Ideofrenia, ou quando o golpe é incoerente

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Radical defensor do Estado Legal e de Direito (quando se diz de esquerda, sic!), acusa o “Golpe” contra a presidenta Dilma, mesmo que tenha atendido aos trâmites constitucionais.

Mas, o que esperar desse congresso vendido, vide: mensalões e falcatruas assistencialistas, que de repente viraram “golpistamente” contra o governo até então aliados?

Quando oposição lançou mão dezenas de vezes do artifício do impedimento (50 petições de 1990 a 2002), mas em 2016, foi golpe!

Luta intransigentemente pelos ideais democráticos, mas, apoia o (des)governo Maduro na Venezuela, que fecha congresso e dá poderes legislativos à Corte do Supremo, onde todos os membros foram indicados pelo caricatural ditador e tem posições fechadas com governo – lá, eles “não são acovardados”!

Denunciam as manifestações populares e invasão do congresso no Paraguai, quando à surdina tentam aprovar a reeleição, mesmo não estando prevista na constituição.

Alegam que a revolta do povo é articulação da extrema direita (“Barras Bravas” + FLRA) para impedir a eleição da Frente Guasú, aliados ao conservador partido Colorado, visando um futuro gobierno progressista, no país vizinho.

Exemplos de coerência, esses insofismáveis paladinos revolucionários, seres plurais, são a favor da diversidade – menos do pensamento contrário.

Hegemônicos da verdade são militantes ferozes do patrulhamento ideológico, abjetos ao posicionamento divergente de pessoas mais a esquerda, e principalmente, de direita liberal ou o escambal.

Coxinha bom é coxinha morto!

Plínio Sanderson

Plínio Sanderson

Poeta, antropólogo e geógrafo

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