luisa e os alquimistas

Cobra Coral e a alquimia de Luísa Guedes

Sérgio Vilar19 de agosto de 2017Música, Image

Uma panaceia de beats, dubs e idiomas encontram unidade sonora na voz desenvolta de Luisa e nos arranjos dos seus alquimistas. O espírito circense da vocalista, compositora e idealizadora do grupo produz letras de alma livre; uma alma que dança fogosa entre grooves e reggaes.

O primeiro álbum Cobra Coral, lançado no último 6 de janeiro, tem espalhado encantamento em outras capitais nordestinas desde o ano passado. Um som cosmopolita não só pelas pinceladas de língua inglesa e espanhola entre as composições, mas pela alquimia desapegada ao regionalismo, pela aura nômade espalhada em cada frase, em cada som.

E mesmo com este espírito circense ciente de que não existe lar, mas um mundo à sua espera, foi a montanha quem veio até Luisa e os Alquimistas. Mesmo com o trabalho ainda quentinho e antes mesmo de propagarem as nove faixas do disco para além das muralhas deste elefante, convites bateram à porta do grupo e os palcos de Recife, João Pessoa e Campina Grande já se abriram, além de shows em Fortaleza.

E planos para descer ao Sudeste estão na mira. O ano de 2016 ainda será coral, mas a criatividade nunca se rende, embora careça de uma folga merecida a uma multiartista.

Alquimista

Luisa é por si só uma alquimista das artes: cantora, compositora, produtora, artista do grupo circense Tropa Trupe e ainda professora de tecido acrobático. Não à toa descansa corpo e mente agora entre as serras do Vale do Capão, em plena Chapada Diamantina, na Bahia.

Partiu de uma lan house com péssima conexão uma conversa rápida com este blogueiro ainda desatualizado com o trabalho do grupo. Luisa adiantou o desejo de novas parcerias para futuras composições, algumas já “pré-fabricadas”, com letras escritas à espera de melodias e arranjos.

E se Cobra Coral já esboça uma miscelânea de ritmos, os próximos trabalhos podem vir acrescentados de influências cubanas, lo fi (estilo de produção musical que usa técnicas de gravação de baixa fidelidade) e timbres dos anos 80 – a década imortal! (rs). Tudo mesclado à alquimia sonora de Gabriel Souto, Zé Caxangá (Fábio Rocha), Pedras Leão e Renan Amantéa.

Abaixo, segue dois videoclipes tirados do Cobra Coral e lançados esta semana pelo projeto Som Sem Plugs, com patrocínio da Cosern via Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado. E depois, o álbum completo para você ouvir faixa a faixa.

Gitana

Camaleão

Cobra Coral – completo

Sobre o autor

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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