p's alexandre muniz

Filme produzido em Caicó é indicado a festival de cinema nacional

Sérgio Vilar16 de março de 2019Artes Cênicas, , Image

A premiada peça produzida em Caicó e depois transformada em curta-metragem,‘P´s’, foi indicada para Melhor Filme no Festival Curta Mazzaropi.

O filme continua sua carreira nos festivais de cinema. A adaptação da peça da Trapiá Cia. Teatral para a linguagem audiovisual foi indicada a Melhor Filme neste prestigiado festival, que será realizado de 5 a 7 de abril, no Museu Mazzaropi, localizado em Taubaté (SP).

O Festival Curta Mazzaropi é uma mostra competitiva em homenagem ao cineasta Amácio Mazzaropi, um dos mais consagrados comediantes e uma das maiores referências do Cinema Nacional. P´s é o único representante da região Nordeste entre os finalistas, que conta com representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul.

No final de 2018, P´s recebeu o prêmio de melhor curta potiguar, no Festival Internacional de Baía Formosa, além do Prêmio Místika de pós-produção na Mostra de Cinema de Gostoso. O curta caicoense também será exibido no Festival Internacional de Cinema Independente Net Off Camera, realizado anualmente na Cracóvia.

Inspirado na peça P`S da Trapiá Cia. Teatral, que por sua vez é uma adaptação do livro “Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão”, de Michel Foucault, o curta-metragem P`s tem direção de Lourival Andrade. O ator Alexandre Muniz interpreta o personagem principal. A produção executiva de P´s é da agência Referência Comunicação.

O MONÓLOGO

A adaptação da obra de Foucault à uma vila do sertão nordestino prendeu a atenção de 900 espectadores brasileiros, argentinos e chilenos presentes ao Teatro Carlos Gomes, no último dia 10 de julho, durante a 29ª edição do Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, em Santa Catarina.

O texto sabe como prender a atenção. Já no início o personagem se pergunta o que o levou a assassinar a mãe. E a partir daí vem à tona todo o distúrbio psíquico do personagem, movido por um amor desmedido, e que como toda a obra do filósofo francês, mexe com conceitos e éticas sociais pré-estabelecidos.

Tudo em um cenário de seca insólita, típica do nosso sertão nordestino, montado por Custódio Jacinto. E ainda trilha sonora composta pelo maestro Aglailson França e executada por Emanuel Bonequeiro, com sons que remetem a pássaros e em comunhão com a história, quando o personagem mata passarinhos ainda criança.

Sobre o autor

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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