A exposição Cores Potiguares, do Sertão ao Litoral é uma homenagem visual ao Seridó Potiguar, uma região rica em diversidade cultural, natural e histórica, que pulsa no coração do Rio Grande do Norte. A vernissagem ocorreu nesta segunda (25) e a exposição permanece aberta na Casa de Cultura de Parelhas até dia 8 de setembro. O projeto foi viabilizado pelo edital de economia criativa 2025 com o apoio do SEBRAE RN, e dia 9 de setembro a exposição chega à Casa de Cultura de Caicó, e depois passará por Acari, Natal e encerrará em Equador.
Por meio das telas em acrílica, o artista plástico equadoense Jan Ferreira convida o espectador a viajar pelas cidades que compõem essa terra singular — desde o vigoroso município de Equador, reconhecido nacionalmente como um dos maiores produtores de caulim do Brasil, passando por Parelhas, Acari, Caicó e, por fim, a capital Natal. A exposição tem curadoria do também equadoense João Batista.
Cada obra é um convite a testemunhar as belezas naturais que permeiam o Seridó: a exuberância da fauna e flora típicas do semiárido, os tons únicos da caatinga, as formações rochosas impressionantes e os contrastes de uma paisagem marcada pela seca e pela resistência. Trata-se de uma região onde a natureza abriga também uma profunda religiosidade, expressa em festas tradicionais, celebrações e manifestações de fé que reforçam o sentido de comunidade e esperança.
Ao longo do percurso artístico, o visitante se depara com a memória afetiva de um povo que carrega consigo traços indígenas ancestrais, plasmados na cultura, nos costumes e na identidade local. Essa herança se mescla ao contemporâneo, compondo uma narrativa de transformação, luta diária e perseverança, retratada nas cores vibrantes e nos traços dinâmicos das pinturas.
Entre as cenas urbanas e rurais, revela-se a força das pessoas que, enfrentando desafios áridos, constroem diariamente seus sonhos, mantendo viva a riqueza cultural e a identidade do Seridó Potiguar. “É essa ligação entre o passado e o presente que as telas buscam expressar — um diálogo visual entre o antigo e o contemporâneo, a tradição e a modernidade. Então convido você a mergulhar neste universo de cores e histórias, a sentir a força das raízes nordestinas e a enxergar, em cada pincelada, a alma vibrante e resiliente do Seridó”, reforça Jan Ferreira.
