Neste sábado (20), das 10h às 23h, o Centro Histórico de Natal será tomado pela energia pulsante da diversidade com a primeira edição do Festival Periferia Transborda. O evento, gratuito e aberto ao público, ocupará o Salão Nobre e o Pátio da Pinacoteca do Estado, além de um momento especial na Discol (Rua João Pessoa), reunindo arte, música, performances e debates que reafirmam o poder transformador da cultura e da representatividade trans e LGBTQIAPN+.
Mais do que um festival, o Periferia Transborda é uma declaração de presença e orgulho. A iniciativa nasce da periferia e ecoa no centro histórico para reafirmar que as vozes trans e periféricas merecem estar nos palcos, nos debates e nos espaços de decisão. O festival celebra memórias como as de Jaqueline Brasil e Flavia Big Big, ícones trans, enquanto abre caminhos para novas gerações de artistas.
Entre as atrações, destaque para a rapper e cantora Bixarte, residente em São Paulo e atualmente em cartaz ao lado da atriz Renata Sorrah, que promete um show impactante. A programação ainda traz nomes potentes da cena local como Vic Kabulosa, Ale du Black (em pré-lançamento de novos trabalhos), Sun Clàire (jovem talento do Passo da Pátria), O projeto LGBTS na MPB com a participação do cantor Andder e ainda as DJs La Promo, Eliaz de Castro e Gegê Gergs.
O encerramento fica por conta da banda Taj Ma House, que retorna de uma temporada na Europa e conta com a cantora trans Janvita em sua formação. André Lima, jovem homem trans do bairro de Mãe Luiza, artisticamente conhecido como Amém Ore, será o Mestre de Cerimônia do Festival, é um atuante rapper e slammer, recentemente lançou o livro Arauto.
Os debates também são ponto alto: às 10h, o painel “Inclusão e Direitos de Pessoas Trans no Ambiente de Trabalho” abre a programação com uma conversa essencial sobre equidade profissional. Às 14h30, o tema “Empreendedorismo Trans, Economia da Diversidade e Impacto Social” reforça a importância da autonomia e inovação geradas pelas comunidades trans. E às 16h, na Discol, o bate-papo “Drag na Quebrada: Vozes, Sons e Cores da Diversidade” destaca a potência criativa das drags das periferias.
Além dos shows e discussões, o público vai encontrar performances, feirinha criativa e workshop de maquiagem, ao meio-dia —, conectando arte e ativismo em um ambiente seguro, plural e acolhedor.
“O Periferia Transborda nasce do desejo de ocupar os espaços públicos com arte e consciência, dando visibilidade às artistas trans e periféricas. Queremos celebrar, resistir e provocar reflexões, mostrando que diversidade é força e potência criativa”, destaca a equipe realizadora, formada por pessoas trans e aliadas comprometidas com justiça social e equidade.
Maiores informações no perfil @periferiatransborda no instagram.
O festival é uma concepção da MV Projetos Criativos, com realização e patrocínio da PNAB/RN (Governo do Estado, Fundação José Augusto, Sistema Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal). Conta com o apoio da Pinacoteca Potiguar e do Fundo de Incentivo à Cultura FIC-Natal, da Prefeitura do Natal, via Funcarte e Secretaria Municipal de Cultura. A produção executiva é assinada por Marcelo Veni Produções e pelo Bloco Transfolia.
Programação – Festival Periferia Transborda
Salão Nobre da Pinacoteca
(Praça 07 de Setembro – Centro Histórico)
10h – Inclusão e Direitos de Pessoas Trans no Ambiente de Trabalho
11h – Pocket Show: AK & Sulla Santos
12h – Workshop de Maquiagem com Stephany Victória
14h – Pocket Show: Dani Negro (part. Elba)
14h30 – Empreendedorismo Trans, Economia da Diversidade e Impacto Social
Discol – Lado B
(Rua João Pessoa – Cidade Alta)
15h30 – DJ Set: Eliaz de Castro
16h – Bate-Papo: Drag na Quebrada – Vozes, Sons e Cores da Diversidade
Pátio da Pinacoteca (Praça 07 de Setembro – Centro Histórico)
Mestre de cerimônias: Amém Ore
17h30 – DJ La Promo
18h – Vic Kabulosa
18h30 – Nós LGBTs na MPB
19h – Sun Clàire
19h30 – DJ Gegê Gergs
20h – Ale du Black
21h – Bixarte
22h – Taj Ma House
O Festival Periferia Transborda chega para fazer história na cena cultural potiguar, amplificando vozes que resistem, criam e transformam. É arte que rompe muros, transborda periferias e coloca no centro do mapa cultural as histórias que precisam ser vistas e celebradas.
