Para amanhecer poesia de Iracema Macedo

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BURKA

Essa estrangeira sem nome, sem rosto, sem riso
Disfarça, mas me olha, de dentro de seu abismo
Ela viaja comigo: sombra calada, monja
Meio fantasma, meio ferida
Sobrevivente de nada, queimada, ardida
Sob véus calcada, sob véus contida
Me prendendo também
Em sua cripta

(Iracema Macedo)

Redação

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