Mestre Oliveira

Caio Padilha comanda programa sobre a memória da rabeca brasileira

Ao vivo no Youtube e Facebook o rabequeiro potiguar Caio Padilha promove conversas sobre o patrimônio imaterial da cultura brasileira em torno da música de rabeca. Rabequeiros e estudiosos de todo o Brasil se revesam em uma série de sete episódios do talkshow mediado por Marcuse de França.

O primeiro episódio foi “O Agreste de Fabião das Queimadas” que uniu os conhecimentos de Caio Padilha sobre o primeiro rabequeiro do Potengi à pesquisa de Alício Amaral e Juliana Pardo da Cia Mundu Rodá (SP), que já circulou com o espetáculo teatral “Memórias da Rabeca” e “Rabeca Primeira Sonora”. Também contribuíram com o debate os estudiosos Agostinho Lima – renomado etnomusicólogo – e Irani Medeiros – biógrafo de Fabião das Queimadas, rabequeiro que no séc. XIX comprou sua própria alforria através de sua arte.

Caio Padilha ainda planeja mais seis episódios mensais tentando reunir nomes importantes como Beto Lemos, Renata Rosa, Maciel Salú e Antônio Nóbrega a diversos outros artistas e estudiosos não tão conhecidos do grande público.

Os temas variados giram em torno dos seguintes títulos: “Dramaturgias da Rabeca no Teatro Brasileiro”; “Dançares e Cantares da Rabeca Brasileira”; “Mulheres Rabequeiras no Brasil”; “Fronteiras entre o Violino e a Rabeca”; “A Rabeca no Cinema Brasileiro”; e finalmente o “Panorama da Lutheria de Rabeca no Brasil”.

Os episódios deverão ser editados também em audio para formarem uma grande série de podcasts que deverá ser lançada a partir de agosto de 2020.

Episódio desta quinta (28)

Neste episódio do final de maio, o debate mediado por Marcuse de França vai compartilhar com o grande público as pesquisas dramatúrgicas dos rabequeiros Alicio Amaral, Beto Lemos, Caio Padilha e Rodrigo Nasser no Teatro Brasileiro.

O encontro virtual é transmitido ao vivo no YouTube e Facebook simultaneamente. E foi idealizado pelo rabequeiro potiguar Caio Padilha para lançar um olhar plural sobre o patrimônio imaterial brasileiro em torno da música de rabeca.

SERVIÇO:

Quinta-feira, dia 28 de maio às 19hs
MEMÓRIA DA RABECA BRASILEIRA apresenta debate virtual ao vivo:
“Dramaturgias da Rabeca no Teatro Brasileiro.”
Mediação de Marcuse de França e participações dos rabequeiros:
Alício Amaral (SP) Beto Lemos (CE/RJ) Caio Padilha (RN) Rodrigo Nasser (SP)

SOBRE OS PARTICIPANTES:

Rodrigo Nasser

Um dos fundadores da Damião e Cia de Teatro, grupo de Campinas-SP devotado às pesquisa, criações e reinvenções inspiradas nas tradições da comicidade popular. Em 2019 Rodrigo estreou o espetáculo As Desventuras do Capitão Rabeca (direção de Tiche Vianna), assinando a dramaturgia e atuação nesta obra inspirada entre o medievo, quando a peste assolou a Europa no séc. XIV e a cultura popular brasileira contemporânea.

Alício Amaral (Cia. Mundu Rodá)

Em 2020 a Cia. Mundu Rodá (SP), fundada por Juliana Pardo e Alício Amaral, completa duas décadas de estrada, construída sobre o diálogo entre o trabalho do Ator/Músico/Bailarino e as tradições da cultura popular brasileira. Ator-pesquisador, dançarino, músico-rabequeiro e arte-educador, Alício Amaral desenvolve ao longo dos anos pesquisas musicais, abordando as rabecas brasileiras na cena contemporânea. Para este encontro compartilha suas experiências na construção dos espetáculos: MEMÓRIAS DA RABECA (SESC Pompéia – 2017) e no show RABECA PRIMEIRA SONORA (SESC Pinheiros).

Caio Padilha

Ator, compositor e rabequeiro que foi solista no espetáculo 100 anos de Gonzagão – gravado pelo SESC TV-SP em 2012. Já se apresentou no Oriente Médio, Europa, Estados Unidos entre os anos de 2013 e 2017. Seus discos de rabeca são: Rabecas e Arribaçãs, pelo qual recebeu o Prêmio Grão da Música Brasileira (2018) e Um Sonho de Rabeca no Reino da Bicharada, editado pelo Selo Kuarup em 2019. Como ator e contador de histórias já participou de circulações nacionais SESC Arte da Palavra e SESC Palco Giratório por duas vezes (2015 e 2019).

Beto Lemos

Foi rabequeiro em grupos de tradição popular da região do Cariri cearense, e desde 2008 mora no Rio de Janeiro, onde integrou a Itiberê Orquestra Família. Fez a criação musical do Grupo AMOK nas peças “Agreste” e “Kabul”, pela qual ganhou o Prêmio de Categoria Especial da APTR. Foi assistente de direção musical, arranjador e rabequeiro de “Gonzagão – A Lenda”, passando a integrar o elencos de vários espetáculos como”Auê”, “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” e “Macunaíma”. Nos quais também dividiu a direção musical com Alfredo Del-Penho – parceria premiada com APTR, Cesgranrio, Prêmio Shell, Botequim Cultural, Reverência e Aplauso Brasil.

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