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Cinema potiguar é destaque no 14º Curta Taquary

11 de março de 2021Audiovisual, Image

A 14ª edição do Curta Taquary – Festival de Audiovisual, que geralmente acontece em Taquaritinga do Norte, agreste de Pernambuco, será realizada em formato on-line, por conta da pandemia de Covid-19, entre os dias 16 e 22 de março.

Entre 521 inscrições, foram selecionados 72 filmes, sendo 65 produções do Brasil e sete de outros países.

Neste ano, o cinema potiguar ganha destaque com cinco títulos. Na Mostra Competitiva Primeiros Passos, dedicada a cineastas em seu primeiro trabalho, a seleção traz duas obras do Rio Grande do Norte.

Transetropical

A primeira delas é o curta experimental Transetropical, de João Ricardo Paulino, produzido pela Casa da Praia Filmes e rodado em Super-8. Na trama, o verão chega ao fim nos trópicos e o crepúsculo começa na Cidade do Sol. A virada da década é um transe de nostalgia, luz e escuridão.

Vai Melhorar

Outro destaque da mesma mostra é a ficção Vai Melhorar, de Pedro Fiuza. Protagonizado por Cássia Damasceno, que levou o prêmio de melhor atriz no Novo Cine PE, o curta se passa nos bastidores de uma campanha política para prefeito, na qual a apresentadora Luísa sofre com a difícil convivência entre os colegas de trabalho.

É a última semana antes do primeiro turno e Luísa, longe de sua cidade e sua família, descobre um escândalo que pode comprometer toda a eleição. Agora ela precisa decidir não só o seu destino, mas o de uma cidade inteira.

Eleito o melhor curta potiguar de 2020 pela ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte, o filme também foi premiado no Curta Kinoforum e no Comunicurtas UEPB, além de ter sido exibido em diversos eventos, como Fest Aruanda e Aesthetica Short Film Festival, na Inglaterra.

De vez em quando eu ardo

Já na mostra Diversidade, que conta com filmes que abordam questões de sexualidade e de gênero, em suas mais diferentes formas e perspectivas, o cinema potiguar segue representado com De Vez em Quando eu Ardo, de Carlos Segundo.

Na ficção, Louise é uma fotógrafa que busca a simbiose dos corpos. Seu encontro com Tereza, uma jovem que se oferece para participar da sessão de fotos, cria um abalo, muito maior do que elas podem imaginar.

Com Rubia Bernasci e Carla Luz no elenco, o curta já foi exibido em festivais da França, Irlanda e Bélgica. No Brasil, participou do For Rainbow, no qual recebeu o Prêmio da Crítica de melhor filme.

Urubá

Na Mostra Competitiva Brasil, que apresenta temática livre, Urubá, de Rodrigo Sena, é o representante do Rio Grande do Norte. No documentário, o mundo espiritual ao seu redor passa muito mais pelo terceiro olho do que pelos olhos físicos. O invisível aos olhos de Luiz não é invisível à sua sensibilidade espiritual.

Casa com Parede

Enquanto isso, na mostra Sessão Especial, fora de competição, o cinema potiguar marca presença com o documentário Casa com Parede, de Dênia Cruz.

O filme destaca um assentamento urbano em remoção, após um incêndio que destruiu mais de 50% dos barracos. Mulheres, homens e crianças em mudança para a tão sonhada moradia. Essa história é revelada de forma lúdica por uma criança de oito anos que viveu com sua mãe em uma comunidade entre tábuas e lonas, mas que sonhava morar em uma casa com parede.

Recentemente, o curta foi exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes, no Seridó Cine, Festival de Caruaru e Curta Caicó, no qual foi premiado.

Curta Taquary – Por um mundo melhor

Preocupados com o excesso de informação disponível na internet neste período da pandemia, a organização do Curta Taquary definiu que o tema deste ano será: Por Um Mundo Melhor.

Por isso, ao fazer a seleção, o foco foi optar “por mandar mensagem de esperança, de acalanto diante de um período tão complicado”, disse o coordenador do evento, Alexandre Soares.

Dos curtas que foram escolhidos pela equipe de curadoria, há espaço para conscientização, carinho e denúncia, com um olhar para o futuro, mas sem esquecer das tradições e, em sua grande maioria, contadas de forma lúdica e com muitos recursos da fantasia para contar a vida real.

Cada mostra tem, em média, sete curtas, exceto as mostras Sessão Especial e Por Um Mundo Melhor que não são competitivas e contam com dez e oito trabalhos, respectivamente.

Pernambuco teve o maior número de trabalhos selecionados, com 10 em cinco mostras, seguido de São Paulo com nove, em seis mostras.

Os filmes do Festival de Curtas de Taquaritinga do Norte estarão disponíveis no site do evento. Nesse período, também serão realizadas conversas e debates no canal do YouTube do festival.

Haverá, ainda, uma live no dia 22 de março para divulgar os vencedores das mostras competitivas. Além do Júri Oficial, o público também poderá escolher os vencedores pelo Júri Popular.


IMAGEM: frame do curta Urubá

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