Lembro de Oswaldo Montenegro desconhecer a resposta de uma questão de vestibular a respeito da interpretação de uma canção sua. Ou seja: o formulador da pergunta “viajou” na letra e pedia uma resposta compatível com sua interpretação.
Citei o fato porque li algumas críticas ao longa ‘O Menino que Descobriu o Vento’. Muitas delas enxergaram ou até criticaram (como esta aqui do site Metropoles) a falta de mais conteúdo político no filme, de desigualdades econômicas e tal.
Vejam: o filme é praticamente a narração de um menino de 13 anos. O filme do diretor Chiwetel Ejiofor, ao meu ver, se amparou nessa visão, que logicamente, não poderia se aprofundar em contextos políticos. A intenção foi realmente mostrar uma bonita história, real e inspiradora. E com belíssima fotografia.
O protagonista é William Kamkwamba (Maxwell Simba), adolescente residente na comunidade Wimbe, na pobre região do Malawi. Sem água para colheita, a fome assola a região e ameaça um morticínio. O caos provoca saques e desordem.
William usa de suas habilidades em eletrônica para montar uma torre de energia eólica para gerar eletricidade, bombear água para as terras secas e salvar a comunidade da fome. É um filme realmente emocionante, bonito, de final feliz. E não procurem nada além disso.
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[…] com um poder de identificação enorme para muitos e de alcance público imenso (como o recente O Menino que Descobriu o Vento). Há outros que, apesar de terem sido relativamente bem badalados, acabaram caindo a um segundo […]