POETA DO DIA: Adriano de Sousa

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BOCUGE

Não é mesmo flor
que se cheire, o cu.
Mas nem o fedor
não repele o cúpido

e contumaz beija-flor
quando emproa o curso
à busca do palor
apaziguado a cuspe.

Língua, dedos, verga
varam a fauce rugosa
e colhem, às cegas,

a flor sulfurosa
no buquê de merda.
No entanto, rosa.

(Adriano de Sousa)
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Redação

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