Legado do Poema Processo e de Sergio Sampaio será debatido em Natal

Aproximações entre antropofagia e semiótica. Esse é o propósito das discussões em torno dos 50 anos do Poema Processo e os 70 anos de Sergio Sampaio, promovido no Espaço Ruy Pereira, nesta quinta e sexta a partir das 16h. O acesso é livre.

Nesta quinta ocorre bate-papo sobre os 50 anos do movimento literário Poema Processo, iniciado em 1967 a partir de exposições simultâneas ocorridas no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro, inspirado nas vanguardas do início do século 20 e na poesia concreta.

O Poema Processo propõe a total abolição do verso discursivo no poema e enfatiza o processo de construção e interpretação do texto como aspecto determinante a ser observado na elaboração da obra de arte.

Pelo seu caráter extremamente revolucionário, mantém-se em pleno século 21 como um atentado à ordem e aos bons costumes na literatura. Ao longo dos seus 50 anos contou com a participação de vários artistas, dentre eles: Falves Silva, Moacy Cirne, Dailor Varela e Anchieta Fernandes.

O bate-papo, encabeçado pelo sebista e editor Abimael Silva, e o próprio poeta Falves Silva, sobre os 50 anos do Poema/Processo faz parte do Projeto Manifestações Culturais do RN: Aproximações entre Antropofagia e Semiótica.

SERGIO SAMPAIO

No dia seguinte, na sexta-feira (25), haverá diálogo sobre as manifestações culturais do Rio Grande do Norte, em especial a música e a poesia.

Nesse dia, será ressaltado os 70 anos do compositor Sérgio Sampaio. A partir disso, serão debatidos o Tropicalismo, o Pós-Tropicalismo e a obra de Sérgio Sampaio, além das obras poéticas e musicais de Antonio Ronaldo e Yrahn Barreto.

Esses dois dias de evento constituem ação desenvolvida pelos professores Analwik Solci e Marcel Matias, na tentativa de aproximar os estudos referentes às disciplinas Antropofagia e Produção Cultural e Semiótica da Cultura, com a participação dos alunos dessas disciplinas, do Curso de Tecnologia em Produção Cultural.

O evento também está inserido na programação da Artic (Feira de Arte, Tecnologia, Integração e Cultura promovida pelo IFRN Campus Natal Cidade Alta).

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Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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