BEX por Isadora Gomez

Saiu o novo álbum de BEX, das maiores revelações da música potiguar

Redação6 de setembro de 2019Música, Image

BEX é a alcunha musical da carioca Rebeca Gibson, que hoje vive e desenvolve sua carreira em Natal. Compositora, beatmaker, cantora e produtora musical, BEX teve contato com a música desde cedo, com interesses voltados ao campo do jazz, eletrônica e improvisação, assim como o da música popular de um modo geral.

Ela começou a chamar atenção do público em 2017, quando lançou suas produções no Soundcloud e YouTube. Desde então vem ampliando suas experimentações, que envolvem beats, texturas musicais e vocais etéreos, explorando sons que passam pelo R&B, urban-jazz, lo-fi house, dub e hip-hop.

No final de 2018, BEX lançou a beat-tape “Sem Sono” pelo selo paulista Gorfinho Records e agora mostra toda uma nova faceta no álbum “Clocking Days”. O trabalho apresenta uma artista dando a cara a tapa e explorando seus sentimentos em cada beat.

Ouça “Clocking Days”

O disco retrata relações abusivas, sentimentos autodestrutivos, vícios, paixões fugazes e dificuldades para se encontrar. E isso surge com faixas climáticas e mântricas, como recados da artista para ela mesma.

Destaque nacional

Conhecida pela personalidade de suas produções e por trabalhar com um timbre muito próprio, BEX vem se destacando em grandes eventos pelo Brasil. Ela já se apresentou no MADA, DoSol, SIM São Paulo, Circuito Ribeira e Sonora Natal. No último mês de abril, ela foi uma das convidadas da residência do Red Bull Music Pulso, em São Paulo.

Essa jornada está presente no álbum, um lançamento do selo Rizomarte Records e que está disponível em todas as plataformas de streaming de música. O show de lançamento será realizado na 21ª edição do Festival MADA, no dia 19 de outubro, em Natal.

Ficha Técnica:

Letras e Voz: BEX
Produção Musical: BEX e Walter Nazário
Masterização: Walter Nazário
Piano na faixa ”You”: Júlia Schenkel
Produção Executiva: Henrique Lopes
Selo: Rizomarte Records
Identidade Visual: Raom Hai

Faixa-a-faixa por BEX:

1 – You: A primeira versão de “You” surgiu completamente de uma late night jam session na casa de uma amiga e também pianista, Júlia Schenkel. A gente costumava se juntar pra fazer um som. Eu normalmente só cantava e ela ficava no piano, mas nesse dia, eu cheguei de São Paulo com uma bateria eletrônica e a gente pirou.

A gente usou essa música como abertura em todos os shows BEX e banda da nossa mini-tour no nordeste para testar ela junto com o resto do repertório, que contava com várias músicas que estão no álbum.

Quando eu mandei a ideia dessa música ser a Intro do disco e nós a regravamos em estúdio para o Walter, o processo de produção do Clocking Days já estava avançado e ele já tinha uma personalidade. Essa música tinha originalmente outra pegada do que o que a gente queria para o álbum. Eu falei pro Walter que se quisesse fazer doidera na música, samplear o piano, a voz, bateria, fx, synths, podia fazer.

2 – Despair: Eu fiz essa música no intuito de centralizar meus pensamentos no que realmente importava num momento que eu me senti confusa e longe do meu senso de identidade. Nessa música eu repito os mesmos versos constantemente, numa chamada mântrica a mim mesma, onde chamo através de uma consciência calma e musical que me convida reencontrar-me para que eu não me desespere.

3 – Lately: “Lately” fala bem diretamente sobre se sentir distante de si, abuso de álcool, tentar relembrar acontecimentos e não conseguir por conta dos efeitos colaterais que ocorrem a longo e curto prazo decorrente do consumo abundante e constante da droga.

4 – Flowers On The Floor: Mais uma heartbreak-song do meu break-up álbum Clocking Days. Essa música foi uma contemplação melancólica sobre situações como dificuldade em comunicar-se, relacionamentos abusivos, aprender com os erros, crescer dói, e nessa música crescer junto ao outro mostrou ser algo muito mais doloroso.

5 – Clocking Days: “Clocking Days” vem do sentimento monótono do dia-a-dia e a regularidade nos quais os pensamentos que tentava evitar de repente surgiam na minha mente. Em certo ponto na letra da música eu só me entrego a esses pensamentos, que por si retratam diversas inseguranças, perguntas e re-afirmações.

6 – Quickly: Love-song sobre se apaixonar rápido, se fragilizar profundamente diante de outra pessoa em um curto período de tempo, e a vontade de guardar quem te trouxe esse tipo de sentimento consigo para sempre.

7 – Falling: Falling é pessoalmente a minha preferida do álbum, junto com “Despair”. Elas têm a mesma estrutura lírica na qual eu canto os mesmos versos repetidamente. Essa música é totalmente contemplativa sobre o que percebi sobre como era a imagem minha cegamente apaixonada e sozinha, de certa forma sempre em busca da pessoa que queria por perto.


FOTO: Isadora Gomez

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