Em meio à epidemia de violência contra a mulher, a potiguar Nandrill lança o single “Demonia do Drill”

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Nas últimas semanas, o país voltou a ser atravessado por uma sequência alarmante de casos de feminicídio e agressões contra mulheres. Em um cenário onde a violência de gênero segue como realidade cotidiana, a artista potiguar Nandrill transforma revolta, dor e sobrevivência em linguagem sonora no novo single “Demonia do Drill”, que chega às plataformas no dia 13 de março, uma sexta-feira 13 carregada de simbolismo.

Integrante da banda punk rock Demonia, reconhecida por letras de enfrentamento feminista, Nandrill apresenta agora o nascimento de um alter ego solo. A “Demonia do Drill” surge da experiência direta com a violência, em 2022, a artista foi vítima de agressão, e da indignação diante de um sistema que frequentemente falha em responsabilizar agressores.

A faixa canaliza esse contexto em uma narrativa intensa e imagética. As cenas descritas na letra operam no campo da metáfora e da catarse. A violência ali evocada representa a ruptura com o medo, com a culpa e com o silenciamento historicamente imposto às mulheres. O “eu matei um homem” ecoa como símbolo; a morte da submissão, da inocência forçada, da expectativa de tolerância infinita.

“Essa música não nasce hoje, vem de antes desse momento de maior midiatização e destaque aos casos de feminicídio e abuso de mulheres. Surge da minha indignação enquanto e de uma urgência e necessidade de justiça e com ela somo minha voz a de tantas outras mulheres (cis/trans/travestis)”, diz Nandrill.

Musicalmente, “Demonia do Drill” mistura trap e jerk drill com elementos do rock e estética de terror. 808s densos sustentam vocais rasgados e uma atmosfera sombria, enquanto a energia punk, marca da trajetória da artista, atravessa a performance. O resultado é uma sonoridade agressiva, cinematográfica e carregada de tensão.

A figura da “demonia”, termo muitas vezes usado para desqualificar mulheres que reagem, é apropriada como identidade. O que era rótulo vira assinatura: “Vulgo, Demonia do Drill”.

O lançamento na sexta-feira 13 reforça essa inversão simbólica. A data tradicionalmente associada ao medo passa a representar afirmação, presença e enfrentamento. Em um país onde mulheres ainda lutam por justiça, Nandrill transforma a própria vivência em criação artística e posicionamento público.

“Demonia do Drill” apresenta uma artista que não suaviza a própria história — e que escolhe falar alto.  A faixa contará com um clipe que ainda está em produção e deve ser lançado ainda em maio de 2026. Na equipe estará Pedro Hernan, Cami Santiz, Yasmin Dusmont, Ju Dantas, Maykon Oliver e Gessyka Santos.

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