Clotilde Tavares lança campanha de financiamento coletivo do seu novo livro

PIX: 007.486.114-01

Colabore com o jornalismo independente

Em “Instruções Para Sair à Luz do Dia” a autora explora a narrativa curta, em contos que investigam o humano em suas zonas de sombra e luminosidade. Através dos textos, o leitor é levado a compartilhar a vida de personagens diversos: o amante não correspondido, a criança com seus novos companheiros de brinquedo, a empresária sequestrada por bandidos, o homem que acorda depois de um profundo sono, o casal que se comunica por bilhetes. Através das lacunas ali propositalmente deixadas, o leitor pode imaginar o que não é dito, sonhar com o que não é contado e, assim, tornar-se parceiro na construção da história. Desse modo, uma parte profunda e obscura da alma humana vem à tona a partir da leitura dessas narrativas, por vezes estranhas e sombrias, mas essencialmente possíveis na sua tragédia.

Autora de quase vinte livros, entre volumes de crônicas, novelas, romances e peças de teatro, Clotilde Tavares nasceu em Campina Grande (PB) mas vive em Natal desde 1970. Além de escritora é cronista, dramaturga e pesquisadora. Seus livros mais recentes são o romance “De Repente A Vida Acaba” (2024) e o livro de crônicas “A Cara da Riqueza” (2025).

“Instruções Para Sair à Luz do Dia” sai com 82 páginas, tem programação visual de Danilo Medeiros e ilustração da capa e interior sobre fotografias de Mylena Souza., com o selo editorial Mariana Hardi. O lançamento em Natal está previsto para final de abril.

Para apoiar, é só clicar no link da campanha <www.catarse.me/luzdodia>, escolher que tipo de recompensa deseja pelo apoio e seguir as instruções do site, onde há fotos e informações detalhadas. A contribuição antecipada dá direito a brindes, parcelamento no cartão e recebimento de livro e recompensas pelo Correio, com frete grátis.

SERVIÇO:

O quê: Lançamento da campanha de financiamento coletivo do livro de contos “Instruções Para Sair à Luz do Dia” de Clotilde Tavares

Quando: nesta segunda-feira, 16 de março de 2026.

Onde: www.catarse.me/luzdodia

Leia trechos:

“… A mãe às vezes fala coisas que ela demora a entender.
– Agora que está arrumada vá sentar no degrau do portão, para olhar a rua.
– Posso brincar com as meninas na calçada?

-De jeito nenhum! Não quero você misturada com essa molecada.
Senta no degrau e arruma a saia em volta, como a mãe gosta.
– Mamãe, quando eu tiver oito anos a senhora deixa eu brincar na calçada?
– Ainda demora para você fazer oito anos.
– Mas eu já tenho sete.
– É, mas ainda demora. Agora fique quietinha aí que eu vou ouvir minha novela…”

(Conto: “Lurdinha”)

“… Nesse dia, às três da tarde, eu saí de casa para ir à empresa como faço todo dia. Em vez de ir direto para lá, reto, pela avenida, peguei uma transversal para ir a uma padaria que tinham me recomendado, onde vendiam uma torta especial de chocolate. Entrei na transversal, o GPS se confundiu e logo me vi em uma rua somente com casebres de um lado e um muro alto que margeava um canal do outro lado. Depois de uns oitocentos metros surgiu à minha frente uma birosca, com cadeiras estropiadas onde se sentavam dois homens, cada um com sua lata de cerveja. Parei o carro e desci para pedir informações, quando…”

(Conto: “Esse Poder”)

Picture of Redação

Redação

Obrigado pela visita! O que achou do texto?

WhatsApp
Telegram
Facebook
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

Sergio Vilar
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.