísticas com a interpretação de Nos Bailes da Vida, de Milton Nascimento.

Outras apresentações musicais como Juh Santos interpretando uma canção Lado B de Ronnie Von, Carmem Pradella com Baianidade Nagô, da Banda Mel, e Viviane Sagres com um mix de clássicos baianos completaram o setlist.

Na minha opinião, uma festa da cultura potiguar deveria enaltecer a arte potiguar. A única exceção foi Lupe Albano em merecida interpretação de canção de um dos homenageados da noite, Romildo Soares. E no encerramento, Sueldo Soaress.

E se acho equivocadas as canções nacionais, a execução delas por esses artistas foi irretocável, sem exceção. Pena a qualidade do som tenha prejudicado até uma voz límpida como a de Carmem Pradella. A Banda Prime mandou ver no acompanhamento.

A participação de escolas de samba, para enaltecer o tema da ancestralidade negra, também foi um ponto alto da festa. Assim como a excelente escolha da homenageada em vida, para a atriz mossoroense Tony Silva e a presença dos bailarinos(as) da EdTAM, que adornaram as apresentações.

Dimas Carlos, novo empreendedor de casa de show e apoiador do projeto, também recebeu homenagem e fala ao microfone. Embora um claro merchand, a figura de Dimas merece todas as loas e espaços.

Assim também foram as homenagens às escolas de samba e ao músico sambista Debinha. Foram apresentações bem legais e reconhecimentos merecidos.

A pouca visibilidade no posicionamento dos indicados no telão causou algumas gafes na hora do anúncio dos vencedores. Posicionamento de palco também poderia ter sido melhor definido para a logística de entrega dos troféus.

Mas como sempre digo, no fim, valeu. Mais uma edição dessa importante premiação da cultura potiguar foi pra conta. Afirmo com propriedade, é bem trabalhosa a produção do evento. Falhas acontecem. De parabéns a equipe comandada por Edson Soares.

Quanto ao sistema de votação, penso que o mais justo seria especialistas indicarem 10 nomes em cada categoria, para o público votar nos 5 melhores e outro time de especialistas votar no melhor entre esses 5. Não houve tempo hábil para isso. E o público votou nos melhores a partir da indicação dos 5 indicados pelo júri especializado.

No fim, gostei do resultado geral. Como jornalista da área, tive participação mais ativa apenas nas indicações do Artista do Ano e na escolha do júri especializado que selecionou os indicados.

No júri, que eu lembre, tivemos participação da jornalista Cínthia Lopes, dos Amigos da Pinacoteca, do marchand Manoel Onofre Neto, dos escritores Thiago Gonzaga e Manoel Onofre Jr, de Wanie Rose, de João Marcelino, do músico Zé Caxangá, do produtor André Maia, da produtora Tatiane Fernandes, entre outros.

Luísa e os Alquimistas foi a grande vencedora da noite. Pena sequer terem enviado um vídeo de agradecimento. Com certeza abrilhantariam a festa, como foram as participações de Alexandre Muniz, que se deslocou de Caicó para receber o prêmio, de Ana Morena, da filha de César Ferrário, que recebeu a premiação pelo pai, entre outros.

Por fim, enalteço o trabalho abnegado de Toinho Silveira em manter o Troféu Cultura por tanto tempo. Poderia ou ainda pode ser o nosso Oscar da cultura. Tem potencial para isso, mas precisa de melhorias.

E segue o resultado, com os vencedores em negrito:

ARTES VISUAIS

Azol (exposição “O Sertão Virou Mar”)

Marcelo Amarelo (painéis e art door)

Meysa Medeiros (exposição “Relicarium”)

Selma Bezerra e Ângela Almeida (exposição “Moderno… Pra Contemplação dos Olhos de Hoje”)

Vlademir Alexandre (exposição “Rastejar – no rastro de Lamartine”)

AUDIOVISUAL

A Pizza (diretor Fábio DeSilva)

Dionísia – Poema Além da Floresta (diretor Nilson Eloy)

Impermanentes (diretores Júlio Castro e Manoel Batista)

Não Nos Deixeis (diretor Davi Revoredo)

Sideral (diretor Carlos Segundo)

LITERATURA

“A Cartomante que Adivinha o Presente”, de Theo G. Alves

“Crônicas da Quarentena”, de Tácito Costa

“Jean Mermoz”, de Roberto da Silva

“Poemusica 3”,  de Dácio Galvão

“Vizinhas: pequenos contos de rosas e outros espinhos”, de Itamara Almeida

PROUTOR / PRODUTORA

Ana Morena

André Maia

Juçara Figueiredo

Tatiane Fernandes

Tuyanne Medeiros

DESTAQUE MUSICAL

Bruna Hetzel

Deusa do Forró

Fortunato e os Jovens de Ontem

Luisa e os Alquimistas

Teagacê

MELHOR SHOW

Ayra (Festival Dosol)

Luísa e os Alquimistas (Festival Mada)

Orquestra Sinfônica do RN (Concerto de Lançamento da Sinfonia Trampolim da Vitória, na Base Aérea de Natal)

Valéria Oliveira (Cores do Nosso Samba, no Natal Shopping)

Yrahn Barreto (tributo a Sérgio Sampaio, com participação de Zeca Baleiro, no Teatro Riachuelo)

MELHOR ESPETÁCULO CÊNICO

Bye Bye Natal (musical com direção de Diana Fontes)

Candeia (Grupo Estação de Teatro)

Menino Pássaro (Trapiá Cia. Teatral)

Remix (grupo de dança Movidos)

Sinapse Darwin (Casa de Zoé)

MELHOR ATUAÇÃO CÊNICA

Alexandre Américo (peça Bípede Sem Pelo)

Ananda K (peça Candeia)

Ariadna (peça Remix)

César Ferrário (novela Mar do Sertão)

Cláudia Magalhães (curta-metragem Estrábica)

ARTISTA DO ANO

Ana Morena (produção cultural)

Azol (artes visuais)

Carlos Segundo (audiovisual)

César Ferrário (ates cênicas)

Luísa e os Alquimistas (música)

Sérgio Vilar

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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