epitácio andrade

Romance “pós psicodélico delirante” será lançado nesta quinta no Bardallos

Sérgio Vilar13 de fevereiro de 2019Notícias, Image

Epitácio Andrade relança nesta quinta-feira (14), o livro ‘Fui ao Croatá… – Uma Geolovehistory’. Será a partir das 19h no Bardallos Comida e Arte (Centro Histórico de Natal). Na sequência, a partir das 21h, tem início o Quinta Discow, com DJ Lemos e convidados. É a pedida para hoje.

O romance é uma catarse pós-psicodélica delirante, não-esquizofrênica. Assim consta na contracapa do livro. O ensaísta de A Saga dos Limões-Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante (2011) volta a resgatar seus primeiros protagonistas.

“Desta vez, ele próprio se insere na trama amorosa do casal Carolina e Pedrinho, num percurso romanesco em épocas transtemporais e espaços desterritorializados que promove no leitor a necessidade de um exercício intelectual que se faz necessário sempre uma tomada de posição quanto ao perfil psicológico dos personagens e à orientação temporal ao longo do caminho realístico-fantástico, dentro da dicotomia ou simbiose ficção/realidade”, conta o autor, que é médico psiquiatra e pesquisador social.

Antes dessa idealização romanesca, a pequena comunidade rural Croatá foi o nascedouro de Almino Afonso – ¨O Tribuno da Abolição dos Escravos no Brasil¨. Propositalmente, a trama tem várias passagens por elementos culturais relacionados à negritude, porém o cenário temático dominante envolve as questões da juventude.

O contracultural sexo-drogas-rock’n roll recebeu um toque de nordestinidade, e ao rock foram adicionadas cantigas populares e batidas de atabaques dos terreiros de umbanda no repertório real-fantástico.

Ratificando a opção preferencial pelos menos favorecidos observada no decorrer da história, o romance conclui defendendo o título de capital cultural europeia para Sófia/Bulgária. Não-xenofóbica, a trama vivencia intensamente a mestiçagem étnica e o pluralismo cultural, sem medo de se misturar.

Pelo direito ao delírio!

Sobre o autor

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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