POETA DO DIA: Celso da Silveira

PIX: 007.486.114-01

Colabore com o jornalismo independente

ANTIPASSADAS

Agora que já é noite
no sobrado do meu avô
ouço passos de fantasmas
no assoalho do corredor.
Vêm lá da camarinha
subindo degraus da escada
ou são canções de ninar
ouvidas por entre fraldas?
Sussurros de quem se ama
sob lençóis no escuro,
vêm por quarto da cama
ou seguem ao fundo do muro?
Não há equívoco, por certo …
vou surpreende-los no coito.
– Na cama tudo deserto.
ao muro não me afoito.
São fantasmas de ancestrais,
só fazem o bem, nada mais!

(Celso da Silveira)
Redação

Redação

Obrigado pela visita! O que achou do texto?

WhatsApp
Telegram
Facebook
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

Sergio Vilar
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.