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Autor lança livro “Cenas Natalenses” com textos e ilustrações

Redação1 de dezembro de 2020Literatura, Image

Gustavo Sobral é jornalista e escritor. Nasceu em Natal, onde vive e espia o mundo.  Autor, dentre outros, de “História da Cidade do Natal”, agora aparece com “Cenas Natalenses” (Natal:  8 Editora/ Offset, 2020, 60p., R$ 25,00), seu novo livro, a venda na livraria Cooperativa Cultura (UFRN) e na Flora Cafeteria.

Sobre o livro, confira a entrevista a seguir:

História, memória, literatura, jornalismo, crônica são os caminhos da sua escrita. Em qual destas facetas se encontra o seu novo livro?

Cenas Natalenses considero, como todos os meus trabalhos anteriores, um livro inclassificável, mas mesmo assim posso dizer que é um livro que, no mundo em que vivemos, o mundo imperativo da imagem, pretende ser uma coleção de pequenos e breves retratos da cidade em palavra e desenho. Um breve exercício de jornalismo visual, de ver e ouvir a cidade em movimento.

Qual o papel da ilustração neste seu novo trabalho?

É uma forma de expressão. Para que descrever um edifício se posso rabisca-lo?  Mas faço um traço apressado, sem retoques, e trago o desenho também a uma condição de protagonismo.

E como, quando e onde, e porque nasceu esta ideia de “rabiscar”?

Sempre gostei dessa coisa de ilustração para livros e queria ilustrações para um livro meu, “Petrópolis”, mas não tinha quem fizesse, eu mesmo arrisquei e saiu. Ai, não deixei mais.

E porque estes lugares (a Fortaleza, o Farol, o Parque das Dunas, etc) e não outros?

A sentença de Cascudo, que usei na epígrafe, me concedeu uma liberdade de escolha: “a cidade do Natal é uma perspectiva indefinida”. Fechei os olhos e pensei: que lugares da cidade caberiam numa cena? Procurei os cartões postais: Ponta Negra, a Fortaleza e o Farol; sai em busca do cotidiano, feira livre e o movimento na Praça do Relógio, a maternidade e o cemitério; e não podia deixar de falar da natureza, e fui em busca da flora do Parque das Dunas.

E que texto é este que você faz para o livro?

Sempre procurei e busco uma escrita em voz alta, ou seja, aquela que preserve um tom de oralidade e um ritmo. Gosto quando as pessoas dizem: é como ouvir você falando! A forma é tão importante quanto é o conteúdo.  É tudo uma parte do todo.

Um todo?

O todo que nasce na proposta do livro passa pelo apelo visual e se transforma na junção de tudo isso em um projeto gráfico. Propus o desenho de todo livro, inclusive, a montagem, procurando uma fluidez na expressão do conteúdo e que o resultado fosse simples como aí está.

E por que escrever sobre Natal?

Porque não sei ser de outro lugar. O escritor tem sempre uma forte ligação com a sua cidade, portanto, me volto para Natal nesta perspectiva meio quixotesca que Cascudo tratava por um provincianismo incurável.

Uma espécie de Dom Quixote tropical?

Quem sabe?!  (risos). A afirmação de Lygia Fagundes Teles para mim ainda é válida: há três espécies em extinção no Brasil: a árvore, o índio e o escritor.

E o que resta ao escritor, esta espécie em extinção, fazer?

Escrever! Já dizia o poeta Ferreira Gullar a arte, a literatura, a poesia, tudo isso existe, porque a vida não basta. Escrever é a forma certa de não deixar tudo passar e basta.


VENDA

Flora Cafeteria, na Floricultura Flor de Algodão.
Av. Rodrigues Alves, 443 – A – Petrópolis.
Horário de funcionamento: segunda a sexta, 12h às 19h;
sábados 9h às 15h.
Telefone para contato (84) 2030-4090

Livraria Cooperativa Cultura, UFRN.
Horário de funcionamento: segunda a sexta, 9h às 16h.
Entrega pelo Delivery, telefone para contato e pedidos (84) 3211-9230
ou pelo WhatsApp (84)99864-1991.

Sobre o autor

Redação

Obrigado pela visita!

COMMENTS

Jania Souza

Minhas felicitações e muito sucesso nesse novo trabalho literário!

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